segunda-feira, outubro 31, 2005

Licenciados para quê?
É de todos sabido, que um dos factores que mais concorre para o aumento da produtividade de uma empresa e de um país, é o nível de formação e qualificação profissional de todos aqueles que, directamente ou indirectamente, participam no processo produtivo. O ‘case study’ irlandês, do qual todos gostam de falar, mais não foi que uma aposta muito forte na reforma da política fiscal e na reestruturação de todo o sistema de ensino, tendente a uma maior qualificação dos seus cidadãos e por esta via, conseguir acréscimos de produtividade muito importantes.Se observarmos as estatísticas do ensino em Portugal ao longo dos últimos trinta anos, verificamos que existiu uma evolução muito positiva em matéria das competências académicas mas, não obstante, ainda nos encontramos longe de atingir patamares que certamente estarão ao nosso alcance. Verifica-se ainda que o abandono escolar é muito precoce; que muitos dos nossos jovens não concluem o ensino secundário e daqueles que entram nas universidades, muitos são os que também não concluem. Com estes registos, poderá ficar comprometido o desenvolvimento do país a prazo. Tudo o que acabei de dizer, pode não andar muito longe e até ter alguma ligação com uma constatação que ultimamente os mais atentos e sensibilizados para o mercado de trabalho de jovens licenciados, têm verificado. Todos os anos as universidades formam uns milhares de jovens recém-licenciados, que muito naturalmente procuram o seu primeiro emprego. Pelo lado da oferta, este ciclo é conhecido. E então o que se passa? Uma grande parte das empresas, especialmente na área dos serviços, procura recém-licenciados para cujas posições não são exigidas competências que não ultrapassem aquelas adquiridas ao longo do ensino secundário. Esta postura enferma por dois erros estratégicos clamorosos. Em primeiro lugar, as empresas sabem que a motivação é factor determinante no bom desempenho de um colaborador; então que motivação poderá ter um jovem recém-licenciado quando tem a consciência de que está a exercer uma função muito aquém das suas competências? O que acontece? O colaborador vai andar desmotivado, a sua produtividade é menor comparada com outro menos habilitado academicamente e à primeira oportunidade sai da empresa. Em segundo lugar, a preocupação das empresas deve centrar-se na captação de jovens recém-licenciados com elevado potencial e motivá-los com desafios ao nível da sua formação, de molde a poderem precaver o futuro da empresa com novos talentos, que sejam portadores de inovação, de novas ideias e sobretudo de novas metodologias que ajudem a empresa a sobreviver no futuro.Tudo o que acabo de referir, é facilmente comprovado por qualquer empresa especialista no recrutamento e selecção de pessoal. As empresas, fruto da muita procura, oferecem posições não consonantes com as legitimas expectativas dos jovens recém-licenciados e alguns, a prazo, vão aceitando.É bom que os empregadores reflictam sobre esta matéria. Pois apesar de uma das componentes da produtividade assentar na qualificação profissional, a sua curva (da produtividade) será tanto marginalmente de inclinação negativa, quanto maior for a insistência neste posicionamento face à oferta.Perante este conjunto de circunstâncias é normal e faz todo o sentido que um jovem recém-licenciado, coloque a questão do porquê de ter concluído uma licenciatura?Seria um outro erro ainda maior, se os ofertantes no mercado de trabalho fizessem tábua rasa da inteligência dos jovens. É que os nossos recém-licenciados, sabem para onde querem ir, o que querem para o seu projecto profissional e como lá chegar. Pode demorar mais tempo por inépcia ou falha estratégica dos empregadores, mas eles irão lá chegar. Quem subestimar a sua inteligência, corre o sério risco de se atrasar e quiçá, desaparecer no tempo que marca toda a dinâmica da vida empresarial. Os jovens recém-licenciados só querem que os respeitem.
http://www.diarioeconomico.com/edicion/diario_economico/opinion/columnistas/antonio_gaspar/pt/desarrollo/578969.html
Passem por la que vale a pena ler tmb os comentários!!

terça-feira, outubro 25, 2005

1º dia no Grupo Carlyle – a importância de um curso superior
- A Natália é de que país?
- Da Rússia.
(…)
- Cá em Portugal há é muitos ucranianos, da Rússia há menos…
(…)
- Mas eu venho da Sibêria.
- Sibéria?? Pensei que fosse da Europa… bolas, vem de longe… e de que zona da Sibéria? Yakutsk, Kamchatka?
- Sim, sim, Kamchatka. A mais longe!
- Bem!!! Atravessou meio mundo para vir para aqui…
(…)
- Como ê que sabes tanto de Geográfia? Pôrtuguieses não côstumam saber tanto sobre Rússia…
- Eu tirei o curso de Relações Internacionais… sei um pouco de tudo sobre muitos países…

A liberdade
“No fundo, a liberdade é uma coisa simples, seja qual for a sua forma exterior. É a fé comum no homem, a boa vontade comum, a tolerância e a caridade comuns, a decência comum, nada mais, nada menos. Traduzido para termos políticos, é a doutrina segundo a qual o cidadão normal de um Estado civilizado é na verdade normal – que a decência que pertence naturalmente ao homo sapiens, como um animal acima das feras, está realmente nele. Considera que este cidadão normal pode ser confiável, um dia atrás do outro, para fazer o bem. Confia nos seus impulsos naturais, e presume que são saudáveis. Por fim, é a doutrina de que se essas presunções são falsas então não pode fazer-se nada – e se os seres humanos são realmente tão maus, então nenhum é suficientemente bom para policiar o resto.”
H. L. Mencken, editorial publicado em American Mercury, 1929, citado por Oswald le Winter, Democracia e Secretismo, 2002

segunda-feira, outubro 24, 2005

Aviso aos bloggers
Este blog devia ter mais cuidado com o tipo de pessoas que deixa que escrevam.

Reparem no post do Ismael sobre a Latada 2005, por exemplo. É óbvio que só podia ter sido escrito por alguém que estivesse de ressaca. Muito sintético, deixando escapar montes de pormenores. E muito superficial: o que quer dizer, por exemplo, “grande jantar?” Quer dizer que se comeu bem? Que se bebeu muito? Que se pagou mais ainda? Que o Danish “regressou” à cantina do ISCA, com a sua omolete? Que se falou de coisas tão diversas como as expectativas do raio do curso que se tirou, dos filmes de boxe dos anos 80, da nobreza de apelidos portugueses como Lencastre, Telles e Avillez por oposição aos apelidos do povinho, tipo Sousa, Costa, Nunes, Silva ou Paulino, ou ainda da situação contratual de Jacques Villeneuve em 2004? “Grande jantar” não explica rigorosamente nada.
Tal como “um grande passeio à luz das estrelas…” Mas o que é isto?!!?? Influências do ultra-romantismo (Português, 12º ano)? Em que consiste? Demorou muito tempo? Teve, ou não, paragens pelo meio? Seria objectivo do grupo ir directamente do restaurante (aliás, nem disse que restaurante foi) para o Latódromo? Além de superficial, é extraordinariamente omisso. Não refere os encontros com pessoas conhecidas, por exemplo o João Matos e o Nuno “Gordo” da SAPE, num café e ligeiramente embriagados, a levantar suspeitas sobre as arbitragens ao longo dos últimos torneios de futsal da FEUC e sobre as sucessivas vitórias das equipas do Portela, Tsubasa Team ou outras, e não refere que ambos enviaram cumprimentos para o Berto. Esquece-se que a ideia original era parar no karaoke do Guitarras, mas que as escadas de S. Tiago estavam completamente cheias de gente e nem sequer tentámos entrar. Olvida a primeira “visita” do Tiago ao prédio medieval de três micro-andares, relativamente bem preservado, ali na esquina do Guitarras. E quanto às dezenas de pessoas incomodadas nos seus pensamentos com as frases “Vota Alegre! Abaixo os partidos!”, incluindo dois agentes da autoridade?
Além disso, é um texto impregnado de uma melancolia estranha, como se o autor estivesse a pensar na vida mas não soubesse bem o quê. As referências bíblicas não lhe são nada habituais: “os céus que se abrem”, como se fosse um dilúvio, e Cristo sobre as águas. Era como se o céu lhe tivesse caído em cima só por reconhecer que tinha de se ir embora mais cedo contra vontade, mas de qualquer forma quem mandou trazer sapatilhas? A meteorologia não prometia chuva já há uma série de dias? Pois que trouxesse sapatilhas extra, ou então botas, mesmo que não fossem Timberland!
Por outro lado, os agradecimentos e saudações especiais são do mais vago que pode haver. Omite-se o reencontro com pessoas ligeiramente embriagadas, como a Liliana ou o Gilberto (em estranha descompensação psicológica); omitem-se as cervejas pagas pelo Pedro, primo da Ana, ao Reinold e ao próprio autor (uma boleia paga regiamente, e um excelente aperitivo antes do jantar); o generoso gasto do económico Danish num só dia não é sequer imaginado; esquece-se o facto de o Reinold ter falado com algumas pessoas mais nesta única noite do que desde sempre; a serenidade e alegria estóica da Andreia C face à vida não transparece; a dormida no 8º andar da Wilma e a t-shirt (não reclamada ainda) da Andreia não estão lá…
Este absurdo texto, que mais parece uma seca nota de rodapé, esquece ainda o que o Pedro aprendeu sobre a colonização timorense dos salões de jogos de Coimbra, os encontros com os srs. Francisco Guterres e Lino, o encontro imediato de terceiro grau com o sr. Cigano, da Marinha Grande, e ainda o espírito aventureiro do Daniel e do Tiago, dormindo na carrinha em que vieram, como se estivessem em viagem pela Europa.
Conhecendo a tendência do blogger Ismael para a ocasional pirosice, semelhante aliás à do blogger Sousa naquele post “uma estória para sempre recordar” (ninguém sabe se fugiu, foi suspenso ou está em licença sabática), só admira que não tenha acrescentado a este post uma quadra deste género (neste caso de autoria do poeta leiriense Afonso Lopes Vieira):

Vou-me embora com tristeza
Com tristeza sempre vou:
Que ninguém tem a certeza
De voltar ao que deixou.

Em suma, recomendo aos Administradores que passem a seleccionar cuidadosamente os indivíduos que escrevem para aqui, sob pena de aparecerem mais barbaridades como esse post “Latada 2005.” Ou, pelo menos, que uns se acrescentem/corrijam aos outros, pois tenho a certeza que este Ismael não é o dono do blog. Aliás, parafraseando o Manuel Alegre, “Não há donos do blog! Não há donos da democracia!”

sábado, outubro 22, 2005

A UTOPIA!

"As eleições presidenciais são uma disputa entre candidatos, mas dizem respeito a todos os portugueses e organizações. A opção do PS é a de apoiar Mário Soares, porque é a personalidade política que tem as melhores condições e qualidades para ser o próximo Presidente da República". José Socrates in Público
O grande grupo Carlyle
Na próxima segunda-feira, pelas 9 da manhã, inicio uma colaboração profissional com a filial portuguesa da Key Plastics, que por sua vez faz parte do conhecido Carlyle Management Group.
O processo de recrutamento e selecção foi extraordinariamente rápido, não tendo demorado mais de duas horas entre o primeiro telefonema e a aprovação, que chegou poucos minutos antes de chegar o Reinold, que me daria boleia para a

Latada 2005
Um grande jantar. Um grande passeio à luz das estrelas, pela milenária Baixa de Coimbra. Uma hora de aperto para entrar no recinto, com muitas bocas de apoio ao coimbrão Alegre e muitas injúrias a Salazar. Reencontros de amigos e conhecidos. Os Orishas no seu auge. A tenda, sempre a bombar no máximo. E, às 5 da manhã, uma monumental tromba de água, como se os céus tivessem permitido que todos entrassem e se divertissem à vontade mas não deixassem ninguém regressar seco a casa.
Erro de cálculo, optimismo excessivo? Ao contrário de Cristo no lago Tiberíades, não consegui caminhar sobre as águas e mergulhei até aos tornozelos. Por isso, sem calçado sobresselente, fui obrigado a regressar a Leiria mais cedo que o previsto (sob pena de ficar a arder em febre, se insistisse em andar mais 24 horas com os pés molhados.)
Um dia muito especial para mim, como se de alguma forma Coimbra me trouxesse um pouco de sorte. E uma grande noite para todos.
Os meus (já habituais) agradecimentos e saudações especiais para as seguintes pessoas:
- Álvaro José
- Ana Rita Jacinto
- Andreia Ferreira
- Andreia Marques
- Daniel Sousa
- Danish Latif
- Gilberto Coelho
- Liliana Abreu
- Patrícia Lopes
- Pedro Rodrigues
- Reinold Vrielink
- Tiago Nunes
- Wilma Vrielink
- Finally, and overall, à Ana.

sexta-feira, outubro 21, 2005

Mais Actualidades
- O PS pretende discutir uma nova lei de arrendamento. Vou ser sincero: percebo muito pouco das minudências técnicas deste tema, que é cíclico. Falar do Orçamento de Estado todos podemos falar: há um X de receitas e um X de despesas, e cada um terá as suas opiniões sobre em que sectores cortar ou investir (despesas), e quais os impostos que deveriam ser aumentados ou reduzidos (receitas.) O mercado de arrendamento é mais difícil.
Por outro lado, a tendência é fácil de ver. O arrendamento não compensa. É tão caro arrendar como comprar, o que empurra as pessoas para a compra – o que empurra os senhores empreiteiros a construir cada vez mais, e mais longe do centro das cidades. Não é difícil adivinhar a dinâmica que surge daí: bairros periféricos monstruosos, e centros a cair (há dias alguns jovens leirienses ficaram feridos quando um “bocado” do Centro Histórico lhes caiu em cima) e desertos, seja em Lisboa, seja onde for. Com as consequentes dificuldades em termos de transportes, públicos e privados, etc. As opções tomadas têm sempre consequências a longo prazo, e convém que os legisladores pensem no longo prazo.
(Na minha rua, os habitantes já estão tão habituados a conviver com o perigo constante de um acidente, que já nem dão por isso. Mas se eu votei contra o anterior Presidente de Junta foi por ele ter permitido que esta fosse uma rua de dois sentidos.)

- O ano de 2005 (tsunami incluído) tem sido invulgarmente fértil em desastres naturais afectando milhões de pessoas. Estará a sociedade internacional preparada para lidar com tudo o que acontece?
A gripe das aves parece que pode vir a criar alarmismo. É estranho não ter aparecido uma vacina há mais tempo; mas a verdade é que todas as precauções têm sido tomadas, e, diria eu, antes precauções a mais que a menos.
Quanto à epidemia de pânico, deveríamos pôr os olhos na História. Não só na Gripe Espanhola, de 1918, que fez 50 milhões de mortos, mas também podíamos recuar à Peste Negra que atingiu a Europa em 1348 e que matou entre um terço a metade da população europeia. Isso sim, mete medo…

- os Franz Ferdinand lançam um segundo disco numa altura em que eu arranjei o primeiro. As críticas dizem: “ritmo e acordes fortes, sabor a dejá-vu, o futuro do rock’n roll.” Diz-se que o Rock está em crise, senão morto, e talvez esta banda seja de facto uma espécie de fantasma ressuscitado. Em todo o caso, vem cheio de vida e recomenda-se – pelo menos a todos aqueles que vibraram com os primeiros discos de Offspring ou Greenday (e também para aqueles a quem o hip-hop dominante não interessa muito.)

- Recentemente falei com um amigo meu, grande adepto de música, nomeadamente rock, que nunca tinha ouvido falar nos Franz Ferdinand. Esse amigo tem um emprego e trabalha todos os dias. Dei comigo a pensar: será que deixarmos de acompanhar as novidades da música é um sintoma de que entrámos na idade adulta? Que a rotina diária nos corta o espaço para esse tipo de lazer? E, portanto, que nos condena a ficarmos musicalmente presos à nossa adolescência e juventude?…

Eleições presidenciais
- O futebolista Weah e a economista Ellen Sirleaf vão disputar a segunda volta das eleições presidenciais na Libéria.

quinta-feira, outubro 20, 2005

Passados 2 anos eles estão de volta...

Amanhã por volta desta hora a SARIP está de volta. Quem julgou que por momentos esta sociedade tinha acabado ou já tinha tido outros tempos, bem que se enganou. Tal como a Fénix, que renasce das cinzas, assim também é a SARIP, que renasce do abandono momentâneo. Como uma banda que se separou, seguiu projectos diferentes e agora se junta de novo, também a SARIP o fez. Amanhã, ficará marcado como a noite do regresso a Coimbra. Para mim, será como se tivessem passado dois anos, para outros outras sensações serão... Uma coisa é certa eu quero apanhar uma buba como deve de ser, daquelas que já não apanho à muitos anos.
Pena não estarem todos os membros, incluindo os originais (as raparigas), sim porque apesar de tudo elas são membros originais, mesmo que nunca lhes tenhamos dado legitimidade.
Em falar nisso, queria aproveitar para desejar os parabens à Angela, podes contar comigo em Dezembro, em Vila Cova Coeilheira para estar presente neste momento tão especial, espero é que não me convides para padrinho do miudo que eu já tenho afilhados que cheguem...
Temas da Actualidade
Hoje apetece-me falar daquilo que mais nos preocupa de momento.
Poderia falar da gripe das aves que vem da Ásia sobre a Europa, do risco de epidemia pandémica e do crescente alarmismo que se vai instalando.
Podia falar na gripe dos subsarianos e marroquinos que vem da África sobre a Europa, do risco de epidemia pandémica e do crescente alarmismo que se vai instalando. (A verdade é que é muito mais fácil conter os pretos que os pássaros. Ainda bem que os pretos não têm asas.)
Podia falar no Orçamento de Estado e na progressiva fragilização política de todos os que protestam. (Estudantes incluídos; a opinião pública achou normal e justificada a intervenção da bófia na reitoria de Coimbra, há um ano atrás.)
Podia falar no que se está a fazer p conter os fogos do próximo ano, e no facto de terem desaparecido o clima de combate à seca só por terem chovido uns aguaceiros.
Até podia falar do Peseiro e do Dias da Cunha... mas quero falar é dos assuntos que verdadeiramente interessam aos madeirenses e aos europeus (portugueses incluídos.)

Cristiano Ronaldo é acusado de violação. É cedo p avaliarmos o caso, e embora eu não queira desculpar as pessoas, a verdade é que já houve tantos e tantos casos infundados de gajas que inventam histórias do género para vender aos jornais que não acredito muito. Acima de tudo, espero que o homem não vá preso porque seria um grave prejuízo para o próximo Mundial...
O Mundial da Alemanha, esse sim um tópico que interessa a todos nós!!!

terça-feira, outubro 18, 2005

"A CDU quer é levar no cú"

Frase pintada nas paredes na sede do PCP de Coimbra, vandalizada por vândalos, passe o pleonasmo

Ivan Nunes na Comissão Política de Mário Soares

E aqui um blog relativamente conhecido a fazer publicidade ao facto. Não sabia que o Ivan tinha tido 20 do prof. Marcelo.

Exercício de "provedoria" (cada um sabe de si)
O blog passou há pouco por um dos seus momentos mais traumáticos e sobre isso quero dizer o que se segue.
A ideia original do blog era que cada um dissesse o que quisesse, sem censuras. Fui, por isso, contra a proposta de corte do post que esteve na base de toda a polémica. Desde 2003, apenas um post foi definitivamente apagado por iniciativa da Administração, já que se tratava de um ataque pessoal. Este post não se tratava de um ataque pessoal, mas sim de um post de mau gosto. Era suposto, sim, o blog estar aberto ao mau gosto, mas não é suposto que todos os co-bloggers tenham a mesma opinião sobre o assunto. Não é, aliás, a primeira vez que se trocam acesas lutas de opinião neste blog, bastando relembrar os debates sobre a empregabilidade do curso de Relações Internacionais ou o papel da América no sistema internacional actual.
Fui a favor de uma tomada de posição da Administração porque senti que o Blog se devia demarcar um pouco dos posts de mau gosto, mas sem censurá-los. (É para isso que servem as Administrações de Blogs, espécie de “magistratura de influência” como está na moda dizer-se agora; tal como o Presidente da República, a Administração fala, fala, fala, maçadora e institucionalmente, sem que ninguém a ouça, e só intervém em último recurso). Era uma posição intermédia e de consenso, e quer queiram quer não na maior parte das coisas da vida temos que agir por consenso. Aliás, todos sabemos que a ideia de que a SARIP funcionava na base da “Vontade Geral do Povo”, ao estilo de Jean-Jacques Rousseau, é simbólica; o que acontecia é que, na “irmandade”, na maior parte das ocasiões estávamos de acordo e cada um de nós sabia o que ia na cabeça dos outros. Quando isso não acontecia, tínhamos mesmo que decidir por consenso.
Saúdo o heterónimo Zé Tony por ter voluntariamente retirado o seu post, a bem da Nação, e lamento as circunstâncias que levaram a toda esta situação. Mas que o post era de mau gosto, era.

Já agora, penso que este é o momento ideal para abrirmos um debate mais específico sobre o que é ou não é admissível de colocar no blog. Há pouco tempo coloquei um texto de conteúdo fortemente erótico que não escandalizou ninguém porque ninguém o leu. E vou começar com um exemplo prático:

Já chega de caralhadas, puta que pariu!

segunda-feira, outubro 17, 2005

Notícias da Fórmula 1 - Circuito Made in China
Vi o Montoya a pisar qualquer coisa que estava em cima de um corrector - ou grelha, como lhe chamam agora – à saída de uma curva e pensei que fosse uma peça que se tivesse solto de algum carro.
Depois percebi – não, era mesmo um bocado da grelha que se tinha soltado e colocado na vertical… um pedaço do circuito chinês que ajudou a resolver o campeonato de equipas.
Tenho uma vaga ideia de que isto já aconteceu uma vez, mas não me lembro onde nem quando. Não é muito normal estragar-se um corrector… se fosse no Estoril, diríamos que "só em Portugal", mas assim a explicação será que foi feito nalguma fábrica, a baixo custo e de baixa qualidade – made in china!
Da corrida há pouco a dizer, senão que foi a primeira vez desde o Canadá que a Renault dominou com clareza um GP, e desta vez nada lhe correu mal, com excepção do drive through penalty que tirou Fisichella do pódio.
Notas:
Minardi – 20 anos a estorvar os líderes
Foi este o último GP da pequena, simpática e semi-amadora equipa italiana onde pontificou e pontuou não só o Pedro Lamy mas pilotos como Fisichella, Trulli e Alonso (e também Lavaggi, Tuero e Mazzacane.) O melhor resultado em corrida foram dois 4º lugares, e conseguiu um 2º lugar em qualificação. 2005 foi o ano de glória, com pontuação recorde de 7 pontos e pontuando com os 2 carros na mesma corrida pela primeira vez. Até sempre! (para o ano a estrutura será mantida, mas sem Giancarlo Minardi, sem Paul Stoddart e com o nome Toro Rosso.)
- Alonso ensaiou "We Are The Champions", dos Queen, e canta muito mal.
- Imaginem os carros todos alinhados atrás do safety car, a ritmo lento, e que o Tiago Monteiro (mais uma corrida de bom nível) se despistava e abandonava. O que diríamos nós? "Ah, isto só mesmo com um portuga maçarico! Que nabo!…" Ou então, imaginem o que eu não teria de ouvir se isso acontecesse com Jacques Villeneuve.
Pois é. Michael Schumacher, HEPTA-campeão, 36 anos, 14 de Fórmula 1, mais de 200 GPs, despistou-se com o safety car em pista.
O realizador de TV chinês esteve muito mal e por isso não vimos o início do despiste. Só se viu mesmo passar o Massa, um Red Bull e depois o Super-Homem a fazer um pião ridículo e a ficar atolado na areia… e, já diz o povo e é bem verdade: acontece aos melhores…
Uma maneira muito sintomática e simbólica de concluir a pior época da carreira do alemão!

sexta-feira, outubro 14, 2005

quarta-feira, outubro 12, 2005

NIRVANA - COME AS YOU ARE

COME AS YOU ARE
AS YOU WERE
AS I WANT YOU TO BE
AS A FRIEND
AS A FRIEND
AS I NOW MEMORY
TAKE YOUR TIME
HURRY UP
CHOICE IS YOURS... ETC ETC

terça-feira, outubro 11, 2005

You Cant Touch This!!!!!!!!
Yé,ahã..so Predictable!

A falta que faz o Salazar para combater os incêndios...
"Foi a 29 de Agosto de 1962 que o primeiro alarme soou. Em São João de Agra, as chamas consumiram cinco mil hectares e fizeram disparar as campainhas dos serviços florestais ssobre o desastre que se preparava em Portugal. Face à destruição, três técnicos elaboraram um relatório alertando para a inevitabilidade de os incêndios devastarem o país devido às monoculturas e ao abandono rural. Propunham uma série de medidas, as mesmas que hoje se dizem ser inadiáveis.
Mas porque é que São João de Agra foi o mais importante? «Porque foi o primeiro que não conseguimos controlar» responde José Moreira da Silva [82 anos, engenheiro silvicultor, 42 anos nos Serviços Florestais] (...) «Barafustávamos que queríamos dinheiro para desbastar, para compartimentar os espaços florestais, mas só nos davam para florestar, era essa a política do Estado Novo», contou ao Público o engenheiro florestal. De 1950 a 1965, a ordem era para arborizar os baldios. E o Centro e o Norte do país cobriram-se de pinheiros."

Pública, 9 de Outubro

Ai que falta fazia um Salazarzinho para pôr ordem nisto tudo...
A Administração do Blog da SARIP felicita o PS/Praia da Vitória pela sua vitória eleitoral para a respectiva Câmara Municipal. Parabéns, Berto! Vota X!
A Administração do Blog da SARIP considerando (como de outras vezes aconteceu) a excessiva monotonia instalada, resolveu recorrer a medidas ligeiras de elevação das audiências. (Guardemos as dfrásticas para outra ocasião.)


Porque razão o general Wellington não gostava que as patrulhas inglesas se mantivessem muito tempo longe do “grosso” da tropa (Portugal, 1810)
«Aucun soldat ne peut résister à la tentation du vin. Dans ce pays, ils l’ont constamment devant leurs yeux, et ils sont perpétuellement ivres quand ils sont absents de leur régiment.»
Charles-Alphonse Raeuber, « Les Renseignements…au Temps de Napoléon », 1993


A função dos governantes de países, hoje em dia
“Os chefes de Estado também solicitam os investidores globais. Antigamente, a diplomacia ocupava-se de tratados, alianças e delicados equilíbrios de poder, e as reuniões mais importantes realizavam-se entre chefes de Estado. Hoje, dedica-se a atrair investimentos e a evitar a fuga de capitais, e as reuniões mais importantes envolvem não só chefes de Estado como banqueiros mundiais e gestores de fundos. Tal como os pregoeiros de feira tentam encaminhar a multidão para as suas tendas, os presidentes e primeiros-ministros tentam atrair (e manter) os investidores globais, prometendo o que podem em troca do capital global. Eles bajulam e insinuam-se junto daqueles que dirigem os fluxos de dinheiro. Quase todos se apressam a reduzir os impostos das empresas. Se necessário, criam défices orçamentais (…) para ganhar a confiança dos investidores.”
Robert Reich, O Futuro do Sucesso (2000)

segunda-feira, outubro 10, 2005

Automático
"Em Leiria, podiam pegar num burro, vesti-lo de côr de laranja e apresentá-lo como candidato. Ganhava na mesma."

Eleitor social-democrata do concelho de Leiria


(Registe-se ainda que o vencedor das eleições para a junta de Freguesia de Milagres, Leiria, foi o anterior presidente, vulgarmente conhecido como o "Bacalhau.")

sexta-feira, outubro 07, 2005

Elogio do pessimismo - a melhor lição de política
O Danish, leitor regular do Diário Económico, recomendou-me ontem a leitura deste excelente texto:

Elogio do pessimismo - José Manuel Moreira
O pessimismo em relação à política e aos políticos tem vindo a crescer entre nós e a ser visto com preocupação. Mas não deverá antes ser considerado como sinal de amadurecimento em relação ao que se pode esperar do comportamento dos políticos? Como medida contra os excessos de optimismo em relação ao que se deve esperar da política? O descrédito é sempre o resultado de um falso crédito. O que temos vindo a assistir não é mais do que a natural revolta contra as ilusões em relação a uma visão da política a que a segunda metade do século passado – com o Estado benfeitor - deu pleno esplendor.
O Nobel da Economia James Buchanan costuma contrastar duas atitudes públicas em relação à política: a do século XX e a do século XVIII. David Hume, Adam Smith e os pais fundadores da América (em especial James Madison) assim como muitas outras figuras importantes do Iluminismo não pensavam em termos de como o Estado - a organização colectiva – podia promover o bem-estar dos indivíduos. A sua principal preocupação estava em como evitar que o Estado tiranizasse os indivíduos. A autoridade era necessária para afastar a anarquia (hobbesiana), mas o principal problema era saber como limitar o poder político. O que interessava a estes filósofos sociais era saber como o Estado deveria garantir um quadro dentro do qual as pessoas pudessem levar a cabo as suas actividades, não –como hoje ainda acontece – saber como pode o Estado promover activamente o bem-estar dos cidadãos.
O cepticismo do século XVIII acerca da política e dos políticos – na realidade acerca de toda a governabilidade política– começou a desaparecer já no século XIX. Não devemos esquecer que o Estado benfeitor foi introduzido pelo Príncipe Bismarck na Alemanha ainda em finais do século XIX. Podemos até perceber a sua motivação. Ele temia tanto a democracia popular como a revolução socialista, e previu que os trabalhadores industriais poderiam ser mantidos fiéis ao colectivo – ao Estado (hegeliano) – se fossem subornados com promessas de segurança social. Em certa medida Bismarck teve êxito; o atractivo da ideologia marxista nunca foi suficientemente influente para se converter em força importante nos países desenvolvidos. Isso explica, em parte, a divisão, as dificuldades da reunificação e o impasse da última votação, que deu à Alemanha quase o pleno do equilíbrio das tais duas atitudes em relação à política: o optimismo e o pessimismo.O que ao tempo não se previu foi a crescente influência dos optimistas que permitiu que transferências estatais limitadas dessem lugar a um crescendo de direitos adquiridos.
Um processo que, em Portugal, começou tarde mas cedo – graças à mistura de socialismo e keynesianismo – deu lugar à multiplicação de programas de regalias ditas sociais que hoje cada vez mais se revelam insustentáveis e anti-sociais. As ideias têm consequências e as falsas ideias também. Daí a crise, a pressão fiscal e o conflito entre o Estado essencial e o Estado social.Foi assim que se chegou a um Estado que não cumpre, mas insiste em tratar os cidadãos como tratantes. Uma indignidade que ajuda a entender tanta contestação e a justificar o optimismo do povo para com a corrupção, a fraude e a mentira. Aqui acontece como no conto do vigário: os eleitores enganados também não são de todo inocentes.Compreendem-se os protestos e a revolta, as greves e as manifestações, e até as próximas votações. Mas já vai sendo tempo de ver que a confiança na livre actividade das pessoas comuns é o melhor antídoto contra os vigários que ainda não entenderam que uma sociedade decente se baseia em deveres e não em direitos.

quinta-feira, outubro 06, 2005

Da Vinci era vegetariano e escreveu que “Não devíamos deixar o nosso corpo ser um túmulo para outros animais, uma estalagem para os mortos.”
Analisando historicamente, a Bíblia é uma seleção de escritos (que não estão nem ordenados cronologicamente) do grupo que conseguiu impor sua visão de Deus, uma elite que acreditava num Deus único e impôs sua religiosidade para o restante da população.
De que forma esse processo de seleção pode ser considerado divino e definitivo? Como poderia um conclave formado por homens decidir infalivelmente que alguns escritos pertenciam a Bíblia e outros não, se não existe coerência nenhuma entre os Evangelhos??? Quanto mais se estudam os Evangelhos, mais claras se tornam as contradições entre eles.
Em relação a definição da personalidade de Jesus, no Evangelho de Lucas diz que "Jesus é um salvador humilde como um cordeiro"; no Evangelho de Mateus já diz que Jesus é um majestoso e poderoso soberano que veio "trazer a espada e não a paz".
Em relação a origem e seu nascimento, Mateus diz que Jesus era um aristocrata, se não um rei legítimo e de direito, descendente de Davi, via Salomão. Já em Marcos surge a lenda do pobre carpinteiro. Em Lucas embora Jesus fosse descendente da casa de Davi, era de uma classe menos elevada.
É só ler os Evangelhos e fazer uma comparação, não concordam entre si nem mesmo em relação à data da crucificação de Jesus.
Tomamos como nossas, as palavras de Henry Lincoln: Qual evangelho estaria CORRETO? Qual estaria ERRADO? Ou AMBOS estão errados?
“O livro do Apocalipse”, deve ter sido colocado por último de forma intencional, servindo como ameaça para que ninguém resolvesse acrescentar mais nada à Bíblia. Com tantas mãos mexendo nos textos, não é de admirar que até os livros da biblioteca sagrada não sejam ordenados cronologicamente.
“Uma coisa é o que as pessoas que estavam escrevendo gostariam que fosse, Outra coisa é o que existiu na realidade”.
Vivemos eternamente sob uma Comunicação Parcial, uma comunicação incompleta; informação não-formativa; não-transformativa; MAS CONFORMATIVA!!! Essa é a Cultura de Massa.
Olha que rico livro

""E aquele antigo código, que agora predizia que a Terceira Guerra Mundial poderia começar dentro de uma década, também predissera que a Segunda Guerra Mundial começaria " em 5700 " - no nosso calendário moderno, 1939 / 1940...Armagedon nos anos 2000 - 2006 era o alerta codificado nos mesmos versículos sagrados da Bíblia, o código cuidadosamente preservado no Mezuzah" ( O Código da Bíblia,124). "

Não é por nada que é um best-seller... lololol
Latada

Como é pessoal, vão todos à latada ou quê?! Acho que deviamos fazer uma jantarada na sexta... quem estiver interessado escreva o nome e o dia preferido para um jantar nos comments... para depois entrarmos em contacto com todos... todos estão convidados... mesmo sem ser SARIP... mainada.... pó bujon... viva à PT Multimedia...

segunda-feira, outubro 03, 2005

Nem só os independentes são imprevisíveis...

- Então quem são os candidatos à junta?
- Bem, é o Luís Galinha, aquele das rações, pelo PSD; e o Zé Diogo, como independente.
- Independente? Chateou-se com o PS?
- Pois, sabes como é... já há 12 anos que ele é presidente em Turquel, e ele queria ir para vereador em Alcobaça, mas não o quiseram... de modos que mandou o PS bardamerda e agora é independente. E ganha na mesma, ninguém conhece o outro...

(A minha irmã já tem dentes e já quase se segura em pé sozinha.)

domingo, outubro 02, 2005

O Mundo dos Celtas

Aquele povo nórdico mantinha uma vida simples se comparada com a do mundo civilizado atual, e primava pela utilização das forças telúricas em todos as suas atividades, expressas basicamente através de ritos propiciatórios. Consideravam a natureza como a expressão máxima da Deusa Mãe. A divindade máxima era feminina, a Deusa Mãe, cuja manifestação era a natureza, por isso a sociedade celta embora não fosse matriarcal mesmo assim a mulher era soberana no domínio das forças da natureza.
Na realidade a corrente migratória atlante direcionada para a Europa Ocidental não primou pelo desenvolvimento tecnológico, ela não deu prosseguimento, por exemplo, à utilização ao desenvolvimento da ciência dos cristais como fonte de energia. Preferiram a utilização da energia inerente aos canais das forças telúricas mais simples (nesta palestra queremos dizer que nossa descrição teve mais como base a terminologia chinesa, mas vale agora dizer que tudo o que a geomância atual diz já era sobejamente conhecida dos Celtas que, por sua vez herdaram tais conhecimentos dos seus ancestrais remotos, os Atlantes que tinham grande domínio sobre tais conhecimentos), e mesmo assim de uma maneira não tecnológica.
Os celtas entendiam que a terra comporta-se como um autêntico ser vivo, que nela a energia flui tal como nos meridianos de acupuntura de uma pessoa. Eles sabiam bem como se utilizarem de meios de controlar essa energia em beneficio da vida, das colheitas e da saúde.
O grande desenvolvimento dos celtas foi no campo do como manipular a energia sem o envolvimento de tecnologia alguma, somente através da mente. Enquanto outros descendentes da Atlântida usaram instrumentos os migraram para o oeste europeu, dos quais bem tardiamente surgiu como civilização celta, usaram apenas pedras, na maioria das vezes sobe a forma de dolmens de menhires. Geralmente pedras eram usadas como meios para o desvio e canalização de energia. As construções megalíticas eram drenadores, condensadores e drenadores de energia telúrica, com elas os descendentes da Atlântida criavam "shunts" nos canais de força telúrica, desviando-a para múltiplos fins.
Os Celtas chegaram a ter pleno conhecimento de que as forças telúricas podiam ser controladas pela mente, que a energia mental interagia com outros campos de forças, e que a energia mental podia direcionar aos canais, ou até mesmo gerar canais secundários de força. Sabiam o que era a energia sutil, e que podiam aumentá-la de uma forma significativa mediante certos rituais praticados em lugares especiais. Para isto escolhiam e preparavam adequadamente os locais ideais para suas cerimoniais religiosas.
A realização dos festivais celtas não se prendia somente à localização, também tinham muito a ver com a época do ano, com determinadas efemérides, por isto ocorriam em datas precisas, ocasiões em que as forças cósmicas mais facilmente interagiam com as forças telúricas.
Os celtas sabiam que a energia telúrica sofria reflexões e refrações ao tocar coisas materiais, tal como ensina atualmente o Feng Shui, por isto é que eles praticavam seus rituais religiosos totalmente despidos. Isto não tinha qualquer conotação erótica, era antes um modo para a energia não ser impedida ou desviada pelas vestimentas.
Também tinham conhecimentos de como viver em harmonia com a terra, da importância de manterem a terra sadia, assim sendo evitavam mutilá-la inutilmente e até mesmo da importância de tratá-la. Tal como um acupunturista trata uma pessoa quando o fluxo de energia não esta se processando de uma forma adequada, da mesma forma eles procediam com relação à "Mãe Terra".
Estabeleciam uma interação entre a energia a nível pessoal com a energia a nível planetário e também a nível sideral.
É todo esse conhecimento que está sendo liberado progressivamente. Agora que o homem moderno está começando a compreender que a terra foi dilapidada, atingida em sua integridade precisa urgentemente ser tratada vêm ressurgindo conhecimentos antigos, espíritos aptos estarão encarnando na terra para desenvolverem métodos precisos visando à correção dos males provocados. Assim é que estamos vendo o desenvolvimento da Radiestesia, da Rabdomância, do Feng Shui e de outras formas de atividades ligadas às energias que fluem na terra. Os princípios preconizados pela Permacultura serão aceitos progressivamente e a humanidade passo a passo irá se integrando a um sistema de vida holístico.
Na realidade não se pode falar de religião céltica sem se falar da religião druídica, por isto a partir da próxima palestra entraremos sobre que e quem eram os Druidas, assim como exerciam suas cerimônias religiosas.
Os cerimoniais célticos tinham um conteúdo "mágico" bem mais intenso que os druídicos pois neles havia uma comunhão muito grande entre o homem e a natureza. Esse lado mágico e mais ainda o exercido de alguns rituais com os participantes despidos foi motivo de escândalo para os católicos que os viram pela primeira vez.
O catolicismo primitivo, tal como um furacão devastador apagou tudo o que lhe foi possível apagar no que diz respeito aos rituais célticos, catalogando-os de paganismo, de cultos imorais e tendo como objetivo a adoração da força negativa. Na realidade isto não é verdade, os celtas cultuavam a Mãe Natureza. Mas, bastaria isto para o catolicismo não aceitar a religião celta, pois como aquela religião descendente do tronco Judaico colocava a mulher como algo inferior, responsabilizando-a pela queda do homem, pela perda do paraíso. Na realidade o lado esotérico da religião hebraica baniu o elemento feminino já desde a própria Trindade. Como já dissemos em outros temas, todas as Trindades das religiões antigas continham um lado feminino, somente não a hebraica.
A Igreja Católica, derivada do hebraísmo ortodoxo, também mostrou ser uma religião essencialmente machista e como tal lhe era intolerável à admissão de uma Deusa Mãe, mesmo que esta simbolizasse a própria natureza.
Mesmo que o Catolicismo assumisse uma posição machista isto não foi ensinado e nem praticado por Jesus. Ele na realidade valorizou bem a mulher e, por sinal, existe um belíssimo evangelho apócrifo denominado "O Evangelho da Mulher". Também nos primeiros séculos do Cristianismo a participação feminina era bem intensa. Entre os principais livros do Gnosticismo dos primeiros séculos, conforme consta nos achados arqueológicos da Biblioteca de Nag Hammadi consta o Evangelho de Maria Madalena mostrando que os evangelistas não foram apenas pessoas do sexo masculino.
Na realidade Jesus apareceu primeiro às mulheres, e segundo o que está escrito nos documentos sobre o Cristianismo dos primeiros séculos, via de regra, por cerca de 11 anos depois da crucificação Jesus continuou a ensinar e geralmente fazia isto através da inspiração, algo como mediunidade, e isto acontecia bem mais freqüentemente através das mulheres.
Sabe-se que o papel de subalternidade do lado feminino dentro do Cristianismo foi oficializado a partir do I Concilio de Nicéia no ano 325. Aquele concílio, entre outras intenções visou o banimento da mulher dos atos litúrgicos da igreja. Ela só podia participar numa condição de subserviência. O catolicismo que nasceu da ala ortodoxa do Cristianismo primitivo que continha em seu bojo a influência judaica no que diz respeito à marginalização da mulher no exercício das atividades sacerdotais.
Por isto, e por outras coisas, as autoridades católicas não podiam tolerar o celtismo, cuja religião era mais exercida pelas mulheres. Existam as sacerdotisas que exerciam um papel mais relevante que a dos sacerdotes e magos. Naturalmente os celtas eram muito apegados à fertilidade, ao crescimento da família e ao aumento da produção dos animais domésticos e dos campos de produção e isto estava ligado diretamente ao lado feminino da natureza. Também a mulher é mais sensitiva do que o homem no que diz respeito às manifestações do sobrenatural, do lado mágico da vida, portanto é obvio que elas canalizassem mais facilmente a energia nos cerimoniais, que fossem melhores intermediárias nas cerimônias mágicas. Assim é que o elemento básico da Wicca não tinha como base primordial o homem e sim na mulher, cabendo àquele a primazia nos assuntos não religiosos.