segunda-feira, agosto 01, 2005

Notícias da Fórmula 1 - férias!
Apesar de o traçado ser muito chato, o GP da Hungria consegue por vezes gerar corridas interessantes, especialmente para quem gosta de montar e adivinhar puzzles de estratégias de corrida. Foi esse o caso de ontem - até ao meio da prova...
Como aconteceu em 1996 ou 1999, Schumacher fez a pole na Hungria em situação de aparente inferioridade mecânica. No entanto, só mesmo nas primeiras voltas os espectadores puderam pensar que a vitória poderia ser disputada. Após o primeiro reabastecimento era visível que Raikkonen estava bem mais rápido, e depois de o ultrapassar facilmente no segundo reabastecimento e começar a ganhar 2s por volta, era só esperar o final. Raikkonen nem teve de suar muito para conquistar a 4ª vitória do ano. Um GP, afinal, já em férias...
Notas:
- Alonso teve azar na confusão da primeira curva...mas mesmo assim tem uma vantagem muito larga.
- é oficioso mas não ainda oficial; Barrichello vai p BAR e Massa para a Ferrari.
- os Red Bull não podiam ter tido mais azar...já há uns tempos que não se via um bom e velho capotanço.
- Monteiro continua a estender o seu recorde...o resto não interessa...
- o Montoya teria facilmente ficado em segundo lugar não fosse mais uma falha mecânica...

Melancolia
Não vale a pena afirmar, decidir, jurar mesmo, coisas mais ou menos vãs como "NUNCA MAIS!" Em cima de um acontecimento negativo, os pensamentos mais quentes e apressados são naturalmente radicais. Mas esses passam, como uma trovoada que se esgota. O essencial é deixar passar o tempo... arrefecer as emoções... (conforme o acontecimento negativo de que se trata, deixar passar dias, ou semanas, ou meses... )
Depois, então, reflectir com calma: porque aconteceu? Que lições retirar? Há outros caminhos a seguir? Foi um acidente exterior, ou tenho responsabilidade? Foi um simples exagero momentâneo, ou há um problema de fundo?...
Aproveitar os factos maus para pensar um pouco no que somos e no queremos. Com calma, sem fazer juras espontâneas do tipo "nunca mais" porque não acrescentam nada nem aprendemos nada com elas...
E talvez dentro de algum tempo (o tempo que tudo cura) o espírito e a mente possam chegar a conclusões novas, mais positivas, que permitam evitar cair no mesmo erro mais vezes...

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