Portugal, 8 – Chile, 1
Para o segundo jogo da fase de grupos do 37º Mundial de Hóquei em Patins eu esperava ver um massacre. Mas um massacre daqueles à antiga, com mais de 15 golos de diferença. Enganei-me quanto à qualidade da equipa chilena, que tem a suficiente capacidade para obrigar os portugueses a uma gestão de esforço. De resto, foi para isso que se inventou o Mundial de Hóquei em Patins “B”: para evitar que equipas demasiado fracas chegassem ao Mundial e depois fossem estupidamente massacradas (relembro um Portugal-Áustria de há alguns anos, que terminou 37-0.)
Ver a forma como Portugal entrou no jogo dá-me vontade de nunca mais ver futebol. O formato habitual é marcar cedo para evitar a pressão psicológica e forçar o adversário a abrir um pouco a defesa. Ora, aos 3 minutos de jogo, Portugal vencia por 3-0…
Depois disso tivemos a resposta chilena com um grande golo de Jorge Salgado (remate de meia-distância), depois tivemos quase 20 minutos sem transmissão (falha a que a RTP é “totalmente alheia”), e quando a emissão foi retomada o árbitro apitou para o intervalo, com o resultado já em 5-1.
(Estive a ver o South Park durante esses minutos, com o Cartman a dizer que já tinha atingido a puberdade porque já tinha o período – na sequência de uma doença contagiosa que fazia os miúdos sangrar do cu – e o Kenny a morrer depois de ter um tampão enfiado no rabo durante vários dias, com os médicos a interrogarem-se se os miúdos teriam visto os Backstreet Boys a fazer o mesmo na televisão.)
Na segunda parte veio apenas o avolumar do resultado. Ainda por cima o Chile sofreu um golpe psicológico: marcou o 5-2 na sequência de um penalty, mas o árbitro mandou repetir; a segunda tentativa falhou… e os portugueses desenvolveram um contra-ataque que elevou o resultado para 6-1. Fez-me lembrar a final da Taça UEFA.
Mas era óbvio que a selecção portuguesa estava já à espera do apito final – e faz bem, porque o Mundial só começa mesmo nas meias-finais. Os dois golos extra vieram apenas compor o resultado.
A equipa das quinas não possui já nenhum daqueles nomes míticos que a ocuparam durante mais de uma década (em alguns casos, quase duas), como Tó Neves, Pedro Alves, Paulo Alves, etc. No entanto, entre os nomes já firmados como Reinaldo Ventura e os estreantes em mundiais como Ricardo Barreiros ou Tó Silva, a selecção não parece estar mal preparada. Lá mais para a frente veremos.
Já apurado para os quartos-de-final (o primeiro jogo havia sido uma vitória por 5-1 contra Angola), Portugal joga hoje contra Macau, selecção recém-promovida do Mundial “B”, que perdeu com Angola por 21-3; espera-se, agora sim, um massacre à antiga.
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