sábado, agosto 27, 2005

Os problemas sazonais
Já sabemos que em Portugal há prioridades estranhas dadas ao investimento e ao ordenamento do território, de que resultam calamidades públicas em larga escala. Na época sazonal em que a crise aperta, todos gritam por Santa Bárbara e acusam-se os governos e as populações que não fizeram nada o resto do ano; quando a crise passa, não se fala mais no assunto.
É por isso que venho aqui fazer um apelo desesperado:
Não é de estranhar que, após um período prolongado de seca, possamos vir a ter um Inverno excepcionalmente chuvoso. Por isso, senhores governantes, tenham atenção às pontes dos nossos rios e façam andar todas as obras de reparação necessárias. Esta é a hora de tratar disso. Quando os rios estiverem cheios de água e lamentarmos os mortos, será demasiado tarde! E não adianta pedir às populações que cortem o mato à volta das pontes, isso não impede que elas caiam!

(Os Açores é que têm sorte. Não há fogos, as pontes não caem… têm é crises sísmicas com alguma frequência, que nós aqui no Continente não temos. Se calhar é por causa dessas crises sísmicas que os açorianos têm alguma pancada, no bom sentido. Um abraço para vocês e esperemos que o alívio das tensões na placa terrestre sirva para evitar sismos de grandes dimensões.)

Notícias da Fórmula 1 – O choque
O atraso deve-se ao facto de eu, além de só ter visto as voltas iniciais do Grande Prémio da Turquia, ter ficado chocado com o pouco que vi.
Da vitória de Raikkonen há pouco a dizer, desde o GP S. Marino (e com excepção do Canadá) que a McLaren-Mercedes tem sempre o carro mais rápido em pista. Do acidente entre Montoya e Monteiro também há pouco a dizer (a mim também já me aconteceu ficar sem apoio aerodinâmico em travagem, em jogos de computador.)
O que me chocou foi a manobra da Renault à 2ª volta, quando a classificação era 1º Kimi, 2º Fisichella, 3º Alonso. Fisichella tinha largado muito bem, mas cometeu um erro e deixou-se ultrapassar ainda na primeira volta, o que permitiu à audiência mundial de Fórmula 1 ver aquilo que não queria ver: uma descarada ordem de equipa, com o italiano a abrir para o espanhol passar.
No GP do Canadá, quando Fisichella era 1º e Alonso o 2º, a equipa não deu ordens ao piloto romano. Talvez por o campeonato ir ainda numa fase pouco adiantada…
A partir de agora não temos mais dúvidas. De resto, o meu estudo incompleto sobre História da Fórmula 1 mostrava que a Ferrari não havia sido a única a impor disciplina, mas de qualquer forma é sempre triste constatarmos que um bom piloto como Fisichella e um bom carro como o seu Renault R25 não vão poder ser vistos a dar o seu melhor, se as circunstâncias o impedirem. (Além de que se justificam a partir de agora todas as suspeitas existentes sobre os estranhos problemas mecânicos que afectaram o italiano ao longo de toda a época.)
O próximo GP é na Catedral de Monza, onde se espera que a Ferrari e a Bridgestone evitem as tristes figuras que têm feito.

Apanhámo-lo!!!
"Durante varios anos dei algumas aulas sobre nacionalismo. O programa era estruturado ah volta de uma santissima trindade - Gellner, Anthony D. Smith e Benedict Anderson - e eu procurava transmitir algum entusiasmo aos estudantes por via dos textos que eram realmente bons. (O materialismo do Gellner continua a ser um pilar na minha forma de perceber o mundo, e nao apenas na questao do nacionalismo). No entanto, a materia nunca me entusiasmou verdadeiramente. Duvido que alguma vez tenha sequer percebido cabalmente a questao que estavamos a tratar (...)
Se eu fosse um jornalista manhoso, deixava estar esta citação tal como está. Mas prefiro fazer disto um exemplo de como se faz bom jornalismo sem ética. A frase do Ivan está fora de contexto, e se a deixasse assim ia deturpar intencionalmente o que ele quis dizer. Ele fala dos problemas de nacionalismo na Estónia, entre estónios e russos (o homem farta-se de viajar) e mais à frente ele diz que sempre esteve dentro dos textos e que o que lhe faltava era conhecimento prático, porque a questão do nacionalismo está muito viva naquele país.

www.micronations.net
Este é um bom site para todos aqueles que sonham ter o seu próprio país. Falta aqui a experiência independentista da ilha do Baleal (Peniche), na década de 70.

Um palpite
“É alicerçado nestes pressupostos que me proponho debruçar sobre a chamada rotina sexual, sem deixar de relembrar que a continuidade do amor ou do casamento depende de três condições essenciais: simetria de papéis (ou seja, uma relação igualitária), grande intimidade e a criação e desenvolvimento dum património erótico.”
Francisco Allen Gomes, Paixão, Amor e Sexo (2001)

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