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O Bloqueio Continental e as Invasões Francesas
"Pode assim dizer-se que a invasão de Portugal pelos Franceses, dentro do Bloqueio Continental, está explicitamente relacionada com a estratégia marítima. É um capítulo da guerra atlântica e, por sua vez, um capítulo dos primeiros ensaios da guerra económica e total. Para a fazer, a França invadiu Portugal, zona essencial em toda essa estratégia. A Inglaterra (…) não podia dispensar o apoio da costa e ilhas portuguesas (…) Pelo mesmo motivo, vieram os Franceses à Península. (…)
Para levar a efeito o esforço que o Bloqueio impunha, os Franceses foram forçados a cortar com a sua mais segura via de abastecimentos em produtos coloniais. A guerra total, nestes primeiros tímidos ensaios, revelava-se (…) como uma arma de dois gumes (…)
Em face do seu patente insucesso, logo no primeiro ano em que se realizou, formou-se também o segundo objectivo das invasões francesas em Portugal: o domínio napoleónico da Península Ibérica. Com esse insucesso, tornou-se impossível dominar o levantamento espanhol (…) Em vez de uma área de segurança na retaguarda do Império Francês, criou-se uma "segunda frente" que depressa a Grã-Bretanha aproveitou a fundo."
A fuga da Família Real para o Brasil: cobardia ou coragem?
"A apresentação de uma guerra internacional em que Portugal se viu envolvido (…) mais não fazia que aplicar a regra de ouro de Von Clausewitz, quanto à estratégia que é a de evitar sujeitar-se à vontade do inimigo e poder continuar a luta militar. Assim, com a retirada da Família Real para o Brasil, Napoleão sofria, na Península, uma primeira derrota política."
Jorge Borges de Macedo, O Bloqueio Continental (1990)
O "problema" das almas gémeas
"Para um sector, associado a uma ideia mais conservadora do mundo, a taxa de divórcio é vista com preocupação. (…) Mas a mim não me inquietam os divórcios. Preocupa-me, antes, que se case tão pouco. E que haja uma imensa maioria de pessoas que cultivem a ideia de que tudo seria melhor se o mundo fosse um paraíso de almas gémeas.
O que se passa é que nós, que até nascemos equipados para o casamento, fomos ensinados a dar o benefício da dúvida aos sentimentos (…) E, pior, quase sem querer, fomos imaginando que o zénite do amor seria uma alma gémea, o que acaba por ser uma aspiração (…) próxima do ideal de clonagem…"
Eduardo Sá, "As Almas Gémeas", in Notícias Magazine (suplemento do DN), 10 de Julho
(Aviso: a citação seguinte deverá ser relacionada com a fotografia do último Cortejo da Queima, nos Arcos do Jardim, postada pelo co-blogger Sousa em Maio último.)
Observar o céu
Trata-se de uma outra técnica de meditação, que, fundamentalmente e em rigor, é aquilo que o nome indica – simplesmente observar o céu.
Não pensemos nisso, não pensemos no que parece – simplesmente façamo-lo. Não importa se o céu é azul, de um cinzento triste, ou se o Sol brilha nele gloriosamente, nada disso é importante. Quando o contemplamos, pretende-se deixar para trás tudo da nossa vida até que sintamos ser parte do céu, e logo que isto aconteça fechemos os olhos (…)
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