terça-feira, fevereiro 28, 2006
A vertente bancária do meu último cartão de estudante chega hoje ao fim. O cartãozinho amarelo vai sair da minha carteira.
sábado, fevereiro 25, 2006
Ao contrário do que se diz por aí, a alma da Marinha Grande não é o vidro ou os moldes.
A alma da Marinha Grande é dizermos uma blasfémia num bar e os donos, numa cidade comunista, em vez de nos tratarem mal, responderem-nos com uma blasfémia maior.
A alma da Marinha Grande é chegarmos a uma roulotte de bifanas às 4 da manhã - e, em vez de uma uma rave marada, a música ser de Zeca Afonso.
E por falar nisso, passaram
19 anos da morte de Zeca Afonso (23-02-1987)

Maio maduro Maio, quem te pintou
Quem te quebrou o encanto, nunca te amou
Raiava o sol já no Sul, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua vinha lá de Istambul
Sempre depois da sesta chamando as flores
Era o dia da festa Maio de amores
Era o dia de cantar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
E uma falua andava ao longe a varar
Maio com meu amigo quem dera já
Sempre no mês do trigo se cantará
Qu' importa a fúria do mar, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça vamos lutar
Numa rua comprida El-rei pastor
Vende o soro da vida que mata a dor
Anda ver, Maio nasceu, Ti ri tu ri tu ri tu ru Ti ri tu ru tu ru
Que a voz não te esmoreça a turba rompeu
sexta-feira, fevereiro 24, 2006
Tu também não és nenhuma rosa meu amor
Será que tens que encher a boca de pão de ló
A tua figura é tão má que mete dó
Sei que este poema não é o melhor que já fiz
Também escusavas de andar com o dedo no nariz
Os teus olhos são como garrafas vazias
As tuas mamas batem um par de melancias
Sei que este poema não vale nada meu amor
Tu também não és nenhuma fada meu amor
A tua tromba é um pesadelo expressionista
Todos os dias lá vai um grupo excorssionista
Toda a gente sabe que este poema nao chega aos tops
Mas para fugir de ti eu corro mais que o Carlos Lopes
Quando tomas banho a água sai toda preta
Aborto mutante não vales uma punheta
Eu estou careca de saber que esta sonata é má
Também sei que merda maior do que tu não há
Porque é que não morres montanha de gelatina
Ficava tão bem que até tocava concertina
Adaptação de "Canção Conjugal" dos Ena Pá 2000
Um facto curioso; e uma constatação interessante e prenunciadora da guerra network-cêntrica que se aproxima. Só que desta vez os milhões de pessoas que saíram à rua, na Europa e no Mundo, nos dias antes da guerra do Iraque, pela paz e contra Bush, pensarão duas vezes. "A raiva ocidental contra o Islão já não está contida. Devagar, sem pressa mas também sem pausas, está a estalar o verniz da civilização ocidental. Estamos todos mais duros, mais revoltados, mais cruéis." É verdade, e as manifs de reacção aos cartoons não ajudaram nada. Seria este o grande desígnio de Rumsfeld e de Osama? Juntarem-se para destruir a pátria do Xiismo?
Segundo a imprensa, uma tese de mestrado da Geografia, da Faculdade Letras da Universidade de Coimbra diz que “As barragens trouxeram uma falsa sensação de segurança nos terrenos junto ao Mondego, o que se pode ver pelos estudos sociológicos e científicos efectuados nesta área.”
Isto é, apesar das águas do rio Mondego estarem aparentemente domadas por barragens, açudes e margens empedradas, subsistem riscos elevados de ocorrência inundações.
Verifica-se (...) “a falta de uma política de construção dos decisores e dos técnicos, dando às pessoas a falsa sensação de que viver junto ao rio é seguro, principalmente nas áreas envolventes de Coimbra”
Ou seja, os decisores políticos estão-se nas tintas, e os decisores técnicos são incompetentes, para não variar.
"(...) Este estudo resolve um problema académico, mas, sendo uma tese de Educação Ambiental, é adequada para a política e para a população em geral."
Isto é, este estudo será mais um estudo de Educação Ambiental que terá aplicação idêntica a outros anteriores, sempre à mão numa prateleira perto de si.
E peço desculpa por raramente postar. Ultimamente tenho andando ocupado a ler um blogue de marretas que passam metade do tempo a discutir a censura na blogosfera, provavelmente por não terem muito mais para dizer.
quinta-feira, fevereiro 23, 2006
Devido a solicitações várias, nomeadamente relacionadas com os vídeos, fiz algumas alterações a posts anteriores. Assim, criei um blog subsidiário expressamente dedicado a vídeos, e nos recentes posts retirei a ligação directa ao vídeo e coloquei linques (assim, à portuguesa, linques) para as respectivas localizações nesse blog. Espero que não haja mais problemas e espero também ter de volta o GP da Bélgica em 2007.
quarta-feira, fevereiro 22, 2006
Vida de cão
Dormir com pulgas no colchão,
Vida de cão
Lamber as botas ao patrão,
Viver da televisão,
Trabalhar na construção
E ao domingo,
Ir com um puta para a pensão.
Vida de cão
É nao puder dizer que não,
Vida de cão
É encontrar um porcalhão,
Comer merda em vez de pão,
Engordar o tubarão
E ao domingo,
Beber tinto do garrafão.
Vida de cão
Viver à vista de tesão,
Vida de cão
É desabar no alcatrão,
Escorregar num cagalhão,
Bater com as trombas no chão,
E ainda por cima...
Foda-se,
Ser esmagado por um camião!
terça-feira, fevereiro 21, 2006
Fórmula 1 - O artista tenta explicar a sua obra: Ayrton Senna sobre a primeira volta do GP Europa, 1993
(sem tradução do brasileiro)
"A partir do momento em que o Schumacher me deu o aperto, eu guiei como nos tempos da Fórmula Ford, sobretudo em condições difíceis. A pista tinha muita água, os carros pesados, com tanque cheio, os pneus cm pressão baixa, frio. A gente não sabe o ponto de frenagem numa curva. Não sabe se vai travar o freio dianteiro, se vai escorregar ou nãovai, se vai acquaplanar, ou não, se vem alguém em cima de você. É tudo uma loteria. É totalmente baseado no instinto: pilotar de forma agressiva, mas ao mesmo tempo tere um controle tremendo, ter um domínio muito gande sobre si próprios e a máquina...
Como eu posso te dizer? Você deixa a máquina te absorver. É como se você derretesse dentro dela e ocupasse todos os cantos que existem e se transformasse numa única coisa, totalmente integrada àquele momento: a água, a chuva, a incerteza, a falta de referência, o medo e a indecisão de outros pilotos. Você se arrisca a jogar tudo fora no primeiro minuto e meio, e a corrida tem mais uma hora e 58 minutos e meio. Você precisa estar muito seguro para não fazer papel de idiota e sair reto, ir para a caixa de brita e ficar ali parado...
Mas aí entra a sensibilidade de saber que aquele minuto e meiovale por um GP. Você eia jogar tudo ali. Ao mesmo tempo, não é simplesmente blefar: é preciso a certeza de que é aquilo mesmo o que você tem de fazer. Dessa forma, não existe meio termo, não existe o momento de indecisão queé quando você comete os erros e deixa brechas para problemas. Você entra sabendo exactamente o que vai fazer, como vai fazer e vai fazer. Foi realmente uma volta espectacular. Prost, Hill e quem tinha chance de ganhar demorou cinco ou seis voltas para encontrar o ritmo.
(...) Lógico que me lembro da ultrapassagem a Wendlinger. (...) Então você mergulha num S rápido continuamente à direita e de repente à esquerda, aí freia e vai para uma curva à direita. Foi no meio do S que tirei por fora e fui em frente. Foi uma manobra calculada porque eu sabia que ali o líder ia maneira um pouco, o segundo mais um pouco, o terceiro mais um pouco e assim por diante. Todos teriam uma atitude, digamos, muito reservada e (...) ninguém ia esperar que eu viesse por fora, seguro da velocidade real. Mas eu já estava suficientemente integrado, tinha derretido dentro do carro desde a primeira curva. Vim embalado, tirei e passei batido, por fora e já preparei a ultrapassagem sobre Hill. Eu estava determinado. Sabia que a minha chance estava ali, na primeira volta, se eu conseguisse recuperar as posições de largada, inclusive aquelas que eu perdi por terlargado mal. Todo o mundo estava se achando, e as vantagens de pegar a liderança numa corrida como aquela, com pista limpa, sem problemas de visibilidade e guiando agressivamente, me permitiram abrir uma diferença nas duas primeiras voltas. Isso ia descontrolar a cabeça dos caras que depois precisariam recuperar. (...)
Curiosidade - Prost e Schumacher sobre Senna, Grã-Bretanha 1993
segunda-feira, fevereiro 20, 2006
Está confirmado, o blog da SARIP está contaminado com a Gripe das Aves. O primeiro caso de Gripe das Aves em Portugal é nosso, apareceu cá um ave morta e como tal a contaminação é praticamente certa. Até porque, as aves só morrem de gripe, não existem mais causas aparentes para a morte das aves. Aconselhamos todos os nossos leitores a irem ao médico, e ficarem em casa de quarentena, não deixem os vossos filhos ir à escola, desempreguem-se, peçam o fundo de desemprego, e não façam nenhum até acabar esta epidemia mundial. Recorde-se, que este virus já matou mais de 30 pessoas no mundo todo, é a maior epidemia desde a crise de "chatos" que atingiu Portugal em 1999, que obrigou 15 homens a irem ao Hospital. Não deve haver motivos para grandes alarmismos, até porque Portugal tem a maior percentagem de caçadores por ave migratória, antes que elas cheguem à zona Litoral, já mais de 70% foram chacinadas pelos nossos deportistas "cobardes que gostam de matar por prazer". A solução final, poderá pessar por montar uma rede gigante nas nossas fronteiras a impedir a entrada destes "demonios assassinos com asas". O Igreja, já afirmou que esta é uma doença enviada pelo Diabo para impedir que acreditemos em Jesus, mas a Irmã Lucia vai-nos salvar e vai matar as aves todas com o seu raio laser mágico que sai dos óculos. O governo, demonstra alguma preocupação, até porque não tem mais nada com que se preocupar, temas como o défice, a crise, o aborto, a regionalização, são temas secundários quando comparados com esta questão. A associação de médicos, afirma estar pronta para tudo, inclusive tomou medidas de retirar das camas doentes terminais com cancro e Sida, desligando também muitas das maquinas que dão apoio à sobrevivencia de doentes em coma e a recuperar de cirurgias, isto tudo por forma a que nenhum gripado fique sem local de repouso.
sábado, fevereiro 18, 2006
E aquilo que Schumacher ainda não fez. Os quatro pilotos ultrapassados, por esta ordem: Schumacher (Benetton-Ford), Wendlinger (Sauber-Mercedes), Hill (Williams-Renault) e Prost (Williams-Renault). O outro McLaren-Ford, na gravilha, é de M. Andretti.
A irmã Lucia vai ser transladada para Fatima, esperemos que ela não esteja com o período, senão suja a Nacional 1 toda.
Comentário de um Padre
Seu herege, Satanás te aguarda...
Comentário de uma Mulher
Seu machista de merda...
Comentário de um Portuga
ahahahahaahhaha...
Comentário do Autor desta ideotice
Cada vez tenho menos juízo... nunca mais sou um homenzinho...
quinta-feira, fevereiro 16, 2006
A crise dos cartoons tem duas leituras possíveis: a questão da liberdade de expressão e a questão política. Confundir as duas vale a pena e dá dividendos políticos, mas seria preferível não o fazer.
O sr. Amaral, que escreve no Diário Económico, é precisamente uma daquelas pessoas que se dá mal com a liberdade de expressão. Este princípio base da democracia tal como se tem desenvolvido no “Ocidente” (Europa, América do Norte, América Central e do Sul – as democracias asiáticas são um pouco diferentes), em pé de igualdade com outros, tem um problema que é custar a digerir quando se vira contra nós. O sr. Amaral queixa-se de que o chamam de homofóbico se criticar a Opus Gay, ou de ser racista se atacar a comunidade negra. Ou seja, o sr. Amaral tem uns ouvidos super-sensíveis e chora se disserem mal dele. E por isso cala-se.
A liberdade de expressão pressupõe que as pessoas tenham confiança em si próprias e afirmem a sua identidade (uma tradição individualista ligada ao liberalismo); não devem ter medo do politicamente correcto que as insulta, porque, no Ocidente, quem bater no sr. Amaral por ele atacar a comunidade negra deverá ser detido e julgado. Eu próprio já debati com pessoas que defendiam Hitler e não lhes chamei nazis – usei contra-argumentos.
O sr. Amaral tem razão quando diz que não devemos ser solidários com idiotas, mas no que toca à liberdade de expressão, há duas perguntas que os “ocidentais” fazem:
- porque é que não podem circular cartoons de Maomé quando os “cartoons” da Igreja Católica circulam à vontade?
- porque razão os muçulmanos dão tanta importância a uns simples desenhos? (e esta segunda pergunta é a única questão que justifica que se fale de choque de mentalidades, mais do que de civilizações ou culturas.)
Quanto à leitura política, o sr. Amaral tem razão. Existe mais retórica belicista na Europa – foi esse o desejo do Irão e dos governos de países islâmicos que apoiaram esta crise. Na Europa, ou calamos os bonecos ou reafirmamos o direito de os fazer.
Talvez os cartoons possam ter semelhanças com os dos judeus no III Reich, mas há uma diferença enorme; no III Reich, se um judeu fizesse um cartoon do Hitler, cortavam-lhe o pio, enquanto na Europa de hoje os cartoons anti-judeus podem circular livremente. Acho que são para consumo interno iraniano – e estão muito fixes. (claro que os autores do site se sentem incomodados...)
Manipulação anti-muçulmana
Bem documentada, e devidamente filtrada, aqui.
Esta é só para ver o que diz o Ricardo Gomes… não quer dizer que eu concorde com o V.P.V.
"Parece que as tropas portuguesas continuam no Afeganistão até 2007. O que se espera que lá façam com o governo cercado em Cabul e a economia dependente da papoila do ópio não é claro. Os senhores da droga, os senhores da guerra e os chefes tribais mandam no país. Pouco a pouco, os Taliban começam a voltar. A NATO precisava de 300.000 homens para impor um mínimo de segurança e ordem. Tem 15.000. Para serve esta comédia e por que razão Portugal participa tão submissamente nela? O sr. Amado, ministro, não explicou."
E por falar em V.P.V., vocês não acham este argumento pró-tabágico muito parecido com o do Gilberto?
"O Ocidente que deixou de acreditar fosse no que fosse, acredita fervorosamente na saúde. Não se percebe este amor ao corpo. Um indivíduo que não fume, que não beba, que se obrigue disciplinadamente a uma dieta punitiva e faça exercício sem parar ganha o extraordinário privilégio de trabalhar muito mais, durante muito mais tempo. Ou, pior ainda, acaba por cair numa velhice patética e por morrer entubado e espicaçado e com médicos que o tratam como quem trata o problema de uma rã.
Não espanta que a esquerda goste deste exercício de melhoramento do homem. É repressivo e abre um belo e vasto campo à intolerância dos não-fumadores. Quando qualquer mentecapto pode perseguir um tabagista como um ente sub-humano, a populaça aprecia. Até Hitler era dado a esse desporto. Como dizia o outro, não tarda muito que ninguém se lembre como a vida era doce, antes da saúde se tornar a religião oficial."
Fórmula 1 - a célebre ultrapassagem
Já que me estão sempre a falar nela...
quarta-feira, fevereiro 15, 2006
"A crise dos ‘cartoons’ lembrou-me uma história, cujos protagonistas são um homem e um ‘rottweiler’ que todos os dias se cruzavam na rua. Um dia, o homem decidiu que ia dançar em frente do ‘rottweiler’, só para o provocar. O ‘rottweiler’ obviamente atacou-o. A caminho do hospital, a sangrar de várias feridas, o homem gritava que tinha o direito de dançar na rua, em frente de quem ele quisesse. Houve gente que defendeu energicamente o seu ”direito à dança”. Eu acho o homem um parvo.Se criticar a Opus Gay, sou considerado um sinistro homofóbico. Se defender o Ku Klux Klan, ou atacar a comunidade negra, sou um porco racista. Se gozar com câmaras de gás, e escrever holocausto com letra pequena, sou um sacana de um anti-semita. Se ofender os ciganos, sou xenófobo. E, se defender Hitler e usar uma suástica, sou considerado um canalha nazi. Porém, se fizer um ‘cartoon’ de um Maomé bombista, o mundo levanta-se a defender a minha ”liberdade de expressão”. Infelizmente, o que esta crise confirmou é que os muçulmanos estão agora no fim da escala de valores ocidental. Não têm, como outros grupos ou raças, direito a ”discriminação positiva”. Pelo contrário, são odiados. São, como disse Sarkozy, ”escumalha”. Osama conseguiu unir o Ocidente pela raiva. Somos todos dinarmaqueses? Quem tentou imitar o ”somos todos americanos” do ”Le Monde” do dia 12 de Setembro de 2001, esqueceu um detalhe: no 11 de Setembro, a América foi vítima de um ataque que matou quase 3000 pessoas. Na crise dos ‘cartoons’, os agressores iniciais (os cartoonistas e o jornal dinamarquês) tornaram o seu país, a Dinamarca, numa vítima dos radicais islâmicos. Foi um processo estranho e complexo, mas que não convida à solidariedade. A única coisa que aprendi sobre a Dinamarca é que lá também existem idiotas. Nada de surpreendente, há-os em todos os países. Mas, não costumo solidarizar-me com eles. Este desejo de unir o Ocidente (o ”somos todos”) é perigoso. Não somos todos idiotas, nem somos todos de extrema-direita. Entre um muçulmano radical e um ocidental radical, venha o Diabo e escolha. Eu não escolho. Quem aceitar o ”nós” contra ”eles”, aceita e promove a armadilha terrorista.Em Portugal, existem imensos especialistas no Islão. Não há ‘opinion maker’ que não tenha a sua teoriazinha islâmica. O Islão é ”agressivo”, o Islão é ”fanático”, o ”Islão é político”, o ”Islão está em guerra”, etc. Uma das coisas boas de ler a imprensa portuguesa é que substitui qualquer necessidade de ler livros de história. Desde a mil vezes repetida máxima de que ”no Islão não há separação entre a religião e o Estado”, até às menos óbvias teorias invocando ”a queda de Granada”, tivemos direito a tudo. Eu confesso que sei pouco sobre o Islão. Mas sei que Maomé é o profeta deles. Insultá-lo ofende todos os muçulmanos, sejam moderados ou fanáticos, e isso é perigoso. E estúpido.Em Portugal, existem também inúmeros corajosos. Há imensa gente que não vai ”ceder” ao medo, que vai ”combater pela nossa civilização”, que nunca irá ”capitular” ou ”ceder à chantagem dos fanáticos”. É por isto que amo apaixonadamente Portugal. É tão tuga, tão ”agarrem-me se não eu vou lá”, tão passional na defesa dos ”valores”. É divertido, pois sendo Portugal um país com pouca experiência de guerras ou ataques terroristas, não há um único português que não demonstre uma grande garganta e uma bravata de toureiro em defesa da sacrossanta ”liberdade de expressão”. Podemos portanto dormir tranquilos. Há uma vanguarda prontinha a puxar pelo gatilho. Esta ”retórica belicista”, à superfície apenas tonta, revela um desejo confrontacionista profundo, e é a crista de uma onda populista anti-islâmica que varre a Europa como um perigoso ‘tsunami’. Que existia um ‘tsunami’ anti-ocidental no Islão, já sabíamos, mas não sabíamos que existia um ‘tsunami’ anti-Islão na Europa. Como Osama queria, e o Irão deseja. Quem contrariar estes ‘tsunamis’ é, notem bem, cobarde.”A guerra do Terror” veio para ficar. Aumentou brutalmente o número de Ocidentais mortinhos por atacar à bomba o Irão. Obviamente, isso não será considerado uma ”agressão ocidental”, mas um acto perfeitamente justificado, perante as circunstâncias. " by Domingos Amaral in http://www.diarioeconomico.com
terça-feira, fevereiro 14, 2006
OPA da Sonae à PT
domingo, fevereiro 12, 2006
Respondendo ao repto lançado pelo companheiro W., lá vão cinco hábitos que me ocorrem, não assim de repente, mas depois de pensar um pouco:
1. Azelhice total para trabalhos manuais
Não me peçam para fazer (quase...) nada com as mãos. Tirando uma ou outra excepção, sai desastre.
2. Memória em excesso
O W. refere-se a memória imediata, e essa eu tenho em quantidade mediana. A memória a longo prazo, que o cérebro armazena noutra zona (é por isso que os velhos não se lembram do que fizeram há dez minutos mas recordam perfeitamente o Verão de 1953), é que tenho em demasia. Já me aconteceu puxar um tópico do género numa conversa e ninguém fazer ideia do que estou a dizer! Poderia ficar semanas e semanas a recordar coisas que vi ou que me aconteceram... desde 1986, que é o "flash" mais recuado...
3. Fórmula 1
Não é tanto o gostar de Fórmula 1 que é estranho, mas sim o que decorre do ponto anterior; juntando as duas centenas de corridas que vi mais ao que li em livros, é perfeitamente normal eu estar a falar de Fórmula 1 com alguém e recordar o que aconteceu no GP do Mónaco de 1992, ou no da Europa de 1993, Estoril 96...
(Hill, Jordan-Mugen Honda, 1998, ano em que venceu a sua única corrida sem ser com a Williams, o GP da Bélgica - aquele em que Schumacher bateu na traseira do Coulthard quando seguia em primeiro, e depois tentou dar-lhe uns murros, já nas boxes. O mesmo GP em que, na partida, houve uma enorme carambola com mais de 10 carros, devido à chuva.)4. Dança
As minhas tentativas de dançar em discotecas, salvo raríssimas excepções, foram pouco mais que motivo de riso... enquanto que, com dois ou três acordes e após 7 ou 8 anos sem treinar, puseram-me a dançar num casamento sem problema nenhum...
5. O céu
Olhar o céu sem motivo nenhum. E tentar apurar os sentidos, de modo a, dentro de 20 ou 30
anos, bastar olhar o céu para saber que tempo vai fazer no dia seguinte. E saber sempre em que fase da lua estamos, embora não seja muçulmano. Aliás, coleccionar o Borda d' Água sem ser agricultor também é um hábito estranho.
Passo o desafio aos outros co-bloggers e, já agora, ao Tiago e ao António.
Espero com este link ajudar a acalmar alguns espíritos mais amedrontados com as manifestações "em massa" no mundo islâmico contra os bonecos.

Leonel Nunes na Queima das Fitas!
Pela renovação artística, apoiemos a petição de apoio a Leonel Nunes, o Rei da Música Popular Alternativa!
(Mais informações aqui)
(PS - agradeço ao W. a divulgação que me fez deste fabuloso artista.
PS2 - Que eu saiba, não existe nenhum parentesco com o dr. Ivan.)
sábado, fevereiro 11, 2006
«Ao expressar o problema da política sob a forma de interrogações como estas: "Quem deverá governar?" (...) Platão criou uma confusão permanente no domínio da filosofia política (...) Decerto que, colocada a questão desse modo, é difícil deixar de reconhecer que o poder deve estar nas mãos "do mais virtuoso", "do mais sábio", "do governante nato" (...) ou talvez "da Raça Superior", "dos Operários" ou "do Povo". (...) quem advogaria o governo "do mais perverso" ou "do mais tolo", ou ainda "do escravo nato"?»
Karl Popper, A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos
Como é que um "comando", de férias da guerra, elege como divertimento o Laserquest?...
Notícias de S. Martinho do Porto e Salir do Sal... do Porto
Meus caros saripians, o passeio da avenida marginal de S. Martinho vai deixar de ser como o conhecemos, já que estão a ser efectuadas obras em toda a sua extensão, até à rotunda próximo da casota dos ciganos. Vai ficar com o dobro da largura. (Obras também no largo, junto à casa do Dani.)
Em Salir, a discoteca Caraíbas mudou de nome, sendo agora a danceteria Dunas.
(uma nota ainda para as cabeças que tiveram a boa ideia de dotar a igreja da minha aldeia, Turquel, com iluminação nocturna: o efeito é simplesmente lindo!...)
quinta-feira, fevereiro 09, 2006
quarta-feira, fevereiro 08, 2006
Pois então uns cartoons enfureceram o mundo islâmico. Uns cartoons desenhados por uns dinamarqueses bárbaros que insultaram gravemente, que injuriaram, que violentaram uma figura religiosa.
Os dinamarqueses, autenticos satãs, infiéis, que usaram de forma maquiavélica uma arte para... para simplesmente usar a liberdade de expressão.
Obviamente que para todo o mundo árabe, isto é algo muito complicado de entender. Para um mundo onde a democracia não existe, onde a liberdade de epressão não faz parte do vocabulário, nem da mentalidade, ainda demasiado retrógrada para a percepção de valores modernos.
Pois para o Danish, estes cartoons são uma manifestação de ódio(!!!) para com o Islão, uma reacção quase desesperada por parte do mundo ocidental de apelo ao poder bélico!!!
Realmente são os ocidentais que organizam manifestações gigantescas contra o Islão, são os ocidentais que queimam bandeiras dos países Islâmicos, são os ocidentais que se suicidam em atentados para irem para junto de 72 virgens...
Comparar uns simples cartoons feitos por uns jornalistas a um atentado ou a propaganda bélica é no mínimo uma visão retrógrada, exactamente de acordo o tempo histórico onde ainda se encontra o mundo islâmico.




Sem surpresa, os ‘cartoons’ dinamarqueses têm sido discutidos como um mero caso de “liberdade de expressão” versus “respeito pelos símbolos religiosos”. Contudo, contar a história assim é, como se costuma dizer, tirá-la do contexto. E, neste caso, o contexto é tudo. A mim, os desenhos dinamarqueses lembram-me os ‘cartoons’ de propaganda bélica, habituais na Primeira e na Segunda Guerras Mundiais. Soviéticos, franceses, nazis, fascistas, ingleses, japoneses ou americanos, todos usaram os ‘cartoons’ como arma de propaganda de guerra. O “inimigo”, fosse ele qual fosse, era sempre diabolizado, insultado, satirizado e humilhado. A ideia era enfurecê-lo, mas era também levantar a moral dos povos que os viam, excitando-os e cegando-os. Numa guerra, é isso que é preciso, pois caso contrário é mais difícil matar indivíduos de carne e osso como nós. Os ‘cartoons’ dinamarqueses são elementos de uma guerra: a guerra declarada pelo “radicalismo islâmico” ao Ocidente, e que teve como resposta a “guerra ao terrorismo”, declarada pela América e também por muitos países europeus. Não foi, é bom lembrá-lo, uma guerra desejada pelo Ocidente. Não havia, a não ser na mente de paranóicos e conspiracionistas, nenhuma razão óbvia para ter começado. Mas, a verdade é que começou, com extrema crueldade, no dia 11 de Setembro de 2001, em Nova Iorque. O violento ataque, que humilhou a América e espantou o mundo, produziu os efeitos desejados. A América cegou, e mandou avançar a cavalaria, que partiu à desfilada para o Afeganistão e depois para o Iraque. A espiral da “guerra ao terrorismo” prosseguiu, com dezenas de episódios menores e de explosões maiores. Bali, Istambul, Casablanca, Madrid, Londres, provocaram milhares de mortos, e assustaram o Ocidente com imagens horríveis. A armadilha diabólica em que Osama nos enfiou transformou-se de facto numa guerra. Como todas as guerras, cruel, dura, violenta e capaz de fazer vir à tona o pior dos seres humanos. Lentamente, o sentimento dos ocidentais mudou. No dia 12 de Setembro de 2001, muitos eram ainda os que achavam que a culpa era “dos americanos”. Cinco anos depois, já não é assim. A raiva ocidental contra o Islão já não está contida. Devagar, sem pressa mas também sem pausas, está a estalar o verniz da civilização ocidental. Estamos todos mais duros, mais revoltados, mais cruéis. Exactamente como Osama queria. Os ‘cartoons’ dinamarqueses são mais um episódio dessa guerra. São peças de puro “terrorismo intelectual”, e ninguém devia ficar surpreendido com as reacções que geraram no mundo islâmico. A ideia era exactamente essa: mostrar ao mundo quão básicos, primários e “atrasados” são os povos islâmicos. Vir agora dizer que são actos de pura liberdade de expressão artística é de uma candura e inocência que afligem. E dizer que a liberdade de expressão é um valor absoluto espanta. Então porque é que em todo o Ocidente são proibidos os parditos nazis e a defesa das ideologias nazis?Infelizmente, ao tratarem Maomé da forma que tratam, os cartoons conseguiram algo que Osama nunca conseguira: unir o Islão. É que não há quase nada em comum entre os milhões de islâmicos, a não ser Maomé. Assim, e apesar de serem propaganda bélica, os ‘cartoons’ dinamarqueses são absolutamente estúpidos e levianos. Nenhum deles seria aprovado por um ministério de propaganda de guerra. É preciso ser totalmente estúpido para relacionar Maomé com bombas. É assim como culpar Jesus pela Inquisição. Que se saiba, nunca Maomé promoveu o terrorismo suicida. Infelizmente, o radicalismo islâmico já contaminou o Ocidente. Obrigou-o a reagir, e claro, a agredir. Olho por olho, dente por dente. Ontem Bush, e hoje, que já passaram uns anos e os ódios são mais “aceitáveis” e “compreensíveis”, os artistas. Foi sempre assim nas guerras. Um resvalar para a barbárie, que só pára quando um dos lados se render. Guerra é guerra: eles atacam à bomba, nós respondemos com “guerras preventivas” ou cartoons a insultar Maomé. E Osama a rir...
terça-feira, fevereiro 07, 2006
"Sou a favor da despenalização das drogas"
"O facto de pertencer à Opus Dei não afecta em nada as minhas ocupações profissionais"
Notícias sobre o estado de saúde de Ariel Sharon
...
Notícias sobre a Constituição Europeia (apesar dos esforços do PS-Açores
...
Notícias sobre o TGV e a Ota
...
Notícias sobre o Afeganistão
...
Notícias sobre seja o que for que interessa mas que não está em crise imediata nem alimenta audiências fáceis em telejornais tipo telenovela
...
Foram penhoradas as acções de José Veiga
O Site não oficial de defesa de Vale e Azevedo
Anedotas no jornal da FEUC
A Batalha do Buçaco
The Battle of Buçaco was a battle of the Peninsular War, fought by British and Portuguese forces under the command of the Duke of Wellington on September 27, 1810, to check French pursuit of his retreat to the Lines of Torres Vedras. Having occupied the heights of Buçaco (a 10-mile long ridge) with 25,000 British and the same number of Portuguese, he was attacked five times successively by 65,000 Frenchunder Marshal Masséna. Massena was uncertain as to the disposition and strength of the opposing forces because Wellington deployed them on the reverse slope of the ridge, where they could neither be easily seen or easily softened up with artillery. The actual assaults were delivered by the corps of Marshal Ney and General Reynier,, but after much fierce fighting they failed to dislodge the British and were driven off with a loss to them of 4,500 killed or wounded, as against Anglo-Portuguese losses of about 1,250. Massena then moved off to the right to flank the position, and Wellesley resumed the retreat of his army into previously fortified lines at Torres Vedras by October 10.
Masséna, finding them too strong to attack, withdrew into winter quarters. Deprived of food for his men and harried by British hit-and-run tactics, he lost a further 25,000 men captured or dead from starvation or sickness before he retreated into Spain early in 1811. Wellington had now freed Portugal from French occupation except for Almeida, near the frontier.
This was the first major battle of the Peninsular War in which units of the reconstituted Portuguese Army fought. (Wikipedia)
Popper vs Platão
O esteticismo e o radicalismo levam-nos forçosamente a abandonar a razão e a substituí-la por uma angustiada esperança em milagres políticos. Esta atitude irracional, motivada pela submersão em sonhos de um mundo ideal, constitui aquilo que designo por Romantismo. (...) o seu apelo pesa mais mais sobre as nossas emoções que sobre a nossa razão. Mesmo animada das melhores intenções, procurando construir o céu na Terra, há-de vê-lo transformar-se num inferno - aquele inferno que só o homem reserva aos seus semelhantes.
Karl Popper, A Sociedade Aberta e os Seus Inimigos (1945)
E agora, para algo completamente diferente
segunda-feira, fevereiro 06, 2006
Pede-se, evidentemente, a todos os saripians, não só que comentem o mais detalhada e opinadoramente possível, mas também que dêem os seus próprios contributos. Por exemplo, eu e o Reinold não fomos àquela viagem de estudo a Lisboa em que o Berto... ahm... bem.
Contributos para o Livro da SARIP #1
Letra de música, primeiro jantar de curso (Outubro 2000)
(Música: Can Can)
Nós somos umas putas, grandes prostitutas, deste cabaré olé olé
Eu sou a Micaela, a puta mais bela, deste cabaré, olé olé
Refrão
Eu sou a Dulcineia, a puta mais feia, deste cabaré, olé olé
Refrão
Eu sou a Josefina, a puta mais fina, deste cabaré, olé olé
Refrão
Eu sou a Alberta, a puta mais aberta, deste cabaré, olé olé
Refrão
Estou a falar de uma “máquina” que em tempos surgiu como um modelo potenciador de desenvolvimento e de progresso, mas que hoje se revela obsoleta e com alguns problemas na engrenagem.
Falo da “Máquina do Estado”, um autêntico “papão” dos tempos modernos.
Muito se tem falado do “peso” excessivo do papel do Estado na Sociedade, das fragilidades do sistema da Administração Pública, do excesso de burocracia nos serviços públicos, da má imagem dos funcionários públicos ou do estrangulamento financeiro das verbas afectas à Segurança Social num espaço temporal de 10 a 15 anos.
O Estado deve estar sempre no topo da pirâmide. Tendo funções de regulador mas também de investidor, o Estado deve conciliar o papel de regulador das actividades de cada sector da sociedade e, ao mesmo tempo, deve ser um garante de investimentos públicos que têm como principal retorno a qualidade e eficácia do serviço público prestado aos cidadãos. No entanto, e como em tudo na vida, deve existir um meio-termo entre estas duas funções estruturantes do Estado. Por um lado, a omnipresença e omnipotência do Estado Providência ou a dimensão excessivamente assistencialista da acção governativa pode originar marasmo e até défice de cidadania da Sociedade, por outro lado um Estado meramente regulador arrisca-se a ser “engolido” pelas leis do mercado cada vez mais selvagem e onde as preocupações e os modelos sociais são cada vez mais secundarizados.
Outro problema cada vez mais evidente é a burocracia. O sistema de administração pública português está refém de uma quantidade assustadora de impressos e papéis que inquinam o circuito. Este problema é apontado pelo poder político há vários anos, mas continua a ser uma realidade. Em boa verdade, a resolução deste problema deve partir dos órgãos legislativos do Estado. A rigidez da legislação que suporta a administração pública não permite uma dinamização eficaz e efectiva dos serviços prestados. Muitas vezes o poder político executivo é acusado de não proporcionar uma acção eficaz dos serviços que tutela, quando, muitas das vezes, esse mesmo poder político está apenas a cumprir a lei.
Quanto aos funcionários públicos, o estigma que lhe está associado começa a ser um problema cultural do nosso país. Na função pública, como nas entidades privadas e em qualquer parte do mundo há bons e maus funcionários. Daí que um sistema que premeie o mérito e a eficácia de cada funcionário não deve ser visto como uma perspectiva neoliberal da função pública, deve ser visto como uma questão de justiça e de melhoria dos serviços prestados aos cidadãos. Esta deve ser a ideia central na função pública, ou seja, garantir a eficácia e a qualidade do serviço prestado ao principal destinatário desta actividade-o indivíduo.
Assim, devemos caminhar não para diminuir a capacidade da tal “máquina”, mas sim reformular os métodos e formas de intervenção dessa “máquina”. O Estado deverá sempre ter o peso que tem. Deve ser a principal entidade em qualquer sistema. Deve fomentar as políticas assistencialistas e, ao mesmo tempo, fomentar e apoiar a iniciativa de cada um, materializando o velho ditado chinês: “em vez de lhe dares um peixe, ensina-o a pescar”.
Desta forma, deve ser seguido um Plano que conjugue vários factores que se revelam fundamentais para o futuro.
A qualificação tem de ser uma prioridade. Ao invés de direccionar a totalidade do investimento público para o betão e para os “elefantes brancos” é necessário investir no capital humano. Esse investimento é, talvez, o investimento mais seguro do séc. XXI.
A aposta nas novas tecnologias pode contribuir de forma determinante para “olear” a “máquina”. Consegue agilizar os serviços através de processos de informatização como consegue contribuir para a diminuição da burocracia e para a qualificação das pessoas que vão usufruir dos serviços informatizados.
Aumentar a escolaridade média dos portugueses e diminuir os índices de insucesso e de abandono escolar, promovendo a melhoria das condições de ensino do sistema público tem de ser o futuro. Investir nas pessoas é a garantia da sustentabilidade futura do nosso país.
Todos estes vectores têm de ser acompanhados por um sistema de acção social integrador e auxiliador de quem precisa de ajuda proporcionado pelo Estado e por uma profunda reforma no pacote legislativo que suporta e regulamenta a administração pública.
Muitas vezes as medidas do Executivo do Eng. José Sócrates são contestadas. As preocupações das forças sindicais e dos parceiros são legítimas, mas, infelizmente, estas medidas não podem ser classificadas como medidas boas ou como medidas más, devem sim ser classificadas como medidas necessárias, sob pena de o motor gripado da “máquina” avariar de vez.
domingo, fevereiro 05, 2006
Se calhar é mais apropriado para os srs. Anwar Latif e Vítor Gomes...
Sobre os Sigur Rós
O site oficial... e uma crítica: “Para muitos, um fenómeno inexplicável, a começar pelo idioma próprio. O "hopelandish" (qualquer coisa que traduzido daria "esperancês") foi criado pelo vocalista Jonsi Thor Birgisson para vestir adequadamente as suas melodias. A sua sonoridade reúne uma explosão de sons que vai do rock à dança e da pop a uma vertente mais alternativa, sem os chamados refrões orelhudos mas, no entanto, com capacidade para proporcionar imagens sonoras deliciosas.”
Aljubarrota - dúvidas desfeitas…
Pensei durante muito tempo que tinham sido os portugueses a inventar a técnica militar que, na Idade Média, restabeleceu o equilíbrio entre a infantaria a pé e a cavalaria pesada – as lanças de longo tamanho fixadas no chão, obrigando a cavalaria a “desmontar.” Quando vi o Braveheart, fiquei na dúvida, já que a épica escocesa era situada 70 anos antes da nossa. Aqui temos um “testemunho” português: a ideia não foi nossa…
…embora nem sempre o mais importante seja ter ideias. Como disse no recente post da China, saber desenvolver as ideias dos outros também é importante…
Ivan na RTP-N
Pogue motivos a que fui mais ou menos alheio, não pguestei a atenção necesságuia ao “Choque Ideológico” na ÉgueTP-N, entre Ivan Nunes e Helena Matos. Fica paga a pgóxima. Em todo o caso, esperemos que o nosso professor não se engasgue – poderá ser o início de uma carreira promissora! Só não existe quem não aparece na televisão…
(Em todo o caso, é dos nossos professores o que terá maior exposição mediática; o Prof. Pureza apareceu em acções relacionadas com a campanha e pouco mais; o sr. Secretário de Estado Cravinho aparece muitas vezes, mas em clips de 0,5 a 2 segundos, em plano secundário atrás de Freitas do Amaral, quando a telenotícia é sobre o MNE…)
Por falar nisso: Concurso do MNE
As vagas já estão previamente preenchidas devido ao favorecimento ilícito, vulgo cunha.
Deixem-se estar aí e não concorram…
quinta-feira, fevereiro 02, 2006
02-02-2000
02-02-2006
"O enamoramento, quanto tudo corre bem, termina no amor; o movimento, quando resulta, produz uma instituição. Contudo, a relação que há entre enamoramento e amor, entre estado nascente e instituição, é do tipo da que existe entre levantar voo, voar e ter chegado, entre estar no céu sobre as nuvens e ter pousado de novo estavelmente os pés na terra. Uma outra imagem é a da flor e do fruto: quando há fruto já não há flor, e não tem sentido, na realidade, perguntar se aquela é melhor que este ou vice-versa. Do mesmo modo, não tem lógica perguntar se é melhor o estado nascente ou a instituição; sem um não há o outro, e vice-versa; a vida é feita de ambos. Mas não tem ainda sentido confundi-los porque eles são distintos. O modo de sentir, de pensar e de viver no estado nascente é diferente do da vida quotidiana institucional."
F. Alberoni, Enamoramento e Amor (1980)



















