segunda-feira, agosto 29, 2005

O Grande Regresso
O regresso do Reinold a Portugal merecia, naturalmente, uma celebração especial, que o próprio Reinold ofereceu no Valado dos Frades, e que permitiu o reencontro dos quatro membros da SARIP agora presentes em Portugal Continental. Era suposto o Gilberto estar também presente, mas, ao que parece, está em Coimbra a estudar (?!?). Esta fez-me lembrar quando ele se esquivou à participação no torneio de futsal da FEUC com a desculpa tola de que "o cerco [dos exames] se estava a apertar." Desta vez, o cerco está de tal forma apertado que o estudante vai para Coimbra em pleno Agosto…
Um reencontro é sempre um reencontro. Evocações do passado, construção e composição do presente, evocação do futuro (que mais não é que um passado que ainda não aconteceu.) A grande diferença que encontrámos foi a ausência do Rocky e da Sheila. A D. Jeannette também não achou nenhuma diferença em mim – apenas que eu tinha o cabelo mais curto.
Após um excelente e tranquilo jantar, com muitas evocações norte-americanas, bancárias, e de constituição futura de empresas de consultoria pelo meio, ficámos a ver um espectáculo futebolístico pobre no qual o Gil Vicente acabou por ser o mais eficaz (com muita sorte pelo meio) enquanto os adeptos do Benfica desesperaram ao ver as imensas fragilidades da sua equipa. Quando essa desgraça terminou, rumámos á Naza onde fizemos uma pequena romaria aos bares, aproveitando a maresia, e terminando no célebre Barra Bar, que contava com a presença de Fernando Alvim que inevitavelmente pôs a tocar o Dartacão. Contudo, foi mais o tempo que estivemos pacificamente à mesa a emborcar Red Bull que a dançar. Esperemos ter mais algumas oportunidades como esta.
Já quase me esquecia que encontrámos a Mónica, colega de curso, no que constituiu mais um pequeno reencontro a somar ao nosso.

Lido
"Há trinta anos que a emigração maciça para as cidades e o abandono geral da agricultura anunciava o espectáculo a que hoje em dia assistimos."
Vasco Pulido Valente

"Queiramos ou não, foram estes dois senhores [Soares e Cavaco] que moldaram o Portugal em que vivemos. Quem estiver satisfeito pode votar neles."
Manuel João Vieira

Brinca-Na-Areia
"Marcelo Rebelo de Sousa comporta-se no campo da análise política como alguns jogadores brasileiros no campo de futebol. Fintam até à grande área, esquecem frequentemente a baliza e voltam atrás para fintar os mesmos adversários. É raro fazerem uma jogada que termine em golo. Na gíria futebolística, são os brinca-na-areia.
(…) Na análise televisiva, primeiro na TVI e agora na RTP, o efeito brinca-na-areia é ainda mais notório. Sem adversário, Marcelo entretém-se a criar factos políticos de fino recorte e, quando não sabe, intui. Cada vez que o professor se aventura por matérias mais ou menos especializadas – como sejam a economia, a política internacional, a União Europeia e outras – quem sabe dessas áreas descobre deslizes, incoerências, (…) pura ignorância. (…) Se Marcelo comentasse Marcelo, há muito que tinha lançado a confusão: "Ele vai ser candidato presidencial." Não se percebe, aliás, porque não avança. Os barómetros mostram que é o político mais popular, julga saber na perfeição o que deve ser um Presidente da República e tem essa ambição. Vá a jogo, professor Marcelo."
Paulo Baldaia, Diário de Notícias (27/08/05)
Não sei se Marcelo Rebelo de Sousa seria ou não um bom Presidente da República. Mas que poderia ser um candidato credível, não tenho dúvidas. Marcelo não tem cadastro e, mais importante que isso, "fala muito bem." Acreditem que uma percentagem significativa da população portuguesa votaria nele.

Mas estavam à espera de quê? Que ele falasse??!?
"…enquanto [Cajuda, treinador da Naval] tem o coração ao pé da boca, incentiva os jogadores junto da linha, o holandês, [Co Adriaanse, treinador do Porto] um dos caloiros da prova, tem uma posição mais científica. Sentado, silencioso, à espera que a enxurrada de futebol ofensivo dê resultados."
DN, 27/08/05

Sem comentários: