quarta-feira, novembro 02, 2005

Carlyle Group – ambiente de trabalho informal e descontraído
- As peças que estavam aqui, alguém as viu? Qu’é delas?
- Cadelas? Cadelas é aí em baixo…

- Eu sou alérgica ao trabalho. Ganho borbulhas no cu.
- Não sei se é no cu, ou não será mais à frente?
- Tenham lá algum respeito, que estão homens a ouvir…

- Ó Marlene, a nossa linha agora está muito chique! Temos aqui um diplomata…

- 22 anos? Não pode ser. Amanhã trazes o BI…

- Ó Gina, essa conversa é pr’a engatar o Ismael? Uma mulher de 40 anos a dizer que tem 33, só pode ser pr’ ó engate!…

Running – a força dos genes
O sr. António Paulino deslocou-se às tasquinhas de S. Simão, em Alcobaça, com uma série de familiares, e bebeu três canecas de água-pé, da forte. À saída, a pretexto de avisar os familiares que ficavam, resolveu dar uma ligeira corrida a pé, de não mais que 200 metros.
Perguntam os leitores ligados a Coimbra: “onde é que eu já vi este filme?”
(A minha irmã Isabel não gosta muito de sair do seu ambiente caseiro. Mas já não estranha o meu colo.)

Z3!
No passado fim de semana tive o meu baptismo de fogo em termos de motociclos. Aos leitores que têm a “mota que marcou a adolescência”, este post parecerá risível; aos que nunca andaram de mota, será um bom incentivo para experimentarem.
A minha experiência anterior de motociclos resumia-se a um velocípede a motor, com 25 cc. Agora, dei o salto lógico e experimentei pela primeira vez uma moto, cortesia do meu primo Fábio Mendes, 17 anos, que me deixou dar uma volta na sua, como ele diz ironicamente, Z3 – Famel Zundapp de 3 velocidades, 50 cc!
A sensação de liberdade que uma mota oferece é realmente um vício. Após a primeira adaptação aos controlos (acelerador, embraiagem e mudanças, já que o travão é igual ao de uma… bicicleta), apetece acelerar a fundo, sentir a deslocação do ar, e ir, e ir, e ir… claro que a potência de uma Z3 é mínima, mas até o Valentino Rossi passou por todas as categorias, não é? Fiz por 4 ou 5 vezes uma pequenina recta de 400 m mas já chega para deixar um conselho a quem nunca experimentou andar de mota: a vida é para se viver, e quanto mais coisas tivermos experimentado, melhor…

Israel-Irão
O presidente Ahmad…Ahmadi… ahm… enfim, aquele senhor esgrouviado e de barba de 3 dias que é o presidente do Irão afirmou que Israel deveria ser riscado do mapa.
Isto fez-me lembrar a hipótese de uma bomba nuclear a cair em Telavive. E apercebi-me de uma coisa muito simples: Israel nunca poderá ser alvo de um ataque nuclear porque tem um escudo anti-míssil (um sistema SDI, para os jogadores de Civilization 2) muito eficaz.
Como é que se pode atirar mísseis nucleares sobre Israel sem se matar milhões de palestinianos?…

Evangelho mais ou menos apócrifo
“Viviam José e Maria num lugarejo chamado Nazaré, terra de pouco e de poucos, na região de Galileia, em uma casa igual a quase todas. (…)
O barro ao barro, o pó ao pó, a terra à terra, nada começa que não tenha que acabar, tudo o que começa nasce do que acabou. Turbou-se Maria e perguntou, Isso que quer dizer, e o mendigo respondeu apenas, Mulher, tens um filho na barriga, e esse é o único destino dos homens, começar e acabar, acabar e começar, Como soubeste que estou grávida, Ainda a barriga não cresceu e já os filhos brilham nos olhos das mães, Se assim é, deveria meu marido ter visto nos meus olhos o filho que em mim gerou, Acaso não olha ele para ti quando o olhas tu, E tu quem és, para não teres precisado de ouvi-lo da minha boca, Sou um anjo, mas não o digas a ninguém. (…)
…perceberá que as coisas afinal não são assim tão simples quanto pareciam, claro está que seria muito bonito poder anunciar, Veni, vidi, vici, proclamou-o assim Júlio César no tempo da sua glória e depois foi o que se viu, às mãos do seu próprio filho veio a morrer, sem mais desculpa este que ser apenas adoptivo. Vem de longe e promete não ter fim a guerra entre pais e filhos, a herança das culpas, a rejeição do sangue, o sacrifício da inocência.”
José Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991)

O pior é que muitos preferem o chicote à escola!
“Neste país o povo não pode andar ao som do chicote. As coisas têm de começar na escola. E foi isso que [o Marquês de] Pombal não entendeu.”
José Hermano Saraiva

Presidenciais em Portugal
Agora que Cavaco se apresentou, faltam três candidatos para a lista ficar completa:
- um candidato que seja contra o regime, já que, segundo o célebre Vasco Pulido Valente, os cinco candidatos existentes defendem a Constituição, recusam o presidencialismo, e são, em graus diferentes, a favor da Europa e das estruturas actuais de governação. Ora, caro Vasco, isto deixa-nos duas hipóteses para termos um candidato contra o regime: a hipótese Alberto João Jardim e a sua própria. Como o Rei da Madeira já engoliu o sapo e diz que apoia o sr. Silva, resta-nos esperar que Sua Eminência parda venha tirar Portugal da escuridão, e que o cidadão Pulido Valente se apresente como candidato…
- um candidato da direita. Isto é, da direita Santana Lopes-Paulo Portas. Vi o Santana na tv este fim-de-semana e disse assim para a minha mãe, em surdina e muito assustado: “I’m gonna tell you a secret. I see dead people! Politically dead people!” Como Portas não é parvo, esperamos que a recolha de assinaturas para Lopes já tenha começado.
- Manuel João Vieira.

Já agora, gostaria de lançar um debate sobre Língua Portuguesa: deveríamos definir a expresão "político profissional", porque pelos vistos não se sabe bem o que quer dizer.

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