sexta-feira, setembro 30, 2005

Um estória para sempre recordar....

Vou-vos contar uma estória semelhante à da caróchinha, mas muito mais real e bonita.
Era uma vez, um menino, que acabou o 12º ano, não sabia bem o que fazer pois nunca ninguém o preparou em condições para esse momento e para as escolhas que lhe surgiram à frente. O menino, estava habituado a que todos decidissem por ele, e limitava-se a ter boas notas, a satisfazer as vontades dos pais e a jogar andebol com dedicação e, por vezes, paixão axacerbada.
Quando chegou o dia de decidir se ia trabalhar para a fabrica do pai ou se iria para a Universidade, o menino ficou muito indeciso. Por um lado, ser um futuro gestor e ganhar bem não era mau, mas por outro, este menino tinha um ódio natural ao sector dos moldes e queria construir algo com o seu mérito e não com o mérito do pai. Interiormente, ele sentia que tinha sido talhado para algo superior, Deus o tinha colocado na Terra para cumprir um prop´soti e não era trabalhar numa fábrica de moldes. O pai nunca o induziu a seguir as suas pisadas, a mãe sempre disse para ele seguir os estudos pois: "para o teu bem é!". E então, o menino decidiu ir para a Universidade de Coimbra pois claro, Não só pela tradição, mas acima de tudo por odiar Lisboa e o Porto ser longe demais... Coimbra parecia a opção correcta, agora so faltava o curso, Economia não podia ser por culpa do desastroso exame de matematica do 12º, então optou pela Faculdade de Economia e por Relações Internacionais. Pelo que ouviu dizer o curso era bom, e até poderia ser diplomata, o que até lhe agradava, não tinha nada que o prendesse a Portugal, e ser diplomata era muito motivador. Escolheu então ser caloiro de RI na FEUC.
Os primeiros tempos na Universidade não lhe correram muito bem, tinha sido habituado a ser um "menino da mãe" e agora estar sozinho numa cidade a ser praxado não era nada fácil... O menino tinha vontade de desistir e voltar para a sua cidade pacata, ou ir para a tropa, tudo menos manter-se em Coimbra. Se alguem o apoiou a não desistir foi a sua mãe, sempre compreensiva e do lado dele, o menino resistiu e decidiu não desistir: "vamos ver como corre a primeira época de exames!?" pensou.
Passado algum tempo, o menino conheceu alguns amigos, com os memsos problemas que ele, todos únicos na sua maneira de ser, mas tão especiais na forma como o acolheram, todos formaram um grupo de amigos que funcionavam perfeitamente e nivel anarquico. Para um fosse, geralmente os outros iam. Saiam, apanhavam umas bubas, jogavam às cartas até às tantas, faziam jantares, iam até casa de umas amigas conversar toda a noite, criaram uma verdadeira irmandade, algo que nos deixa orgulhosos de fazer parte...
Aos poucos, Coimbra revelou-se como a sua mãe adoptiva. A cidade envolvia-o nos seus braços, fazia-o sentir-se à vontade, alguém especial, pertencendo a uma elite de pessoas "diferentes" que podem verdadeiramente contar. Coimbra tinha tudo que este menino presisava para ser feliz: amigos, conhecimento, multiculturalidade, desenvolvimento pessoal, só faltava o amor...
Foi então, que a latada se encarregou de lehe dar o que queria, uma bela caloira... Muito dificil de domar, mas que se notava que era alguem especial. Como em todas as estorias de amor, houve algum sofrimento e desentendimento, mas aos poucos, se notava que era algo de mágico, exemplo dos verdadeiros amores universitários, os que ficam para sempre...
Tudo corria bem para o rapaz, nunca a felicidade o apertara tanto. Tudo o que tem um inico tem um fim, e sem que o menino tivesse mesmo preparado, Coimbra disse-lhe que chegara o momento de procurar outro rumo. "Eu te preparei durante 4 anos, agora é a tua vez de procurares ser um homem, a altura de ser menino chegou ao fim!" Disse-lhe Coimbra. O menino compreendeu, aquela vida não poderia ser eterna, e quanto mais tarde a terminasse, mais tarde conseguiria ser feliz numa outra realidade, a vida de homem.
Ser homem, não foi facil, ainda não o é... Hoje, esse menino ainda sente saudades dos melhores anos da sua vida. Mas, está feliz por saber que teve a oportunidade de ter algo que a maior parte das pessoas não imagina o que é, ser estudante de Coimbra. O adeus a Coimbra, significou o adeus a muitos amigos e amigas, que guardará no coração por muitos anos, talvez eternamente. Significou ainda, o adeus temporario à sua amada, mas o menino, agora quase um homem, sabe que um dia tudo correrá bem para ambos. Aliás, é por isso que luta todos os dias, com as forças que tem e não tem, com vontade ou não, o menino luta para ser feliz, ou pelo menos a lutar por ela...
500 POSTS

A Administração do Blog da SARIP congratula-se e felicita todos os co-bloggers pelo notável feito de terem conseguido elaborar 500 posts em menos de 2 anos. Uns mais sérios, outros nem por isso, uns que chamaram as atenções, outros que passaram despercebidos, uns têm e outros não têm, as diferenças não são muitas mas sempre vão sendo algumas. Parabéns a todos e vamos até aos mil.
F O R Ç A A L E G R E

Grafitti escrito nas escadas do jardim José Falcão, Coimbra



“Diz-se que os D’ZRT vêm à Latada numa das noites principais”

Boato corrente no meio académico coimbrão

quinta-feira, setembro 29, 2005


Ao fim de dois anos, os Him lançam um novo album, Dark Light finalmente saiu para as estantes, já não era sem tempo. Da última vez desiludiram-me ao lançarem um Greatest Hits com meia duzia de anos de carreira e apenas com um novo single. Vamos ver o que fazem desta vez... Para já o single e a primeira música não são nada más, não senhor!!! Danish, assim que tiver Cd´s virgens envio-te por correio, ou então vens cá buscá-lo...

quarta-feira, setembro 28, 2005

Atingido pela campanha!
Ontem, terça-feira, 27 de Setembro, a dra. Isabel Damasceno, presidente da Câmara Municipal de Leiria, arguida no processo Apito Dourado, e candidata a novo mandato, em plena acção de campanha eleitoral, entrou na sede da Junta de Freguesia de Leiria e saudou com um sonoro “boa tarde” todos os presentes, nos quais eu me incluía, tendo todos naturalmente respondido.












Isabel Damasceno preza o contacto simples com o eleitor e (sei por outra fonte que viu a campanha de manhã) passou o dia a distribuir sacos de plásticos, acompanhada de um assessor, sem espalhafato, sem comitiva, sem carros nem megafones, sem mesmo uma bandeira, absolutamente discreta.
Contudo, quando me preparava para fazer á sra. Presidente uma ou duas perguntas (sobre a Leirisport ou a Capela Imperfeita do Estádio), eis que a dra. Damasceno não tinha vindo à Junta em campanha, mas sim para ir à casa de banho.
Fiquei a pensar que, se a Presidente da Câmara tem de vir fazer chichi à Junta, é porque Leiria não tem WC públicos… ou os que têm são imundamente porcos.
Deixei a dra. continuar a sua honesta campanha e continuei, por minha parte, a navegar na net. Ainda não sei em quem vou votar, mas registe-se desde já que Isabel Damasceno é bem-educada e não receia o contacto com os munícipes. O que é importante.

segunda-feira, setembro 26, 2005

A Contradição
“Foi a mão de Deus.”
Diego Maradona, a propósito de um dos seus golos no jogo Argentina-Inglaterra no Mundial de 1986.

“Não vale a pena rezar, porque Deus não se interessa por futebol.”
Padre David Barreirinhas, “capelão” da União de Leiria, a propósito do péssimo início de campeonato da equipa

Notícias da Fórmula 1 – O inevitável campeão
Acreditem ou não, quando vi, na qualificação, o Tiago Monteiro a descrever a curva do Mergulho (a penúltima antes da recta da meta), o carro parecia deslizar de uma tal maneira que tive a nítida sensação que o homem estava nos limites e ia fazer um excelente tempo.
Por isso, não me surpreendeu muito que tivesse alcançado a melhor qualificação de sempre de um português, batendo os dois Williams e o Coulthard e deixando o indiano a mais de um segundo. Para mim, esse resultado compensa o primeiro abandono. Um recorde, ou melhor, uma simples estatística, não vale tanto como um momento de magia. Os leitores vão-se rir, mas é como eu vejo esta volta de qualificação do português. São daqueles momentos que os pilotos dão que nos dão a sensação – por vezes, visual – que se estão a superar a si próprios. O Schumacher já nos deu dezenas de ocasiões dessas (por exemplo, o que ele fez durante o GP de San Marino deste ano.) É como no futebol, com os grandes golos, as grandes exibições (Portugal contra a Inglaterra, no Euro2000), ou as grandes defesas sem luvas; são os momentos que ficam gravados na memória. Para mim, o 13º tempo do Monteiro vai ficar na memória.

O resto já era esperado. Alonso só dependia de si próprio para obter um terceiro lugar, e fê-lo com facilidade. A McLaren, também com facilidade, obteve finalmente a dobradinha que lhe escapava desde o ano 2000 (quem se lembra da regularidade infalível de Hakkinen e Coulthard?), a dobradinha que devia ter alcançado mais cedo. Com sabor amargo.

sexta-feira, setembro 23, 2005

A Propósito de Política...
Animado pelo anúncio da recandidatura de Mário Soares à Presidência da República, o nosso querido Eusébio já confirmou o seu regresso à Selecção.
Por seu turno, António Calvário começou a ensaiar o tema que vai levar ao Festival da Eurovisão de 2006.
No caso de Rosa Mota, a atleta portuense reconhece não ter tempo para se preparar devidamente para os Jogos Olímpicos, a disputar em Pequim, em 2008, pelo que resolveu adiar o seu regresso para os Jogos de Londres em 2012, onde participará na Maratona...Mai nda!
Uma Política de Marketing

Vivemos numa sociedade, onde uma imagem conta mais do que mil palavras ou acções, a realidade e a verdade perdem terreno em relação ao marketing, vencer é o mais importante, nem que para isso se recorra à mentira e à dissimulação. Todos os sectores da sociedade são afectados por esta situação, e a política é um dos sectores onde mais esta isto se nota.
Estamos no arranque de mais uma campanha política, desta vez “luta-se” pelos lugares autárquicos do poder. Por todo o país vemos placardes de campanha eleitoral, e para não fugir à regra, a Marinha Grande encontra-se repleta de marketing político. Ao longo de todo o conselho encontram-se imagens dos principais candidatos às próximas eleições. Cartazes do PS, CDU, PSD, CDS-PP e Bloco de Esquerda, “enfeitam” a cidade de imagens e mensagens, por forma a convencer os marinhenses a votarem nos seus candidatos. Nem mesmo na época Natalícia, a nossa cidade se encontra tão repleta de cores.
Contrariando as campanhas eleitorais do resto da Europa, em Portugal ao invés das promessas eleitorais e dos projectos políticos, encontramos os placardes com as imagens de políticos e pequenas frases como: “Honestidade e Competência”; “Uma cidade mais positiva”; “Uma equipa de Confiança”; “A escolha certa”; Um futuro melhor”; etc. Expressões repletas de propaganda e marketing, mas vazias de sentido e significado.
Hoje em dia, uma campanha política baseia-se na autopromoção de individualidades e na busca da vitória por todos os meios possíveis, deixando de lado os projectos, as propostas e as promessas para o bem-estar da população. O eleitor, quando olha para um cartaz de propaganda política, tem a sensação que está a ver um qualquer anúncio de uma marca comercial, optando por votar numa marca e num produto. A essência da “escolha correcta e ponderada”, baseada num conjunto de ideias e projectos para o futuro, é abandonada em detrimento da escolha baseada na imagem e no marketing, muitas vezes, completamente desprovido de qualquer valor ou ideal.
Num estudo realizado na Alemanha em 2004, centrado nas campanhas eleitorais na “Europa dos 15”, concluiu-se que as campanhas eleitorais em Portugal são as que menos informam e esclarecem os eleitores. Em Portugal, os partidos limitam-se a procurar a vitória, através de marketing político, ao invés de fomentarem o debate e a apresentação de ideias e projectos para o futuro do povo português. Este estudo aborda ainda a questão dos gastos económicos, “cada vez se gasta mais dinheiro nas campanhas, não significando para isso que as populações se sintam mais confortáveis em tomar uma opção em consciência”.
A questão dos gastos económicos, é algo que deve ser abordado com alguma perplexidade. Numa conjuntura actual de crise e contenção económica, onde muitos projectos económicos e sociais são colocados de lado por falta de meios financeiros, é curioso como assistimos a uma maior massificação da propaganda política. Panfletos, cartazes, placardes, anúncios publicitários, carros de campanha, comitivas, jantares, são elementos das campanhas com gastos completamente surrealistas. Em última análise, não se compreende como todos os portugueses têm de “apertar o cinto”, perdendo bem-estar económico e regalias antigas, quando os nossos governantes, sejam eles centrais ou regionais, não dão o exemplo, nem sequer demonstram o mínimo de preocupação em busca dos seus objectivos eleitorais.
A política está a perder cada vez mais a sua credibilidade, e estas campanhas baseadas no marketing pessoal só servem para o demonstrar e deteriorar ainda mais esta situação. Caso não haja, uma tentativa séria de alteração desta mentalidade e desta forma de actuar, a política corre o sério risco de colocar em descrédito e possível falência, o já de si débil, sistema democrático português.
Big Brother
“Havia sete lanços de escada até ao apartamento, e Winston (…) subiu devagar, descansando várias vezes ao longo do caminho. Em cada patamar (…) o rosto enorme fitava-o da parede. Desses retratos de tal maneira conseguidos que os olhos nos seguem os movimentos. O GRANDE IRMÃO ESTÁ A VER-TE, rezava por baixo a legenda.”
George Orwell, 1984 (1948)

O Avacalhanço Semanal
Esta semana resolvi dar férias às letras de músicas de Ena Pá 2000 e Irmãos Catita, e substitui-las por um excerto delicioso do famoso romance do Miguel Sousa Tavares, Equador.

“- Pelo contrário, diga-me, como é que está a água?
- A água? Está óptima, está quente.
Sentada na areia, ela tirou as botas de montar, com algum esforço e praguejando entre dentes. Depois, pôs-se de pé e desabotoou um por um todos os botões da camisa e despiu-a, atirando-a para o lado e mostrando o curto corpete que lhe segurava o peito. A seguir fez o mesmo com os botões deste, retirou as alças de cima dos ombros e libertou-se dele, deixando ver um peito grande, voluptuoso mas firme, com os mamilos redondos e bem salientes. Depois desabotoou as calças de lado e deixou-as deslizar pelas pernas abaixo, sacudindo os calcanhares para lhe saírem pelos pés. Tinha umas pernas longas e perfeitamente desenhadas, num tom de pele mais escuro do que seria de esperar. Quando acabou de se despir por completo e ficou nua, começando a caminhar para a água, Luís Bernardo já não conseguiu continuar aquela devassa muda do corpo dela. (…)
Luís Bernardo levantou-se finalmente da água, recebeu-a de pé, corpo contra corpo, sentindo o peito dela que se encostava e espalmava na lisura do seu, as coxas que se fundiam nas suas, a boca que, sôfrega, mergulhava na dele, ficou assim por uns instantes, como que entranhado no corpo dela, e depois Ann empurrou-o suavemente pelos ombros e ele desequilibrou-se e caiu para trás, arrastando-a, agarrada a si, na sua queda. Emergiram da água de joelhos na areia, Luís Bernardo puxou-a contra si, voltou a procurar a boca dela, que agora tinha um gosto a sal e a mel misturados, sentiu a textura da sua língua que percorria a dele sem pudor algum e a fúria com que se lhe entregava começou a fazer-lhe a cabeça andar à roda. Soltou-se da boca dela e começou a beijar-lhe o pescoço e os ombros, que eram largos e formando uma linha recta, as mãos procuraram o peito, tão grande que não lhe cabia nas palmas das mãos. Então, desvairado de desejo, mergulhou a cabeça no seu peito e começou a chupar-lhe os mamilos, enquanto com as mãos continuava a devassar-lhe o peito, ora segurando cada um como se quisesse medir-lhe o peso e a consistência, ora esborrachando-o nas mãos espalmadas. Mas Ann não ficou quieta, não fechou os olhos, nem gemeu, nem atirou a cabeça para trás, seduzida e vencida. Continuou antes, com a mesma ânsia à procura da boca dele e depois desceu-lhe uma mão ao longo do corpo até que, debaixo de água, encontrou o seu sexo, que estava rijo e apontado para cima, e segurou-o com força, apertou-o com a mão em concha, percorrendo-o para cima e para baixo. Luís Bernardo puxou-a para fora de água, dobrou-a pela cintura junto à areia molhada e fê-la cair de costas no chão. De novo se perdeu no seu peito, que o deixava fora de si, ora lambendo-o, ora apalpando-o com as mãos bem abertas, ora enfiando no meio dele a cabeça, enquanto sentia as suas coxas esmagarem as dela e o seu sexo vir comprimir-se de encontro à sua barriga.
Esmagavam-se, um contra o outro, como animais no cio, entregues pelo mar à areia da praia, para que consumissem o desejo. (…)
- Ann… - começou a falar, sem saber bem o que queria dizer, mas ela atalhou-o logo. Tinha um sorriso tenso na cara, a mesma determinação no olhar, e as suas mãos puxaram-no pela nuca ainda mais de encontro ao seu corpo.
- Schiu, Luís… come. Come to me!
A mão dela voltou a procurar-lhe o sexo, segurou-o com força, descolou-o da sua própria barriga e, arqueando ligeiramente o corpo, abriu as pernas e encaminhou-o para dentro de si. Então ele entregou-se sem mais pensamentos, começou a entrar nela devagar, contendo-se, mas sentiu-a molhada, de uma espuma espessa que não era só de mar, e, com um suspiro quase inaudível, entrou fundo nela, tão fundo que sentiu a terra girar sobre a sua cabeça, sentiu que a areia do chão tremia como o corpo dela, sentiu-lhe a língua salgada, qualquer coisa ainda mais que se abria e que se rasgava para o receber, algures, debaixo de terra, um vulcão adormecido rugiu e ele rugiu também, com o vulcão, com ela, um ronco surdo em que tudo se fundiu de repente numa explosão em que ele já só via estrelas cintilando no fundo dos olhos e o azul ou verde dos olhos de Ann servindo de céu a todo aquele caos e, mesmo no segundo antes de se sentir perder e deixar ir no mais fundo dela e de si mesmo, teve ainda tempo para um último assomo de lucidez, onde lhe surgiu nítida e perfeitamente a crua certeza de que se perdera para sempre no corpo, no olhar e no abismo daquela mulher.”

quarta-feira, setembro 21, 2005

Comunicado da Administração
A Administração do Blog da SARIP vem manifestar a sua solidariedade com o co-blogger Fernando, em geral, e com os habitantes de S. Miguel, em particular, nestas horas de aperto, e desejar que a crise sísmica que assolha a maior ilha do arquipélago açoreano termine sem danos de maior. Estamos contigo, pá!

segunda-feira, setembro 19, 2005

Procissão de Nosso Senhor dos Milagres
Fiz hoje parte da procissão que assinala a célebre (não é assim tão célebre, mas apesar de tudo vem gente de todo o país) romaria à paróquia de Milagres, Leiria.
O ideal seria eu colocar aqui excertos do vídeo, já que fui o cameraman de serviço (o que me permitiu circular de um lado para o outro e procurar o melhor e o mais interessante para ver), mas tal não será possível. Resta-me mencionar que tudo correu bem; o sr. padre Zé Luís anunciou, durante a homilia, que "o grande milagre que Jesus trouxe ao mundo foi a comunhão", o que poderá parecer estranho, mas não é assim tanto porque é precisamente a união e a amizade entre as pessoas que é necessária a um mundo onde o individualismo ultrapassou o que tem de saudável para gerar solidão. Quando o padre falava em comunhão em lembrava-me da SARIP à volta de uma mesa a comer e a beber; pois não foi isso que Cristo e os apóstolos fizeram na Última Ceia?
Para acorrer a algum eventual problema, contávamos com a presença de vastos e barrigudos elementos da GNR.

Bombista à porta do Tribunal
Eu compreendo o senhor da Marinha que se barricou dentro de uma autocaravana a porta do Tribunal de Leiria, ameacando fazer-se explodir se nao lhe resolvessem o processo.
Mas nao posso concordar nem aceitar. Nao e por achar que o tribunal tem razao, ou por nao achar que o sistema judicial devia ir todo ao ar. E pelos mesmos motivos egoistas do senhor barricado - a minha mae trabalha perto do tribunal e poderia ser atingida pela explosao.

Formula 1
Que a BMW leve o piloto alemao da Williams para a sua equipa nao surpreender ninguem.
Infelizmente, de todos os rumores que os jornais fazem circular, nenhum sustenta a hipotese de Jacques Villeneuve se manter na BMW em 2006.

sábado, setembro 17, 2005

Já tás a falar demais e a exagerar!!!! Cala-te!!!!!

Celas no imaginário queirosiano
[Carlos da Maia] “Matriculou-se realmente (Medicina, Coimbra) com entusiasmo. Para esses longos anos de quieto estudo o avô preparara-lhe uma linda casa em Celas, isolada, com graças de cottage inglês (…) Um amigo de Carlos (um certo João da Ega) pôs-lhe o nome de “Paços de Celas”, por causa de luxos então raros na Academia (…)
Ao princípio este esplendor tornou Carlos venerado dos fidalgotes, mas suspeito aos democratas; quando se soube, porém, que o dono destes confortos lia Proudhon, Comte (…) e considerava também o país uma choldra ignóbil – os mais rígidos revolucionários começaram a vir aos Paços de Celas tão familiarmente como ao quarto do Trovão, o poeta boémio, o duro socialista, que tinha apenas por mobília uma enxerga e uma Bíblia. (…)
À noite, havia ruidosos e ardentes cavacos, em que a Democracia, a Arte, o Positivismo, o Realismo, o Papado, Bismarck, o Amor, Hugo e a Evolução, tudo por seu turno flamejava no fumo do tabaco, tudo tão ligeiro e vago como o fumo. E as discussões metafísicas, as próprias certezas revolucionárias adquiriam um sabor mais requintado com a presença do criado de farda desarrolhando a cerveja” (…)
Eça de Queirós, Os Maias (1888)

Substituam os Paços de Celas pelo Quartel da SARIP, e pelo Scala; o Positivismo e o Realismo pelo Futebol; Bismarck por Bush; Hugo por outra coisa qualquer; e o criado pelo tio Augusto, que a classe média/baixa já não tem criados. (O país continua a ser uma choldra ignóbil.)
Lá no fundo, as diferenças não são muitas, mas são algumas…

Letras de músicas de Irmãos Catita!

Putas em Portugal e no Mundo
As putas de Aveiro aceitam dinheiro
Mas as de Mação são pagas com cartão

As putas do Minho enchem-se de vinho
A puta mais fina cheira cocaína

A do interior chupa no prior
A do litoral chupa no industrial

As putas de Algodres andam todas podres
As de Guimarães trabalham com cães

A puta do Porto faz o seu aborto
A puta de Espinho é um rapazinho

A do Caramulo gosta do seu chulo
Mas a da cidade aprecia a liberdade

A puta de Faro leva muita caro
A puta barata nunca lava a rata

A de Torres Vedras curte grandes pedras
A de Benavente encharca-se em aguardente

A de Figueiró quer dinheiro para o Tó
A de Celorico troca um chuto por um bico

Pu-pu-u-tas
Pu-pu-u-tas
De todas as terras e luga-a-a-res
Pu-pu-u-tas
Pu-pu-u-tas
Pu-tas às centenas aos milhares

As putas de Aveiro preferem dinheiro
Mas as do Japão são pagas com cartão

A puta do Gana fode à canzana
Já a da Guiné gosta de foder em pé

As da Estremadura querem picha dura
Mas as do Tirol apreciam picha mole

As da Patagónia fazem cerimónia
Mas as do Peru gostam de levar no cu

A puta da rua fode toda nua
A puta «armã» nunca tira o soutien

As de Leninegrado fodem com agrado
Mas as de Moscovo pertencem ao povo

Refrão

sexta-feira, setembro 16, 2005

Os cancros da Sociedade Moderna

Desde o inicio deste blog, julgo que nunca foi referido uma classe que eu desprezo totalmente. Todos os dias aparecem nos noticiários, criando confusões, conflitos, insegurança, instabilidade. Ao invés de promoverem a união, lutam pela revolta, pela violência pela destruição.
Os sindicatos, são um cancro desta sociedade moderna, quando vêm uma fragilidade no seio do trabalho, atacam como cães sarnentos em busca dos pedaços maiores. Dão gloriosos show-offs, apenas para demonstrarem que os 2% que os trabalhadores descontam são bem gastos. Prometem o impossivel aos trabalhadores, criam ilusões na alma dos pobres operários, que enganados, param muitas vezes a produção deitando abaixo as empresas e os postos de trabalho. A má gestão e a injustiça nos empregos é uma verdade, mas não é com manifestações e confusões patéticas que se resolvem as coisas, é com trabalho, empenho e conversação. Uma luta pensada e ponderada é necessária, não um circo, onde as feras são os operários e os trabalhadores, nós os espectadores e os sindicatos o imperador, que põe e dispõe conforme os seus interesses e poucas vezes pelos interesses dos trabalhadores. Aproveitam-se, tal como os advogados, dos infortunios das pessoas para fazer riqueza. Porque será que algumas das pessoas mais ricas de todas as cidades são sindicatos?! Tenham vergonha na cara! Não vêm o mal que fazem aos trabalhadores e às empresas!!!

quinta-feira, setembro 15, 2005

A suave utopia
"Passava da meia-noite quando o escrutínio terminou. Os votos válidos não chegavam a vinte e cinco por cento, distribuídos pelo partido da direita, treze por cento, pelo partido do meio, nove por cento, e pelo partido da esquerda, dois e meio por cento. Pouquíssimos os votos nulos, pouquíssimas as abstenções. Todos os outros, mais de setenta por cento da totalidade, estavam em branco."
José Saramago, Ensaio Sobre a Lucidez (2004)

A internacionalização
Um dos livros por onde aprendi a ler, por volta de 1988, ensinava que os Estados Unidos da América foram baseados numa série de princípios com os quais se pretendia construir uma sociedade nova e diferente do que até então se conhecera, tais como a Liberdade e a Democracia.
O mesmo livro ensinava também que a América havia defendido as outras democracias contra o nazismo.
Acredito que estas leituras terão influenciado bastante o meu pensamento posterior. Não sou, e nunca serei, um anti-americano típico, daqueles que rejeitam tudo o que seja americano por ser vil, imperialista, capitalista, neo-colonialista, fascista e alpista.
Posto isto, leituras posteriores desfizeram alguns dos mitos que absorvi nessa distante infância, quando os tanques russos disparavam contra prédios de 20 andares em Moscovo e as anti-aéreas de Bagdad lançavam umas bolinhas verdes para o céu negro. Um Estado com Poder serve-se e utiliza esse Poder – com todas as consequências nefastas, seja para os Índios Sioux seja para os habitantes de Hiroshima.
É neste contexto, e não no dos contestatários anti-globalização, que faço a seguinte citação.

Durante um debate numa universidade nos Estados Unidos o ex-governador do actual Ministro da Educação CRISTOVAM BUARQUE, foi questionado sobre o que pensava da internacionalização da Amazónia (ideia que surge com alguma insistência nalguns sectores da sociedade americana e que muito incomoda os brasileiros). O jovem americano introduziu sua pergunta dizendo que esperava a resposta de um Humanista e não de um Brasileiro. Esta foi a resposta do Sr. Cristovam Buarque: "De fato, como brasileiro eu simplesmente falaria contra internacionalização da Amazónia. Por mais que nossos governos não tenham o devido cuidado com esse património, ele é nosso. Como humanista, sentindo o risco da degradação ambiental que sofre a Amazónia, posso imaginar a sua internacionalização, como também de tudo o mais que tem importância para a humanidade. Se a Amazónia, sob uma ética humanista, deve ser internacionalizada, internacionalizemos também as reservas de petróleo do mundo inteiro... O petróleo é tão importante para o bem-estar da humanidade quanto a Amazónia para o nosso futuro. Apesar disso, os donos das reservas sentem-se no direito de aumentar ou diminuir a extracção de petróleo e subir ou não o seu preço. Da mesma forma, o capital financeiro dos países ricos deveria ser internacionalizado. Se a Amazónia é uma reserva para todos os seres humanos, ela não pode ser queimada pela vontade de um dono, ou de um país. Queimar a Amazónia é tão grave quanto o desemprego provocado pelas decisões arbitrárias dos especuladores globais. Não podemos deixar que as reservas financeiras sirvam para queimar países inteiros na volúpia da especulação. Antes mesmo da Amazónia, eu gostaria de ver a internacionalização de todos os grandes museus do mundo. O Louvre não deve pertencer apenas à França. Cada museu do mundo é guardião das mais belas peças produzidas pelo génio humano. Não se pode deixar esse património cultural, como o património natural Amazónico, seja manipulado e destruído pelo gosto de um proprietário ou de um país. Não faz muito tempo, um milionário japonês, decidiu enterrar com ele, um quadro de um grande mestre. Antes disso, aquele quadro deveria ter sido internacionalizado. Durante este encontro, as Nações Unidas estão realizando o Fórum do Milénio, mas alguns presidentes de países tiveram dificuldades em comparecer por constrangimentos na fronteira dos EUA. Por isso, eu acho que Nova York, como sede das Nações Unidas, deve ser internacionalizada. Pelo menos Manhatan deveria pertencer a toda a humanidade. Assim como Paris, Veneza, Roma, Londres, Rio de Janeiro, Brasília, Recife, cada cidade, com sua beleza específica, sua história do mundo, deveria pertencer ao mundo inteiro. Se os EUA querem internacionalizar a Amazónia, pelo risco de deixá-la nas mãos de brasileiros, internacionalizemos também todos os arsenais nucleares dos EUA. Até porque eles já demonstraram que são capazes de usar essas armas, provocando uma destruição milhares de vezes maior do que as lamentáveis queimadas feitas nas florestas do Brasil. Nos seus debates, os actuais candidatos à presidência dos EUA têm defendido a ideia de internacionalizar as reservas florestais do mundo em troca da dívida. Comecemos usando essa dívida para garantir que cada criança do Mundo tenha possibilidade de COMER e de ir à escola. Internacionalizemos as crianças tratando-as, todas elas, não importando o país onde nasceram, como património que merece cuidados do mundo inteiro. Ainda mais do que merece a Amazónia. Quando os dirigentes tratarem as crianças pobres do mundo como um património da Humanidade, eles não deixarão que elas trabalhem quando deveriam estudar, que morram quando deveriam viver. Como humanista, aceito defender a internacionalização do mundo. Mas, enquanto o mundo me tratar como brasileiro, lutarei para que a Amazónia seja nossa. Só nossa!"
(sacado da net)

quarta-feira, setembro 14, 2005

Opus Dei
Instituição católica romana que advoga a santidade na vida quotidiana. Fundada em Madrid em 1928, sendo ainda muito poderosa na Espanha, está também representada por mais 1000 padres e 75 000 membros laicos de ambos os sexos, em mais de 80 países. A Opus Dei tem sido objecto de controvérsia em virtude de alegações acerca de um envolvimento secreto na política (ala direita), finanças e educação. Foi fundada por José Maria Escriva de Balaguer (1902-1975), beatificado em 1992. Hoje dia 14 de Setembro, foi inaugurada uma escultura da sua imagem no Vaticano.

Nota: Ao que parece o Presidente do MillenniumBCP pertence à Opus Dei desde muito jovem, todos os dias vai à missa antes de ir trabalhar com a sua esposa a actual porta-voz do PSD... que força de vontade.
Setembro 14
1812 Napoleão entra em Moscovo, durante a sua invasão desastrosa da Rússia.
1901 Theodore Roosevelt torna-se o 26.o presidente dos EUA, sucedendo ao presidente McKingley que fora morto pelo anarquista Léon Czolgosz.
1923 Miguel Primo de Rivera instaura a ditadura em Espanha.
1959 A sonda espacial soviética Lunik II é a primeira nave espacial a aterrar na superfície lunar.
1978 Em Portugal, é derrubado o III Governo Constitucional com os votos conjuntos do PS, do CDS e da UDP.
1991 O cineasta português Manoel de Oliveira recebe o Prémio Especial do Júri do Festival de Cinema de Veneza pelo seu filme A Divina Comédia.
1991 Assinatura do Tratado de Paz que acorda o final da violência partidária nas cidades negras, entre o governo sul africano, o ANC e o Partido Inkatha.

Setembro 15
1812 A cidade de Moscovo é incendiada para tentar impedir a invasão e ocupação francesa liderada por Napoleão.
1917 Alexander Kerensky proclama a República Russa.
1935 Na Alemanha, são aprovadas as Leis de Nuremberga: os judeus são marginalizados e a cruz suástica é adoptada como a bandeira oficial do país.
1974 Início da guerra entre cristãos e muçulmanos em Beirute.

segunda-feira, setembro 12, 2005

Legião Vermelha
Organização terrorista portuguesa criada, em 1919, por elementos extremistas da Juventude Sindicalista, integrando grupos anarquistas, com objectivos de aniquilação da sociedade burguesa. Verificaram-se inúmeros atentados bombistas da sua responsabilidade e, mais tarde, ataques a magistrados, em resultado da lei destinada a reprimir o movimento. No processo de contenção das acções violentas, salientou-se o tenente-coronel Ferreira do Amaral (ferido no confronto de 15 de Maio de 1925), que efectuou uma série de prisões determinantes para a extinção do movimento.
A HISTÓRIA A FALAR!!!

Setembro 12

1914 Vitória dos Aliados na primeira batalha do Marne, durante a I Guerra Mundial.
1940 Em França, são descobertas as grutas de Lascaux, que contêm a melhor colecção de arte-pré-histórica do mundo.
1943 Benito Mussolini, que fora capturado pelos Aliados, é libertado por pára-quedistas alemães.
1974 Reintegração de Portugal na UNESCO.
1974 Golpe militar depõe Hailé Selaissé, o Leão de Judah, o último imperador da Etiópia.
1988 O presidente de Moçambique, Joaquim Chissano, e o presidente da África do Sul, Pieter Botha, reúnem-se no Songo, a fim de reactivar o acordo de Nkomati.
1995 A NATO faz 3 200 raids aéreos na Bósnia.

Setembro 13

1788 Nova Iorque torna-se capital dos EUA (até 1789).
1942 Início do ataque alemão a Estalinegrado.
1943 O general Chiang Kai-shek é reeleito presidente da República da China.
1991 Fica concluída a auto-estrada Lisboa-Porto, com a abertura do último troço entre Torres Novas e Condeixa.
O Espírito de Coimbra
(…) Ah! Jantámos deliciosissimamente, sob os auspícios do Melchior – que ainda depois, provido e tutelar, nos forneceu o tabaco. E, como antes nós se alongava uma noite de monte, voltámos para as janelas desvidraçadas, na sala imensa, a contemplar o sumptuoso céu de Verão. Filosofámos então com pachorra e facúndia. (…)
- Oh Jacinto, que estrela é esta, aqui, tão viva, sobre o beiral do telhado?
- Não sei… e aquela, Zé Fernandes, além, por cima do pinheiral?
- Não sei.
Não sabíamos. Eu por causa da espessa crosta de ignorância com que saí do ventre de Coimbra, minha Mãe espiritual. Ele, porque na sua biblioteca possuía trezentos e oito tratados sobre Astronomia, e o Saber, assim acumulado, forma um monte que nunca se transpõe. (…) Eles tão imensos, nós tão pequeninos, somos a obra da mesma Vontade. E todos, Úranos ou Lorenas de Noronha e Sande, constituímos modos diversos de um Ser único (…) Moléculas do mesmo Todo, governadas pela mesma Lei, rolando para o mesmo Fim… (…) Portanto, todos nós, Habitantes dos mundos, às janelas dos nossos casarões, além nos Saturnos, ou aqui na nossa Terrícula, constantemente perfazemos um acto sacrossanto que nos penetra e nos funde – que é sentirmos no Pensamento o núcleo comum das nossas modalidades, e portanto realizarmos um momento, dentro da Consciência, a Unidade do Universo! – Hem, Jacinto?…
O meu amigo rosnou:
- Talvez… Estou a cair com sono.
- Também eu. “Remontámos muito, Excelentíssimo Senhor!…” Como dizia o Pestaninha em Coimbra. Mas nada mais belo, e mais vão, que uma cavaqueira, no alto das serras, a olhar para as estrelas!… (…)

Eça de Queirós, A Cidade e as Serras (1900)

Notícias da Fórmula 1 – Spa-Francorchamps, o Templo da Competição
É para mim um enorme prazer ver um GP disputado no circuito belga. Melhor ainda se for com chuva. Este ano, não choveu durante o GP, limitando-se os “danos” à pista meio molhada durante toda a corrida, devido à humidade extrema, mas foi suficiente para lançar a confusão.
O GP foi tão fértil em motivos de interesse, e tão difícil de acompanhar também, que vou ser o mais sintético possível.
- A McLaren foi claramente dominadora e mostrou que, sem imprevistos como o que roubou o segundo lugar a Montoya perto do fim, a vitória não lhe escaparia. Raikkonen à frente de Montoya (antes do abandono deste) foi um pró-forma pelo campeonato.
- A confusão começou quando Fisichella bateu na curva mais rápida e desafiante de todo o Mundial e todos vieram imediatamente às boxes. A partir daí foi bastante complicado acompanhar as tácticas de todos…
- Foi para mim uma desilusão ver M. Schumacher a ser abalroado pelo Sato. Em Spa espera-se sempre qualquer coisa de Schumacher, e ainda havia muita corrida pela frente… o japonês não foi depois tão directamente ameaçado como o Coulthard, em 98; limitou-se a ouvir um ralhete…
- Ambos os Toyota andaram muito bem, mas para obter bons resultados à chuva não se pode falhar nas tácticas de pneus…
- Tiago Monteiro fez provavelmente a melhor corrida do ano. Não cometeu um único erro ao longo de toda a corrida (o que era fácil, dadas as condições!), não houve erros de táctica, pressionou e passou adversários como Jacques Villeneuve (o Campeão adoptou uma táctica bué de esquisita, tendo sido visto em segundo lugar à frente de Raikkonen como depois a ser passado pelo Karthikeyan, mas ficou num bom 6º lugar) e com o toque entre Pizzonia e Montoya herdou um mais que merecido ponto com o oitavo lugar, deixando o colega bem lá para trás! Fora de patriotismos ou invejosismos, esta foi uma performance capaz de chamar a atenção de várias equipas do Mundial. Viva Portugal.
- O Alonso há-de merecer o campeonato, mas também é preciso dizer que tem a sorte dos cães: não há Satos nem Pizzonias que lhe destruam um bocado do Renault… mais uma vez, quase sem sabermos como, muito discretamente, o espanhol lá chegou aos 8 pontos do segundo lugar…
- Trocas de pneus, tácticas trocadas, ultrapassagens para todos os gostos, toques e acidentes, um circuito muito exigente para a condução e com motivos extras de interesse para o espectador, com a pista molhada a exigir cautelas extra. Nada se compara a Spa-Francorchamps.
- Acabou a época europeia e os GP às 13h, sinal que o Outono se aproxima…

domingo, setembro 11, 2005

Barrancos e Monsaraz, as capitais dos sanguinários sub-desenvolvidos!!!

Se o espectáculo de sangue, que todos os anos vemos nas praças de touros de Portugal pode ser considerado uma tradição bárbara, sanguinária, completamente desajustada ao nosso tempo, então o que diremos do espectáculo da morte?!
Barrancos e Monsaraz, são as capitais portuguesas dos sanguinários, todos os anos touros são mortos nestas duas localidades, tudo para entreter uma população que é atrasada demais para compreender que matar animais, simplesmente por prazer é bárbaro, ultrapassado e apenas estava na moda na Idade Média.
A populaça mediocre e sub-desenvolvida, explica-se com mil razões, mas qualquer uma delas faz tanto sentido, como as explicações que a Al-Qaeda dá para atacar o mundo ocidental. "Sempre foi tradição, e gosto muito de ver as pessoas e o movimento na cidade, é engraçado, o touro dá coiçes quando morre..." Por vezes julgo, que nos encontramos em pleno século XII...
Se este espectaculo de morte pode ser considerado como uma tradição, e justificar assim a sua perpetuação. Então, tudo pode ser justificado como tradição?! Matar alguém por vingança, sempre foi comum na Idade Média, reprimir e mal tratar as mulheres sempre foi uma tradição, bater nos filhos sempre foi uma tradição, os totalitarismos sempre oram uma tradição, a escravidão era uma tradição, queimar hereges era uma tradição, em tempos remotos o canibalismo era uma tradição... e apenas por ser uma tradição o ser humano mantém essas práticas?! Umas mentalidades desenvolvem-se, outras materam-se durante séculos inalteradas e infelizmente cidades como estas duas nunca poderão reinvindicar desenvolvimento, primeiro desenvolvem-se as mentalidades só depois os outros aspectos da vida se podem desenvolver... Por isso é que muitos países sao desenvolvidos e Potugal ainda parece o Terceiro Mundo!!!

sexta-feira, setembro 09, 2005

Individual ou colectivo? Indivíduo ou sociedade?
“Neste século a História deixou de ter em conta a velha orientação psicológica da realidade. Quer dizer, nos tempos que correm, o carácter já não é o destino. A economia é o destino. A ideologia é o destino. As bombas são o destino. Uma grande fome, uma câmara de gás, uma granada, querem lá saber como é que tu viveste a tua vida! A crise chega, a morte chega, e a tua pobre natureza individual não tem nada a ver com o caso, limita-se a sofrer as consequências.”
Salman Rushdie, Os Versículos Satânicos (1989)

Letras de músicas de Ena Pá 2000!

Colhão Colhão

Eu tenho um colhão, o outro é o irmão
Se um canta uma canção, o outro toca violão

Colhão colhão, colhããão, colhão colhão
Colhão colhão, colhããão, colhão colhão


Dois amigos unidos, pequenos asteróides
Andam sempre munidos de espermatozóides

Refrão

E dançam afinados, pelo mesmo diapasão
Ficam embaraçados, se lhes morder um cão

Refrão

Na praia, no calor, brincam com as raparigas
Ou em Ponte de Sôr são picados por urtigas

Refrão

Andam sempre aos pares, como os polícias
E em todos os lares eles fazem as delícias

Refrão

Colhão colhão, irmão irmão
Ou vai à boca ou então vai à mão

Refrão

Um fabrica proteínas para todas as meninas
O outro ejacula dentro de qualquer mula

Refrão

As novas gerações estão dentro dos colhões
O novo Portugal nasce do tomatal

Refrão…

segunda-feira, setembro 05, 2005

Deportados
Vi ontem uma pequena reportagem num telejornal sobre os imigrantes açorianos na América que são deportados, como resposta do Estado americano a crimes diversos, e voltam para um arquipélago estranho onde, nalguns casos, não conhecem ninguém, constituindo potenciais focos de marginalidade. Desafio os co-bloggers açorianos a darem a sua opinião sobre o assunto - se conhecerem casos directamente, tanto melhor.

Muslim Miss Britain
A escolha de uma rapariga muçulmana para Miss Grã-Bretanha é um sinal positivo da sociedade civil. Os britânicos estão apostados em viver em paz com as comunidades imigrantes e em defender os seus valores, contra os que querem fazer do mundo um campo de batalha cultural – valores que incluem a liberdade e a secular tolerância à diversidade. Esta eleição é uma derrota simbólica para o terrorismo.

Notícias da Fórmula 1 – Monza, o templo da velocidade
Depois da destruição de Hockenheim, Monza passou a ser o único verdadeiro circuito de alta velocidade da Fórmula 1. Quatro longas rectas, entrecortadas por chicanes e curvas de alta velocidade. Velocidades máximas acima dos 350 km/h, e médias na ordem dos 250 km/h. Este ano, novas câmaras instaladas no chão, junto à pista, com um sistema de rotação tão bom como um pescoço, permitiram ao telespectador ver o desenvolvimento dos carros como se estivessem poucos metros à sua frente, e ter uma percepção da incrível velocidade (em aproximação e depois afastando-se). Só por isso vale a pena ver este GP.
Montoya partiu do primeiro lugar deixado vago por Raikkonen (troca de motor, perda de 10 lugares) e dominou a corrida com autoridade. Tal como tem sido costume, Mclaren e Renault não têm oposição. Alonso seguiu o colombiano de perto, cavando um fosso para eventuais ameaças ao seu segundo lugar, não dando nunca a sensação de ser capaz de o atacar mas também sem mostrar intenções disso, no que resultou não ter existido uma verdadeira luta pela vitória. A 5 voltas do fim, Montoya escorregou bastante na curva Parabolica, o que indiciava um problema no pneu traseiro direito que lhe poderia custar a vitória, mas o colombiano geriu bem a vantagem e conquistou uma merecida e moralizadora vitória. (Foi a sua segunda vitória em Monza, depois de 2001.) Fisichella terminou num algo distante terceiro lugar.
Notas:
- Inédito: nunca me lembro de uma corrida de Fórmula 1 sem um único abandono. Os 20 carros que largaram chegaram ao fim, o que é absolutamente anormal… há que dar os parabéns a mecânicos e engenheiros…(assim tem que mesmo que haver pontos até ao 8º lugar!)
- Raikkonen foi a grande atracção da corrida. Preso em 11º nas primeiras voltas, foi o último a reabastecer, o que lhe valeu uma recuperação até 5º, mas o azar insiste em atingi-lo – um furo obriga-o a fazer paragem extra e retira-lhe hipóteses de chegar ao pódio… a poucas voltas do fim, e depois de recuperar de novo até 4º, novo pião, a que se segue a perda de posição para Trulli e depois uma recuperação e uma boa ultrapassagem ao italiano. Mais 3 pontos perdidos para Alonso e mais uma série de azares…
- a Toyota esteve bem, com os dois carros a pontuar, deixando a BAR para trás.
- António Pizzonia esteve muito bem no regresso para substituir Heidfeld; para quem não pilotava há meses, fazer 2 pontos e envergonhar Webber foi excelente.
- a Ferrari foi totalmente humilhada. Schumacher não teve furos, nem piões, nem problemas nos reabastecimentos, nada de anormal – e ficou em 10º… teria sido batido por Barrichello se este não tivesse o habitual azar… (ficou patente que as ordens de equipa acabaram…)
- Monteiro terminou no lugar que lhe competia – 17º, à frente do indiano e dos holandeses da Minardi.

Piloto português vence Fórmula 3 britânica!!!!!
Mais tarde teremos um post à altura desta conquista tão especial.

domingo, setembro 04, 2005


Valerá a pena ter uma licenciatura?

Prosseguir nos estudos e decidir avançar para uma licenciatura é um passo que deve ser ponderado com muito cuidado. Tirar um curso é um investimento extremamente avultado e, muitas vezes, o retorno desse dinheiro não é imediato. Os mercados estão cada vez mais saturados de jovens licenciados à procura do primeiro emprego e muitas vezes o canudo na mão acaba por não ser uma garantia. Por outro lado, quando se chega à fase de receber uma promoção, ter uma licenciatura é, quase sempre, um critério de selecção. Ficam aqui dez razões porque ter uma licenciatura é uma boa opção:

Pensamento analítico
O mundo de hoje é cada vez mais complexo e requer tomar decisões a nível pessoal, económico, politico, profissional ou social. Aprender a melhor forma para chegar a uma decisão, juntar os factos mais relevantes, saber analisar e comparar diferentes pontos de vista e conseguir chegar à conclusão mais acertada são competências necessárias para alcançar o sucesso. Não há melhor sitio para desenvolver estas capacidades do que na universidade.
Começo de carreira
Muitas vezes para conseguir compreender a estrutura de algumas profissões é necessário ter uma cultura significativa e a universidade é um dos sítios mais eficazes para ir buscar esse conhecimento. Em muitas profissões ter uma licenciatura é um requisito essencial para conseguir entrar no meio.
Progressão na carreira
Muitas empresas decidem as suas promoções com base na formação académica dos seus empregados, mesmo quando não é excepcionalmente necessária para o trabalho em questão.
Vantagens económicas
Regra geral, as pessoas com mais estudos ganham mais do que as que preferiram parar de estudar.
Preparação económica
Vivemos num mundo complexo e em continua mudança económica. A universidade é um dos melhores lugares para receber preparação para estas constantes mudanças e para conseguirmos ser os nossos próprios gestores.
Amigos
As universidades conseguem juntar num só sitio pessoas completamente diferentes que têm de ultrapassar essas mesmas diferenças para conseguirem viver em comunidade. É muitas vezes no meio destas diferenças que se encontram amizades que duram uma vida inteira.
Conhecimento da vida
O homem é um animal social e como tal tende a basear a sua vida no relacionamento com os outros. No percurso de uma vida, os colegas acabam por ter um papel muito importante na preparação de cada um para a vida em sociedade.
Contínua fonte de conhecimento e informação
Ao acabar um curso não significa que nunca mais volte para a universidade, muito pelo contrário. São cada vez mais as empresas e as universidades que mantêm laços de interligação.
Objectivos de vida
As universidades, por juntarem pessoas com culturas e ideias diferentes, ajudam na procura do caminho pretendido. Para além das oportunidades de aprendizagem oferecidas pela interacção social as universidades disponibilizam programas de intercâmbio que ajudam a alcançar o caminho pretendido.
Auto-actualização
Auto-actualização significa desenvolver e aplicar o conhecimento adquirido por forma a alcançara a especialização em determinada área. Tornar-se um "expert" na área que se escolheu é um dos melhores sentimentos de realização pessoal que se pode alcançar.

sw
So Seductive
Já tinha saudades de pratos como estes...

sábado, setembro 03, 2005

Leiria - O Bloco de Esquerda a desiludir
Eu penso, ainda em relação ao estádio, a solução menos onerosa era a implosão. Mas acho que não seria muito agradável. Mas era a mais económica.”
José Peixoto, candidato pelo BE à Câmara de Leiria

O Bloco de Esquerda, com o seu discurso radical e raiando a demagogia, era a minha última esperança para que o Estádio Municipal de Leiria tivesse uma solução digna.
A implosão, à boa maneira americana, e como se vai agora fazer em Tróia, é a única solução decente, e seria um sinal benéfico para uma vaga de fundo, como está na moda dizer agora, para o reordenamento urbano de Leiria.

Afinal, nem o Bloco leva a implosão a sério. Até o Bloco diz que “não seria muito agradável.”
Afinal que raio de partido radical é este?
Será que ao menos o MRPP defende a implosão?

(Sim, tanto Soares como Alegre procuram uma vaga de fundo, e concerteza o Cavaco quer o mesmo.)

sexta-feira, setembro 02, 2005

Nouvelle Orléans
Tem havido tantos furacões ultimamente que não me passou pela cabeça que pudesse vir a acontecer o caos que as televisões mostram na antiga colónia francesa. Dá a impressão que a classe média e alta evacuou a cidade e que só as pessoas com menos recursos económicos e mais expostas a fenómenos de marginalização e exclusão social
(ou, sem eufemismos, os pretos e os criminosos)
É que ficaram para trás, contribuindo para o clima de anarquia que se vive. Têm razão aqueles que dizem que não é sensato existir uma cidade abaixo do nível do mar. Mas, New Orleans é bem mais velha que os próprios Estados Unidos…
Em todo o caso, é estranho ver, nos próprios Estados Unidos, as cenas de pilhagem e saque que havíamos visto em Bagdad, e que aliás a SARIP retratou em filme. Não creio que se possa dizer que “é bem feito”, porque conforme já opinei, os brancos bazaram quase todos… mas não deixa de ser uma situação muito estranha…

Reformulação da Trova do Vento Que Passa, de Manuel Alegre
Pergunto ao vento que passa
Notícias do meu país
O PS cala a desgraça
O Soares nada me diz…

E agora, vamos avacalhar a cena, meu!
Este blog está demasiado sério. Outros blogs, nomeadamente este e este, poderão dar-se ao luxo de ser sérios todo o tempo. Aqui, na SARIP, não temos essa tradição. Vou por isso inaugurar uma nova rubrica.
Há dias, pesquisei na net letras de músicas de Ena Pá 2000 e descobri que não há muitas! É uma lacuna grave no panorama musical português. Vamos portanto preenchê-la com a rubrica Letras de Músicas de Ena Pá 2000 e Irmãos Catita!
Dir-me-ão alguns:
Em vez de perderes tempo com parvoíces dessas, devias era arranjar algo de jeito para fazer!
E eu respondo-lhes: têm toda a razão.
Dito isto, a primeira música será uma relativamente conhecida, mas sem ser um dos hinos dos EP2000 – esses ficam para mais tarde.

Capitão Bobi
Capitão Bóbi, é um herói de cocó e chichi
Capitão Bobó, é um herói de chichi e cocó
Capitão Bebé, será um homem ou um chimpazé
Capitão Bubu, ou vai à cona ou então vai ao cu

Capitão Bobi, chupa aqui, chupa aqui
Capitão Bobi, chupa aqui, chupa aqui
Capitão Bobi-i
Eh caralho!

Capitão Bobi, há muita massa dentro da conaça
Capitão Bobi, a-nã-nã-nã, nhã-nhã-nhã, nhã-nhã-nhã
Fode e suspira, a gaja ao lado é sempre mais gira
Nunca se apaixona, quer é tirar rendimento da cona

Refrão

Capitão Bobi, um sodomita arranca-miolos
Capitão Bobi, fodes marmitas e fodes tijolos
Uma piça enorme, poço de roda, chouriço disforme
Em ocasiões, fode da glande até aos culhões

Refrão

Capitão Bobi, quer casacos dos melhores alfaiates
Capitão Bobi, ganha-o na cama a fazer biscates
Piça de meio metro, às vezes mais, não se sabe ao certo
…Bemol, segundo afirma não está nada mal

Refrão

(coro)
… para o menino Bobi, uma salva de palmas!
(palmas, gritos)