segunda-feira, novembro 07, 2005

"S. Martinho" 2005
Não, a SARIP não regressou a S. Martinho do Porto; a SARIP Continental simplesmente juntou-se no passado fim de semana (estamos próximos do dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho) e andou a curtir pela Alta Estremadura. Nunca se sabe que alterações ao status quo socioprofissional podem surgir de repente, nestes tempos de globalização (eu próprio experimentei isso) e portanto há que aproveitar o momento enquanto dura.
É possível traçar um quadro vago e geral de comparação entre a vida de estudante e a vida imediatamente após; mas, tentar aprofundar a questão, torna-se complicado. O imediato pós-Coimbra é muito diverso e experiência de cada um é única. Sobre o que há consenso é no valor da vida de estudante – e no que a gente se divertia. (Mesmo que comecem a surgir divergências sobre datas precisas. É a lei do esquecimento. Só um registo escrito poderá pôr cobro a isso.)
"Seems like I have a lot of things to ponder", diz Zoolander. Todos as temos, de uma forma ou de outra, precisamente porque a vida não é um filme e há sempre um horizonte adiante, pelo menos enquanto se está na casa dos vinte. Decisões a tomar, sentimentos profundos sobre a forma como se vê o mundo e o que se quer retirar da vida, e seguir em frente. (Ou não tomar decisão nenhuma, e deixar que o destino decida por nós, também é uma opção possível…) Ninguém disse que viver era uma coisa simples.
A chegada a Coimbra oferece um horizonte de estabilidade tão longínquo ("ih pá, falta tanto até acabarmos o curso…") que se torna reconfortante, e talvez isso ajude à magia que a cidade oferece. Alguns viciam-se tanto nessa sensação que persistem por Coimbra, e duram, e duram…
Os que não duram vão tendo que fazer escolhas e opções. É duro; mas é melhor que não ter opções nenhumas, e acho que na História foram muitos os casos em que as pessoas simplesmente não tinham por onde optar… é a chatice de viver em liberdade: implica sermos responsáveis pelo que decidimos.
(Reinold, vou ser muito sincero, pá; desde que saí de Coimbra que perdi a vontade de ir a discotecas. Não sei bem porquê. Seja Snoo, seja o que for, só mesmo de longe em longe…)

Desta vez vou cortar a já habitual parte dos agradecimentos. São tantos e tão variados que se tornaria maçador, e as pessoas em causa têm plena noção da minha gratidão.

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