Queda de pontes
Um viaduto de uma auto-estrada ainda em construção cai, com estrondo, e mata 6 operários, ferindo outros. Documentos respeitantes à obra foram encontrados… no lixo. Negligência estúpida e grosseira.É caso para dizer: só mesmo neste país!
Não, não. Aconteceu na avançada e evoluída Espanha… de Portugal só mesmo as vítimas…
Armas Químicas no Iraque I
Um bom ditador deve utilizar armas químicas de modo a ter mão sobre as minorias. Para Saddam, os massacres aos curdos fazem todo o sentido.
Armas Químicas no Iraque II
Para derrubar uma ditadura e reprimir revoltas não se utilizam armas químicas. Tão simples como isso.
Beijos no pátio da escola
Parece que uma escola no Norte quer proibir os alunos, ou as alunas, de demonstrarem afecto no recinto escolar…
Dei o meu primeiro beijo e iniciei o meu namoro num recinto escolar, por isso os leitores devem calcular qual a minha opinião sobre o assunto…
Weah
Apesar dos esforços deste blog, que até colocou no índice o site de campanha do Melhor Jogador de 1995, Weah perdeu a segunda volta das eleições presidenciais da Libéria contra a economista Ellen Sirleaf.Visto que Weah tinha ficado em primeiro lugar na primeira volta, tratou-se provavelmente de uma praga rogada por Jorge Costa…
11 de Novembro: 3 efemérides
1918 – Assinatura do armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, a única guerra do século XX que Portugal (para todos os efeitos ) venceu.
1975 - Independência de Angola, após uma guerra que Portugal (por mais que queiram o contrário) perdeu.
2003 – “Ô Luís, dá cá o chave, ê ê ê, não dou, ó Zé…”
Abu Salem extraditado
Quem teve aulas de Asilo e Refugiados (tanto trabalho…) recorda-se certamente do caso do cidadão indiano acusado de terrorismo no seu país, preso em Portugal e que havia entregue um pedido de asilo, bem como da esposa na mesma situação.O caso acaba de ter um final. Abu Salem e a esposa vão mesmo ser extraditados para a Índia…
“Palavras”
“Se bastasse a inspiração e a força das palavras – além da forma de dizê-las – para ganhar uma eleição, Manuel Alegre seria decerto o próximo presidente da República. É, aliás, um terreno onde, reconhecidamente, não tem competidores à altura nesta batalha – nem mesmo Soares, que perdeu o fulgor e a capacidade de empolgamento de outros tempos. Mas anteontem, no discurso de apresentação da sua candidatura, Alegre esteve no seu melhor e provocou um sobressalto. É a surpresa que poderá fazer a diferença e ser a novidade mais estimulante da campanha presidencial.Alegre conjugou utopia e realismo, sopro poético e pedagogia cívica, defesa de valores e pragmatismo político. Falou de pátria e orgulho nacional sem que isso soasse a velharias imprestáveis ou ridículas e deu-lhes um sentido moderno e cosmopolita. Recusou uma condenação simplista e retrógrada da globalização. Evitou deixar-se enredar, com uma habilidade inesperada, na guerrilha entre Soares e Cavaco. E ousou ser mais concreto do que os seus concorrentes, ao sugerir um pacto económico e social que ajude o País a sair da actual crise.Os cínicos dirão que tudo isto são apenas palavras, não mais do que palavras, mero devaneios líricos irrealizáveis. O facto é que, perante o minimalismo iluminado de Cavaco e o passadismo fatigado de Soares e o partidarismo estrito de Jerónimo ou Louçã, Alegre justificou porque está na corrida, desalinhou a esquerda e lançou uma pedrada no charco das presidenciais. As palavras são uma arma frágil nos dias que correm e o seu poder mágico tende a diluir-se na voragem mediática. Também é fácil – e porventura justo – colar em Alegre a etiqueta de eterno e inconsequente diletante político. Mas sem as palavras de Alegre, a vitória anunciada de Cavaco não seria mais que o fim previsível de um espectáculo velho e gasto. Há ainda quixotismos que valem a pena.”
V. J. Silva, DN (06/11/2005)
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