terça-feira, agosto 16, 2005

Vila Cova à Coelheira
Antes de mais nada, um voto especial de solidariedade aos habitantes da célebre aldeia do distrito de Viseu de onde é originária a nossa amiga Ângela Costa, duramente castigados pelos incêndios que varrem o país.

Portugal-Espanha
Vi o Portugal-Suíça e fiquei muito assustado. Ao intervalo estava 0-0 e só a custo os portugueses conseguiram segurar um resultado final de 3-2. A derrota por 4-1 era, de certa forma, previsível… o 3º lugar final não esconde o sentimento de derrota. Para o ano temos o campeonato da Europa.
(Foi identificado o meu conterrâneo. Trata-se de um famoso cromo, conhecido como o "Ridículo", emigrante, que possui em Turquel um palacete de estilo piroso com uma tabuleta a dizer "propriedade privada." Só faltava que dissesse "propriedade privada ao público.")

Gaza
Vejo os judeus ultra-direita que se recusam a deixar as suas casas e não posso deixar de pensar o que sentiria se fosse forçado a deixar a minha casa – mas, mais que isso, penso nas centenas de milhar de portugueses que tiveram de sair de África sem indemnizações, sem bens, sem absolutamente nada.
Fico tão comovido que quase me esqueço que, quando tive de sair de casa apenas com a roupa e meia dúzia de livros, só pensava em começar uma vida nova, em paz, e em enterrar um passado de guerra. Não tenho pena nenhuma deles.

Helios Airways = Gato Fedorento
O desastre aéreo de um avião pertencente a uma companhia de baixo custo, devido a uma falha técnica tão estranha como a despressurização da cabine (nunca tinha ouvido falar em tal coisa) lembra-me um dos sketches da série Barbosa do Gato Fedorento, em que vemos dois passageiros a bordo de um avião da companhia Javard Air, cujo funcionário é comandante/hospedeiro/tripulante etc. e pede delicadamente aos passageiros para empurrarem o avião, porque o motor não pega.
Se for como cá, as responsabilidades vão voar p longe...

Notícias da Fórmula 1 – ruptura BMW/Williams
O que se esperava é agora oficial. É o fim de uma era na Fórmula 1.
"O fim de uma era? Mas não ganharam nada…"
Precisamente por isso. Há 25 anos que a equipa de Frank Williams é cliente assídua dos lugares cimeiros. Com motores Ford mas, especialmente, com motores Honda e Renault. Esta foi a primeira parceria com um grande construtor que não deu frutos – e a Williams não ganha nenhum campeonato desde 1997, um jejum prolongadíssimo.
Já se sabe que se houver 6 ou 7 equipas, associações, coligações, que declaram como objectivo final vencer o Campeonato de Pilotos, vai sair alguém frustrado. Antes foi a Ford que reconheceu que a sua Jaguar era, mais que uma tentativa séria de glória desportiva, uma nódoa, e vendeu a estrutura a alguém que não afirma querer ganhar o campeonato mas que lhe soube dar asas. Agora, a BMW que decide que a Williams já não é o que era. A compra da Sauber pela BMW é o primeiro passo para a constituição de uma equipa só da BMW (uma ironia histórica, já que a Sauber chegou à Fórmula 1 com a rival Mercedes) e significa uma óbvia quebra de confiança. A Williams terá agora motores Cosworth (empresa já independente da Ford) e tentará, sem dúvida, colar-se a um grande construtor – sob pena de se afundar irremediavelmente ou de o nome Williams desaparecer, à semelhança do que aconteceu com a Jordan que chegou a ganhar corridas e dará lugar à Midland em 2006.

A massa não estava assim tão picante…
1º round: 10-7
2º round: 4-2, 0-4 (1 só jogo) e 4-3.
Nada que não possa ser reposto numa próxima ocasião.
(Por um ou dois dias não tive a oportunidade de me cruzar com os srs. "Papa" e Tozé, que parece que estiveram de férias no Rebolo, Famalicão. Um abraço para o Gilberto e a Pandilha.)

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