Segurança Rodoviária
Vivemos numa sociedade em que o progresso técnico e material, impensável há 100 anos atrás (e desde que a memória humana alcança) permite que o comum das pessoas possua tecnologias que permitem um estilo de vida mais confortável que o dos seus antepassados. Dito isto, convém que a sociedade saiba viver com a tecnologia de que dispõe.
Uma dos critérios com que se mede o subdesenvolvimento é pela quantidade de mortos, incapacitados, feridos graves e feridos ligeiros provocados por uma tecnologia com que o mundo inteiro lida rotineiramente – o automóvel e o conjunto da circulação rodoviária.
Decerto haverá países com índices piores que o nosso (a China, onde só muito recentemente o automóvel se estendeu a camadas largas da população e não existe, portanto, uma cultura de segurança, é um exemplo) mas sem dúvida que falta em Portugal uma cultura e uma noção geral a propósito dos perigos da circulação rodoviária. (Excesso de velocidade, álcool/drogas, sono, telemóvel, etc.)
Acidentes, é uma coisa (acontece a todos); adoptar comportamentos de risco, como se estivéssemos a procurar o acidente e a desafiar a morte, é outra (só é parvo quem quer.)
Nos últimos tempos os números da sinistralidade têm melhorado um pouco, mas somos permanentemente relembrados da sinistra realidade que é a morte causada de forma negligente – ou estúpida…
PS2 – Já estive presente em dois acidentes de automóvel, mas em nenhum deles ia a conduzir.
PS3 – Pilotos de competição arriscam-se numa pista fechada à circulação, onde não há cruzamentos nem carros em sentido contrário. Impossível comparar uma Fórmula 1 com a estrada.
Sem comentários:
Enviar um comentário