SEXO - Contrastes
"Ora, se me dão licença, quero insurgir-me contra esta ideia de pornografia para todos. Sobretudo, acho indecoroso este laxismo diante do canal Viver. E, por favor, não insinuem que estará subjacente ao que vos digo uma ideia conservadora da sexualidade. É exactamente o contrário. É porque acho que a sexualidade dos adultos é uma questão de saúde pública, que penso que a pornografia para todos deveria merecer uma reflexão mais cuidadosa. E porque as crianças não merecem confundir o cio com a sexualidade, julgo que a pornografia para todos é um mau-trato. E é porque não tenho duvidas de que a sexualidade é um espaço onde se aprende que amar é dizer eu e tu ao mesmo tempo que acho que a pornografia para todos é uma tentativa com que nos tentam fazer crer que o mundo é um império dos feios, sem lugar para pessoas bonitas, bondosas ou leais."
"Resta sempre a constatação (…) sobre as razões que continuam a determinar a procura [da prostituição]: os «desejantes indesejáveis», quer dizer, os homens (e também mulheres) que têm ambições eróticas acima das suas posses. Os que, não sendo nem bonitos, nem sedutores, nem jovens, nem elegantes, apreciam tudo isso e o compram como fazem aliás com tudo o resto. Os que se movem por um desejo de alternância, ou seja, todos os pais de família e senhores (senhoras) bem situados que querem experiências e aventuras que não questionem as suas formas de vida, o seu estatuto e a sua família. Os que deliberadamente querem escapar aos códigos exigentes da sedução e da reciprocidade e que assumem (ou quase) que querem uma relação sexual sem terem de se preocupar com o outro, sem sentirem que estão numa situação de exame, sem estarem preocupados com o serem gentis, com o bom desempenho, com a figura que fazem.
Em resumo, os muitos que, longe do instituído, sentem que a sexualidade não tem a ver com o afecto nem o prazer sexual se tem de inscrever num contexto de relação."
(Estes dois textos de sinal contrário estão na mesmíssima revista - NM, anexo do DN, 20/11/05)
terça-feira, novembro 29, 2005
segunda-feira, novembro 28, 2005
A Liberdade
“É uma coisa que nunca pôde acontecer a Xavier, porque Xavier não tinha mãe e também não tinha pai, e não ter pais é a condição primeira da liberdade. Mas atenção, não se trata de perder os pais. A mãe de Gérard de Nerval morreu quando ele era um recém-nascido e apesar disso ele viveu toda a vida sob o olhar hipnótico dos admiráveis olhos dela.
A liberdade não começa onde os pais são rejeitados ou enterrados, mas onde não são.
Onde o homem vem ao mundo sem saber de quem.
Onde o homem vem ao mundo a partir de um ovo largado numa floresta.
Onde o homem é cuspido pelo céu na terra e poisa o pé no mundo sem o menor sentimento de gratidão.”
Milan Kundera, A Vida Não É Aqui
“É uma coisa que nunca pôde acontecer a Xavier, porque Xavier não tinha mãe e também não tinha pai, e não ter pais é a condição primeira da liberdade. Mas atenção, não se trata de perder os pais. A mãe de Gérard de Nerval morreu quando ele era um recém-nascido e apesar disso ele viveu toda a vida sob o olhar hipnótico dos admiráveis olhos dela.
A liberdade não começa onde os pais são rejeitados ou enterrados, mas onde não são.
Onde o homem vem ao mundo sem saber de quem.
Onde o homem vem ao mundo a partir de um ovo largado numa floresta.
Onde o homem é cuspido pelo céu na terra e poisa o pé no mundo sem o menor sentimento de gratidão.”
Milan Kundera, A Vida Não É Aqui
sábado, novembro 26, 2005
Os 30 Anos do 25 de Novembro
25th November - a military radical left-wing coup fails due to action taken by moderate left-wing Colonel António dos Santos Ramalho Eanes who declared State of Emergency and took control of MFA, COPCON and the Commando units.
Não foi bem, bem, assim. Um Coronel não pode declarar o Estado de Emergência; e dizer que um coronel tomou o controlo do MFA e do COPCON é como dizer que o Cristiano Ronaldo tomou conta do Manchester.
Mas o PREC é assim mesmo: atmosfera revolucionária, política, intrigas, manobras e contra-manobras, muita esquerda, alguma direita, algum centro, e muita confusão. No final, e apesar das perdas humanas, os Páras tiveram bom senso e os Comandos saíram com glória do episódio que colocou Portugal definitivamente no caminho da democracia plural, evitando o espectro de nova ditadura. Ou, mais provavelmente, da guerra civil.
25th November - a military radical left-wing coup fails due to action taken by moderate left-wing Colonel António dos Santos Ramalho Eanes who declared State of Emergency and took control of MFA, COPCON and the Commando units.
Não foi bem, bem, assim. Um Coronel não pode declarar o Estado de Emergência; e dizer que um coronel tomou o controlo do MFA e do COPCON é como dizer que o Cristiano Ronaldo tomou conta do Manchester.
Mas o PREC é assim mesmo: atmosfera revolucionária, política, intrigas, manobras e contra-manobras, muita esquerda, alguma direita, algum centro, e muita confusão. No final, e apesar das perdas humanas, os Páras tiveram bom senso e os Comandos saíram com glória do episódio que colocou Portugal definitivamente no caminho da democracia plural, evitando o espectro de nova ditadura. Ou, mais provavelmente, da guerra civil.
sexta-feira, novembro 25, 2005
2 ANOS A ESCREVER MERDA!!!
E eis que o blog da SARIP festeja o seu 2º aniversário, muita merda se tem escrito...
Quem nao se lembra já dos acontecimentos semanais relatados, a exposição e análise detalhada dos jogos de Arroz com Atum no torneio de futsal da FEUC, dos fins de semana passados em S. Martinho do Porto, a descrição de noitadas passadas com a pandilha, noitadas da latada e queima das fitas, das tentativas de discussão e debate político sempre infrutíferas, do aparecimento esporádicos de personagens estranhas que se encarregavam de fazer críticas destrutivas, outros colocando em questão a própria imagem do blog através de mensagens e imagens profundamente injuriosas. No entanto, a imagem da SARIP saíu sempre reforçada, em cada post colocado, sempre fazendo jus ao nome. Uma anarquia completa, em que todos eram e são livres de escrever aquilo que queremos, mesmo em situações complicadas nunca foram tomadas medidas colectivas no sentido de reprimir algum conteudo mais ofensivo, sendo o post da inteira responsabilidade do emissor.
Tal como em tudo na vida, também blog deverá ter como objectivo desenvolver, crescer, melhorar o seu conteudo e porque não, ganhar maior notoriedade a todos os níveis. Mais uma vez a administração não se intromete nesse assunto, ficando por conta dos membros da SARIP publicarem aquilo que muito bem entenderem.
A administração agradece a todos os membros que têm mantido vivo o blog e acima de tudo, o espirito saripiano!!!
ps: Reunião SARIP and friends este sábado na discoteca Império Romano, Marinha Grande
E eis que o blog da SARIP festeja o seu 2º aniversário, muita merda se tem escrito...
Quem nao se lembra já dos acontecimentos semanais relatados, a exposição e análise detalhada dos jogos de Arroz com Atum no torneio de futsal da FEUC, dos fins de semana passados em S. Martinho do Porto, a descrição de noitadas passadas com a pandilha, noitadas da latada e queima das fitas, das tentativas de discussão e debate político sempre infrutíferas, do aparecimento esporádicos de personagens estranhas que se encarregavam de fazer críticas destrutivas, outros colocando em questão a própria imagem do blog através de mensagens e imagens profundamente injuriosas. No entanto, a imagem da SARIP saíu sempre reforçada, em cada post colocado, sempre fazendo jus ao nome. Uma anarquia completa, em que todos eram e são livres de escrever aquilo que queremos, mesmo em situações complicadas nunca foram tomadas medidas colectivas no sentido de reprimir algum conteudo mais ofensivo, sendo o post da inteira responsabilidade do emissor.
Tal como em tudo na vida, também blog deverá ter como objectivo desenvolver, crescer, melhorar o seu conteudo e porque não, ganhar maior notoriedade a todos os níveis. Mais uma vez a administração não se intromete nesse assunto, ficando por conta dos membros da SARIP publicarem aquilo que muito bem entenderem.
A administração agradece a todos os membros que têm mantido vivo o blog e acima de tudo, o espirito saripiano!!!
ps: Reunião SARIP and friends este sábado na discoteca Império Romano, Marinha Grande
terça-feira, novembro 22, 2005
Última hora - Antigo super-veterano da praxe avistado em Leiria!
A um título de jornal manhoso segue-se um texto simples, calmo e morno, porque o turno das 5h-13h é fixe mas impõe limites. Há cerca de uma hora atrás, um ciclista com capacete a rigor e bicicleta do antigamente chamou-me a atenção, já que não o reconheci - o nosso grande amigo Quim Batinas. Num rápido e surpreendente reencontro, informei-o, a traços largos e simplistas, do destino de cada um dos membros da SARIP, enquanto ele me informava do seu próprio: está, de momento, a trabalhar na delegação leiriense do SEF e, quando tiver possibilidade, regressará a Coimbra. (Esqueci-me de lhe perguntar pelo amigo Marralheiro.) E assegura-me que, em relação à Toyota F1, o melhor ainda está para vir...
Visto estarmos em (boa) maré de recordações, e a propósito de tantas e boas histórias relacionadas, a caixa de comentários está aberta...
A um título de jornal manhoso segue-se um texto simples, calmo e morno, porque o turno das 5h-13h é fixe mas impõe limites. Há cerca de uma hora atrás, um ciclista com capacete a rigor e bicicleta do antigamente chamou-me a atenção, já que não o reconheci - o nosso grande amigo Quim Batinas. Num rápido e surpreendente reencontro, informei-o, a traços largos e simplistas, do destino de cada um dos membros da SARIP, enquanto ele me informava do seu próprio: está, de momento, a trabalhar na delegação leiriense do SEF e, quando tiver possibilidade, regressará a Coimbra. (Esqueci-me de lhe perguntar pelo amigo Marralheiro.) E assegura-me que, em relação à Toyota F1, o melhor ainda está para vir...
Visto estarmos em (boa) maré de recordações, e a propósito de tantas e boas histórias relacionadas, a caixa de comentários está aberta...
segunda-feira, novembro 21, 2005
Quem não se lembra dos Mormons no quartel da SARIP? O Berto em cuecas a sair do quarto enquanto o Fabio Tiago chorava em frente a eles, com uma imagem de Jesus na mão, já a calendarizarem o baptismo Mormon para o rapaz.
Ainda aqui, tenho o livro que eles deixaram em nossa casa. Secalhar deviamos ter feito como a pandilha, que foram um cortejo da latada a ler aquilo às pessoas na rua e depois o mandaram pelo Mondego abaixo.
Eu só queria dizer uma coisa:
"NINGUEM PARA O BENFICA, NINGUEM PARA O BENFICA, OLÉ OU..."
As origens da efeminação moderna
“Pedro era, de facto, o tipo da beleza masculina, como o compreendiam os antigos. O gosto moderno tem-se modificado, ao que parece, exigindo nos seus tipos de adopção o que quer que seja franzino e delicado, que não foi por certo o característico dos mais perfeitos homens de outras eras.”
Júlio Dinis, As Pupilas do Senhor Reitor (1866)
Parece que em 1866 já Júlio Dinis se queixava do apanascamento progressivo da beleza masculina, o que me leva a pensar:
- o processo é muito mais antigo do que poderíamos supôr;
- o que diria Júlio Dinis se estivesse entre nós e visse o Esquadrão G, o Beckham e o Cláudio Ramos?…
Efemérides
- Assinalaram-se ontem os 60 anos do início do julgamento dos líderes nazis, em Nuremberga, os 30 anos da morte de Franco, antigo ditador espanhol, e o primeiro ano de Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia.
As memórias históricas são sempre passíveis de gerar controvérsia. Seja como for, trata-se de lutar contra o esquecimento…
Rituais de passagem
Já ninguém sabe dizer quando passa um adolescente à idade adulta. Antigamente, o casamento e o início de uma nova família coincidiam com a saída de casa dos pais e com a independência completa. (Mesmo que o novo casal continuasse a necessitar da ajuda de pais e sogros; as dificuldades económicas estragam os quadros mais bonitos.) Hoje, com o recuo do casamento como instituição, as dificuldades acrescidas de emprego para jovens, a escolaridade que se prolonga, os muito mais elevados padrões de vida socialmente aceites, os jovens adultos prolongam a estadia em casa dos pais e adoptam estilos de vida novos e indefinidos. Como saber onde acaba a adolescência e começa a idade adulta?
Primeiros indícios de puberdade; conduzir motociclos de 50cc; fumar; beber; namorar; ter relações sexuais; estudar noutra cidade (se for o caso); votar, ou não se recensear; ir à tropa (?); conduzir automóveis ligeiros; primeiro emprego; manter uma esfera de privacidade em relação aos pais; trabalhar noutra cidade, ou noutro país; casar; sair de casa dos pais… (Todos estes rituais exteriores escondem a verdadeira transformação, que é interna.)
Em todo o caso, acho que não interessa muito estabelecer um momento preciso para a transição. Talvez precisem disso aqueles que não se sabem governar por si próprios (porque muitos passam pela idade adulta e chegam à velhice sem se saberem verdadeiramente governar.) Vivemos numa sociedade livre, o que implica sermos responsáveis pelas escolhas que fazemos. É verdade que nem todos têm as mesmas oportunidades (especialmente em termos económicos), mas há hoje mais opções sobre o estilo de vida que queremos. Haverá talvez excesso de estímulos, excesso de informação, desorientação – é o preço de se viver numa sociedade aberta, livre e globalizada. A maior parte de nós prefere ter mais opções do que menos, mesmo que seja mais difícil escolher…
“Pedro era, de facto, o tipo da beleza masculina, como o compreendiam os antigos. O gosto moderno tem-se modificado, ao que parece, exigindo nos seus tipos de adopção o que quer que seja franzino e delicado, que não foi por certo o característico dos mais perfeitos homens de outras eras.”
Júlio Dinis, As Pupilas do Senhor Reitor (1866)
Parece que em 1866 já Júlio Dinis se queixava do apanascamento progressivo da beleza masculina, o que me leva a pensar:
- o processo é muito mais antigo do que poderíamos supôr;
- o que diria Júlio Dinis se estivesse entre nós e visse o Esquadrão G, o Beckham e o Cláudio Ramos?…
Efemérides
- Assinalaram-se ontem os 60 anos do início do julgamento dos líderes nazis, em Nuremberga, os 30 anos da morte de Franco, antigo ditador espanhol, e o primeiro ano de Durão Barroso como presidente da Comissão Europeia.
As memórias históricas são sempre passíveis de gerar controvérsia. Seja como for, trata-se de lutar contra o esquecimento…
Rituais de passagem
Já ninguém sabe dizer quando passa um adolescente à idade adulta. Antigamente, o casamento e o início de uma nova família coincidiam com a saída de casa dos pais e com a independência completa. (Mesmo que o novo casal continuasse a necessitar da ajuda de pais e sogros; as dificuldades económicas estragam os quadros mais bonitos.) Hoje, com o recuo do casamento como instituição, as dificuldades acrescidas de emprego para jovens, a escolaridade que se prolonga, os muito mais elevados padrões de vida socialmente aceites, os jovens adultos prolongam a estadia em casa dos pais e adoptam estilos de vida novos e indefinidos. Como saber onde acaba a adolescência e começa a idade adulta?
Primeiros indícios de puberdade; conduzir motociclos de 50cc; fumar; beber; namorar; ter relações sexuais; estudar noutra cidade (se for o caso); votar, ou não se recensear; ir à tropa (?); conduzir automóveis ligeiros; primeiro emprego; manter uma esfera de privacidade em relação aos pais; trabalhar noutra cidade, ou noutro país; casar; sair de casa dos pais… (Todos estes rituais exteriores escondem a verdadeira transformação, que é interna.)
Em todo o caso, acho que não interessa muito estabelecer um momento preciso para a transição. Talvez precisem disso aqueles que não se sabem governar por si próprios (porque muitos passam pela idade adulta e chegam à velhice sem se saberem verdadeiramente governar.) Vivemos numa sociedade livre, o que implica sermos responsáveis pelas escolhas que fazemos. É verdade que nem todos têm as mesmas oportunidades (especialmente em termos económicos), mas há hoje mais opções sobre o estilo de vida que queremos. Haverá talvez excesso de estímulos, excesso de informação, desorientação – é o preço de se viver numa sociedade aberta, livre e globalizada. A maior parte de nós prefere ter mais opções do que menos, mesmo que seja mais difícil escolher…
quinta-feira, novembro 17, 2005
De certo modo, o texto do Reinold espelha a fase que todos atravessamos. Ser um recem-licenciado, a iniciar uma vida adulta é sempre complicado. Para mim, este momento está dar-me muitas lições valiosas para o futuro. E julgo, que o mesmo está a acontecer com todos os outros. Todos nós, de modos diferentes, estamos a aprender com esta nova experiência. O Berto com a sua nova vida politica, mais responsavel que aquando a sua experiência na AAC, agora faz politica para cidadãos e não para estudantes. O Reinold, veio dos EUA, onde tinha tudo que queria em termos de diversão e liberdade, chega a Portugal, a vida parece-lhe diferente daquilo que tinha quando partiu de cá há um ano. O Ismael, vai aprendendo lições sobre viver de novo a tempo inteiro com a sua mãe e de como trabalhar com pessoas que não sabem o significado de progressão na carreira. O Danish, está numa tremenda indecisão entre ficar por cá ou partir em busca de um mundo melhor, perdeu alguém, Portugal faz-lhe menos sentido que antes. Quanto a mim, tenho aprendido muitas lições, a vida é feita de surpresas inesperadas, por muito monotona que a nossa vida seja, nunca podemos saber quando uma revolução na vida nos bate á porta. "O que não nos mata, fortalece-nos" e abre-nos os olhos para o que é verdadeiramente importante para cada um de nós. Cada momento é único em si, mas não podemos deixar de pensar nos momentos em que acreditavamos em algo e afinal revelaram-se pura mentira e falsidade. Odiar não é a solução, seguir em frente e concentrar no que realmente importa, isso sim é o que de melhor podemos fazer. Os valores que temos e os sentimentos que sentimos, podem parecer confusos e distorcidos nesta fase. Podemos pensar, que tudo que acreditavamos já não faz sentido, que a vida nunca será como era. Mas hoje, tenho algo para vos dizer a todos. Por muitas voltas que a vida dê a cada um de vós, por muitas coisas más e pessoas que vos aconteçam, por muito inseguros ou desesperados que se sintam, uma coisa podem ter a certeza. Nunca nada poderá nos tirar os anos que vivemos em Coimbra, os bons momentos que partilhamos tudo o que vivemos. E nesta vida só se podem contar com dois sentimentos verdadeiros e puros: Amor de Pais e Amizade. Estes são os únicos sentimentos que perduram verdadeiros por uma vida toda, tudo o resto é temporario e nefasto. Para além dos bons amigos que tenho aqui na Marinha Grande, a SARIP terá sempre um lugar especial no meu coração. Cada um segue o seu proprio caminho neste momento, mas voçês serão sempre meus amigos. Sempre que precisarem de alguem que vos ajude, eu estarei pronto... e não se esquecem disto, somos todos semi-deuses, basta querermos, não deixem que ninguem nem nada vos deite nunca abaixo. Vamos à luta pessoal!!!
ONCE A SARIPIAN, ALWAYS A SARIPIAN.
ONCE A SARIPIAN, ALWAYS A SARIPIAN.
terça-feira, novembro 15, 2005
Para o leitor será certamente interessante saber o que é que este grupo de individuos que se intitulam de saripianos está a fazer neste momento, numa altura em que já nem se podem considerar recém licenciados (para aqueles que já acabaram o curso). Mais do que entrar em pormenores, podemos reparar que o Danish e o Daniel atingiram já um Status importante na sua curta vida profissional, muito embora o Danish esteja numa situação contratual um pouco mais complicada. Esta posição de relevo permitiu já a estes 2 membros da Sarip, estabelecer importantes contactos, no caso do Daniel com o Ministério da Cultura da Estónia, e no caso do Danish, importantes connections tanto com o Brasil como com a Holanda. O Ismael, dono de uma inteligência superior à maioria dos seus concidadãos, tem já um futuro assegurado na Rússia ou noutras paragens no leste europeu, dado o seu grande envolvimento na integração das comunidades "lestianas" na zona da alta estremadura.
No meu caso, continuo a pensar como é que nestes proximos anos vou conseguir viajar pelo mundo inteiro...
De qualquer modo, dos 3 casos acima mencionados, podemos facilmente compreender a importância que o Curso de Relações Internacionais teve no nosso trajecto pós-académico e irá com certeza continuar a fazer parte à medida que vamos consolidando a nossa posição, como jovens aventureiros e ambiciosos.
Quanto aos membros dos Açores esperamos com ansiedade que estes 2 membros terminem o seu percurso académico para que se possam juntar a nós neste excitante mundo em que as baldas já não são permitidas.
No Tribunal da Nazaré...
Neder... Nederland, isso faz parte da Inglaterra, das ilhas britânicas, não?????????
Onde está o Wally
Tal como a Sofia (sim, aquela que de vez em quando(!!!) lhe dão uns vipes não compreendidos por nós) se interroga por onde anda o Dr. Rogério Leitão, também eu tenho curiosidade em saber o que é outras individualidades andam a fazer nesta altura.
O Ivan, todos sabemos anda pelo país fora a manter o Dr. Mário Soares acordado na sua campanha pelas feiras do país, promovendo ao mesmo tempo o iogurte líquido que o tornou tão célebre nas aulas de TRI. Verdade é, que é uma figura respeitada na política nacional. Mais talvez que o Dr. Pureza, o qual foi visto a discursar, mas cujas palavras apenas ecoavam num background, completamente abafado pela voz dos jornalistas ou do próprio Francisco Louça.
Mas indo ao que interessa, outra figura que causou impacto durante a nossa vida académica, mas que depressa foi esquecido já que conseguimos fazer a cadeira através de exame final, foi Alfredo Marques, professor da cadeira de Economia da União Europeia. A maioria das pessoas concordará comigo se eu disser que as aulas eram verdadeiras palestras (com um nivel de interacção professor/aluno nulo), mas a verdade é que este professor catedrático é também o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (vulgo CCDRC), tendo dado uma entrevista ao Jornal Região de Cister, entrevista editada no jornal desta semana. Ao que parece a região do Oeste, ao qual metade dos membros da Sarip pertencem, vai passar a integrar o CCDRC. Diz Alfredo Marques que esta situação será benéfica para a região centro já que são zonas económicas muito dinâmicas. Diz ele que a região oeste terá maior acesso aos fundos estruturais que permitirão a criação de maior riqueza para a nossa região. É verdade que as perspectivas podem até ser boas, mas se este senhor for tão activo neste cargo como nas aulas que lecciona... tamos feitos.
No meu caso, continuo a pensar como é que nestes proximos anos vou conseguir viajar pelo mundo inteiro...
De qualquer modo, dos 3 casos acima mencionados, podemos facilmente compreender a importância que o Curso de Relações Internacionais teve no nosso trajecto pós-académico e irá com certeza continuar a fazer parte à medida que vamos consolidando a nossa posição, como jovens aventureiros e ambiciosos.
Quanto aos membros dos Açores esperamos com ansiedade que estes 2 membros terminem o seu percurso académico para que se possam juntar a nós neste excitante mundo em que as baldas já não são permitidas.
No Tribunal da Nazaré...
Neder... Nederland, isso faz parte da Inglaterra, das ilhas britânicas, não?????????
Onde está o Wally
Tal como a Sofia (sim, aquela que de vez em quando(!!!) lhe dão uns vipes não compreendidos por nós) se interroga por onde anda o Dr. Rogério Leitão, também eu tenho curiosidade em saber o que é outras individualidades andam a fazer nesta altura.
O Ivan, todos sabemos anda pelo país fora a manter o Dr. Mário Soares acordado na sua campanha pelas feiras do país, promovendo ao mesmo tempo o iogurte líquido que o tornou tão célebre nas aulas de TRI. Verdade é, que é uma figura respeitada na política nacional. Mais talvez que o Dr. Pureza, o qual foi visto a discursar, mas cujas palavras apenas ecoavam num background, completamente abafado pela voz dos jornalistas ou do próprio Francisco Louça.
Mas indo ao que interessa, outra figura que causou impacto durante a nossa vida académica, mas que depressa foi esquecido já que conseguimos fazer a cadeira através de exame final, foi Alfredo Marques, professor da cadeira de Economia da União Europeia. A maioria das pessoas concordará comigo se eu disser que as aulas eram verdadeiras palestras (com um nivel de interacção professor/aluno nulo), mas a verdade é que este professor catedrático é também o Presidente da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (vulgo CCDRC), tendo dado uma entrevista ao Jornal Região de Cister, entrevista editada no jornal desta semana. Ao que parece a região do Oeste, ao qual metade dos membros da Sarip pertencem, vai passar a integrar o CCDRC. Diz Alfredo Marques que esta situação será benéfica para a região centro já que são zonas económicas muito dinâmicas. Diz ele que a região oeste terá maior acesso aos fundos estruturais que permitirão a criação de maior riqueza para a nossa região. É verdade que as perspectivas podem até ser boas, mas se este senhor for tão activo neste cargo como nas aulas que lecciona... tamos feitos.
sexta-feira, novembro 11, 2005
Queda de pontes
Um viaduto de uma auto-estrada ainda em construção cai, com estrondo, e mata 6 operários, ferindo outros. Documentos respeitantes à obra foram encontrados… no lixo. Negligência estúpida e grosseira.É caso para dizer: só mesmo neste país!
Não, não. Aconteceu na avançada e evoluída Espanha… de Portugal só mesmo as vítimas…
Armas Químicas no Iraque I
Um bom ditador deve utilizar armas químicas de modo a ter mão sobre as minorias. Para Saddam, os massacres aos curdos fazem todo o sentido.
Armas Químicas no Iraque II
Para derrubar uma ditadura e reprimir revoltas não se utilizam armas químicas. Tão simples como isso.
Beijos no pátio da escola
Parece que uma escola no Norte quer proibir os alunos, ou as alunas, de demonstrarem afecto no recinto escolar…
Dei o meu primeiro beijo e iniciei o meu namoro num recinto escolar, por isso os leitores devem calcular qual a minha opinião sobre o assunto…
Weah
Apesar dos esforços deste blog, que até colocou no índice o site de campanha do Melhor Jogador de 1995, Weah perdeu a segunda volta das eleições presidenciais da Libéria contra a economista Ellen Sirleaf.Visto que Weah tinha ficado em primeiro lugar na primeira volta, tratou-se provavelmente de uma praga rogada por Jorge Costa…
11 de Novembro: 3 efemérides
1918 – Assinatura do armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, a única guerra do século XX que Portugal (para todos os efeitos ) venceu.
1975 - Independência de Angola, após uma guerra que Portugal (por mais que queiram o contrário) perdeu.
2003 – “Ô Luís, dá cá o chave, ê ê ê, não dou, ó Zé…”
Abu Salem extraditado
Quem teve aulas de Asilo e Refugiados (tanto trabalho…) recorda-se certamente do caso do cidadão indiano acusado de terrorismo no seu país, preso em Portugal e que havia entregue um pedido de asilo, bem como da esposa na mesma situação.O caso acaba de ter um final. Abu Salem e a esposa vão mesmo ser extraditados para a Índia…
“Palavras”
“Se bastasse a inspiração e a força das palavras – além da forma de dizê-las – para ganhar uma eleição, Manuel Alegre seria decerto o próximo presidente da República. É, aliás, um terreno onde, reconhecidamente, não tem competidores à altura nesta batalha – nem mesmo Soares, que perdeu o fulgor e a capacidade de empolgamento de outros tempos. Mas anteontem, no discurso de apresentação da sua candidatura, Alegre esteve no seu melhor e provocou um sobressalto. É a surpresa que poderá fazer a diferença e ser a novidade mais estimulante da campanha presidencial.Alegre conjugou utopia e realismo, sopro poético e pedagogia cívica, defesa de valores e pragmatismo político. Falou de pátria e orgulho nacional sem que isso soasse a velharias imprestáveis ou ridículas e deu-lhes um sentido moderno e cosmopolita. Recusou uma condenação simplista e retrógrada da globalização. Evitou deixar-se enredar, com uma habilidade inesperada, na guerrilha entre Soares e Cavaco. E ousou ser mais concreto do que os seus concorrentes, ao sugerir um pacto económico e social que ajude o País a sair da actual crise.Os cínicos dirão que tudo isto são apenas palavras, não mais do que palavras, mero devaneios líricos irrealizáveis. O facto é que, perante o minimalismo iluminado de Cavaco e o passadismo fatigado de Soares e o partidarismo estrito de Jerónimo ou Louçã, Alegre justificou porque está na corrida, desalinhou a esquerda e lançou uma pedrada no charco das presidenciais. As palavras são uma arma frágil nos dias que correm e o seu poder mágico tende a diluir-se na voragem mediática. Também é fácil – e porventura justo – colar em Alegre a etiqueta de eterno e inconsequente diletante político. Mas sem as palavras de Alegre, a vitória anunciada de Cavaco não seria mais que o fim previsível de um espectáculo velho e gasto. Há ainda quixotismos que valem a pena.”
V. J. Silva, DN (06/11/2005)
Um viaduto de uma auto-estrada ainda em construção cai, com estrondo, e mata 6 operários, ferindo outros. Documentos respeitantes à obra foram encontrados… no lixo. Negligência estúpida e grosseira.É caso para dizer: só mesmo neste país!
Não, não. Aconteceu na avançada e evoluída Espanha… de Portugal só mesmo as vítimas…
Armas Químicas no Iraque I
Um bom ditador deve utilizar armas químicas de modo a ter mão sobre as minorias. Para Saddam, os massacres aos curdos fazem todo o sentido.
Armas Químicas no Iraque II
Para derrubar uma ditadura e reprimir revoltas não se utilizam armas químicas. Tão simples como isso.
Beijos no pátio da escola
Parece que uma escola no Norte quer proibir os alunos, ou as alunas, de demonstrarem afecto no recinto escolar…
Dei o meu primeiro beijo e iniciei o meu namoro num recinto escolar, por isso os leitores devem calcular qual a minha opinião sobre o assunto…
Weah
Apesar dos esforços deste blog, que até colocou no índice o site de campanha do Melhor Jogador de 1995, Weah perdeu a segunda volta das eleições presidenciais da Libéria contra a economista Ellen Sirleaf.Visto que Weah tinha ficado em primeiro lugar na primeira volta, tratou-se provavelmente de uma praga rogada por Jorge Costa…
11 de Novembro: 3 efemérides
1918 – Assinatura do armistício que pôs fim à Primeira Guerra Mundial, a única guerra do século XX que Portugal (para todos os efeitos ) venceu.
1975 - Independência de Angola, após uma guerra que Portugal (por mais que queiram o contrário) perdeu.
2003 – “Ô Luís, dá cá o chave, ê ê ê, não dou, ó Zé…”
Abu Salem extraditado
Quem teve aulas de Asilo e Refugiados (tanto trabalho…) recorda-se certamente do caso do cidadão indiano acusado de terrorismo no seu país, preso em Portugal e que havia entregue um pedido de asilo, bem como da esposa na mesma situação.O caso acaba de ter um final. Abu Salem e a esposa vão mesmo ser extraditados para a Índia…
“Palavras”
“Se bastasse a inspiração e a força das palavras – além da forma de dizê-las – para ganhar uma eleição, Manuel Alegre seria decerto o próximo presidente da República. É, aliás, um terreno onde, reconhecidamente, não tem competidores à altura nesta batalha – nem mesmo Soares, que perdeu o fulgor e a capacidade de empolgamento de outros tempos. Mas anteontem, no discurso de apresentação da sua candidatura, Alegre esteve no seu melhor e provocou um sobressalto. É a surpresa que poderá fazer a diferença e ser a novidade mais estimulante da campanha presidencial.Alegre conjugou utopia e realismo, sopro poético e pedagogia cívica, defesa de valores e pragmatismo político. Falou de pátria e orgulho nacional sem que isso soasse a velharias imprestáveis ou ridículas e deu-lhes um sentido moderno e cosmopolita. Recusou uma condenação simplista e retrógrada da globalização. Evitou deixar-se enredar, com uma habilidade inesperada, na guerrilha entre Soares e Cavaco. E ousou ser mais concreto do que os seus concorrentes, ao sugerir um pacto económico e social que ajude o País a sair da actual crise.Os cínicos dirão que tudo isto são apenas palavras, não mais do que palavras, mero devaneios líricos irrealizáveis. O facto é que, perante o minimalismo iluminado de Cavaco e o passadismo fatigado de Soares e o partidarismo estrito de Jerónimo ou Louçã, Alegre justificou porque está na corrida, desalinhou a esquerda e lançou uma pedrada no charco das presidenciais. As palavras são uma arma frágil nos dias que correm e o seu poder mágico tende a diluir-se na voragem mediática. Também é fácil – e porventura justo – colar em Alegre a etiqueta de eterno e inconsequente diletante político. Mas sem as palavras de Alegre, a vitória anunciada de Cavaco não seria mais que o fim previsível de um espectáculo velho e gasto. Há ainda quixotismos que valem a pena.”
V. J. Silva, DN (06/11/2005)
terça-feira, novembro 08, 2005
Pátria!
“A palavra caiu em desuso porque tivemos uma ditadura que usou e abusou dela, mas eu gosto da palavra pátria, e não tenho vergonha de ser patriota”
Manuel Alegre
Os franceses revoltam-se… well, duh!
Tem havido, já há uma porrada de tempo (bom trocadilho, hã? “Porrada”), tumultos, motins, sublevações, revoltas, sedições, altercações, fights, enfim, merdas nos subúrbios, primeiro de Paris, e depois de outras cidades francesas. Diz-se que é um problema de imigrantes. Até ver, discordo desta premissa. Primeiro, porque se trata de cidadãos franceses, nascidos em França. Segundo, porque desde há séculos que os franceses têm um gosto especial por revoltas e guerrilhas urbanas. Vejamos a História:
- século XVI: massacre de S. Bartolomeu, quando milhares de protestantes foram mortos, de 23 para 24 de Agosto de 1572, só em Paris.
- século XVIII: começando com a Tomada da Bastilha, continuando com as mudanças de governo e de regime, as revoltas posteriores que levaram ao corte de cabelo do rei Luís XVI e da rainha Maria Antonieta, e mais umas quantas revoltas e mais uns cortes de cabelo até ao golpe do cônsul Bonaparte que restabeleceu a ordem.
- século XIX. 1815: levantamento popular a favor do regressado Bonaparte e contra o rei Luís XVIII. 1830: revolução de Julho, deposição da monarquia absoluta. 1848: revolução começada na França (que se estende por toda a Europa), derruba a monarquia liberal e instaura a República. 1870: Paris é durante 3 meses governada pela Comuna, experiência revolucionária marxista fracassada.
- século XX. 1968: Em Maio, uma revolta dos estudantes e da juventude em geral, iniciada em Paris, é o símbolo da mudança de mentalidades e inicia um processo que levará à destituição do Presidente De Gaulle.
- século XXI. 2005: revoltas em Paris e noutras cidades…
É assim tão estranho, ou uma novidade tão grande? Os franceses gostam de uma boa revolta…
Poderá dar-se o caso de os incêndios de carros se estenderem a outros países europeus. Mas mesmo essa situação já tem o precedente de 1848…
Notícias da Fórmula 1 – Monteiro!
O Nuno enviou-me um sms com a novidade em primeira mão, mais ou menos esperada dada a anterior ligação entre Tiago Monteiro e a Midland: a assinatura do piloto português para o lugar vago na nova equipa, para 2006. A SARIP vai ter assim um duelo interessante de seguir entre os dois colegas de equipa da Midland: o português Monteiro e o holandês Albers, cuja contratação me surpreendeu (embora reconheça que ele fez uma temporada bem razoável na Minardi) e que vem dar razão ao Reinold: mesmo na Minardi, os pilotos têm que dar o seu máximo…Para o Danish é que é pior, já que o patrício Karthikeyan ficará, em princípio, a pé. No entanto, tal reflecte as diferenças de performance entre ambos ao longo de 2005 com carros iguais, e portanto é justo… venha 2006 e a luta luso-holandesa!
“A palavra caiu em desuso porque tivemos uma ditadura que usou e abusou dela, mas eu gosto da palavra pátria, e não tenho vergonha de ser patriota”
Manuel Alegre
Os franceses revoltam-se… well, duh!
Tem havido, já há uma porrada de tempo (bom trocadilho, hã? “Porrada”), tumultos, motins, sublevações, revoltas, sedições, altercações, fights, enfim, merdas nos subúrbios, primeiro de Paris, e depois de outras cidades francesas. Diz-se que é um problema de imigrantes. Até ver, discordo desta premissa. Primeiro, porque se trata de cidadãos franceses, nascidos em França. Segundo, porque desde há séculos que os franceses têm um gosto especial por revoltas e guerrilhas urbanas. Vejamos a História:
- século XVI: massacre de S. Bartolomeu, quando milhares de protestantes foram mortos, de 23 para 24 de Agosto de 1572, só em Paris.
- século XVIII: começando com a Tomada da Bastilha, continuando com as mudanças de governo e de regime, as revoltas posteriores que levaram ao corte de cabelo do rei Luís XVI e da rainha Maria Antonieta, e mais umas quantas revoltas e mais uns cortes de cabelo até ao golpe do cônsul Bonaparte que restabeleceu a ordem.
- século XIX. 1815: levantamento popular a favor do regressado Bonaparte e contra o rei Luís XVIII. 1830: revolução de Julho, deposição da monarquia absoluta. 1848: revolução começada na França (que se estende por toda a Europa), derruba a monarquia liberal e instaura a República. 1870: Paris é durante 3 meses governada pela Comuna, experiência revolucionária marxista fracassada.
- século XX. 1968: Em Maio, uma revolta dos estudantes e da juventude em geral, iniciada em Paris, é o símbolo da mudança de mentalidades e inicia um processo que levará à destituição do Presidente De Gaulle.
- século XXI. 2005: revoltas em Paris e noutras cidades…
É assim tão estranho, ou uma novidade tão grande? Os franceses gostam de uma boa revolta…
Poderá dar-se o caso de os incêndios de carros se estenderem a outros países europeus. Mas mesmo essa situação já tem o precedente de 1848…
Notícias da Fórmula 1 – Monteiro!
O Nuno enviou-me um sms com a novidade em primeira mão, mais ou menos esperada dada a anterior ligação entre Tiago Monteiro e a Midland: a assinatura do piloto português para o lugar vago na nova equipa, para 2006. A SARIP vai ter assim um duelo interessante de seguir entre os dois colegas de equipa da Midland: o português Monteiro e o holandês Albers, cuja contratação me surpreendeu (embora reconheça que ele fez uma temporada bem razoável na Minardi) e que vem dar razão ao Reinold: mesmo na Minardi, os pilotos têm que dar o seu máximo…Para o Danish é que é pior, já que o patrício Karthikeyan ficará, em princípio, a pé. No entanto, tal reflecte as diferenças de performance entre ambos ao longo de 2005 com carros iguais, e portanto é justo… venha 2006 e a luta luso-holandesa!
segunda-feira, novembro 07, 2005
"S. Martinho" 2005
Não, a SARIP não regressou a S. Martinho do Porto; a SARIP Continental simplesmente juntou-se no passado fim de semana (estamos próximos do dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho) e andou a curtir pela Alta Estremadura. Nunca se sabe que alterações ao status quo socioprofissional podem surgir de repente, nestes tempos de globalização (eu próprio experimentei isso) e portanto há que aproveitar o momento enquanto dura.
É possível traçar um quadro vago e geral de comparação entre a vida de estudante e a vida imediatamente após; mas, tentar aprofundar a questão, torna-se complicado. O imediato pós-Coimbra é muito diverso e experiência de cada um é única. Sobre o que há consenso é no valor da vida de estudante – e no que a gente se divertia. (Mesmo que comecem a surgir divergências sobre datas precisas. É a lei do esquecimento. Só um registo escrito poderá pôr cobro a isso.)
"Seems like I have a lot of things to ponder", diz Zoolander. Todos as temos, de uma forma ou de outra, precisamente porque a vida não é um filme e há sempre um horizonte adiante, pelo menos enquanto se está na casa dos vinte. Decisões a tomar, sentimentos profundos sobre a forma como se vê o mundo e o que se quer retirar da vida, e seguir em frente. (Ou não tomar decisão nenhuma, e deixar que o destino decida por nós, também é uma opção possível…) Ninguém disse que viver era uma coisa simples.
A chegada a Coimbra oferece um horizonte de estabilidade tão longínquo ("ih pá, falta tanto até acabarmos o curso…") que se torna reconfortante, e talvez isso ajude à magia que a cidade oferece. Alguns viciam-se tanto nessa sensação que persistem por Coimbra, e duram, e duram…
Os que não duram vão tendo que fazer escolhas e opções. É duro; mas é melhor que não ter opções nenhumas, e acho que na História foram muitos os casos em que as pessoas simplesmente não tinham por onde optar… é a chatice de viver em liberdade: implica sermos responsáveis pelo que decidimos.
(Reinold, vou ser muito sincero, pá; desde que saí de Coimbra que perdi a vontade de ir a discotecas. Não sei bem porquê. Seja Snoo, seja o que for, só mesmo de longe em longe…)
Desta vez vou cortar a já habitual parte dos agradecimentos. São tantos e tão variados que se tornaria maçador, e as pessoas em causa têm plena noção da minha gratidão.
Não, a SARIP não regressou a S. Martinho do Porto; a SARIP Continental simplesmente juntou-se no passado fim de semana (estamos próximos do dia de S. Martinho, lume, castanhas e vinho) e andou a curtir pela Alta Estremadura. Nunca se sabe que alterações ao status quo socioprofissional podem surgir de repente, nestes tempos de globalização (eu próprio experimentei isso) e portanto há que aproveitar o momento enquanto dura.
É possível traçar um quadro vago e geral de comparação entre a vida de estudante e a vida imediatamente após; mas, tentar aprofundar a questão, torna-se complicado. O imediato pós-Coimbra é muito diverso e experiência de cada um é única. Sobre o que há consenso é no valor da vida de estudante – e no que a gente se divertia. (Mesmo que comecem a surgir divergências sobre datas precisas. É a lei do esquecimento. Só um registo escrito poderá pôr cobro a isso.)
"Seems like I have a lot of things to ponder", diz Zoolander. Todos as temos, de uma forma ou de outra, precisamente porque a vida não é um filme e há sempre um horizonte adiante, pelo menos enquanto se está na casa dos vinte. Decisões a tomar, sentimentos profundos sobre a forma como se vê o mundo e o que se quer retirar da vida, e seguir em frente. (Ou não tomar decisão nenhuma, e deixar que o destino decida por nós, também é uma opção possível…) Ninguém disse que viver era uma coisa simples.
A chegada a Coimbra oferece um horizonte de estabilidade tão longínquo ("ih pá, falta tanto até acabarmos o curso…") que se torna reconfortante, e talvez isso ajude à magia que a cidade oferece. Alguns viciam-se tanto nessa sensação que persistem por Coimbra, e duram, e duram…
Os que não duram vão tendo que fazer escolhas e opções. É duro; mas é melhor que não ter opções nenhumas, e acho que na História foram muitos os casos em que as pessoas simplesmente não tinham por onde optar… é a chatice de viver em liberdade: implica sermos responsáveis pelo que decidimos.
(Reinold, vou ser muito sincero, pá; desde que saí de Coimbra que perdi a vontade de ir a discotecas. Não sei bem porquê. Seja Snoo, seja o que for, só mesmo de longe em longe…)
Desta vez vou cortar a já habitual parte dos agradecimentos. São tantos e tão variados que se tornaria maçador, e as pessoas em causa têm plena noção da minha gratidão.
quinta-feira, novembro 03, 2005
3 de Novembro de 1887
118º aniversário - Parabéns, AAC!
Notícias de África
MOÇAMBIQUE - Se há um co-blogger que devia falar na visita oficial do presidente de Moz a Portugal e no acordo que se espera finalmente definitivo sobre a barragem de Cahora Bassa, cuja energia passa pelas centrais na África do Sul antes de ir para Maputo, não sou eu. Limito-me a referir que o nosso Secretário de Estado da Cooperação, que gostava muito de Moçambique e fez lá várias viagens, deve ter aproveitado p reforçar os seus contactos e espalhar o charme da camisa rosa.
GUINÉ-BISSAU - A deposição e reposição de governos é muito mais rápida na Guiné que em Portugal. Em 5 dias está nomeado um novo primeiro-ministro, com um curioso decreto presidencial com dois artigos:
1 - Nomeio Aristides Gomes como primeiro-ministro.
2 - Este decreto entra imediatamente em vigor.
Mainada!
(agora o resto do governo vai-se procurando com calma... tim cálmá...)
118º aniversário - Parabéns, AAC!
Notícias de África
MOÇAMBIQUE - Se há um co-blogger que devia falar na visita oficial do presidente de Moz a Portugal e no acordo que se espera finalmente definitivo sobre a barragem de Cahora Bassa, cuja energia passa pelas centrais na África do Sul antes de ir para Maputo, não sou eu. Limito-me a referir que o nosso Secretário de Estado da Cooperação, que gostava muito de Moçambique e fez lá várias viagens, deve ter aproveitado p reforçar os seus contactos e espalhar o charme da camisa rosa.
GUINÉ-BISSAU - A deposição e reposição de governos é muito mais rápida na Guiné que em Portugal. Em 5 dias está nomeado um novo primeiro-ministro, com um curioso decreto presidencial com dois artigos:
1 - Nomeio Aristides Gomes como primeiro-ministro.
2 - Este decreto entra imediatamente em vigor.
Mainada!
(agora o resto do governo vai-se procurando com calma... tim cálmá...)
quarta-feira, novembro 02, 2005
Terramoto
Passaram ontem 250 anos sobre o super-terramoto que devastou Portugal, particularmente Lisboa, acompanhado de tsunami, e que ficou na memória histórica do povo.
Feito o habitual debate sobre sismos, julgo que estamos no bom caminho. Lisboa iria toda abaixo se houvesse outro sismo como o de 1755.
E isso que é preciso. Em primeiro lugar, para deitar abaixo os prédios velhos. Depois, porque morriam os velhotes todos que lá vivem – o que era um alívio para o sistema nacional de pensões. Sem prédios e sem inquilinos, os proprietários dos terrenos poderiam vender ou construir de raiz. Uma nova cidade, ordenada e alinhada, tal como a Baixa pombalina desenhada a esquadro surgiu após 1755.
E construir uma cidade de raiz é o sonho de todos os empreiteiros e construtores! E também o sonho de todos os que idealizaram a Expo, os Estádios do Euro, a Ota e o TGV! Reconstruir Lisboa??? Imaginem o relançamento que não daria à nossa economia!
Venha o terramoto, rapidamente! E quanto mais forte, melhor!
Quadra popular de motivo bíblico
Já dizia o Rei Herodes,
“Ou te calas ou te fodes!”
O Rei Herodes já morreu,
Quem te fode sou eu!
Passaram ontem 250 anos sobre o super-terramoto que devastou Portugal, particularmente Lisboa, acompanhado de tsunami, e que ficou na memória histórica do povo.
Feito o habitual debate sobre sismos, julgo que estamos no bom caminho. Lisboa iria toda abaixo se houvesse outro sismo como o de 1755.
E isso que é preciso. Em primeiro lugar, para deitar abaixo os prédios velhos. Depois, porque morriam os velhotes todos que lá vivem – o que era um alívio para o sistema nacional de pensões. Sem prédios e sem inquilinos, os proprietários dos terrenos poderiam vender ou construir de raiz. Uma nova cidade, ordenada e alinhada, tal como a Baixa pombalina desenhada a esquadro surgiu após 1755.
E construir uma cidade de raiz é o sonho de todos os empreiteiros e construtores! E também o sonho de todos os que idealizaram a Expo, os Estádios do Euro, a Ota e o TGV! Reconstruir Lisboa??? Imaginem o relançamento que não daria à nossa economia!
Venha o terramoto, rapidamente! E quanto mais forte, melhor!
Quadra popular de motivo bíblico
Já dizia o Rei Herodes,
“Ou te calas ou te fodes!”
O Rei Herodes já morreu,
Quem te fode sou eu!
Carlyle Group – ambiente de trabalho informal e descontraído
- As peças que estavam aqui, alguém as viu? Qu’é delas?
- Cadelas? Cadelas é aí em baixo…
- Eu sou alérgica ao trabalho. Ganho borbulhas no cu.
- Não sei se é no cu, ou não será mais à frente?
- Tenham lá algum respeito, que estão homens a ouvir…
- Ó Marlene, a nossa linha agora está muito chique! Temos aqui um diplomata…
- 22 anos? Não pode ser. Amanhã trazes o BI…
- Ó Gina, essa conversa é pr’a engatar o Ismael? Uma mulher de 40 anos a dizer que tem 33, só pode ser pr’ ó engate!…
Running – a força dos genes
O sr. António Paulino deslocou-se às tasquinhas de S. Simão, em Alcobaça, com uma série de familiares, e bebeu três canecas de água-pé, da forte. À saída, a pretexto de avisar os familiares que ficavam, resolveu dar uma ligeira corrida a pé, de não mais que 200 metros.
Perguntam os leitores ligados a Coimbra: “onde é que eu já vi este filme?”
(A minha irmã Isabel não gosta muito de sair do seu ambiente caseiro. Mas já não estranha o meu colo.)
Z3!
No passado fim de semana tive o meu baptismo de fogo em termos de motociclos. Aos leitores que têm a “mota que marcou a adolescência”, este post parecerá risível; aos que nunca andaram de mota, será um bom incentivo para experimentarem.
A minha experiência anterior de motociclos resumia-se a um velocípede a motor, com 25 cc. Agora, dei o salto lógico e experimentei pela primeira vez uma moto, cortesia do meu primo Fábio Mendes, 17 anos, que me deixou dar uma volta na sua, como ele diz ironicamente, Z3 – Famel Zundapp de 3 velocidades, 50 cc!
A sensação de liberdade que uma mota oferece é realmente um vício. Após a primeira adaptação aos controlos (acelerador, embraiagem e mudanças, já que o travão é igual ao de uma… bicicleta), apetece acelerar a fundo, sentir a deslocação do ar, e ir, e ir, e ir… claro que a potência de uma Z3 é mínima, mas até o Valentino Rossi passou por todas as categorias, não é? Fiz por 4 ou 5 vezes uma pequenina recta de 400 m mas já chega para deixar um conselho a quem nunca experimentou andar de mota: a vida é para se viver, e quanto mais coisas tivermos experimentado, melhor…
Israel-Irão
O presidente Ahmad…Ahmadi… ahm… enfim, aquele senhor esgrouviado e de barba de 3 dias que é o presidente do Irão afirmou que Israel deveria ser riscado do mapa.
Isto fez-me lembrar a hipótese de uma bomba nuclear a cair em Telavive. E apercebi-me de uma coisa muito simples: Israel nunca poderá ser alvo de um ataque nuclear porque tem um escudo anti-míssil (um sistema SDI, para os jogadores de Civilization 2) muito eficaz.
Como é que se pode atirar mísseis nucleares sobre Israel sem se matar milhões de palestinianos?…
Evangelho mais ou menos apócrifo
“Viviam José e Maria num lugarejo chamado Nazaré, terra de pouco e de poucos, na região de Galileia, em uma casa igual a quase todas. (…)
O barro ao barro, o pó ao pó, a terra à terra, nada começa que não tenha que acabar, tudo o que começa nasce do que acabou. Turbou-se Maria e perguntou, Isso que quer dizer, e o mendigo respondeu apenas, Mulher, tens um filho na barriga, e esse é o único destino dos homens, começar e acabar, acabar e começar, Como soubeste que estou grávida, Ainda a barriga não cresceu e já os filhos brilham nos olhos das mães, Se assim é, deveria meu marido ter visto nos meus olhos o filho que em mim gerou, Acaso não olha ele para ti quando o olhas tu, E tu quem és, para não teres precisado de ouvi-lo da minha boca, Sou um anjo, mas não o digas a ninguém. (…)
…perceberá que as coisas afinal não são assim tão simples quanto pareciam, claro está que seria muito bonito poder anunciar, Veni, vidi, vici, proclamou-o assim Júlio César no tempo da sua glória e depois foi o que se viu, às mãos do seu próprio filho veio a morrer, sem mais desculpa este que ser apenas adoptivo. Vem de longe e promete não ter fim a guerra entre pais e filhos, a herança das culpas, a rejeição do sangue, o sacrifício da inocência.”
José Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991)
O pior é que muitos preferem o chicote à escola!
“Neste país o povo não pode andar ao som do chicote. As coisas têm de começar na escola. E foi isso que [o Marquês de] Pombal não entendeu.”
José Hermano Saraiva
Presidenciais em Portugal
Agora que Cavaco se apresentou, faltam três candidatos para a lista ficar completa:
- um candidato que seja contra o regime, já que, segundo o célebre Vasco Pulido Valente, os cinco candidatos existentes defendem a Constituição, recusam o presidencialismo, e são, em graus diferentes, a favor da Europa e das estruturas actuais de governação. Ora, caro Vasco, isto deixa-nos duas hipóteses para termos um candidato contra o regime: a hipótese Alberto João Jardim e a sua própria. Como o Rei da Madeira já engoliu o sapo e diz que apoia o sr. Silva, resta-nos esperar que Sua Eminência parda venha tirar Portugal da escuridão, e que o cidadão Pulido Valente se apresente como candidato…
- um candidato da direita. Isto é, da direita Santana Lopes-Paulo Portas. Vi o Santana na tv este fim-de-semana e disse assim para a minha mãe, em surdina e muito assustado: “I’m gonna tell you a secret. I see dead people! Politically dead people!” Como Portas não é parvo, esperamos que a recolha de assinaturas para Lopes já tenha começado.
- Manuel João Vieira.
Já agora, gostaria de lançar um debate sobre Língua Portuguesa: deveríamos definir a expresão "político profissional", porque pelos vistos não se sabe bem o que quer dizer.
- As peças que estavam aqui, alguém as viu? Qu’é delas?
- Cadelas? Cadelas é aí em baixo…
- Eu sou alérgica ao trabalho. Ganho borbulhas no cu.
- Não sei se é no cu, ou não será mais à frente?
- Tenham lá algum respeito, que estão homens a ouvir…
- Ó Marlene, a nossa linha agora está muito chique! Temos aqui um diplomata…
- 22 anos? Não pode ser. Amanhã trazes o BI…
- Ó Gina, essa conversa é pr’a engatar o Ismael? Uma mulher de 40 anos a dizer que tem 33, só pode ser pr’ ó engate!…
Running – a força dos genes
O sr. António Paulino deslocou-se às tasquinhas de S. Simão, em Alcobaça, com uma série de familiares, e bebeu três canecas de água-pé, da forte. À saída, a pretexto de avisar os familiares que ficavam, resolveu dar uma ligeira corrida a pé, de não mais que 200 metros.
Perguntam os leitores ligados a Coimbra: “onde é que eu já vi este filme?”
(A minha irmã Isabel não gosta muito de sair do seu ambiente caseiro. Mas já não estranha o meu colo.)
Z3!
No passado fim de semana tive o meu baptismo de fogo em termos de motociclos. Aos leitores que têm a “mota que marcou a adolescência”, este post parecerá risível; aos que nunca andaram de mota, será um bom incentivo para experimentarem.
A minha experiência anterior de motociclos resumia-se a um velocípede a motor, com 25 cc. Agora, dei o salto lógico e experimentei pela primeira vez uma moto, cortesia do meu primo Fábio Mendes, 17 anos, que me deixou dar uma volta na sua, como ele diz ironicamente, Z3 – Famel Zundapp de 3 velocidades, 50 cc!
A sensação de liberdade que uma mota oferece é realmente um vício. Após a primeira adaptação aos controlos (acelerador, embraiagem e mudanças, já que o travão é igual ao de uma… bicicleta), apetece acelerar a fundo, sentir a deslocação do ar, e ir, e ir, e ir… claro que a potência de uma Z3 é mínima, mas até o Valentino Rossi passou por todas as categorias, não é? Fiz por 4 ou 5 vezes uma pequenina recta de 400 m mas já chega para deixar um conselho a quem nunca experimentou andar de mota: a vida é para se viver, e quanto mais coisas tivermos experimentado, melhor…
Israel-Irão
O presidente Ahmad…Ahmadi… ahm… enfim, aquele senhor esgrouviado e de barba de 3 dias que é o presidente do Irão afirmou que Israel deveria ser riscado do mapa.
Isto fez-me lembrar a hipótese de uma bomba nuclear a cair em Telavive. E apercebi-me de uma coisa muito simples: Israel nunca poderá ser alvo de um ataque nuclear porque tem um escudo anti-míssil (um sistema SDI, para os jogadores de Civilization 2) muito eficaz.
Como é que se pode atirar mísseis nucleares sobre Israel sem se matar milhões de palestinianos?…
Evangelho mais ou menos apócrifo
“Viviam José e Maria num lugarejo chamado Nazaré, terra de pouco e de poucos, na região de Galileia, em uma casa igual a quase todas. (…)
O barro ao barro, o pó ao pó, a terra à terra, nada começa que não tenha que acabar, tudo o que começa nasce do que acabou. Turbou-se Maria e perguntou, Isso que quer dizer, e o mendigo respondeu apenas, Mulher, tens um filho na barriga, e esse é o único destino dos homens, começar e acabar, acabar e começar, Como soubeste que estou grávida, Ainda a barriga não cresceu e já os filhos brilham nos olhos das mães, Se assim é, deveria meu marido ter visto nos meus olhos o filho que em mim gerou, Acaso não olha ele para ti quando o olhas tu, E tu quem és, para não teres precisado de ouvi-lo da minha boca, Sou um anjo, mas não o digas a ninguém. (…)
…perceberá que as coisas afinal não são assim tão simples quanto pareciam, claro está que seria muito bonito poder anunciar, Veni, vidi, vici, proclamou-o assim Júlio César no tempo da sua glória e depois foi o que se viu, às mãos do seu próprio filho veio a morrer, sem mais desculpa este que ser apenas adoptivo. Vem de longe e promete não ter fim a guerra entre pais e filhos, a herança das culpas, a rejeição do sangue, o sacrifício da inocência.”
José Saramago, O Evangelho Segundo Jesus Cristo (1991)
O pior é que muitos preferem o chicote à escola!
“Neste país o povo não pode andar ao som do chicote. As coisas têm de começar na escola. E foi isso que [o Marquês de] Pombal não entendeu.”
José Hermano Saraiva
Presidenciais em Portugal
Agora que Cavaco se apresentou, faltam três candidatos para a lista ficar completa:
- um candidato que seja contra o regime, já que, segundo o célebre Vasco Pulido Valente, os cinco candidatos existentes defendem a Constituição, recusam o presidencialismo, e são, em graus diferentes, a favor da Europa e das estruturas actuais de governação. Ora, caro Vasco, isto deixa-nos duas hipóteses para termos um candidato contra o regime: a hipótese Alberto João Jardim e a sua própria. Como o Rei da Madeira já engoliu o sapo e diz que apoia o sr. Silva, resta-nos esperar que Sua Eminência parda venha tirar Portugal da escuridão, e que o cidadão Pulido Valente se apresente como candidato…
- um candidato da direita. Isto é, da direita Santana Lopes-Paulo Portas. Vi o Santana na tv este fim-de-semana e disse assim para a minha mãe, em surdina e muito assustado: “I’m gonna tell you a secret. I see dead people! Politically dead people!” Como Portas não é parvo, esperamos que a recolha de assinaturas para Lopes já tenha começado.
- Manuel João Vieira.
Já agora, gostaria de lançar um debate sobre Língua Portuguesa: deveríamos definir a expresão "político profissional", porque pelos vistos não se sabe bem o que quer dizer.
terça-feira, novembro 01, 2005
"Eis o que o Espírito humano só dificilmente compreende. Ele foi engenhoso para pintar os tormentos do inferno, mas jamais pôde representar as alegrias do céu. E isso por quê? Porque, sendo inferior, só tem experimentado penas e misérias, e não pode entrever as claridades celestes. Ele não pode falar daquilo que não conhece. Mas, à medida que se eleva e se purifica, o seu horizonte se alarga e ele compreende o bem que está à sua frente, como compreendeu o mal que deixa para trás."
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