Big Band do município da Nazaré – Concerto em Leiria
A Big Band da Nazaré actuou no Teatro Miguel Franco, em Leiria, no passado sábado; uma excelente oportunidade de ver finalmente o Reinold a actuar ao vivo! (Ainda por cima tendo eu direito a convite…)
O concerto começou sensivelmente à hora prevista, 21:30. A Big Band é composta por 17 elementos: 5 saxofones, 3 trombones, 3 trompetes, 1 guitarra, 1 baixo, 1 bateria, 1 piano, 1 vocalista feminina (que faltou devido a gripe) e 1 Adelino Mota, maestro enérgico, com sentido de humor e que eu achei vagamente parecido com o Gilberto, mas menos corpulento. Tal como nos filmes, o pianista é negro – ou melhor, mulato.
A Big Band interpretou cerca de 20 temas num concerto de 90 minutos, abreviado devido à ausência da vocalista. Começou pelos chamados "standard jazz" e variou depois por arranjos de uma música de Fernando Tordo, misturas latin e até algumas músicas de 3:4 e 6:4 (o maestro aconselhou os que não sabiam de música a dirigirem-se à escola de música mais próxima), sendo que na sua maior parte se tratou de ritmos rápidos e activos, longe daquelas melancolias a que os ouvintes de Norah Jones ou Diana Krall estão habituados. Eu bem tentava descortinar todos os instrumentos no meio do som geral, mas não estava fácil, dada a variedade… Pelo meio dessas músicas, eram frequentes os desempenhos a solo, (mantendo um background sonoro com bateria, baixo, etc.), sendo que o público respondia com palmas quando o solista terminava a sua parte e se "reintegrava" no conjunto. É de sublinhar que, dos 3 trombones, o Reinold foi o único a executar a solo, o que de alguma forma lhe dá algum estatuto – e quando ele se sentava havia um indivíduo qualquer na plateia que se punha a bater palmas à parva e "arrastava" a plateia no aplauso. Impressionou-me também o pianista; talvez seja parcialidade da minha parte, ou simplesmente porque já toquei teclado/piano, mas achei o homem excelente, quer a solo, quer no conjunto.
(Deixo uma pergunta ao Reinold: os solos eram de improviso? Porque pareceu-me que houve uma ocasião em que o Adelino já estava a fazer sinal a um trompete e tu te demoraste mais que o previsto…)
O público era composto por cerca de 40 a 50 pessoas, e embora o maestro tenha dito que eram "poucos, mas bons", pessoalmente achei até muita gente para uma cidade culturalmente tão pobre como Leiria. (Falo por mim também; o cinema é a única manifestação cultural a que assisto com alguma regularidade.) Basicamente, média burguesia, estudantes (um ou dois freaks bloquistas, eles que são tão raros em Leiria) e os próximos da banda, como eu ou a namorada de um dos trombones.
Por motivos pessoais, não pude acompanhar o Reinold na sessão de copos que se seguiu. Fica para a próxima… e aconselho vivamente os membros da SARIP – assim como os leitores deste blog – a irem ver a Big Band da Naza quando tiverem oportunidade!
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