terça-feira, janeiro 31, 2006


Fuck It, Its Only Fashion!

Licenças Sabáticas, são sempre periodos complicados, a reflexão toma lugar, o ser envolve-se em profundo pensar do seu modo de viver e estar. Mas a verdade é apenas uma, é tudo uma grande tanga, pensar para quê? "What´s left to ponder? Results are in amigo!"
O Homem quanto mais pensa, a menos conclusões chega, sendo assim, coloco um ponto final ao meu pensamento profundo. Estou cansado de viver em estado médio, quero sentir tristeza e alegria, ter altos e baixos na vida, chorar quando é preciso e rir-me que nem um perdido quando á motivo para isso, quero ter muito sucesso profissional e pessoal, e sempre que for necessário assumir as minhas derrotas e procurar soluções para conseguir ganhar a "guerra" da vida.
Viver sem sentimentos é tipico dos animais não dos humanos, viver ao sabor da maré é ser básico não superior, viver de acordo com a lei do "deixa andar" é ser imperfeito por natureza e eu busco algo superior, busco a perfeição, nunca a irei atingir, mas morrerei a lutar, cheio de alegria e com o sentido que nao desperdiçei uma dádiva, que é a vida, no vazio do "limitar-me a viver".
Aconselho todos aqueles que não sonham, a passarem a sonhar, a lutarem por algo mais do que a vida em si. Aproveitem a vida, agarem-na com tudo o que têm, é muito provével que esta seja a única oportunidade que têm de a viver.
Estou de volta, e venho para ficar, não esperem mesericordia da minha parte. Coloco o que quiser e me apetecer no blog, esta é uma sociedade anarquica e ao minimo sinal de fascismo ou de democracia, os responsaveis apenas poderão esperar de mim represálias. Não tolerarei nada que vá contra o espirito original da SARIP.
Once a SARIP, Always a SARIP! We were, we are, and we will be the best ever!!!

segunda-feira, janeiro 30, 2006

RELANÇAR O DEBATE EUROPEU


O corropio mediático de acontecimentos nos últimos tempos, apesar de importantes, provocou algum esquecimento de assuntos que se revelam centrais na agenda política futura da Europa e do Mundo.
Assim, depois da sucessão de vários actos eleitorais é urgente que Portugal, em paralelo com as questões internas, encare o debate europeu como uma prioridade.
Depois de episódios que correram menos bem como os “chumbos” francês e holandês que tornaram obrigatório um largo período de reflexão e de “stand-by” no processo de construção e integração europeia, é fundamental desencadear, novamente, um processo de discussão e consequente ratificação da Constituição Europeia.
Retomar o processo no patamar em que ele foi interrompido é um erro. É importante que se realize um amplo debate sobre as linhas orientadoras deste texto constitucional e onde fique bem claro que um texto único com normas constitucionais uniformes para todos os Estados-membros pode ser uma mais valia para o projecto europeu. Apesar do texto constitucional ter sido já ratificado em treze países, a rejeição dos Franceses e dos Holandeses, representa a exigência de um novo modelo de discussão e de esclarecimento sobre as questões europeias, sob pena de esta Constituição e a essência que está na sua origem estarem condenadas à partida. Neste caso aplica-se, perfeitamente, a velha máxima “ou vamos todos ou não vai ninguém”.
Obviamente que quem achar que é possível elaborar um texto com os condicionalismos e características desta Constituição ignorando as especificidades de alguns países, as chamadas potências, quer especificidades históricas, quer especificidades económicas e financeiras, está desenquadrado da realidade europeia. Infelizmente, essa realidade não permite um debate a 25 onde todos estejam representados da mesma forma. Os nacionalismos exacerbados, o contributo vital dos “mais fortes” para a viabilização de qualquer projecto, as “tensões” de longa data entre o eixo Franco-alemão e o Reino Unido ou a matriz neo-liberal cada vez mais evidente nas grandes potências europeias condicionam, em grande medida, qualquer debate do âmbito europeu. Agravando este facto, verifica-se que, cada vez mais, o Tratado de Nice já não responde a uma Europa a 25, que se quer cada vez mais plural e equilibrada.
Não obstante estes pressupostos, o novo texto constitucional deve ter por base um amplo debate que promova a aproximação entre os cidadãos europeus e as instituições comunitárias e deve ter um forte cariz pedagógico onde fique claro que o conceito de cidadania europeia não choca com o conceito de cidadania de cada um como cidadãos do seu país de origem. Ter uma identidade europeia não pode nem deve beliscar, em nada, a identidade nacional de cada um.
Assim, devem ser tidos em conta vários factores que, por serem esquecidos, originaram toda a instabilidade que constitui o processo de discussão e ratificação da Constituição até agora.
A definição clara da dictomia entre uma Europa Social e uma Europa neo-liberal, a falta de esclarecimento sobre o teor deste novo texto ou uma estratégia de coesão territorial consagrada neste documento devem merecer uma atenção especial e devem ser as linhas estratégicas neste reinício do debate.
Cada vez mais deve ser o indivíduo e os interesses do indivíduo o centro da integração europeia. Além disso, a coesão territorial revela-se fundamental para o futuro. Opções que assentem em melhorar a qualidade de vida e reforçar a coesão territorial num quadro sustentável de desenvolvimento, permitindo o crescimento e progresso das regiões periféricas revelam-se prioritárias.
Se as grandes traves mestras do processo de construção e de integração europeia não forem a coesão territorial e as preocupações sociais corremos sérios riscos de nunca existir um consenso relativamente à Constituição Europeia. Os resultados dos referendos em França e na Holanda são prova disso mesmo. Podemos até assistir a uma centralização forçada da ratificação do tratado constitucional nos parlamentos de cada país mas isso condenará à partida esta Constituição que será sempre vista como uma Constituição ratificada sem um debate amplo por toda a Europa, um debate que chegue a todos os cidadãos e que não se restrinja ao poder político.
A nova presidência austríaca da União já demonstrou a intenção de relançar o debate europeu. Esperemos que essa intenção seja, efectivamente, posta em prática.

domingo, janeiro 29, 2006

Fogos
Daqui a 6 meses, quando a temperatura mínima for de 35º, a máxima de 42º, e eu não puder ter os estores abertos durante a noite devido ao fumo, recordarei o pequeno nevão de hoje. Por agora, resta-me recordar este texto e esperar que as autoridades competentes estejam a trabalhar no assunto:

O que ninguém quer ver, enquanto se reclama o regresso de Salazar para queimar os incendiários - “Basta conhecer um pouco a realidade rural, aquilo que ela era ainda há 50 anos e aquilo em que hoje está transformada, para se concluir que o fogo é, por assim dizer, o seu inexorável destino. Primeiro, foi a plantação sem critério de enormes extensões de pinheiro e eucalipto. Depois, veio a desertificação dos campos e das povoações do interior, a que se somou nova leva de pinheiros e eucaliptos. De então para cá, perdeu-se por completo a noção de que viver no campo, explorar a terra e lidar com a natureza exigem todo um saber e um conjunto de regras a que durante milénios se obedeceu. Nas cidades, a ignorância sobre tal assunto é completa. Nos campos, não se vê gente ou, pior ainda, há gente de passagem, que não faz ideia daquilo que deve e, sobretudo, do que não deve fazer. Por isso, os fogos eram antigamente acidentais e, hoje em dia, estão a tornar-se uma rotina estival.” (…) Podem-se acumular explicações de circunstância, descobrir interesses organizados e escondidos, denunciar pirómanos (…) Como explicação do que está em jogo, é puro fait-divers.”
Diogo Pires Aurélio, Rotina Estival (Diário Notícias, 14 Agosto 2005)
Neve em Leiria!!!
Infelizmente nem sequer chega para formar um tapete branco, mas não deixa de ser neve...Bem dizia o meu pai que nevava de 20 em 20 anos, e a última vez foi à perto disso... Como o Daniel está em blackout, vou falar em nome dele e dizer que nevou na Marinha Grande também, porque estamos muito próximos e os telejornais foram à A8 (Pataias) dizer que estava a nevar. Ficamos também à espera da reacção do Reinold, as vacas devem estar a passar frio...

sábado, janeiro 28, 2006

Letras de músicas de Ena pá 2000!

Drogado

Era drogado, andava sempre pedrado, maltratava a minha mãe
Pobre velhinha, enrugada mijadinha, só queria o meu bem
Bati no fundo, fui até ao fim do mundo, mas não chegava a ser um cão
Trabalho nada, vendia a minha namorada, meu ofício era ladrão

Drogado, cuidado!
Drogado, cuidado!

Num dia feio ia eu pelo passeio, apareceu uma criança
Olhou para mim, e depois disse-me assim, não percas a tua esperança
Eu sei quem tu és, vê as chagas nos meus pés, vê a ferida no meu peito,
Morri na cruz, o meu nome é Jesus, de meu Pai filho perfeito

Refrão

(Coro)

Deu-me um beijinho, seguiu o seu caminho, e eu fiquei a soluçar
Disse para mim, isto tem que ter um fim, minha vida vai mudar
Sofri horrores, tive frio e tive dores, mas venci o inimigo,
Porque sabia que o filho de Maria estaria sempre comigo

Refrão (bis)

Tem cuidado, ó drogado!
Tem cuidado, ó drogado!
Tem cuidado, ó drogaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaado…
Hump (plural: humps)
A - s. corcunda, corcova, bossa; [cal.] acesso de neurastenia, de depresso; ~-backed corcunda, com corcunda; [coloq.] to live on one's ~ viver dos seus próprios recursos; [coloq.] it gives me the ~ isso põe-me neura
B v. tr. arquear, corcovar, pôr em forma de corcunda; aborrecer, deprimir; to ~up one's shoulders encolher os ombros, meter a cabeça entre os ombros

(Dicionário Inglês-Português Porto Editora, 3ª Edição)

sexta-feira, janeiro 27, 2006

A Grande Lição do Dia

Às vezes, e contra o que geralmente se diz e julga, o trabalho, o esforço e a dedicação são mesmo reconhecidos. E recompensados.
Manobra desesperada de captação de audiências
(p ver se o blog não se espatifa)

quarta-feira, janeiro 25, 2006

VOLTA DANIEL, A SARIP PRECISA DE TI!!!
A mudança de contexto
...e entre um autocarro e outro, fica aí e diverte-te a olhar os prédios, as pessoas que passam, os carros, e as suas matrículas. Talvez descubras algo em que nunca tivesses reparado, talvez aprendas algo do mundo. Também, não é a primeira vez que esperas um autocarro.... aguenta só mais um bocado...

segunda-feira, janeiro 23, 2006

Os meus lamentos ao Berto

pela sua primeira derrota eleitoral.
Fórmula 1 - Era isto que o Pedro Chaves devia ter feito!
[Hans] Heyer (piloto alemão) had a fair shot at putting on a decent show. Placing only 27th in the first qualifying session and unable to crack the 2 minute mark did not bode well, when only 24 would eventually start. (...) In the end, he recorded his best time all weekend, a 1 minute 57.58, but it was only the 27th quickest time. (...)
Nevertheless, he climbed aboard his car as the race approached, perhaps hoping for a last-minute break. But as it turned out, he had a devilish plan up his sleeve... (...) Heyer took advantage of confusion at the start. The lights failed, and the German flag had to be dropped to start the race. Then Clay Regazzoni and Alan Jones collided at the first corner. In the middle of all that, Hans drove out of the pit lane and started the race! The crowd, realising what was going on, went ballistic.
Indeed, the crowd seemed to have more of a clue of what was happening than the stewards, who either failed to notice or ignored the illegal 25th car on the circuit. As it turned out, Hans retired after 9 laps with a gear linkage problem having set the 22nd fastest race lap, and it was only after he had pulled out that he was disqualified from the final results. But Hans had left a trail of confusion in his wake; with his non-qualification, his illegal start and DNF, and his disqualification, did he officially start a Grand Prix? We would like to say that he did (...)

sábado, janeiro 21, 2006

Provérbios dos filhos de pais separados
Se apareceres de surpresa, podes ter uma surpresa.

Vive um dia de cada vez, mas nunca penses um dia de cada vez.
A RTP MEMÓRIA serve para alguma coisa

Televisão no quarto reduz actividade sexual do casal para metade
(Em português do Brasil)
(Em inglês)
Portanto, ou se retira a televisão do quarto... ou se transfere a actividade sexual para outras divisões da casa...

sexta-feira, janeiro 20, 2006

A melhor reflexão sobre África que já ouvi
O Danish enviou-me por e-mail este texto de Mia Couto, célebre escritor moçambicano. Talvez esteja a chegar o tempo de se fazerem ouvir mais vozes como esta. Porque esse será um sinal de esperança tão ou mais forte que o Live 8. (O que ele diz sobre Moz pode aplicar-se a toda a África.)
O Danish diz que é utópico, e é bem possível que sim, e que ninguém vá prestar atenção.
E é por isso que ninguém acredita que daqui a 50 anos os africanos vivam melhor que hoje.
The Meatrix
Ou, em português, Carnatrix. Cortesia do António. (António, este link é ppl ver que não postas há 4 meses!!)

quinta-feira, janeiro 19, 2006

Os Chineses ou os Europeus?
Um livro, "1421 The Year The Chineses Discovered The World", e o respectivo website, deram origem à polémica. Quem descobriu primeiro a América: Colombo ou os chineses, através do almirante Zeng He? Qual o primeiro povo a dar início à descoberta do mundo?
A teoria afirma que os chineses navegaram no Atlântico décadas antes dos portugueses e espanhóis, e que mapas chineses terão contribuído para as navegações portuguesas. A ser assim, toda a nossa visão da História seria alterada!

Ou será que não?

Desculpem-me se sou português e portanto parcial. Não reclamo para Portugal a honra de descobrir a América, apenas o Brasil e a Índia. Mas posso falar como europeu, também.
A bem dizer, toda esta polémica é apenas motivada por política rasca. Todos se agarram aos pergaminhos históricos. Aos significados simbólicos de quem descobriu primeiro. Será importante em termos de imagem historico-política.
Mas pensemos um pouco. Que interessa que os chineses tenham descoberto a América? A História é feita por quem age, e não por quem deita foguetes e faz a festa. No século XXI, agora sim, os chineses estão a agir; no século XV, apenas fizeram a festa.
Após a morte do imperador chinês, acabou a inciativa de descobertas. Porquê? Os chineses sentiam-se o centro do mundo e dispensavam a expansão
Ao contrário, os europeus, com os portugueses à cabeça, lançaram-se ao mundo. Aprenderam com os chineses, não digo que não. Chegaram também à América. Colonizaram-na, com o que de bom e mau isso trouxe. Passaram pela África, chegaram a toda a Ásia. Puseram todas as partes do mundo em contacto. Foram o centro do mundo, e iniciaram um processo de globalização das relações humanas que está enormemente acelerado hoje em dia. Os chineses viram o comboio passar nos últimos 600 anos, e só agora despertam para essa globalização.
Que interessa que tenham lá chegado primeiro?

(Aliás, os primeiros a descobrir a América foram os Vikings...)
Alguém sabe onde fica o Tongo?
Andei a fazer pesquisas do meu interesse no Diário da República. Sem querer, encontrei o seguinte:

Aviso nº 238/98
Por ordem superior se torna público que o Tongo aderiu, com efeitos a partir de 6 de Dezembro de 1995, à Convenção sobre os Direitos da Criança, aberta à assinatura em 20 de Novembro de 1989, na sede das Nações Unidas, em Nova Iorque.
Portugal ratificou esta Convenção em 12 de Setembro de 1990 (Decreto... blá, blá, blá, blá... blá.)
Direcção de Serviços... O Director... João J. G. C. da Silva.

Não discuto a utilidade de ser anunciado em Diário da República cada país que adere às Convenções Internacionais assumidas por Portugal.
O que eu pergunto é se algum dos leitores sabe onde fica o Tongo. O Togo é em África; Tonga é um arquipélago no Pacífico. Tongo, não sei...
VOTO DE PROTESTO

Apagar o índice todo, ainda vá que não vá. Agora, apagar os comentários indiscriminadamente e sem autorização do Plenário da Administração, é incompatível com o Direito de Costume vigente.
VOTO DE PROTESTO

Venho, por este meio, usufruir do meio direito à indignação pelo impedimento de fazer comentários aos posts.
Além desse facto, sou o único contributor que, sendo saripiano, não é administrador do blog.
Exijo resposta....

quarta-feira, janeiro 18, 2006


LEMBRAM-SE???

ADIVINHEM O SIGNIFICADO DESTE POST:


CONTRATO DE PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS DE COMUNICAÇÕES ELECTRÓNICAS
Condições Gerais

1. Objecto
O presente contrato tem como objecto a regulação das relações entre as partes, na sequência da subscrição pelo cliente dos serviços de comunicações electrónicas disponibilizados pela PLURICANAL, identificados nas "Condições Particulares" e doravante designados por "Serviços" ou "Serviço",, e que poderão corresponder, conjunta ou individualmente, ao acesso aos seguintes Serviços:
- Serviço de Distribuição de Sinal de Televisão - Doravante designado por PLURITV, Serviço de distribuição de canais de televisão, por cabo.
- Serviço de Internet e Dados - Doravante designado por PLURINET, Serviço de transmissão de dados, por cabo, através do protocolo de comunicação TCP/IP (Transmission Control Protocol/Internet Protocol) e acesso à rede Internet;
(...)
11. Responsabilidade da Pluricanal
(...)
11.2 A PLURICANAL não será responsável designadamente por danos causados (i) por culpa do Cliente; (ii) em cumprimento de decisões judiciais ou de autoridades competentes; (iii) por situações de força maior que não possa controlar, como incêndios, cortes de energia, explosões, tumultos, insurreições civis, decisões governamentais, greves, cataclismos naturais, ou outras situações que não controle e que impeçam ou prejudiquem o cumprimento deste contrato. (...)

(Achei piada ao ponto 11.2)
Aqui está um mail que recebi da nossa colega Magda Ribeiro-achei interessante......


SABEDORIA POPULAR

1) Em Janeiro sobe ao outeiro; se vires verdejar, põe-te a cantar, se viresCavacar, põe-te a chorar.
2) Quem vai ao mar avia-se em terra; quem vota Cavaco, mais cedo seenterra.
3) Cavaco a rir em Janeiro, é sinal de pouco dinheiro.
4) Quem anda à chuva molha-se; quem vota em Cavaco lixa-se.
5) Ladrão que rouba a ladrão tem cem anos de perdão; parvo que vota emCavaco, tem cem anos de aflição.
6) Gaivotas em terra temporal no mar; Cavaco em Belém, o povinho a penar
7) Há mar e mar, há ir e voltar; vota Cavaco quem se quer afogar.
8) Março, marçagão, manhã de Inverno tarde de Verão; Cavaco, Cavacão, manhãde Inverno tarde de inferno.
9) Burro carregando livros é um doutor; burro carregando o Cavaco é burromesmo.
10) Peixe não puxa carroça; voto em Cavaco, asneira grossa.
11) Amigo disfarçado, inimigo dobrado; Cavaco empossado, povinho atropelado.
12) A ocasião faz o ladrão, e de Cavaco um aldrabão.
13) Antes só que mal acompanhado, ou com Cavaco ao lado.
14) A fome é o melhor cozinheiro, Cavaco o melhor coveiro.
15) Olhos que não vêm, coração que não sente, mas aturar o Cavaco, não se faz à gente.
16) Boda molhada, boda abençoada; Cavaco eleito, pesadelo perfeito.
17) Casa roubada, trancas na porta; Cavaco eleito, ervas na horta.
18) Com Cavacos e bolos se enganam os tolos.
19) Não há regra sem excepção, nem Cavaco sem confusão.
20) De Boliqueime, nem bom vento nem porra nenhuma.

segunda-feira, janeiro 16, 2006

PORTUGAL MAIOR???!!!
DEMAGOGIA – É o domínio tirânico do povo por um grupo ou cabecilha que se apresenta como expressão da vontade da maioria. Mais especificamente designa a acção tendente à conquista do Poder ou da simpatia popular por meio de palavreado oco ou, mais comum, por meio de promessas irrealizáveis.
In Enciclopédia Fundamental da Verbo

Pensem nisto................

domingo, janeiro 15, 2006

"Olha, o cabrão ainda traz muita gente..."
Reacção da minha avó, em áparte para o meu avô, à aparição de uma "arruada" eleitoral de Mário Soares num noticiário televisivo

segunda-feira, janeiro 09, 2006

Big Band do município da Nazaré – Concerto em Leiria
A Big Band da Nazaré actuou no Teatro Miguel Franco, em Leiria, no passado sábado; uma excelente oportunidade de ver finalmente o Reinold a actuar ao vivo! (Ainda por cima tendo eu direito a convite…)
O concerto começou sensivelmente à hora prevista, 21:30. A Big Band é composta por 17 elementos: 5 saxofones, 3 trombones, 3 trompetes, 1 guitarra, 1 baixo, 1 bateria, 1 piano, 1 vocalista feminina (que faltou devido a gripe) e 1 Adelino Mota, maestro enérgico, com sentido de humor e que eu achei vagamente parecido com o Gilberto, mas menos corpulento. Tal como nos filmes, o pianista é negro – ou melhor, mulato.
A Big Band interpretou cerca de 20 temas num concerto de 90 minutos, abreviado devido à ausência da vocalista. Começou pelos chamados "standard jazz" e variou depois por arranjos de uma música de Fernando Tordo, misturas latin e até algumas músicas de 3:4 e 6:4 (o maestro aconselhou os que não sabiam de música a dirigirem-se à escola de música mais próxima), sendo que na sua maior parte se tratou de ritmos rápidos e activos, longe daquelas melancolias a que os ouvintes de Norah Jones ou Diana Krall estão habituados. Eu bem tentava descortinar todos os instrumentos no meio do som geral, mas não estava fácil, dada a variedade… Pelo meio dessas músicas, eram frequentes os desempenhos a solo, (mantendo um background sonoro com bateria, baixo, etc.), sendo que o público respondia com palmas quando o solista terminava a sua parte e se "reintegrava" no conjunto. É de sublinhar que, dos 3 trombones, o Reinold foi o único a executar a solo, o que de alguma forma lhe dá algum estatuto – e quando ele se sentava havia um indivíduo qualquer na plateia que se punha a bater palmas à parva e "arrastava" a plateia no aplauso. Impressionou-me também o pianista; talvez seja parcialidade da minha parte, ou simplesmente porque já toquei teclado/piano, mas achei o homem excelente, quer a solo, quer no conjunto.
(Deixo uma pergunta ao Reinold: os solos eram de improviso? Porque pareceu-me que houve uma ocasião em que o Adelino já estava a fazer sinal a um trompete e tu te demoraste mais que o previsto…)
O público era composto por cerca de 40 a 50 pessoas, e embora o maestro tenha dito que eram "poucos, mas bons", pessoalmente achei até muita gente para uma cidade culturalmente tão pobre como Leiria. (Falo por mim também; o cinema é a única manifestação cultural a que assisto com alguma regularidade.) Basicamente, média burguesia, estudantes (um ou dois freaks bloquistas, eles que são tão raros em Leiria) e os próximos da banda, como eu ou a namorada de um dos trombones.
Por motivos pessoais, não pude acompanhar o Reinold na sessão de copos que se seguiu. Fica para a próxima… e aconselho vivamente os membros da SARIP – assim como os leitores deste blog – a irem ver a Big Band da Naza quando tiverem oportunidade!

terça-feira, janeiro 03, 2006

O MITO DA OBJECTIVIDADE, parte 1
Não há democracia pura, nem há nada puro, de facto
“O acontecimento é objectivo porque ele realmente se produziu, mas o seu relato é subjectivo porque, ao se manifestar e ser transformado em facto, seja ele histórico, científico ou jornalístico, é reconstruído cognitivamente pela percepção e pelo discurso, ambos de natureza marcadamente subjectiva e incapazes de apreenderem ou exprimirem o objecto tal como ele é ontologicamente. «Os factos da história nunca nos chegam ‘puros’, visto que não existem nem podem existir sob uma forma pura», observou, numa célebre palestra proferida na Universidade de Cambridge, o historiador britânico Edward Carr, sublinhado que os factos «surgem sempre refractados através da mente do historiador.» O que significa que os factos nunca falam por si, o autor do texto é que os faz falar. «Os factos só falam quando o historiador chama a atenção para eles», salientou Carr, «é ele que decide a que factos deve dar voz, por que ordem e em que contexto.» Como é evidente, esta é uma observação também válida para os jornalistas e a forma como eles se relacionam com os factos.”
José Rodrigues dos Santos, A Verdade da Guerra (2005)

Por que apoio Manuel Alegre?
[Rui Zink/Jornal Tinta Fresca, 28.11.2005]

Texto gentilmente cedido pela Andreia Ferreira

Porque apoio Manuel Alegre? Antes de mais, porque é um direito que me assiste. Ninguém é obrigado a partilhar com o vizinho as suas opções de voto, mas em democracia (ou, melhor, em não-ditadura) podemos pensar alto. Eu pelo menos ainda me permito esse luxo - o que já deixei foi o caviar, infelizmente. Mas do direito a pensar em voz alta - esse caviar espiritual - ainda não me consegui desabituar, felizmente. Nem todos concordam comigo. Ultimamente abriu a caça ao opinador, que reconheço ser um pato que se põe a jeito. Houve um tempo em que se chamava nomes era aos que optavam por se fechar em copas, caladinhos e espertos, a ver como paravam as modas, não fosse o diabo tecê-las. Agora já nos criticam quando temos opinião. "Mas, em vez de apoiar X, vossemecê não devia estar em casa, lá na sua torre de marfim, a escrever um livrinho, ó senhor artista?" Esta zombetice tenho-a ouvido eu, nas últimas semanas, desbocada aqui e ali por jornalistas-sensatos. Porque apoio Manuel Alegre? Porque, de entre os candidatos, é o que considero reunir mais qualidades "presidenciáveis", eis porque. Os outros parecem-me igualmente estimáveis, mas menos qualificados para a tarefa. Jerónimo de Sousa seria um desperdício, pela sua combatividade, num cargo que exige paciência. Francisco Louçã idem, aspas - ele próprio sabe que ainda tem muito para dar em lugares mais interventivos. Mário Soares foi um excelente presidente e é uma lenda viva, e Belém assentou-lhe como uma luva, mas o título do filme é "O carteiro toca sempre duas vezes", se calha haver a tradicional coroação no segundo mandato, não três. Enough is enough!, como diz o povo. Aníbal Cavaco Silva, a quem não trato por professor porque somos colegas e durante a campanha ele está a exercer essa douta profissão ainda menos que a de político, é alguém de cuja visão do mundo discordo mas que, citando o meu candidato, não me tira o sono - há aliás muitas profissões em que ele será muito competente, Presidente é que não me parece ser uma delas. Um Presidente tem de ser: ponderado, afável, cortês, paciente, amante da vida, cosmopolita; alguém que saiba estar, como diria a minha amiga Paula Bobone. Sim, também terá de ser firme, uma vez por outra - com sorte, quase nunca. A sua magistratura é, no entanto, acima de tudo um espaço de influência, não de dureza ou violência. Firme e hirto - só se for o primeiro-ministro. O Presidente de todos os portugueses terá de ser outra coisa: ponderado e cordato. Mais do que o Chefe das Forças Armadas (que o é), ele é o nosso Primeiro Diplomata: alguém que deite água na fervura, e não fervura na água. O Presidente tem de ter memória, valores, cultura, gostos burgueses, nonchalância (acabei de inventar a palavra, mas vocês percebem o que digo), sentido do dever, probidade, amor a esta cousa estranha e um je-ne-sais-quoi fora de moda chamada Pátria; capacidade para ser não o Pater Familias que Salazar se imaginou, mas alguém capaz de dar um abraço fraterno tanto à Rainha de Inglaterra como a um arrumador em busca de um simpático ao qual cravar um cigarrinho. Acho que Manuel Alegre possui estas qualidades em quantidade e textura muito apreciáveis. Acredito que será um Presidente civil, decente, civilizado. Não acredito que seja ele a salvar-nos do abismo, do défice, do frio que o mundo anda por estes dias, mas isso, na minha opinião, só o qualifica ainda mais. Farto de salvadores está o inferno cheio.

(este texto não é tão longo como o anterior...)