sexta-feira, outubro 21, 2005

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- O PS pretende discutir uma nova lei de arrendamento. Vou ser sincero: percebo muito pouco das minudências técnicas deste tema, que é cíclico. Falar do Orçamento de Estado todos podemos falar: há um X de receitas e um X de despesas, e cada um terá as suas opiniões sobre em que sectores cortar ou investir (despesas), e quais os impostos que deveriam ser aumentados ou reduzidos (receitas.) O mercado de arrendamento é mais difícil.
Por outro lado, a tendência é fácil de ver. O arrendamento não compensa. É tão caro arrendar como comprar, o que empurra as pessoas para a compra – o que empurra os senhores empreiteiros a construir cada vez mais, e mais longe do centro das cidades. Não é difícil adivinhar a dinâmica que surge daí: bairros periféricos monstruosos, e centros a cair (há dias alguns jovens leirienses ficaram feridos quando um “bocado” do Centro Histórico lhes caiu em cima) e desertos, seja em Lisboa, seja onde for. Com as consequentes dificuldades em termos de transportes, públicos e privados, etc. As opções tomadas têm sempre consequências a longo prazo, e convém que os legisladores pensem no longo prazo.
(Na minha rua, os habitantes já estão tão habituados a conviver com o perigo constante de um acidente, que já nem dão por isso. Mas se eu votei contra o anterior Presidente de Junta foi por ele ter permitido que esta fosse uma rua de dois sentidos.)

- O ano de 2005 (tsunami incluído) tem sido invulgarmente fértil em desastres naturais afectando milhões de pessoas. Estará a sociedade internacional preparada para lidar com tudo o que acontece?
A gripe das aves parece que pode vir a criar alarmismo. É estranho não ter aparecido uma vacina há mais tempo; mas a verdade é que todas as precauções têm sido tomadas, e, diria eu, antes precauções a mais que a menos.
Quanto à epidemia de pânico, deveríamos pôr os olhos na História. Não só na Gripe Espanhola, de 1918, que fez 50 milhões de mortos, mas também podíamos recuar à Peste Negra que atingiu a Europa em 1348 e que matou entre um terço a metade da população europeia. Isso sim, mete medo…

- os Franz Ferdinand lançam um segundo disco numa altura em que eu arranjei o primeiro. As críticas dizem: “ritmo e acordes fortes, sabor a dejá-vu, o futuro do rock’n roll.” Diz-se que o Rock está em crise, senão morto, e talvez esta banda seja de facto uma espécie de fantasma ressuscitado. Em todo o caso, vem cheio de vida e recomenda-se – pelo menos a todos aqueles que vibraram com os primeiros discos de Offspring ou Greenday (e também para aqueles a quem o hip-hop dominante não interessa muito.)

- Recentemente falei com um amigo meu, grande adepto de música, nomeadamente rock, que nunca tinha ouvido falar nos Franz Ferdinand. Esse amigo tem um emprego e trabalha todos os dias. Dei comigo a pensar: será que deixarmos de acompanhar as novidades da música é um sintoma de que entrámos na idade adulta? Que a rotina diária nos corta o espaço para esse tipo de lazer? E, portanto, que nos condena a ficarmos musicalmente presos à nossa adolescência e juventude?…

Eleições presidenciais
- O futebolista Weah e a economista Ellen Sirleaf vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais na Libéria.

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