IRA
Sem querer retirar o espaço que o Fernando muito justamente ocupou, gostaria apenas de perguntar: O que terá acontecido para que o IRA abandonasse a luta armada? A durabilidade do processo de paz iniciado em 1998? A pressão de polícias e secretas britânicas sobre o terrorismo em geral? A sensação que os católicos têm de o IRA já não os proteger e ter-se tornado numa simples cambada de rufiões, após o caso McCartney?
Tony Blair lá se vai safando; quando as coisas parecem más, há sempre uma boa notícia para fazer contrapeso…
Nino
É tão bom, é comovente mesmo, ver como os países irmãos de África são tão parecidos connosco. Os guineenses saudaram D. Sebastião logo que chegou ao aeroporto, enquanto as autoridades portuguesas coçavam na cabeça para decidir se haviam ou não de continuar a considerá-lo exilado. O folclórico Kumba e o sóbrio Sanhá não poderiam sonhar em fazer frente ao regresso triunfal de D. Sebastião, que se prepara agora para devolver a tranquilidade aos corações e aos espíritos.
Recordo a minha avó, em 1999, apreensiva ao ver na televisão os tiros (alguém se lembra do célebre coronel, ou general, ou lá o que fosse, Ansumane Mané?) nesse distante país cheio de mato onde tivera um filho a combater. Estranha ligação entre a minha avó, habitualmente indiferente às indiferentes desgraças que passam nas notícias, e essa desgraça específica. Avó, não te rales mais; Nino voltou e a ordem impera nas ruas. Não há mais tiros na Guiné.
Os Reis no Peters
Por que esperam o Berto e o Fernando para comentar a visita de Suas Altezas espanholas aos Açores?
Fórmula 1 – Alonso em Lisboa
Uma das coisas que mais me espantou quando, há muitos anos, li um livro sobre Schumacher foi a constatação que a maior parte do trabalho de um piloto de Fórmula 1 é de relações públicas e marketing, e a menor parte do trabalho os testes e a pilotagem.
Que grande seca para o Alonso ter de vir a Lisboa mandar duas ou três bacoradas ocas!
- Ah e tal…Fittipaldi… vou ficar muito contente se bater o Fittipaldi.”
Sim, era o que faltava que ficasse triste!
- Ah, o Monteiro… muito bom, piloto magnífico, já foi ao pódio, acaba todas as corridas…
Era o que faltava que o Alonso chegasse a Lisboa e dissesse:
- o Monteiro? Teve mérito em ir ao pódio mas foi em condições anormais; olhando ao seu currículo já era para ter posto o indiano a um canto, e para chegar ao topo tem que fazer muito mais, aliás eu quando estive na Minardi fiz muito melhor!
É claro que não ia dizer isto, não é? Vida de piloto é dura…
Futebol – os treinadores holandeses
Se me dissessem que Adriaanse e Koeman se iam envolver numa disputa verbal antes da temporada começar, eu não acreditaria. Dois holandeses a falar???
Mas, pensando bem, não é assim tão estranho. Pinto da Costa, quando abre a boca, vomita ironias durante meia hora. Vieira agita o bigode dez vezes e repete a expressão “o Benfica” 15 vezes antes de acabar de falar; Dias da Cunha gagueja e entope-se, mas também não se cala. Já treinadores como Couceiro ou Peseiro são irritantemente faladores.
Nada comparável, afinal, aos “nederlanders.” Adriaanse disse meia dúzia de palavras sobre Koeman; o “blaugrana”, calmíssimo e sem se alterar, respondeu com uma frase: "eu ganhei títulos e ele não, e ele é treinador há mais tempo!” E Adriaanse devolveu, quase a gozar com os jornalistas: “O que ele disse é verdade. Podem consultar a História e ver que é verdade.” Só faltou dizer “Boep! O que é que querem que vos diga mais?” Mas isso já era falar muito…
sexta-feira, julho 29, 2005
quinta-feira, julho 28, 2005
Momento Histórico
Hoje Gerry Adams, lider politico dos Sinn Fein (ala politica do IRA), declarou que o IRA irá depor as armas e abandonar a luta armada, desta forma dando uma nova oportunidade a que se possam por em prática os acordos do "peace process" que surgiu do "God friday Agremant". Na prática a deposição das armas por parte do IRA fará com que sejam devolvidos os poderes autonómicos à Irlanda do Norte.
Desta forma esperam-se num futuro proximo novas eleições para o Parlamento Norte Irlandês, nas quais o Sinn Fein irá participar, algo anteriormente não permitido devido face ao não entendimento entre as partes no que respeita ao desarmamento do IRA.
Outro passo importante é que sendo devolvidos os poderes autonómicos à Irlanda do Norte, irá ser feito um referendo, consagrado nos acordos do "peace process", que visa basicamente três questões, sendo: 1- A Irlanda do Norte deverá voltar a reunir-se à República da Irlanda?; 2-Deverá a Irlanda do Norte continuar a ter um estatuto autónomico continuando a ser parte do Reino Unido?; 3- A Irlanda do Norte deverá ser um Estado independente?. ( estas questões não serão exactamente formuladas como as indiquei anteriormente, mas irão debruçar-se sobre essas matérias.)
Esperamos que este importante passo para a Paz seja definitivo, e que desta vez consigamos deixar para a História um dos mais graves conflitos civis no seio da Europa.
Hoje Gerry Adams, lider politico dos Sinn Fein (ala politica do IRA), declarou que o IRA irá depor as armas e abandonar a luta armada, desta forma dando uma nova oportunidade a que se possam por em prática os acordos do "peace process" que surgiu do "God friday Agremant". Na prática a deposição das armas por parte do IRA fará com que sejam devolvidos os poderes autonómicos à Irlanda do Norte.
Desta forma esperam-se num futuro proximo novas eleições para o Parlamento Norte Irlandês, nas quais o Sinn Fein irá participar, algo anteriormente não permitido devido face ao não entendimento entre as partes no que respeita ao desarmamento do IRA.
Outro passo importante é que sendo devolvidos os poderes autonómicos à Irlanda do Norte, irá ser feito um referendo, consagrado nos acordos do "peace process", que visa basicamente três questões, sendo: 1- A Irlanda do Norte deverá voltar a reunir-se à República da Irlanda?; 2-Deverá a Irlanda do Norte continuar a ter um estatuto autónomico continuando a ser parte do Reino Unido?; 3- A Irlanda do Norte deverá ser um Estado independente?. ( estas questões não serão exactamente formuladas como as indiquei anteriormente, mas irão debruçar-se sobre essas matérias.)
Esperamos que este importante passo para a Paz seja definitivo, e que desta vez consigamos deixar para a História um dos mais graves conflitos civis no seio da Europa.
Representação
“Os Portugueses vivem em permanente representação, tão obsessivo é neles o sentimento de fragilidade íntima inconsciente e a correspondente vontade de a compensar com o desejo de fazer boa figura, a título pessoal ou colectivo.

A reserva e a modéstia que parecem constituir a nossa segunda natureza escondem na maioria de nós uma vontade de exibição que toca as raias da paranóia" (…)
Eduardo Lourenço, “O Labirinto da Saudade” (1978)
“Os Portugueses vivem em permanente representação, tão obsessivo é neles o sentimento de fragilidade íntima inconsciente e a correspondente vontade de a compensar com o desejo de fazer boa figura, a título pessoal ou colectivo.

A reserva e a modéstia que parecem constituir a nossa segunda natureza escondem na maioria de nós uma vontade de exibição que toca as raias da paranóia" (…)
Eduardo Lourenço, “O Labirinto da Saudade” (1978)
terça-feira, julho 26, 2005
"A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isto fica sendo a minha última e mais elevada descoberta."
Isaac Newton
Isaac Newton
O "MONSTRO" DO DÉFICE ORÇAMENTAL
O Défice Orçamental, a despesa pública e o endividamento crescente da sociedade portuguesa têm sido, nos últimos anos os pontos fulcrais e permanentes da agenda política no nosso país, e o facto é que, nunca como hoje se discutiu o estado da economia portuguesa e os caminhos a adoptar para tirar o país da tal crise em que estamos mergulhados.Uma coisa é certa, hoje Portugal atravessa uma profunda crise económica onde as finanças públicas estão completamente estranguladas.Quando assistimos a qualquer discussão sobre esta matéria, é comum a utilização do discurso da herança. Os recém eleitos, de imediato, atacam os que estiveram no poder acusando-os do mau estado das finanças públicas. Foi assim com Durão Barroso, com Santana Lopes e com José Sócrates. Todos eles apoiaram-se no argumento de que se as coisas estão más é devido à má gestão anterior.Felizmente, o novo executivo de José Sócrates, depois de utilizar este argumento algumas vezes, decidiu, correctamente, não cometer o erro dos dois governos anteriores de estarem, ao longo de toda a legislatura, sempre a referir-se à “pesada herança” e optou por olhar para o futuro, pondo em prática um projecto integrado, consciente e responsável, com medidas de médio longo prazo, que permitam tirar Portugal da situação de crise em que se encontra.A verdade é que os tempos difíceis que hoje atravessamos e a situação grave das contas públicas são o resultado do desenvolvimento e crescimento abrupto e desordenado que Portugal sofreu desde metade dos anos 80 até aos dias de hoje. Da mesma forma que o modelo fiscal vigente em Portugal ( do qual um dos pais é alguém que surge agora como um verdadeiro D. Sebastião da direita portuguesa para as eleições presidenciais) que tem permitido enormes derrapagens orçamentais e evasões fiscais revela-se esgotado. Este é um problema estruturante que deve ser resolvido com medidas estruturantes.Uma reforma fiscal eficaz que permita o fim da evasão fiscal escandalosa a que hoje assistimos no nosso país e que tantos custos tem causado ao Estado Português, uma reorganização da administração pública que permita um maior aproveitamento dos recursos e que premeie o mérito e a eficiência nos serviços públicos, um reforço do investimento público que permita a criação e a melhoria de serviços públicos, o fomento à competitividade e ao investimento privado ( mas onde o Estado mantém o seu papel de principal investidor e de regulador) e um plano integrado para a redução da despesa pública, redução essa que deve ser acompanhada de mecanismos que visem o aumento das receitas ( sem aumentar a contribuição das famílias portuguesas) isto porque apenas poupando os ganhos não são significativos, devem ser medidas prioritárias. É necessário poupar mas, ao mesmo tempo, conseguir importantes encaixes financeiros. A acompanhar todas estas medidas é necessário apostar na qualificação e na formação dos indivíduos. O fomento desta qualificação é o primeiro passo para a formação de quadros qualificados que serão os principais agentes numa economia competitiva. É o investimento numa mão de obra capaz o primeiro grande passo para uma economia forte e que permita contas públicas equilibradas e, consequentemente, o bem estar dos cidadãos.Apesar de todas as medidas necessárias para resolver o défice público e para equilibrar as contas públicas é fundamental não ter uma visão meramente contabilística( como outros fizeram) do défice. É importante nunca esquecer os princípios do Estado-providência e do Estado Social e assistencialista que as sociedades modernas necessitam. Em momento algum a vertente económica, o poder económico e a iniciativa privada se podem sobrepor ao poder político e ao papel do Estado. Um Estado “maior” e presente permite evitar situações extremas de injustiças sociais e permite a manutenção dos princípios de cidadania e de respeito pelo bem estar de cada indivíduo. Precisamos de um Estado Social onde as assimetrias sociais e as diferentes capacidades económicas são realmente tidas em conta e não de um Estado excessivamente Liberal no aspecto económico. É preciso encontrar um meio termo entre estes dois conceitos.O anúncio do Plano de Investimentos em Infra-estruturas Prioritárias (PIIP) do Governo, a aprovação do orçamento rectificativo e o apoio de Bruxelas a algumas políticas governamentais abrem-nos boas perspectivas.É, portanto, urgente deixar de discutir questões menores como o verdadeiro número do défice ou discutir o ping-pong das “heranças pesadas” e começar a encarar o futuro e a trabalhar para promover o desenvolvimento sustentável de Portugal, sob pena de, em poucos anos, a despesa pública passar a ser igual ou maior que o Produto Interno Bruto.O Pacto de Estabilidade e Crescimento exige uma aplicação inteligente e benéfica para todos, porque é esse o seu principal objectivo, aumentar a qualidade de vida e diminuir as assimetrias económicas entre os países vinculados a este Pacto. É importante acabar, de uma vez por todas, com a confusão entre despesa corrente e despesa de investimento. É importante fomentar os grandes investimentos públicos ( sou a favor da OTA e do TGV) e privados sem permitir uma privatização e competição “selvagens”, tendo o Estado um papel fulcral como entidade reguladora e como veículo dum maior investimento público. O crescimento futuro terá de ser comandado pela produtividade.O factor instrumental decisivo para o futuro do nosso país será o bom investimento nas pessoas, nos equipamentos e nas infra-estruturas.
I´m Back!
Era só para ver se ainda sabia fazer posts,lol!Aproveito pa deixar link interxantiximo acerca da situação actual neste país em termos de cursos,formação e mercado de trabalho que a semana passada provocou discussões acesas por parte dos saripaianos!abraço a todos!
http://www.diarioeconomico.com/edicion/noticia/0,2458,657265,00.html
Era só para ver se ainda sabia fazer posts,lol!Aproveito pa deixar link interxantiximo acerca da situação actual neste país em termos de cursos,formação e mercado de trabalho que a semana passada provocou discussões acesas por parte dos saripaianos!abraço a todos!
http://www.diarioeconomico.com/edicion/noticia/0,2458,657265,00.html
Notícias da Fórmula 1 – decisão antecipada?
O que se retira da corrida alemã são confirmações do que já se previa:
- Raikkonen e Alonso são os pilotos do momento. Como Raikkonen colecciona azares mecânicos (em qualificação ou, como agora, em corrida), Alonso prepara-se para suceder a Hakkinen como campeão não-alemão no pós-Senna.
- a McLaren poderia até fazer dobradinhas, pois Montoya recuperou a forma que se lhe conhecia dos bons tempos da Williams.
- Os meus amigos portugueses “censurar-me-ão” por o Villeneuve ter acertado no Monteiro; o Reinold, mais que “censurar-me”, simplesmente ri-se.
- Falando em Reinold, tenho que lhe dar os parabéns: julgo que é a primeira vez na História que a Holanda tem dois pilotos em simultâneo no plantel da Fórmula 1. É pena é serem os dois na Minardi. O Dornboos não se deu muito mal como substituto do Friesacher, e o Albers fez uma excelente corrida, terminando bem à frente dos desastrados Jordan.
- Definitivamente, a Ferrari passou ao lado deste campeonato. Schumacher já desistiu de atirar para a relva os adversários que o tentam ultrapassar, o que só lhe fica bem – e tanto Button como Fisichella aproveitaram da melhor maneira.
Soares é boé da cool
Na passada sexta-feira, um conhecido jornal satírico (o mesmo que diz que os habitantes de Canas de Senhorim pediram para dispensar o uso de colete retrorreflector, por já brilharem naturalmente no escuro) dizia que este seria o slogan de campanha de Mário Soares, actualizando o “Soares é fixe” de 1985.
Ou este jornal tem fontes muito bem colocadas ou tem o prof. Djabi na redacção, a fazer previsões diárias.
A política portuguesa ainda nos consegue surpreender…
No que me toca pessoalmente, é muito cedo para pensar em que candidato presidencial vou votar. Antes disso, tenho que decidir se vou votar no sr. Abílio Domingues ou no sr. José Matias para a minha freguesia, partindo do princípio que são ambos igualmente competentes e capazes.(???)
O que se retira da corrida alemã são confirmações do que já se previa:
- Raikkonen e Alonso são os pilotos do momento. Como Raikkonen colecciona azares mecânicos (em qualificação ou, como agora, em corrida), Alonso prepara-se para suceder a Hakkinen como campeão não-alemão no pós-Senna.
- a McLaren poderia até fazer dobradinhas, pois Montoya recuperou a forma que se lhe conhecia dos bons tempos da Williams.
- Os meus amigos portugueses “censurar-me-ão” por o Villeneuve ter acertado no Monteiro; o Reinold, mais que “censurar-me”, simplesmente ri-se.
- Falando em Reinold, tenho que lhe dar os parabéns: julgo que é a primeira vez na História que a Holanda tem dois pilotos em simultâneo no plantel da Fórmula 1. É pena é serem os dois na Minardi. O Dornboos não se deu muito mal como substituto do Friesacher, e o Albers fez uma excelente corrida, terminando bem à frente dos desastrados Jordan.
- Definitivamente, a Ferrari passou ao lado deste campeonato. Schumacher já desistiu de atirar para a relva os adversários que o tentam ultrapassar, o que só lhe fica bem – e tanto Button como Fisichella aproveitaram da melhor maneira.
Soares é boé da cool
Na passada sexta-feira, um conhecido jornal satírico (o mesmo que diz que os habitantes de Canas de Senhorim pediram para dispensar o uso de colete retrorreflector, por já brilharem naturalmente no escuro) dizia que este seria o slogan de campanha de Mário Soares, actualizando o “Soares é fixe” de 1985.
Ou este jornal tem fontes muito bem colocadas ou tem o prof. Djabi na redacção, a fazer previsões diárias.
A política portuguesa ainda nos consegue surpreender…
No que me toca pessoalmente, é muito cedo para pensar em que candidato presidencial vou votar. Antes disso, tenho que decidir se vou votar no sr. Abílio Domingues ou no sr. José Matias para a minha freguesia, partindo do princípio que são ambos igualmente competentes e capazes.(???)
segunda-feira, julho 25, 2005
Mario Soares a Presidente!!!
Se me tivessem dito há uns meses que o Prof Mário Soares iria ser candidato a Presidente da República eu não iria acreditar, hoje essa é uma realidade cada vez mais proxima. Verdade seja dita, o Partido Socialista também não tem muito mais por onde escolher, entre Manuel Alegre ou uma hipotética candidatura de Jorge Coelho a melhor opção será mesmo Mário Soares. Isto porque, ao que tudo indica, do lado do PSD será o Prof Cavaco Silva a ser o candidato. Afinal, não é apenas a música que está a voltar aos anos 80, a política também está a sofrer estes efeitos. E caso Mario Soares perca as eleições, que é o mais provavel, esta será sempre uma derrota pessoal e nunca uma derrota do PS.
Talvez o Berto tenha razão, com a falta de politicos em Portugal, os jovens que apostem na politica até podem ter futuro. Ou não tivessem estes "dinaussauros fossilizados" nos anais da história politica, que já deviam andar a dar conferências a estudantes universitários e a dormir a meio delas, ressuscitar para uma vida politica activa.
A mim, que já vi Mário Soares dormir numa conferência, causa-me algum espanto a sua candidatura, mas também com o Dr. Joaquim Feio a discursar quem é que aguenta manter-se acordado?!... Nem Nossa Senhora de Fátima...
Se me tivessem dito há uns meses que o Prof Mário Soares iria ser candidato a Presidente da República eu não iria acreditar, hoje essa é uma realidade cada vez mais proxima. Verdade seja dita, o Partido Socialista também não tem muito mais por onde escolher, entre Manuel Alegre ou uma hipotética candidatura de Jorge Coelho a melhor opção será mesmo Mário Soares. Isto porque, ao que tudo indica, do lado do PSD será o Prof Cavaco Silva a ser o candidato. Afinal, não é apenas a música que está a voltar aos anos 80, a política também está a sofrer estes efeitos. E caso Mario Soares perca as eleições, que é o mais provavel, esta será sempre uma derrota pessoal e nunca uma derrota do PS.
Talvez o Berto tenha razão, com a falta de politicos em Portugal, os jovens que apostem na politica até podem ter futuro. Ou não tivessem estes "dinaussauros fossilizados" nos anais da história politica, que já deviam andar a dar conferências a estudantes universitários e a dormir a meio delas, ressuscitar para uma vida politica activa.
A mim, que já vi Mário Soares dormir numa conferência, causa-me algum espanto a sua candidatura, mas também com o Dr. Joaquim Feio a discursar quem é que aguenta manter-se acordado?!... Nem Nossa Senhora de Fátima...
Será agora?
Finalmente deste Outubro de 2002 os Estados Unidos e a Coreia do Norte voltaram a entrar em conversações, o encontro entre os dois paises está a ser mediádo pela China.
A possibilidade de realmente haver armas nucleares na Coreia do Norte, tem vindo a causar uma forte apreenção por parte dos E.U.A, é obvio que os E.U.A em relação á Coreia do Norte nunca poderá tomar a mesma posição que tomou face ao Iraque, o senhor Bush não seria assim tão parvo.
A questão que surge é se esta nova abertura por parte dos dois paises para o diálogo irá surtir em algum efeito prático.
A abertura dos E.U.A para o diálogo com a Coreia do Norte veio de uma certa forma contrariar as declarações do Presidente Bush aquando das Presidenciais, que em relação á Coreia do Norte adoptaria uma política de punho de ferro quanto ao embargo feito sobre o país e que o dialogo já não seria viável. Kerry por seu lado sempre defendeu a abertura ao diálogo entre os dois países.
As voltas que o mundo dá...realmente!
Finalmente deste Outubro de 2002 os Estados Unidos e a Coreia do Norte voltaram a entrar em conversações, o encontro entre os dois paises está a ser mediádo pela China.
A possibilidade de realmente haver armas nucleares na Coreia do Norte, tem vindo a causar uma forte apreenção por parte dos E.U.A, é obvio que os E.U.A em relação á Coreia do Norte nunca poderá tomar a mesma posição que tomou face ao Iraque, o senhor Bush não seria assim tão parvo.
A questão que surge é se esta nova abertura por parte dos dois paises para o diálogo irá surtir em algum efeito prático.
A abertura dos E.U.A para o diálogo com a Coreia do Norte veio de uma certa forma contrariar as declarações do Presidente Bush aquando das Presidenciais, que em relação á Coreia do Norte adoptaria uma política de punho de ferro quanto ao embargo feito sobre o país e que o dialogo já não seria viável. Kerry por seu lado sempre defendeu a abertura ao diálogo entre os dois países.
As voltas que o mundo dá...realmente!
domingo, julho 24, 2005
sexta-feira, julho 22, 2005
quinta-feira, julho 21, 2005
quarta-feira, julho 20, 2005
Album do Ano
Não posso deixar de referir e aplaudir o regresso de uma grande banda Punk, os Green Day, o album American Idiot não desiludiu os fans da banda, manteve-se fiel ao seu estilço de música.
A meu ver é o album do ano porque alia a boa música a uma mensagem de protesto, chamando a aténção para a actual situação mundial e fazendo uma crítica forte à sociedade e à política dos E.U.A, tanto a nivel interno como externo.
Como exemplo temos o tema "Wake me up wen september ends", que faz referência ao facto de os jovens americános de classe média baixa, serem muitas vezes levados a alistarem-se no Exército, desta forma buscam um futuro melhor que muitas vezes é pago com a própria vida.
Sem duvida um excelente album.........
Não posso deixar de referir e aplaudir o regresso de uma grande banda Punk, os Green Day, o album American Idiot não desiludiu os fans da banda, manteve-se fiel ao seu estilço de música.
A meu ver é o album do ano porque alia a boa música a uma mensagem de protesto, chamando a aténção para a actual situação mundial e fazendo uma crítica forte à sociedade e à política dos E.U.A, tanto a nivel interno como externo.
Como exemplo temos o tema "Wake me up wen september ends", que faz referência ao facto de os jovens americános de classe média baixa, serem muitas vezes levados a alistarem-se no Exército, desta forma buscam um futuro melhor que muitas vezes é pago com a própria vida.
Sem duvida um excelente album.........
Ponto de Vista
O Dani focou um aspecto importante do debate que se tem realizado neste blog, cada um de nós tem um olhar diferente sobre as nossas potencialidades para o futuro, é obvio que entrar no mercado de trabalho não é tarefa fácil, muitas vezes esgotante até, o Berto face ao trabalho que tem efectuado nestes ultimos tempos tem um claro objectivo para o seu futuro que passa por cargos de chefia, e tem todas as hipóteses de os poder atingir.
No meu caso a minha visão resulta do facto de estar num curso novo, em todo o país não existe este curso, talvez tenha tido a sorte de pelo facto de o curso ser novo não terem sido cometidos os mesmos erros que anteriormente acontecem em outros cursos, como a existência de muitas cadeiras teóricas e que de pouco ou nada irão servir no mercado de trabalho, há claramente uma grande aposta num conhecimento prático para além de teórico no meu curso, também o facto de os directores do meu curso estarem empenhados em que hajam saidas profissionais para o meu curso ajuda a ter uma perspéctiva diferente. Sendo claro que é necessário haver trabalho fora da universidade, ( não só estudo)é necessário nós próprios estudantes procurarmos outras alternativas mostrando as nossas possibilidades. Até agora congratulo-me pelo facto de ter conseguido estágios na Assembleia regional, tarefa não muito facil que dá alguma esperança para o futuro que como sabemos não será assim tão fácil. O reconhecimento que tenho tido por parte da universidade e por entidades públicas, do trabalho que tenho feito dentro do Núcleo a que pertenço de alguma forma dá-me essa esperança no futuro. O que fica claro é que não basta os estudos é necessário nós antes de acabarmos o curso mostrarmos "serviço", dar a conhecer a toda a sociedade as nossas potencialidades.
Abraço a toda a Sarip........
O Dani focou um aspecto importante do debate que se tem realizado neste blog, cada um de nós tem um olhar diferente sobre as nossas potencialidades para o futuro, é obvio que entrar no mercado de trabalho não é tarefa fácil, muitas vezes esgotante até, o Berto face ao trabalho que tem efectuado nestes ultimos tempos tem um claro objectivo para o seu futuro que passa por cargos de chefia, e tem todas as hipóteses de os poder atingir.
No meu caso a minha visão resulta do facto de estar num curso novo, em todo o país não existe este curso, talvez tenha tido a sorte de pelo facto de o curso ser novo não terem sido cometidos os mesmos erros que anteriormente acontecem em outros cursos, como a existência de muitas cadeiras teóricas e que de pouco ou nada irão servir no mercado de trabalho, há claramente uma grande aposta num conhecimento prático para além de teórico no meu curso, também o facto de os directores do meu curso estarem empenhados em que hajam saidas profissionais para o meu curso ajuda a ter uma perspéctiva diferente. Sendo claro que é necessário haver trabalho fora da universidade, ( não só estudo)é necessário nós próprios estudantes procurarmos outras alternativas mostrando as nossas possibilidades. Até agora congratulo-me pelo facto de ter conseguido estágios na Assembleia regional, tarefa não muito facil que dá alguma esperança para o futuro que como sabemos não será assim tão fácil. O reconhecimento que tenho tido por parte da universidade e por entidades públicas, do trabalho que tenho feito dentro do Núcleo a que pertenço de alguma forma dá-me essa esperança no futuro. O que fica claro é que não basta os estudos é necessário nós antes de acabarmos o curso mostrarmos "serviço", dar a conhecer a toda a sociedade as nossas potencialidades.
Abraço a toda a Sarip........
O debate
Aparentemente, e por agora, o Daniel encerrou o velho debate das saídas profissionais de RI com um post muito claro e muito certeiro, porque essencialmente dirigiu-se às questões mais em concreto. Não tenho praticamente nada a acrescentar-lhe, senão uma história pessoal muito simples: No inverno e na primavera de 1996, eu e os colegas de turma e de geração estavam a completar o 9º ano, e todos andávamos apreensivos com as escolhas para o ano seguinte - o 10º, o fim da escolaridade obrigatória. Dado o meu currículo e os meus gostos, estava muito inclinado para seguir o Agrupamento 4 (Humanidades), como via de acesso ao Ensino Superior, e de facto escolhi-o, mas fui bem avisado na altura: não era nada fácil arranjar emprego nesta área. No entanto, havia que correr riscos e tomar decisões.
Quando pensei na licenciatura a escolher, no 12º ano, a escolha essencial já estava feita; sabia perfeitamente da dificuldade de saídas profissionais dos cursos superiores relacionados com as Humanidades. RI pareceu-me tão bom, ou melhor, do que qualquer outro (mais uma vez, dados os meus gostos pessoais.)
(Antes desta, há outra ainda mais antiga: no 7º ano, tive um excelente professor de História - só perde para o Vitorino - que nos contou uma estória de um colega de curso que trabalhava como motorista de autocarro. Não fosse por isto, talvez eu tivesse ido tirar História na FLUC. Acho que tinha média para entrar.)
No ponto em que estou, e pesando tudo, não estou arrependido das decisões que tomei. Talvez tudo fosse diferente se as minhas notas de Matemática não tivessem baixado drasticamente no 7º ano. De qualquer forma, há muitos anos que estou preparado para a decisão aparentemente pesada mas simples de redireccionar a carreira profissional de acordo com as exigências do mercado de trabalho. O que não quer dizer que não respeite as opções de quem está a trabalhar na TMN sem pensar no futuro (eu próprio deveria ter feito o mesmo enquanto a oportunidade de redireccionar a carreira não aparece), e neste ponto discordo do Daniel porque há sempre motivações muito pessoais por trás dessas opções. De resto, há que ter um bocado de fé e não desmoralizar. Eu, pelo menos, já estive em situações bem piores que esta.
Jazz na Naza
No passado domingo houve uma cena de Jazz na Nazaré, naturalmente liderada pelos anfitriões da Big Band e do sr. Adelino Mota... (não era eu que devia falar disto...)
Citações de citações
"Passo a citar o director-geral da TVI: «O nível da informação e da programação da televisão é superior ao nível do País. Temos uma televisão que está uns furos acima como actividade, como dinâmica, como indústria, como espírito crítico.» (…) Na mesma entrevista, o director-geral da TVI justifica um programa como Fiel ou Infiel em nome da "eficácia", acrescentando que o "costuma ver" e que se "diverte." Eu pertenço ao grupo de espectadores que sentem que o simples amor pela dignidade humana não se sai bem de tal programa. E não aceito (…) banalizar uma forma de amor (…) em nome da eficácia financeira da TVI. (…)
(…) Porque é nisso que a televisão se transformou: um meio de ocupação da vida social que, à sua volta, vai desenhando o mapa de um deserto simbólico. Nesta perspectiva, qualquer programador televisivo possui, hoje em dia, mais poder (…) que qualquer ministro da Cultura ou da Educação. Não o digo por provocação, muito menos por ironia." (…)
João Lopes, DN (17 Julho 2005)
Podia-se pensar que o facto de eu fazer uma citação significaria que a subscrevo, e é verdade; mas tenho que fazer dois reparos.
1 – Apesar de partilhar da opinião de Lopes sobre o Fiel ou Infiel, a verdade é que compreendo muito bem o sr. Moniz: também "costumo ver" esse programa, e também me "diverte", e muito, ver como os actores e o apresentador se levam a sério.
2 – Espero que o sr. Lopes não tenha subitamente descoberto, ou tenha sonhado de noite, que a televisão só agora se transformou num "meio de ocupação da vida social." Que eu saiba, a RTP está próxima do meio século de existência…
Aparentemente, e por agora, o Daniel encerrou o velho debate das saídas profissionais de RI com um post muito claro e muito certeiro, porque essencialmente dirigiu-se às questões mais em concreto. Não tenho praticamente nada a acrescentar-lhe, senão uma história pessoal muito simples: No inverno e na primavera de 1996, eu e os colegas de turma e de geração estavam a completar o 9º ano, e todos andávamos apreensivos com as escolhas para o ano seguinte - o 10º, o fim da escolaridade obrigatória. Dado o meu currículo e os meus gostos, estava muito inclinado para seguir o Agrupamento 4 (Humanidades), como via de acesso ao Ensino Superior, e de facto escolhi-o, mas fui bem avisado na altura: não era nada fácil arranjar emprego nesta área. No entanto, havia que correr riscos e tomar decisões.
Quando pensei na licenciatura a escolher, no 12º ano, a escolha essencial já estava feita; sabia perfeitamente da dificuldade de saídas profissionais dos cursos superiores relacionados com as Humanidades. RI pareceu-me tão bom, ou melhor, do que qualquer outro (mais uma vez, dados os meus gostos pessoais.)
(Antes desta, há outra ainda mais antiga: no 7º ano, tive um excelente professor de História - só perde para o Vitorino - que nos contou uma estória de um colega de curso que trabalhava como motorista de autocarro. Não fosse por isto, talvez eu tivesse ido tirar História na FLUC. Acho que tinha média para entrar.)
No ponto em que estou, e pesando tudo, não estou arrependido das decisões que tomei. Talvez tudo fosse diferente se as minhas notas de Matemática não tivessem baixado drasticamente no 7º ano. De qualquer forma, há muitos anos que estou preparado para a decisão aparentemente pesada mas simples de redireccionar a carreira profissional de acordo com as exigências do mercado de trabalho. O que não quer dizer que não respeite as opções de quem está a trabalhar na TMN sem pensar no futuro (eu próprio deveria ter feito o mesmo enquanto a oportunidade de redireccionar a carreira não aparece), e neste ponto discordo do Daniel porque há sempre motivações muito pessoais por trás dessas opções. De resto, há que ter um bocado de fé e não desmoralizar. Eu, pelo menos, já estive em situações bem piores que esta.
Jazz na Naza
No passado domingo houve uma cena de Jazz na Nazaré, naturalmente liderada pelos anfitriões da Big Band e do sr. Adelino Mota... (não era eu que devia falar disto...)
Citações de citações
"Passo a citar o director-geral da TVI: «O nível da informação e da programação da televisão é superior ao nível do País. Temos uma televisão que está uns furos acima como actividade, como dinâmica, como indústria, como espírito crítico.» (…) Na mesma entrevista, o director-geral da TVI justifica um programa como Fiel ou Infiel em nome da "eficácia", acrescentando que o "costuma ver" e que se "diverte." Eu pertenço ao grupo de espectadores que sentem que o simples amor pela dignidade humana não se sai bem de tal programa. E não aceito (…) banalizar uma forma de amor (…) em nome da eficácia financeira da TVI. (…)
(…) Porque é nisso que a televisão se transformou: um meio de ocupação da vida social que, à sua volta, vai desenhando o mapa de um deserto simbólico. Nesta perspectiva, qualquer programador televisivo possui, hoje em dia, mais poder (…) que qualquer ministro da Cultura ou da Educação. Não o digo por provocação, muito menos por ironia." (…)
João Lopes, DN (17 Julho 2005)
Podia-se pensar que o facto de eu fazer uma citação significaria que a subscrevo, e é verdade; mas tenho que fazer dois reparos.
1 – Apesar de partilhar da opinião de Lopes sobre o Fiel ou Infiel, a verdade é que compreendo muito bem o sr. Moniz: também "costumo ver" esse programa, e também me "diverte", e muito, ver como os actores e o apresentador se levam a sério.
2 – Espero que o sr. Lopes não tenha subitamente descoberto, ou tenha sonhado de noite, que a televisão só agora se transformou num "meio de ocupação da vida social." Que eu saiba, a RTP está próxima do meio século de existência…
terça-feira, julho 19, 2005
As competências de RI
Este post, vem na sequência da troca de "insultos aprimorados" entre os ilustres membros insulares da SARIP. Ao que parece, a rivalidade entre "terceirenses" e "micaelenses" ultrapassa até, a rivalidade existente entre os habitantes dos arquipélagos e os do continente. Chegámos a duas posições diferentes e antagónicas, de um lado temos um estudante de "não sei o quê" europeu, do outro um "pseudo" estudante de Relações Internacionais. Basicamente, ambos devem ter as mesmas cadeiras, ou no minimo as mesmas temáticas de estudo nos seus curriculos académicos, mas com a "pequena-grande" diferença de um deles ter uma experiência política absolutamente fora de comum, para alguém da sua idade. Chegamos a um ponto de debate, em que um lado defende que os estudantes, das "ditas" ciências políticas, estão preparados para assumir cargos em organismos politicos de indole internacional, nomeadamente a preparar processos, fazer análises etc... Do outro lado, temos uma perspectiva mais "ambiciosa", considerando que todos estamos prontos para ocupar posições de destaque nas decisões e deixar para os gestores e economistas a tarefa de fazer os processos e as análises.
No entanto, julgo que cada uma destas posições exprimem em concreto o contexto da pessoa que as tomou.
Por um lado temos o Fernando, que estuda estudos europeus, está motivado, é motivado pelos responsaveis do curso dele (ao contrario do Pureza que nunca motivou ninguem, mas que por outro lado também não criou ilusões em ninguem), tem gosto pela área que estuda, está a apostar forte num futuro ligado à Europa, e acima de tudo julga-se capaz de fazer algo na área, para além de dar seis respostas num exame de três perguntas.
No vértice oposto, temos o carissimo Berto Messias, super motivado por ter tido um cargo de extrema importância durante dois anos, com "queda" para a politica e para o "show-off", com uma experiência invejavel a nível politico e todos os niveis que isso afecta (argumentativo, contactos, escrita, etc, etc ,etc), alguém que eu não tenho dúvida que, no minimo será Presidente da AAC um dia, ou então DUX até aos 30 anos.
Ambos têm uma caracteristica em conjunto, que tanto eu como o Ismael, como o Danish, como a Zaida, e como muitos mais não temos... que é não são recém-licenciados, são estudantes e isso condiciona muito a visão que têm das competências dos licenciados de RI. Eu poderei afirmar, que das pessoas que acabaram o curso de RI, estão zero pessoas a trabalhar na área das relações internacionais. O resto, está na área comercial, marketing, gestão. O Berto e o Fernando, não sabem o que é mandar 50 curriculos num mês e não receber resposta nenhuma e foram muitos os curriculos que enviei para OI´s, ONG´s e todas essas instituições que, em principio nós teriamos "hipoteses". Em dois meses, tive cinco resposta: uma empresa de moldes para a área comercial, uma superficie de retalho para chefe de secção, dois bancos para a área comercial e as Forças Armadas para Oficial. E julgo, que não posso considerar que tenha tido poucas oportunidades, pois ainda hoje tenho amigos meus recem-licenciados sem emprego. E este problema não foi só meu, pois tambem as "marronas" do curso não arranjaram emprego, andam a tirar pós-graduações que ninguem sabe para que servem ou como se chamam.
Se analisarmos bem a atitude das entidades empregadoras, de "torçerem" o nariz aos licenciados de RI de Coimbra (sim, porque os licenciados em Braga, a maior parte deles arranja emprego rapidamente) é completamente compreensivel. Em quatro anos, tivemos no minimo um ano de cadeiras desnecessárias, a maior parte das coisas que estudamos já foram leccionadas por alto no secundário (com excepção do Berto, que por incrivel que pareça vem do agrupamento cientifico-natural), recordo-me de cadeiras como Geografia, quatro historias (contemporanea, a diplomatica e as contemporaneas) , duas ou três economias, metodologia, ciencias sociais, estatistica e muitas mais cadeiras que não tiveram grande utilidade... Diria que o melhor que tivemos foi Perspectivas, Asilo e Cooperação, e claro as opções do quarto ano (conforme as escolhas de cada um, claro que quem escolheu sociologia do "cócó" não pode dizer o mesmo). Nesta perspectiva, é dificil falar de competências de pessoas que são licenciados com dois anos de estudos sérios e úteis para o curriculo, pois os primeiros dois não ensinam nada. Esta situação, aliada a factores externos (crise, desemprego, falta de aposta em recem-licenciados, juventude do curso, falta de propaganda do curso por parte dos seus responsaveis, que preferem andar a perder tempo com o que o autor "ZéZé Americano" disse no texto X na página 69 do que a procurar soluções práticas e uteis para os seus alunos terem sucesso profisisonal um dia...) faz com que ser licenciado em RI não seja nada fácil em termos profissionais. É claro, que também há muitos recém-licenciados de RI que preferem ir para a "TMN" trabalhar 5 horas por dia e depois não fazer nenhum o resto do dia, do que procurarem um emprego "verdadeiro"... mas esses não entram para esta discussão.
Onde eu quero chegar com esta argumentação, é a uma posição muito simples, a situação e as competências dos licenciados em Relações Internacionais de Coimbra, não são nem como o Fernando nem como o Berto "pintam"... Ambos têm uma posição, que está ligada ao seu contexto em concreto... Será que o Berto pensaria assim, se não tivesse a experiência politica que tem e a rede de contactos que detém?! Claro que não!!! Agora pergunto eu meu caro amigo saripiano Messias, o que pesou mais na tua formação até agora, os dois anos de curso em que não fazias nenhum a não ser estar no SAPE a jogar CM, ou os dois anos de AAC? A resposta é simples não é? Não julgues que a apetência politica que tens vem de RI, vem de ti e das noites que passas-te na AAC, que para além de veres o canal Panda fartavas-te de investigar e estudar politica. Quantos exames nós passamos a estudar apenas na véspera "camarada"? Achas que se aprende alguma coisa assim?! E mesmo que se aprendesse de que servia a opinião de autores para a vida prática?!
Este post, vem na sequência da troca de "insultos aprimorados" entre os ilustres membros insulares da SARIP. Ao que parece, a rivalidade entre "terceirenses" e "micaelenses" ultrapassa até, a rivalidade existente entre os habitantes dos arquipélagos e os do continente. Chegámos a duas posições diferentes e antagónicas, de um lado temos um estudante de "não sei o quê" europeu, do outro um "pseudo" estudante de Relações Internacionais. Basicamente, ambos devem ter as mesmas cadeiras, ou no minimo as mesmas temáticas de estudo nos seus curriculos académicos, mas com a "pequena-grande" diferença de um deles ter uma experiência política absolutamente fora de comum, para alguém da sua idade. Chegamos a um ponto de debate, em que um lado defende que os estudantes, das "ditas" ciências políticas, estão preparados para assumir cargos em organismos politicos de indole internacional, nomeadamente a preparar processos, fazer análises etc... Do outro lado, temos uma perspectiva mais "ambiciosa", considerando que todos estamos prontos para ocupar posições de destaque nas decisões e deixar para os gestores e economistas a tarefa de fazer os processos e as análises.
No entanto, julgo que cada uma destas posições exprimem em concreto o contexto da pessoa que as tomou.
Por um lado temos o Fernando, que estuda estudos europeus, está motivado, é motivado pelos responsaveis do curso dele (ao contrario do Pureza que nunca motivou ninguem, mas que por outro lado também não criou ilusões em ninguem), tem gosto pela área que estuda, está a apostar forte num futuro ligado à Europa, e acima de tudo julga-se capaz de fazer algo na área, para além de dar seis respostas num exame de três perguntas.
No vértice oposto, temos o carissimo Berto Messias, super motivado por ter tido um cargo de extrema importância durante dois anos, com "queda" para a politica e para o "show-off", com uma experiência invejavel a nível politico e todos os niveis que isso afecta (argumentativo, contactos, escrita, etc, etc ,etc), alguém que eu não tenho dúvida que, no minimo será Presidente da AAC um dia, ou então DUX até aos 30 anos.
Ambos têm uma caracteristica em conjunto, que tanto eu como o Ismael, como o Danish, como a Zaida, e como muitos mais não temos... que é não são recém-licenciados, são estudantes e isso condiciona muito a visão que têm das competências dos licenciados de RI. Eu poderei afirmar, que das pessoas que acabaram o curso de RI, estão zero pessoas a trabalhar na área das relações internacionais. O resto, está na área comercial, marketing, gestão. O Berto e o Fernando, não sabem o que é mandar 50 curriculos num mês e não receber resposta nenhuma e foram muitos os curriculos que enviei para OI´s, ONG´s e todas essas instituições que, em principio nós teriamos "hipoteses". Em dois meses, tive cinco resposta: uma empresa de moldes para a área comercial, uma superficie de retalho para chefe de secção, dois bancos para a área comercial e as Forças Armadas para Oficial. E julgo, que não posso considerar que tenha tido poucas oportunidades, pois ainda hoje tenho amigos meus recem-licenciados sem emprego. E este problema não foi só meu, pois tambem as "marronas" do curso não arranjaram emprego, andam a tirar pós-graduações que ninguem sabe para que servem ou como se chamam.
Se analisarmos bem a atitude das entidades empregadoras, de "torçerem" o nariz aos licenciados de RI de Coimbra (sim, porque os licenciados em Braga, a maior parte deles arranja emprego rapidamente) é completamente compreensivel. Em quatro anos, tivemos no minimo um ano de cadeiras desnecessárias, a maior parte das coisas que estudamos já foram leccionadas por alto no secundário (com excepção do Berto, que por incrivel que pareça vem do agrupamento cientifico-natural), recordo-me de cadeiras como Geografia, quatro historias (contemporanea, a diplomatica e as contemporaneas) , duas ou três economias, metodologia, ciencias sociais, estatistica e muitas mais cadeiras que não tiveram grande utilidade... Diria que o melhor que tivemos foi Perspectivas, Asilo e Cooperação, e claro as opções do quarto ano (conforme as escolhas de cada um, claro que quem escolheu sociologia do "cócó" não pode dizer o mesmo). Nesta perspectiva, é dificil falar de competências de pessoas que são licenciados com dois anos de estudos sérios e úteis para o curriculo, pois os primeiros dois não ensinam nada. Esta situação, aliada a factores externos (crise, desemprego, falta de aposta em recem-licenciados, juventude do curso, falta de propaganda do curso por parte dos seus responsaveis, que preferem andar a perder tempo com o que o autor "ZéZé Americano" disse no texto X na página 69 do que a procurar soluções práticas e uteis para os seus alunos terem sucesso profisisonal um dia...) faz com que ser licenciado em RI não seja nada fácil em termos profissionais. É claro, que também há muitos recém-licenciados de RI que preferem ir para a "TMN" trabalhar 5 horas por dia e depois não fazer nenhum o resto do dia, do que procurarem um emprego "verdadeiro"... mas esses não entram para esta discussão.
Onde eu quero chegar com esta argumentação, é a uma posição muito simples, a situação e as competências dos licenciados em Relações Internacionais de Coimbra, não são nem como o Fernando nem como o Berto "pintam"... Ambos têm uma posição, que está ligada ao seu contexto em concreto... Será que o Berto pensaria assim, se não tivesse a experiência politica que tem e a rede de contactos que detém?! Claro que não!!! Agora pergunto eu meu caro amigo saripiano Messias, o que pesou mais na tua formação até agora, os dois anos de curso em que não fazias nenhum a não ser estar no SAPE a jogar CM, ou os dois anos de AAC? A resposta é simples não é? Não julgues que a apetência politica que tens vem de RI, vem de ti e das noites que passas-te na AAC, que para além de veres o canal Panda fartavas-te de investigar e estudar politica. Quantos exames nós passamos a estudar apenas na véspera "camarada"? Achas que se aprende alguma coisa assim?! E mesmo que se aprendesse de que servia a opinião de autores para a vida prática?!

Tudo o que qualquer bom benfiquista quer, é carinho por parte do Luisão... carinho e amor. E então, ele tem uma dentadura de aço tão linda e é tão lindo. Se bem que nesta foto, não está nada mau, parece aqueles tipos que vão para a net pró engate e depois escrevem para as gajas: "olá linda... és bue bonita... gostava de te conhecer... obrigado por me adicionares no hi5... olha só os meus músculos!... és um anjo pena não teres asas, para voares até mim... ainda hoje enchi 5 fiadas de tijolos de cimento a pensar em ti princesa..."
Acidente de trabalho
Não há muito tempo, recebi uma reclamação de uma leitora deste blog (dirigida a mim, especificamente) que se queixava de nunca ter visto o seu nome nestas páginas, assim como de outras pessoas. Ela tem alguma razão. A explicação é simples: uma mera questão de estilo, uma tendência "literária", com uma dinâmica (ou uma inércia) própria, orientou de uma determinada maneira os meus posts: como uma vasta generalidade de outros bloggers, eu centro-me no meu próprio umbigo.
Assim se explica esta situação lamentável que é eu finalmente fazer uma referência ao João – mas pelos piores motivos, o que ele não merecia.
E depois desta vasta e verbosa introdução, quero apenas desejar as melhoras ao João após o infeliz acidente de… isto é, acidente no local de trabalho que ele sofreu (felizmente nada de demasiado grave), alertar todos os leitores para a necessidade de se cumprirem o mais rigorosamente possível as regras comuns de segurança no trabalho e esperar que o incidente sirva para os colaboradores da agência Carglass de Leiria abrirem os olhos.
Não há muito tempo, recebi uma reclamação de uma leitora deste blog (dirigida a mim, especificamente) que se queixava de nunca ter visto o seu nome nestas páginas, assim como de outras pessoas. Ela tem alguma razão. A explicação é simples: uma mera questão de estilo, uma tendência "literária", com uma dinâmica (ou uma inércia) própria, orientou de uma determinada maneira os meus posts: como uma vasta generalidade de outros bloggers, eu centro-me no meu próprio umbigo.
Assim se explica esta situação lamentável que é eu finalmente fazer uma referência ao João – mas pelos piores motivos, o que ele não merecia.
E depois desta vasta e verbosa introdução, quero apenas desejar as melhoras ao João após o infeliz acidente de… isto é, acidente no local de trabalho que ele sofreu (felizmente nada de demasiado grave), alertar todos os leitores para a necessidade de se cumprirem o mais rigorosamente possível as regras comuns de segurança no trabalho e esperar que o incidente sirva para os colaboradores da agência Carglass de Leiria abrirem os olhos.
DIREITO DE RESPOSTA AO DIREITO DE RESPOSTA
Nos últimos anos, os Açores têm aproveitado da melhor forma, os mecanismos financeiros proporcionados pela politica comunitária de apoio. A partir de 2007, o IV Quadro Comunitário de Apoio poderá constituir outro apoio fundamental para o crescimento dos Açores. No entanto, o impasse negocial na atribuição de verbas e os atrasos inevitáveis nos processos de ratificação do actual Tratado Constitucional podem originar a perda de alguns pontos importantes já consagrados no texto constitucional como são o reforço do poder dos Órgãos de Soberania Regionais, a consagração do principio da coesão territorial ou a manutenção do Estatuto de Região Ultraperiférica.
Assim, é importante e fundamental um acompanhamento efectivo deste processo por parte do Governo Regional para que se concretizem os programas comunitários de apoio entre 2007 e 2013. A sua não concretização será um grande revés para a Região.
Assim, é importante e fundamental um acompanhamento efectivo deste processo por parte do Governo Regional para que se concretizem os programas comunitários de apoio entre 2007 e 2013. A sua não concretização será um grande revés para a Região.
Esta é a questão politica e esta é a questão que deve ser acompanhada por especialistas em questões europeias.
Em relação à questão técnica, deixa-me dizer-te que continuas completamente equivocado e sem compreender as verdadeiras competências da ciência politica-sejas de Relações Internacionais ou de Estudos Europeus- da mesma forma que depreendo que nunca estiveste envolvido numa candidatura a um fundo comunitário.
eu sei perfeitamente como se processa todos os mecanismos inerentes a um a candidatura a fundos comunitários mas quem sabe executá-los e preencher os formulários são os gestores e economistas.
Espero que tenha sido claro o pequeno exemplo prático supracitado.
Para terminar esta discussão é fundamental referir que é importante que cada um de nós saiba quais são as verdadeiras competências que temos e que não queiramos passar o resto da vida a fazer um trabalho técnico que não é nosso.Já o referi e volto a fazê-lo...a nossa formação é importante e útil de mais para passarmos tempo a preencher formulários....cabe a cada um de nós definir e vincar, diariamente, as nossas verdadeiras competências.
NOTA:A campanha ainda não começou mas quando começar o Victor Cruz avisa-te :-).Abraço.
segunda-feira, julho 18, 2005
A verdadeira sueca
Quando se encontram jogadores de Sueca como há agora, que não têm amor ao jogo, ao raciocínio matemático, ao cálculo probabilístico, ao bluff e à análise do adversário, a única hipótese que têm de fazer um desafio a sério é jogando a dinheiro. “Senão, não tem piada.”
Quando se encontram jogadores de Sueca à antiga, com uma noção mínima da Honra do jogador, podem passar-se tardes muito agradáveis. A minha tarde de Domingo foi assim.
(F***-se, nunca joguei tão mal como ontem…)
Quando se encontram jogadores de Sueca como há agora, que não têm amor ao jogo, ao raciocínio matemático, ao cálculo probabilístico, ao bluff e à análise do adversário, a única hipótese que têm de fazer um desafio a sério é jogando a dinheiro. “Senão, não tem piada.”
Quando se encontram jogadores de Sueca à antiga, com uma noção mínima da Honra do jogador, podem passar-se tardes muito agradáveis. A minha tarde de Domingo foi assim.
(F***-se, nunca joguei tão mal como ontem…)
sábado, julho 16, 2005
Inédito!!!
Ontem, por volta das 17h (13 ou 12 em Montréal), deu-se este facto verdadeiramente inédito
(este “verdadeiramente” faz lembrar aquele vídeo: vamos ver vvverdadeiros drogados!
VVVerdadeiros drogados!
VVVVerdadeiros drogados!!!!)
que é o facto de 66% dos membros da SARIP terem-se encontrado na mesma janela do Messenger! Que eu saiba, foi a primeira vez que tal aconteceu, e foi também a primeira vez que quatro membros da SARIP estiveram “juntos” desde… há uns largos meses!
(Infelizmente o Ismael teve de abandonar a janela alguns minutos antes, senão alcançaríamos a percentagem incrível de 83%!!)
É caso para dizer que, nestes dias, a Internet está a reunir os membros da SARIP como há muito não se via. Quem acompanhou o blog decerto reparou que o mesmo está a cumprir a função para que foi criado – ponto de encontro, debate, etc. dos membros da SARIP – em vez de ser apenas o refúgio dos dois “onanistas/Ivan-nunescos” do costume. Esperemos que a tendência se mantenha. A Administração envia um abraço para todos, e viva a SARIP!
(e o vídeo continuava: “Olha a bófia! Olha a bófia”)
nota: pede-se aos membros da SARIP que, em futuros diálogos, tenham em atenção que o Fernando, que pelos tristes motivos que todos conhecemos teve de deixar Coimbra mais cedo, pode não estar em condições de compreender o património comum da SARIP que se construiu depois do seu abandono. Por exemplo, piadas referentes ao filme "Zoolander" ou referentes ao Quartel da SARIP, como a da banda desenhada que servia de papel higiénico.)
Ontem, por volta das 17h (13 ou 12 em Montréal), deu-se este facto verdadeiramente inédito
(este “verdadeiramente” faz lembrar aquele vídeo: vamos ver vvverdadeiros drogados!
VVVerdadeiros drogados!
VVVVerdadeiros drogados!!!!)
que é o facto de 66% dos membros da SARIP terem-se encontrado na mesma janela do Messenger! Que eu saiba, foi a primeira vez que tal aconteceu, e foi também a primeira vez que quatro membros da SARIP estiveram “juntos” desde… há uns largos meses!
(Infelizmente o Ismael teve de abandonar a janela alguns minutos antes, senão alcançaríamos a percentagem incrível de 83%!!)
É caso para dizer que, nestes dias, a Internet está a reunir os membros da SARIP como há muito não se via. Quem acompanhou o blog decerto reparou que o mesmo está a cumprir a função para que foi criado – ponto de encontro, debate, etc. dos membros da SARIP – em vez de ser apenas o refúgio dos dois “onanistas/Ivan-nunescos” do costume. Esperemos que a tendência se mantenha. A Administração envia um abraço para todos, e viva a SARIP!
(e o vídeo continuava: “Olha a bófia! Olha a bófia”)
nota: pede-se aos membros da SARIP que, em futuros diálogos, tenham em atenção que o Fernando, que pelos tristes motivos que todos conhecemos teve de deixar Coimbra mais cedo, pode não estar em condições de compreender o património comum da SARIP que se construiu depois do seu abandono. Por exemplo, piadas referentes ao filme "Zoolander" ou referentes ao Quartel da SARIP, como a da banda desenhada que servia de papel higiénico.)
quinta-feira, julho 14, 2005
Resposta...
Reconheço a gafe que cometi, ele não é secretário mas sim director, o Dr. José Matias que desde já digo que é um economista. O facto de este não ser secretário desde logo também revela a importânciaque o Governo regional dá aos assuntos europeus.
Quero também chamar a aténção ao berto que o curso que estoua tirar ão é R.I., mas sm Estudos Europeus e Política Internacional, tavez o caro colega saripiano não saiba mas existém város tipos de fundos europeus, aos quais os Açores se podem candidatar, caso do FEOGA, FEDER,...Etc, muitos destes apoios surgem do reconhecimento por parte da U.E de que a Região é uma Ultra periferia, alias designação consagrada já na nova proposta do Tratado Constitucional. Os fundos disponiveis para a região como deves saber não são atribuidos directamente ao governo regional ou a qualquer outro tipo de entidade como as camaras municipais, é necessário haver projectos para a aplicação destes fundos, e como acontece muitas vezes as coisas não são tão simples como parecem, como deves saber grande parte da legislação elaborada no nosso país provém de directivas, pareceres, normas do Direito Comunitário que "obrigam" o país a acompanhar todas as decisões da U.E. de forma a que haja ma harmonização de interesses no seio da U.E. ,como sabes e como aprendes-te em R.I. geralmente os "bons" governantes ou melhor dizendo bem sucedidos "jogam" com todos os trunfos que lhes são possiveis obter quer para beneficio da nação ou neste caso da região, agora faço-te a pergunta.
Achas que um economista terá a astúcia para dentro dos vários tratados e acordos celebrados, muitos deles desconhecidos para o mesmo, encontrar qualquer tipo de norma válida que possa ser utilizada para justificar um maior investimento na região, ou seja aproveitar de uma melhor forma os mais variados fundos.
Quando falei de que é necessário conhecer a orgánica das Instituições europeias, faço-te de novo uma pergunta simples.
Suponhamos que a nivel nacional o Presidente do Governo Regional decide em conversa com o Presidente da Assembleia Regional fazer uma alteração à Constituição Portuguesa já que o seu grupo parlamentar detém a maioria absoluta não deverá ser dificil fazer aprovar essa alteração e através de decreto legislativo regional e sua publicação a alteração entraria em vigor.Foi um exemplo parvo mas que serve para perguntar achas que o Presidente regional querendo fazer uma alteração à constituição,seguiu os trâmites legais ou descurou por completo a organica do nosso estado?
O outro ponto que quero esclarecer e que não é verdade que os Açores são os lideres do aproveitamento destes fundos da União, a região que tem mais sabido aproveitar estes fundos é a Madeira, tanto que deixaram de beneficiar de apois anteriormente dados, mas ao mesmo tempo a Madeira fazendo-se valer do seu estatuto de R.U.P. vai continuar a beneficiar de apoios da U.E..
Quero saudar estas trocas de ideias que no fim de contas, contribuem para um despertar critico de opiniões, e que demonstram o interesse e preocupação tanto pelo bem da região como do nosso país. Devemos reconhecer a devida importância que tem cada área de saber, o que não pode acontecer é inferiorizar ou tirar mérito a licenciados em áreas como a nossa, acho que há muito mais a ganhar havendo um economista e um licenciado na nossa área a trabalhar em conjunto ( exemplo), ao contrário do que muitas vezes acontece.
Abração para toda a Sarip, abraço para o Berto(a campanha para as autárquicas já começou!!! Muito bem...) .
Reconheço a gafe que cometi, ele não é secretário mas sim director, o Dr. José Matias que desde já digo que é um economista. O facto de este não ser secretário desde logo também revela a importânciaque o Governo regional dá aos assuntos europeus.
Quero também chamar a aténção ao berto que o curso que estoua tirar ão é R.I., mas sm Estudos Europeus e Política Internacional, tavez o caro colega saripiano não saiba mas existém város tipos de fundos europeus, aos quais os Açores se podem candidatar, caso do FEOGA, FEDER,...Etc, muitos destes apoios surgem do reconhecimento por parte da U.E de que a Região é uma Ultra periferia, alias designação consagrada já na nova proposta do Tratado Constitucional. Os fundos disponiveis para a região como deves saber não são atribuidos directamente ao governo regional ou a qualquer outro tipo de entidade como as camaras municipais, é necessário haver projectos para a aplicação destes fundos, e como acontece muitas vezes as coisas não são tão simples como parecem, como deves saber grande parte da legislação elaborada no nosso país provém de directivas, pareceres, normas do Direito Comunitário que "obrigam" o país a acompanhar todas as decisões da U.E. de forma a que haja ma harmonização de interesses no seio da U.E. ,como sabes e como aprendes-te em R.I. geralmente os "bons" governantes ou melhor dizendo bem sucedidos "jogam" com todos os trunfos que lhes são possiveis obter quer para beneficio da nação ou neste caso da região, agora faço-te a pergunta.
Achas que um economista terá a astúcia para dentro dos vários tratados e acordos celebrados, muitos deles desconhecidos para o mesmo, encontrar qualquer tipo de norma válida que possa ser utilizada para justificar um maior investimento na região, ou seja aproveitar de uma melhor forma os mais variados fundos.
Quando falei de que é necessário conhecer a orgánica das Instituições europeias, faço-te de novo uma pergunta simples.
Suponhamos que a nivel nacional o Presidente do Governo Regional decide em conversa com o Presidente da Assembleia Regional fazer uma alteração à Constituição Portuguesa já que o seu grupo parlamentar detém a maioria absoluta não deverá ser dificil fazer aprovar essa alteração e através de decreto legislativo regional e sua publicação a alteração entraria em vigor.Foi um exemplo parvo mas que serve para perguntar achas que o Presidente regional querendo fazer uma alteração à constituição,seguiu os trâmites legais ou descurou por completo a organica do nosso estado?
O outro ponto que quero esclarecer e que não é verdade que os Açores são os lideres do aproveitamento destes fundos da União, a região que tem mais sabido aproveitar estes fundos é a Madeira, tanto que deixaram de beneficiar de apois anteriormente dados, mas ao mesmo tempo a Madeira fazendo-se valer do seu estatuto de R.U.P. vai continuar a beneficiar de apoios da U.E..
Quero saudar estas trocas de ideias que no fim de contas, contribuem para um despertar critico de opiniões, e que demonstram o interesse e preocupação tanto pelo bem da região como do nosso país. Devemos reconhecer a devida importância que tem cada área de saber, o que não pode acontecer é inferiorizar ou tirar mérito a licenciados em áreas como a nossa, acho que há muito mais a ganhar havendo um economista e um licenciado na nossa área a trabalhar em conjunto ( exemplo), ao contrário do que muitas vezes acontece.
Abração para toda a Sarip, abraço para o Berto(a campanha para as autárquicas já começou!!! Muito bem...) .
quarta-feira, julho 13, 2005
OS ASSUNTOS EUROPEUS NO MEIO DO ATLÂNTICO
É certo que o post do meu caro amigo Ismael com um texto da Zaida sobre os licenciados em Relações Internacionais tem potenciado uma discussão interessante entre os bloguistas saripianos (e ainda bem que assim é), no entanto depois de verificar o comentário a esse post do meu caro amigo Fernando, senti-me na obrigação de escrever um post sobre o conteudo das afirmações deste Saripiano.
Antes de mais, é necessário dizer-te Fernando, que não existe na orgânica governamental qualquer Secretário Regional dos Assuntos Europeus.Existe sim um Director Regional dos Assunto Europeus.
Naturalmente estou ao teu lado na indignação que sentiste quando ouviste o que disse a tal pessoa que falou convosco sobre o papel que é dado ( ou não é dado) aos licenciados na nossa área, no entanto, a justificação que apresentas a seguir é preocupante e pode ser um dos motivos pelos quais essa entidade governamental não dá o devido valor aos especialistas em ciencia politica e relações interacionais. Passo a explicar:
Aquilo que esse senhor diz sobre os licenciados em Gestão e Economia, de facto, é verdade, ou seja, são os gestores e conomistas que estão qualificados e têm competências para fazer formulários de candidaturas a programas de financiamento comunitários e ainda bem que assim é. Relembro-te que nós não somos tecnocratas.A nossa formação é completamente antagónica a esse tipo de funções ( e ainda bem).
Depois, esclareço-te que para teres o devido sucesso na obtenção desses fundos, de nada serve o conhecimento ou não do funcionamento das organizações europeias, ou do sistema politico da união europeia ou de qualquer assunto sobre matérias politicas da união europeia. Tens sim que ter um conhecimento técnico profundo sobre matérias financeiras ( casos dos gestores e economistas).
Depois esclareço-te que os Açores são os lideres no ranking nacional de aproveitamento de fundos comunitários. Muitas têm sido as infra-estruturas construidas com dinheiros europeus e certamente que, depois do IV Quadro Comunitário de Apoio, muitas outras serão.
Depois esclareço-te que em nenhuma ocasião foram vetadas candidaturas açorianas devido à "falta de conhecimento sobre o funcionamento das organizações europeias".
Finalmente digo-te que no teu comentário está o grande problema de muitos estudantes e licenciados na nossa área. Ou seja, a abrangência da nossa área e o vasto leque de formação que temos ao longo do curso, faz com que percamos capacidade técnica e de especialização em determinadas áreas, mas é essa a essência do nosso curso, a formação em ciência politica. Uma formação que permite fazer reflexões politicas, criar pensamento politico, promover e fomentar o conhecimento na nossa área e dar apoio politico às instituições.
Sem qualquer desprimor para os que se dedicam a essa área, acho que temos formação teórica e politica demais, para sermos obrigados a preencher formulários de candidaturas a fundos europeus, até porque não temos formação técnica para isso.
Estamos sim preparados para fazer o enquadramento dessas candidaturas e para fazer reflexões sobre a importancia dos fundos de coesão para a sociedade europeia contemporânea. Se existem qualificados na nossa área que querem fazer esses formulários, que o façam, mas estão num campo completamente oposto ao nosso. São competências completamente diferentes.
O Governo dos Açores, por vezes e mal ( e sublinho o mal para que não pensem que estou a ser tendencioso, até porque o Governo Regional não precisa de mim para ter os seus "advogados de defesa"), marginaliza a área europeia e os assuntos internacionais, mas talvez seja também por causa de perspectivas e justificações como a tua.
Esta é a minha humilde visão. Apesar de respeitar discordo completamente da tua.
Saudações Saripianas.
Mais citações
O blog abre-se ao mundo.
O Bloqueio Continental e as Invasões Francesas
"Pode assim dizer-se que a invasão de Portugal pelos Franceses, dentro do Bloqueio Continental, está explicitamente relacionada com a estratégia marítima. É um capítulo da guerra atlântica e, por sua vez, um capítulo dos primeiros ensaios da guerra económica e total. Para a fazer, a França invadiu Portugal, zona essencial em toda essa estratégia. A Inglaterra (…) não podia dispensar o apoio da costa e ilhas portuguesas (…) Pelo mesmo motivo, vieram os Franceses à Península. (…)
Para levar a efeito o esforço que o Bloqueio impunha, os Franceses foram forçados a cortar com a sua mais segura via de abastecimentos em produtos coloniais. A guerra total, nestes primeiros tímidos ensaios, revelava-se (…) como uma arma de dois gumes (…)
Em face do seu patente insucesso, logo no primeiro ano em que se realizou, formou-se também o segundo objectivo das invasões francesas em Portugal: o domínio napoleónico da Península Ibérica. Com esse insucesso, tornou-se impossível dominar o levantamento espanhol (…) Em vez de uma área de segurança na retaguarda do Império Francês, criou-se uma "segunda frente" que depressa a Grã-Bretanha aproveitou a fundo."
A fuga da Família Real para o Brasil: cobardia ou coragem?
"A apresentação de uma guerra internacional em que Portugal se viu envolvido (…) mais não fazia que aplicar a regra de ouro de Von Clausewitz, quanto à estratégia que é a de evitar sujeitar-se à vontade do inimigo e poder continuar a luta militar. Assim, com a retirada da Família Real para o Brasil, Napoleão sofria, na Península, uma primeira derrota política."
Jorge Borges de Macedo, O Bloqueio Continental (1990)
O "problema" das almas gémeas
"Para um sector, associado a uma ideia mais conservadora do mundo, a taxa de divórcio é vista com preocupação. (…) Mas a mim não me inquietam os divórcios. Preocupa-me, antes, que se case tão pouco. E que haja uma imensa maioria de pessoas que cultivem a ideia de que tudo seria melhor se o mundo fosse um paraíso de almas gémeas.
O que se passa é que nós, que até nascemos equipados para o casamento, fomos ensinados a dar o benefício da dúvida aos sentimentos (…) E, pior, quase sem querer, fomos imaginando que o zénite do amor seria uma alma gémea, o que acaba por ser uma aspiração (…) próxima do ideal de clonagem…"
Eduardo Sá, "As Almas Gémeas", in Notícias Magazine (suplemento do DN), 10 de Julho
(Aviso: a citação seguinte deverá ser relacionada com a fotografia do último Cortejo da Queima, nos Arcos do Jardim, postada pelo co-blogger Sousa em Maio último.)
Observar o céu
Trata-se de uma outra técnica de meditação, que, fundamentalmente e em rigor, é aquilo que o nome indica – simplesmente observar o céu.
Não pensemos nisso, não pensemos no que parece – simplesmente façamo-lo. Não importa se o céu é azul, de um cinzento triste, ou se o Sol brilha nele gloriosamente, nada disso é importante. Quando o contemplamos, pretende-se deixar para trás tudo da nossa vida até que sintamos ser parte do céu, e logo que isto aconteça fechemos os olhos (…)
O blog abre-se ao mundo.
O Bloqueio Continental e as Invasões Francesas
"Pode assim dizer-se que a invasão de Portugal pelos Franceses, dentro do Bloqueio Continental, está explicitamente relacionada com a estratégia marítima. É um capítulo da guerra atlântica e, por sua vez, um capítulo dos primeiros ensaios da guerra económica e total. Para a fazer, a França invadiu Portugal, zona essencial em toda essa estratégia. A Inglaterra (…) não podia dispensar o apoio da costa e ilhas portuguesas (…) Pelo mesmo motivo, vieram os Franceses à Península. (…)
Para levar a efeito o esforço que o Bloqueio impunha, os Franceses foram forçados a cortar com a sua mais segura via de abastecimentos em produtos coloniais. A guerra total, nestes primeiros tímidos ensaios, revelava-se (…) como uma arma de dois gumes (…)
Em face do seu patente insucesso, logo no primeiro ano em que se realizou, formou-se também o segundo objectivo das invasões francesas em Portugal: o domínio napoleónico da Península Ibérica. Com esse insucesso, tornou-se impossível dominar o levantamento espanhol (…) Em vez de uma área de segurança na retaguarda do Império Francês, criou-se uma "segunda frente" que depressa a Grã-Bretanha aproveitou a fundo."
A fuga da Família Real para o Brasil: cobardia ou coragem?
"A apresentação de uma guerra internacional em que Portugal se viu envolvido (…) mais não fazia que aplicar a regra de ouro de Von Clausewitz, quanto à estratégia que é a de evitar sujeitar-se à vontade do inimigo e poder continuar a luta militar. Assim, com a retirada da Família Real para o Brasil, Napoleão sofria, na Península, uma primeira derrota política."
Jorge Borges de Macedo, O Bloqueio Continental (1990)
O "problema" das almas gémeas
"Para um sector, associado a uma ideia mais conservadora do mundo, a taxa de divórcio é vista com preocupação. (…) Mas a mim não me inquietam os divórcios. Preocupa-me, antes, que se case tão pouco. E que haja uma imensa maioria de pessoas que cultivem a ideia de que tudo seria melhor se o mundo fosse um paraíso de almas gémeas.
O que se passa é que nós, que até nascemos equipados para o casamento, fomos ensinados a dar o benefício da dúvida aos sentimentos (…) E, pior, quase sem querer, fomos imaginando que o zénite do amor seria uma alma gémea, o que acaba por ser uma aspiração (…) próxima do ideal de clonagem…"
Eduardo Sá, "As Almas Gémeas", in Notícias Magazine (suplemento do DN), 10 de Julho
(Aviso: a citação seguinte deverá ser relacionada com a fotografia do último Cortejo da Queima, nos Arcos do Jardim, postada pelo co-blogger Sousa em Maio último.)
Observar o céu
Trata-se de uma outra técnica de meditação, que, fundamentalmente e em rigor, é aquilo que o nome indica – simplesmente observar o céu.
Não pensemos nisso, não pensemos no que parece – simplesmente façamo-lo. Não importa se o céu é azul, de um cinzento triste, ou se o Sol brilha nele gloriosamente, nada disso é importante. Quando o contemplamos, pretende-se deixar para trás tudo da nossa vida até que sintamos ser parte do céu, e logo que isto aconteça fechemos os olhos (…)
terça-feira, julho 12, 2005
Citações
Em vez de se concentrar no seu umbigo, este blog deveria endireitar-se e olhar em volta - quanto mais não seja para evitar dores na cervical. Emquanto estalam duas ou três vértebras, aqui fica um artigo excelente sobre essa pandemia do mundo moderno que são os desempregados qualificados.
Em vez de se concentrar no seu umbigo, este blog deveria endireitar-se e olhar em volta - quanto mais não seja para evitar dores na cervical. Emquanto estalam duas ou três vértebras, aqui fica um artigo excelente sobre essa pandemia do mundo moderno que são os desempregados qualificados.
segunda-feira, julho 11, 2005
Notícias da Fórmula 1 - Montoya por Raikkonen
Depois de um interregno no GP França, porque, e ao contrário do Tiago Monteiro, quem tem vida social não pode assistir a todas as corridas, dediquei metade da minha atenção ao GP de Inglaterra e outra metade aos chilreios da minha irmã. Assim, vi uma excelente largada de Montoya que saltou do 3º lugar, assustou o Alonso na primeira curva e se impôs na travagem para a zona de Becketts, não mais perdendo a vantagem até final. Apesar disso, a corrida foi muito disputada entre os dois hispânicos – em ambos os reabastecimentos, Alonso recuperou 3 ou 4s de desvantagem que tinha, mas faltou-lhe aquele bocadinho final que permitiria regressar à liderança. Em todo o caso, foram mais 8 pontos a caminho do título.
Raikkonen teria ganho este GP se não trocasse novamente o motor… e efectuou mais uma excelente recuperação, desembaraçando-se de Trulli e Schumacher após o primeiro reabastecimento, “comendo” Button com facilidade e ainda aproveitando mais um azar estúpido de Fisichella (que perdeu um pódio certo e merecido) para chegar ao terceiro lugar. Notas:
- Finalmente uma vitória de Montoya… que acertou em cheio ao trocar a Williams pela McLaren.
- Não dá para considerar Schumacher candidato ao título enquanto continuar a fazer corridas tão apagadas como esta, em que chega a um minuto do líder.
- Button pontuou pela segunda vez consecutiva. No campeonato de equipas, a BAR ultrapassou a Minardi e ataca agora o 8º lugar da Jordan.
- o inédito Coulthard renovou com a Red Bull e vai passear a sua classe em 2006. Poucos pilotos terão resistido a tantas mortes anunciadas.
- Jacques Villeneuve está a fazer boas qualificações e demonstra a garra dos antigos tempos nas lutas directas em pista, herdada do seu pai Gilles. Só falta recomeçar a fazer boas corridas.
- Monteiro estava a perder em toda a linha quando o indiano desistiu, cumprindo depois a tarefa de dilatar o seu épico recorde. Dificilmente conseguiria segurar o Sato, nas voltas finais.
- Se o Alonso não tiver falhas mecânicas, ou erros como no Canadá…
A Imprensa Regional
Já se sabe que a Imprensa Regional, desquecida e ostracizada, é um veículo essencial de muita da informação que de outro modo não teria voz. (O ano passado referi neste blog que o excelentíssimo jornal alcobacense O Alcoa havia lançado Alberto João Jardim como candidato à Presidência da República.)
Da leitura dos exemplares mais recentes d’ O Alcoa retiro algumas notícias que poderão interessar aos membros da SARIP e, quem sabe, a outros leitores deste blog.
O Alcoa, 09 de Junho
REGIÃO – VALADO DOS FRADES – “A nossa vila já é conhecida pelas bonitas rotundas, junto ao Parque das Merendas e a do Trabalhador. Agora também a rotunda à saída da A8 está a ser beneficiada e alindada, dando já um excelente aspecto, mostrando a todos que vão entrar na nossa terra, a preocupação com a beleza paisagística. São excelentes estes trabalhos, pelo que gostosamente os estamos a elogiar.”
Pode portanto o Reinold ficar descansado, que a sua terra e as suas rotundas estão cada vez melhores.
O Alcoa, 23 de Junho
REGIÃO – “O contrato-programa assinado entre o Município de Alcobaça e o ministério do Ambiente (…) garante o co-financiamento (…) às obras da requalificação urbana de S. Martinho do Porto. (…) Será repartida por três fases, começando em 2005 e findando em 2007.”
A seguir, O Alcoa, assumindo o papel de órgão oficioso da Câmara de Alcobaça, reproduz um comunicado – Na direcção do progresso - em que a Câmara afirma que as obras estão todas a andar, nomeadamente – e no que toca mais de perto aos saripianos - a despoluição da “nossa” Baía, e deixa subentendido que há que votar no excelentíssimo dr. Sapinho em Outubro próximo.
REGIÃO – ALFEIZERÃO – “Soubemos agora que o Cardeal Joseph Ratzinger, eleito recentemente Papa Bento XVI, esteve em Alfeizerão em Outubro de 1988 integrado num grupo de peregrinos italianos (…) e nessa altura almoçou no Restaurante Viamar, em Alfeizerão.”
REGIÃO – BENEDITA – “Igreja da Benedita faz 50 anos: 1955-2005. Na construção da Igreja da Benedita gastaram-se 64.700 tijolos. Este é apenas um dado curioso que aqui fica. Já agora outro pormenor: no mesmo edifício religioso foram gastos 30.525 kg de ferro.”
DESPORTO
Ainda uma outra notícia de interesse especial para o Reinold:
“A equipa da Biblioteca alcançou um lugar na Divisão de Honra da A.F. Leiria, ao bater, no último jogo do play-off, o Alvaiázere por 5-2.”
Depois de um interregno no GP França, porque, e ao contrário do Tiago Monteiro, quem tem vida social não pode assistir a todas as corridas, dediquei metade da minha atenção ao GP de Inglaterra e outra metade aos chilreios da minha irmã. Assim, vi uma excelente largada de Montoya que saltou do 3º lugar, assustou o Alonso na primeira curva e se impôs na travagem para a zona de Becketts, não mais perdendo a vantagem até final. Apesar disso, a corrida foi muito disputada entre os dois hispânicos – em ambos os reabastecimentos, Alonso recuperou 3 ou 4s de desvantagem que tinha, mas faltou-lhe aquele bocadinho final que permitiria regressar à liderança. Em todo o caso, foram mais 8 pontos a caminho do título.
Raikkonen teria ganho este GP se não trocasse novamente o motor… e efectuou mais uma excelente recuperação, desembaraçando-se de Trulli e Schumacher após o primeiro reabastecimento, “comendo” Button com facilidade e ainda aproveitando mais um azar estúpido de Fisichella (que perdeu um pódio certo e merecido) para chegar ao terceiro lugar. Notas:
- Finalmente uma vitória de Montoya… que acertou em cheio ao trocar a Williams pela McLaren.
- Não dá para considerar Schumacher candidato ao título enquanto continuar a fazer corridas tão apagadas como esta, em que chega a um minuto do líder.
- Button pontuou pela segunda vez consecutiva. No campeonato de equipas, a BAR ultrapassou a Minardi e ataca agora o 8º lugar da Jordan.
- o inédito Coulthard renovou com a Red Bull e vai passear a sua classe em 2006. Poucos pilotos terão resistido a tantas mortes anunciadas.
- Jacques Villeneuve está a fazer boas qualificações e demonstra a garra dos antigos tempos nas lutas directas em pista, herdada do seu pai Gilles. Só falta recomeçar a fazer boas corridas.
- Monteiro estava a perder em toda a linha quando o indiano desistiu, cumprindo depois a tarefa de dilatar o seu épico recorde. Dificilmente conseguiria segurar o Sato, nas voltas finais.
- Se o Alonso não tiver falhas mecânicas, ou erros como no Canadá…
A Imprensa Regional
Já se sabe que a Imprensa Regional, desquecida e ostracizada, é um veículo essencial de muita da informação que de outro modo não teria voz. (O ano passado referi neste blog que o excelentíssimo jornal alcobacense O Alcoa havia lançado Alberto João Jardim como candidato à Presidência da República.)
Da leitura dos exemplares mais recentes d’ O Alcoa retiro algumas notícias que poderão interessar aos membros da SARIP e, quem sabe, a outros leitores deste blog.
O Alcoa, 09 de Junho
REGIÃO – VALADO DOS FRADES – “A nossa vila já é conhecida pelas bonitas rotundas, junto ao Parque das Merendas e a do Trabalhador. Agora também a rotunda à saída da A8 está a ser beneficiada e alindada, dando já um excelente aspecto, mostrando a todos que vão entrar na nossa terra, a preocupação com a beleza paisagística. São excelentes estes trabalhos, pelo que gostosamente os estamos a elogiar.”
Pode portanto o Reinold ficar descansado, que a sua terra e as suas rotundas estão cada vez melhores.
O Alcoa, 23 de Junho
REGIÃO – “O contrato-programa assinado entre o Município de Alcobaça e o ministério do Ambiente (…) garante o co-financiamento (…) às obras da requalificação urbana de S. Martinho do Porto. (…) Será repartida por três fases, começando em 2005 e findando em 2007.”
A seguir, O Alcoa, assumindo o papel de órgão oficioso da Câmara de Alcobaça, reproduz um comunicado – Na direcção do progresso - em que a Câmara afirma que as obras estão todas a andar, nomeadamente – e no que toca mais de perto aos saripianos - a despoluição da “nossa” Baía, e deixa subentendido que há que votar no excelentíssimo dr. Sapinho em Outubro próximo.
REGIÃO – ALFEIZERÃO – “Soubemos agora que o Cardeal Joseph Ratzinger, eleito recentemente Papa Bento XVI, esteve em Alfeizerão em Outubro de 1988 integrado num grupo de peregrinos italianos (…) e nessa altura almoçou no Restaurante Viamar, em Alfeizerão.”
REGIÃO – BENEDITA – “Igreja da Benedita faz 50 anos: 1955-2005. Na construção da Igreja da Benedita gastaram-se 64.700 tijolos. Este é apenas um dado curioso que aqui fica. Já agora outro pormenor: no mesmo edifício religioso foram gastos 30.525 kg de ferro.”
DESPORTO
Ainda uma outra notícia de interesse especial para o Reinold:
“A equipa da Biblioteca alcançou um lugar na Divisão de Honra da A.F. Leiria, ao bater, no último jogo do play-off, o Alvaiázere por 5-2.”
domingo, julho 10, 2005
Matamos umas centenas, somos terroristas; matamos uns milhares, somos conquistadores!!!
Os madeirenses emigram para o resto do mundo, são trabalhadores; os ucranianos e os chineses vêm para cá trabalharar são uns "vagabundos"!
Os madeirenses emigram para o resto do mundo, são trabalhadores; os ucranianos e os chineses vêm para cá trabalharar são uns "vagabundos"!
sexta-feira, julho 08, 2005
Londres
O mais impressionante é a serenidade demonstrada.
A não ser que os media nos tenham ocultado as imagens de horrível pânico, desorientação, caos, tragédia, horror, desorientação… a não ser que se tenha dado um caso desses, o povo britânico demonstra uma preparação e uma calma exemplares. Não é só as autoridades e as instituições: são as pessoas comuns, o povo anónimo – a maior parte estava calma e avisada e a maior parte manteve-se serena. O povo britânico, lá no fundo, não é bem aquilo que mostra nos estádios europeus, ou em Albufeira. Dir-se-ia que os arruaceiros e os anarquistas são exportados para os estádios e para as estâncias de férias do Terceiro Mundo. (De resto, pelas atracções nocturnas, pelo urbanismo idiota, enfim, pelo tipo de turismo que praticam, chamam precisamente esse tipo de turistas que querem é cerveja, gajas, gajos e uma ou outra cena de porrada.)
Há 60 e poucos anos, Londres viu choverem-lhe bombas durante 3 meses, todas as noites. É uma provação mais dura.
Merda de porco
Na sua coluna do Público de ontem, o abrupto José Pacheco Pereira, num artigo de página inteira, saúda a população dos Milagres por, apesar de tudo, não se resignar à violação repetida das leis e do Estado de Direito, com a clara cumplicidade de câmaras, polícias e governos civis, e continue, apesar de tudo, a protestar contra os senhores porqueiros que se situam bem acima da lei.
É inútil repetir tudo o que já foi dito. A única esperança é, talvez, que se cumpra aquele princípio da política que indica que, quando há um vazio de poder, alguém o preencha – e que comecem a rebentar bombas nos chalés dos senhores porqueiros que insistem em fazer de Portugal um esterco terceiro-mundista.
Gato Fedorento na TVI?
Na sequência da quebra de confiança entre o Gato Fedorento e a SIC, (que achou que sketches que venderam 60 mil cópias legais e muitas mais pirateadas podiam ainda fazer concorrência ao Fernando Mendes) circulam rumores que a TVI poderia abrir um "espaço de humor alternativo, diferente do tradicional."
Espero que o Gato continue, seja onde for. No entanto, não consigo imaginá-lo na TVI.
A exibição do Gato Fedorento na TVI é, em si mesma, um contra-senso.
É como imaginar o Roger a jogar numa equipa treinada pelo Trapattoni.
É imaginar o PCP a pedir mais protecção para a propriedade privada.
É imaginar o Vasco Pulido Valente a fazer um elogio.
O Drácula a comer um bacalhau com batatas e muito alho, com um crucifixo na parede.
O Barrichello a ultrapassar o Schumacher antes da decisão do campeonato.
O Ivan com uma mini sobre a mesa, em vez do yop.
O Kumba Yalá a reconhecer uma derrota eleitoral e a felicitar o vencedor.
O Ariel Sharon a ordenar o desmantelamento de colonatos judeus.
Enfim, é algo que pura e simplesmente não faz sentido, porque são o oposto um do outro. Será possível alinhar a revista à portuguesa com o estenógrafo que escreve uma peça de revista a meio da sessão do tribunal, porque é estenógrafo há 12 anos e é uma profissão muito chata? Conjugar os Batanetes com o criado armado em esperto, "queria a conta? Quer dizer que já não quer? Eh-eh-eh!" Enfim… se Sharon desmantela colonatos, há que acreditar em tudo…
Eleições
Há, pelo menos, cinco candidatos a autarquias que são arguidos em processos judiciais. São eles:
- Valentim Loureiro (ou o processo já foi encerrado?)
- Isaltino Morais
- Avelino Ferreira Torres (embora o próprio desminta, admitindo apenas a autoria de um assalto ao Banco de Portugal em 1972, conforme referiu em directo num telejornal)
- Fátima Felgueiras (é candidata, ou não?)
- Isabel Damasceno.
Já foram realizadas sondagens para todos estes candidatos – com excepção de Felgueiras – e todos eles levam uma enorme vantagem sobre os adversários. Dificilmente serão derrotados.
Isto leva-me a pensar que Portugal tem a democracia que merece. A respeitabilidade e a honra não são exigências do eleitorado português em relação aos seus candidatos. Se estivéssemos numa democracia exigente e bem formada, estes candidatos seriam rejeitados pela simples razão de estarem sob suspeita. Na América, só cidadãos exemplares é que são chamados para fazer parte dos júris dos tribunais. Estão a imaginar o senhor Ferreira Torres como jurado num tribunal? Porque o haveríamos de imaginar como presidente de Câmara? Estamos numa democracia terceiro-mundista, que aprecia políticos que "roubam, mas fazem." Portanto, só temos o que merecemos.
Uma destas figuras é candidata à minha autarquia. Sei perfeitamente que vai ganhar com maioria absoluta, mas não acho que isso seja motivo para, no dia das eleições, deixar de ir votar – noutro qualquer. Esqueçamos a cópia das Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha, o buraco de milhões de euros, a merda de porco legalizada. Simplesmente, o candidato não tem credibilidade.
(Um outro partido inundou Leiria e o concelho de cartazes com laranjas e frases idiotas tais como "a laranja está cansada", "laranjas podres", "pensou que todas as laranjas tinham sumo? Enganou-se!" e afins. Não me inspira confiança…)
O mais impressionante é a serenidade demonstrada.
A não ser que os media nos tenham ocultado as imagens de horrível pânico, desorientação, caos, tragédia, horror, desorientação… a não ser que se tenha dado um caso desses, o povo britânico demonstra uma preparação e uma calma exemplares. Não é só as autoridades e as instituições: são as pessoas comuns, o povo anónimo – a maior parte estava calma e avisada e a maior parte manteve-se serena. O povo britânico, lá no fundo, não é bem aquilo que mostra nos estádios europeus, ou em Albufeira. Dir-se-ia que os arruaceiros e os anarquistas são exportados para os estádios e para as estâncias de férias do Terceiro Mundo. (De resto, pelas atracções nocturnas, pelo urbanismo idiota, enfim, pelo tipo de turismo que praticam, chamam precisamente esse tipo de turistas que querem é cerveja, gajas, gajos e uma ou outra cena de porrada.)
Há 60 e poucos anos, Londres viu choverem-lhe bombas durante 3 meses, todas as noites. É uma provação mais dura.
Merda de porco
Na sua coluna do Público de ontem, o abrupto José Pacheco Pereira, num artigo de página inteira, saúda a população dos Milagres por, apesar de tudo, não se resignar à violação repetida das leis e do Estado de Direito, com a clara cumplicidade de câmaras, polícias e governos civis, e continue, apesar de tudo, a protestar contra os senhores porqueiros que se situam bem acima da lei.
É inútil repetir tudo o que já foi dito. A única esperança é, talvez, que se cumpra aquele princípio da política que indica que, quando há um vazio de poder, alguém o preencha – e que comecem a rebentar bombas nos chalés dos senhores porqueiros que insistem em fazer de Portugal um esterco terceiro-mundista.
Gato Fedorento na TVI?
Na sequência da quebra de confiança entre o Gato Fedorento e a SIC, (que achou que sketches que venderam 60 mil cópias legais e muitas mais pirateadas podiam ainda fazer concorrência ao Fernando Mendes) circulam rumores que a TVI poderia abrir um "espaço de humor alternativo, diferente do tradicional."
Espero que o Gato continue, seja onde for. No entanto, não consigo imaginá-lo na TVI.
A exibição do Gato Fedorento na TVI é, em si mesma, um contra-senso.
É como imaginar o Roger a jogar numa equipa treinada pelo Trapattoni.
É imaginar o PCP a pedir mais protecção para a propriedade privada.
É imaginar o Vasco Pulido Valente a fazer um elogio.
O Drácula a comer um bacalhau com batatas e muito alho, com um crucifixo na parede.
O Barrichello a ultrapassar o Schumacher antes da decisão do campeonato.
O Ivan com uma mini sobre a mesa, em vez do yop.
O Kumba Yalá a reconhecer uma derrota eleitoral e a felicitar o vencedor.
O Ariel Sharon a ordenar o desmantelamento de colonatos judeus.
Enfim, é algo que pura e simplesmente não faz sentido, porque são o oposto um do outro. Será possível alinhar a revista à portuguesa com o estenógrafo que escreve uma peça de revista a meio da sessão do tribunal, porque é estenógrafo há 12 anos e é uma profissão muito chata? Conjugar os Batanetes com o criado armado em esperto, "queria a conta? Quer dizer que já não quer? Eh-eh-eh!" Enfim… se Sharon desmantela colonatos, há que acreditar em tudo…
Eleições
Há, pelo menos, cinco candidatos a autarquias que são arguidos em processos judiciais. São eles:
- Valentim Loureiro (ou o processo já foi encerrado?)
- Isaltino Morais
- Avelino Ferreira Torres (embora o próprio desminta, admitindo apenas a autoria de um assalto ao Banco de Portugal em 1972, conforme referiu em directo num telejornal)
- Fátima Felgueiras (é candidata, ou não?)
- Isabel Damasceno.
Já foram realizadas sondagens para todos estes candidatos – com excepção de Felgueiras – e todos eles levam uma enorme vantagem sobre os adversários. Dificilmente serão derrotados.
Isto leva-me a pensar que Portugal tem a democracia que merece. A respeitabilidade e a honra não são exigências do eleitorado português em relação aos seus candidatos. Se estivéssemos numa democracia exigente e bem formada, estes candidatos seriam rejeitados pela simples razão de estarem sob suspeita. Na América, só cidadãos exemplares é que são chamados para fazer parte dos júris dos tribunais. Estão a imaginar o senhor Ferreira Torres como jurado num tribunal? Porque o haveríamos de imaginar como presidente de Câmara? Estamos numa democracia terceiro-mundista, que aprecia políticos que "roubam, mas fazem." Portanto, só temos o que merecemos.
Uma destas figuras é candidata à minha autarquia. Sei perfeitamente que vai ganhar com maioria absoluta, mas não acho que isso seja motivo para, no dia das eleições, deixar de ir votar – noutro qualquer. Esqueçamos a cópia das Capelas Imperfeitas do Mosteiro da Batalha, o buraco de milhões de euros, a merda de porco legalizada. Simplesmente, o candidato não tem credibilidade.
(Um outro partido inundou Leiria e o concelho de cartazes com laranjas e frases idiotas tais como "a laranja está cansada", "laranjas podres", "pensou que todas as laranjas tinham sumo? Enganou-se!" e afins. Não me inspira confiança…)
quarta-feira, julho 06, 2005
As pessoas em pouco tempo conseguem mudar bastante, para que isso aconteça basta mudar o ambiente que nos rodeia... O David deixou de ser o gajo que não fazia nada o dia todo, a não ser jogar poker e "apanhar" bubas e passou a ser um gerente que trabalha 12 horas por dia. Lidera uma equipa, farta-se de trabalhar, tem planos ambiciosos que nunca antes o tinha ouvido dizer, e muitas outras coisas mais, que como amigo dele não direi neste post... Espero que todos os seus planos sejam vitorias num futuro muito próximo... Os detalhes do nosso fim de semana ficam para uma outra oportunidade, talvez quando tiver a beber uns copos com o Ismael...
terça-feira, julho 05, 2005
O MASSACRE DE LEIRIA – 197 ANOS
Na rua Dr. João Soares, em Leiria, existe uma placa cheia de musgo com os seguintes dizeres:
Aos bravos leirienses caídos neste lugar em defesa da Pátria em 05 de Julho de 1808 e aos mártires aqui trucidados pelos franceses do General Margaron como homenagem ao seu valor
5-VII-1929
a L.N. 28 de Maio
A placa está a 4 metros do chão e coberta de musgo, o que significa que poucas pessoas sabem da sua existência. No entanto, e apesar de ter sido patrocinada pelo verdadeiro partido português de extrema-direita que foi a Liga 28 de Maio, o facto histórico permanece, a lembrar os que morreram pelo País – e os que morreram devido à ganância, à ambição e à desumanização trazida pelos cenários de guerra. (Quem estudou conflitos sabe bem que é assim mesmo, a guerra traz ao cima o pior das pessoas.)
Assim, venho por este meio evocar a memória das vítimas da ocupação francesa.
(Entre 2007 e 2011 vamos ter, concerteza, uma série de comemorações dos 200 anos das Invasões. O que será que a Câmara de Leiria está a preparar para evocar o acontecimento? Talvez uma limpeza ao musgo? Será que alguém da Câmara sabe que existe ali aquela placa?…)
Excertos do encontro entre um co-blogger da SARIP, um co-blogger do “Pois… Não Sei!!!” e mais três camaradas*
- Temos, portanto, dois economistas a falar do estado actual de Portugal: um optimista e um pessimista.
O optimista diz o seguinte:
- Brevemente, as pessoas em Portugal vão ter de comer merda.
E o pessimista:
- Se houver…
- Sim, já tinha saudades de ver o E.T. no Premium…
- É como eu, se passa um fim-de-semana sem que eu veja a Força Delta na SIC à 1 da manhã, até parece esquisito…
- O Sozinho em Casa já não é transmitido há dois natais…
- Já há um bom par de semanas que a TVI não transmite a trilogia do Rambo aos domingos à tarde…
- Isto para não falar do Rocky…
- Sim, o Coulthard vestia sempre as mesmas cuecas em dias de corrida, e não as lavava…
(…)
- E há ciclistas que cagam a meio da prova, que dá para ver…
- Melhor para eles, que ficam mais leves…
(…)
- Muito mau deve ser, por exemplo, um navegador de ralis cagar dentro do carro…
- Bem, um piloto de Fórmula 1 cagar-se dentro do carro é mau, mas pelo menos o carro é aberto. Agora, nas 24 Horas de Le Mans, com carros fechados…
- E nos ralis, se o carro capotar?… A merda anda por lá a rebolar…
- Não te passa pela cabeça o grau de corrupção que vai pelas empresas, ou entre as empresas e as câmaras. A gente ouvir falar é uma coisa, mas contactar directamente, não tem nada a ver…
- Não, misturas não faço. A última vez que fiz misturas deu muito mau resultado…
- Foi daquela vez que me telefonaste a dizer que estavas com a tua amiga de História e que o Bobó escolheu História por causa do stôr Vitorino? No desfile?
- Não, dessa vez até houve algum controlo… foi quando deixei a minha marca nas escadas da AAC, em Janeiro último…
- É verdade, o Motabout (clube motard de Vieira de Leiria) costuma fazer uma concentração em Julho. E aliás, costumam reunir muito pessoal, mesmo. O ano passado, por acaso, eles passaram lá (no posto de Turismo) num dia em que eu não tinha muito que fazer e contei-os…penso que eram à volta de 180…
- Aquilo do Enakahrire estar preso na Nigéria por causa da greve dos aviões é treta! Ele está é á espera de assinar com o Dínamo de Moscovo, a ver se não põe mais os pés por aqui!…
Mas o melhor mesmo foi um dos festeiros das festas de S. Romão, que nos ofereceu de comer e beber até nos irmos embora por iniciativa própria. (Ele estava tão embriagado que até ficava por lá mais um bocado…)
- Deixem lá que eu pago-vos mais uma rodada. Sabem, isto das amizades, na vida são muito poucas… as amizades têm que ser testadas pelos anos, aliás, isto de um gajo pedir a outro, ajuda-me nisto, e o outro ir, isso não é bem amizade, isso pode ser só interesse… é frustrante eu trabalhar há 32 anos no comércio, arranjar um emprego de Verão para o meu filho e ver que ele vai ganhar quase tanto como eu… o padre Abílio fez muito bem em renunciar, viu que não era capaz de manter o voto e renunciou, mas não foi uma decisão fácil, e muitos não tomam essa decisão… também, agora é muito mais difícil segurar a tentação: há a vida nocturna, que dantes não havia… e não só isso, então vocês não vêem a feira do sexo, que está em Lisboa?…
* Sem a conotação comunista
Festas de Santiago – Marrazes, Leiria
No passado domingo vi a actuação das bandas Feedback e Som Jovem.
Os Feedback são uma banda de garagem composta por uma série de miúdos de cabelo grande e uma vocalista com futuro, mas que talvez não impressionasse o júri dos Ídolos. Cantaram temas como With Arms Wide Open (Creed), Otherside (Red Hot Chili Peppers), Creep (Radiohead), Smooth (Santana) ou Nothing Else Matters (Metallica) e eu fiquei sinceramente surpreendido por se esquecerem dos Nirvana. É óbvio que em tempos de crise não se podia pedir mais de uma banda para abrir a festa. Em todo o caso, foi a primeira vez que vi uma pessoa a ajoelhar-se para consultar as letras das músicas, enquanto canta. A banda deverá investir num conjunto de karaoke, para não dar tanto mau aspecto. Certamente que os pategos que foram aos Idolos sem saber a letra do que cantavam deviam ter tido direito a ter a letra no chão à sua frente.
Os Som Jovem consistiam em dois entertainers principais (cantar e dançar) mais os dos instrumentos, e para o comum deste tipo de bandas não estiveram mal. Especialmente porque souberam diversificar o espectáculo – fazendo entrar um indivíduo de chapéu preto, bigode preto, uma caixa de papelão a dizer “acordeão” a gritar ao micro, “boa noite, malta amiga!” e depois a cantar o “Ténis” e as “Tetas da Cabritinha.” Infelizmente, saí antes do final… (apesar disso, e dada a localização privilegiada da minha casa, pude ver o fogo de artifício do meu quarto, não só nos Marrazes mas também em S. Romão e de outra festa qualquer para o lado da Batalha.)
Na rua Dr. João Soares, em Leiria, existe uma placa cheia de musgo com os seguintes dizeres:
Aos bravos leirienses caídos neste lugar em defesa da Pátria em 05 de Julho de 1808 e aos mártires aqui trucidados pelos franceses do General Margaron como homenagem ao seu valor
5-VII-1929
a L.N. 28 de Maio
A placa está a 4 metros do chão e coberta de musgo, o que significa que poucas pessoas sabem da sua existência. No entanto, e apesar de ter sido patrocinada pelo verdadeiro partido português de extrema-direita que foi a Liga 28 de Maio, o facto histórico permanece, a lembrar os que morreram pelo País – e os que morreram devido à ganância, à ambição e à desumanização trazida pelos cenários de guerra. (Quem estudou conflitos sabe bem que é assim mesmo, a guerra traz ao cima o pior das pessoas.)
Assim, venho por este meio evocar a memória das vítimas da ocupação francesa.
(Entre 2007 e 2011 vamos ter, concerteza, uma série de comemorações dos 200 anos das Invasões. O que será que a Câmara de Leiria está a preparar para evocar o acontecimento? Talvez uma limpeza ao musgo? Será que alguém da Câmara sabe que existe ali aquela placa?…)
Excertos do encontro entre um co-blogger da SARIP, um co-blogger do “Pois… Não Sei!!!” e mais três camaradas*
- Temos, portanto, dois economistas a falar do estado actual de Portugal: um optimista e um pessimista.
O optimista diz o seguinte:
- Brevemente, as pessoas em Portugal vão ter de comer merda.
E o pessimista:
- Se houver…
- Sim, já tinha saudades de ver o E.T. no Premium…
- É como eu, se passa um fim-de-semana sem que eu veja a Força Delta na SIC à 1 da manhã, até parece esquisito…
- O Sozinho em Casa já não é transmitido há dois natais…
- Já há um bom par de semanas que a TVI não transmite a trilogia do Rambo aos domingos à tarde…
- Isto para não falar do Rocky…
- Sim, o Coulthard vestia sempre as mesmas cuecas em dias de corrida, e não as lavava…
(…)
- E há ciclistas que cagam a meio da prova, que dá para ver…
- Melhor para eles, que ficam mais leves…
(…)
- Muito mau deve ser, por exemplo, um navegador de ralis cagar dentro do carro…
- Bem, um piloto de Fórmula 1 cagar-se dentro do carro é mau, mas pelo menos o carro é aberto. Agora, nas 24 Horas de Le Mans, com carros fechados…
- E nos ralis, se o carro capotar?… A merda anda por lá a rebolar…
- Não te passa pela cabeça o grau de corrupção que vai pelas empresas, ou entre as empresas e as câmaras. A gente ouvir falar é uma coisa, mas contactar directamente, não tem nada a ver…
- Não, misturas não faço. A última vez que fiz misturas deu muito mau resultado…
- Foi daquela vez que me telefonaste a dizer que estavas com a tua amiga de História e que o Bobó escolheu História por causa do stôr Vitorino? No desfile?
- Não, dessa vez até houve algum controlo… foi quando deixei a minha marca nas escadas da AAC, em Janeiro último…
- É verdade, o Motabout (clube motard de Vieira de Leiria) costuma fazer uma concentração em Julho. E aliás, costumam reunir muito pessoal, mesmo. O ano passado, por acaso, eles passaram lá (no posto de Turismo) num dia em que eu não tinha muito que fazer e contei-os…penso que eram à volta de 180…
- Aquilo do Enakahrire estar preso na Nigéria por causa da greve dos aviões é treta! Ele está é á espera de assinar com o Dínamo de Moscovo, a ver se não põe mais os pés por aqui!…
Mas o melhor mesmo foi um dos festeiros das festas de S. Romão, que nos ofereceu de comer e beber até nos irmos embora por iniciativa própria. (Ele estava tão embriagado que até ficava por lá mais um bocado…)
- Deixem lá que eu pago-vos mais uma rodada. Sabem, isto das amizades, na vida são muito poucas… as amizades têm que ser testadas pelos anos, aliás, isto de um gajo pedir a outro, ajuda-me nisto, e o outro ir, isso não é bem amizade, isso pode ser só interesse… é frustrante eu trabalhar há 32 anos no comércio, arranjar um emprego de Verão para o meu filho e ver que ele vai ganhar quase tanto como eu… o padre Abílio fez muito bem em renunciar, viu que não era capaz de manter o voto e renunciou, mas não foi uma decisão fácil, e muitos não tomam essa decisão… também, agora é muito mais difícil segurar a tentação: há a vida nocturna, que dantes não havia… e não só isso, então vocês não vêem a feira do sexo, que está em Lisboa?…
* Sem a conotação comunista
Festas de Santiago – Marrazes, Leiria
No passado domingo vi a actuação das bandas Feedback e Som Jovem.
Os Feedback são uma banda de garagem composta por uma série de miúdos de cabelo grande e uma vocalista com futuro, mas que talvez não impressionasse o júri dos Ídolos. Cantaram temas como With Arms Wide Open (Creed), Otherside (Red Hot Chili Peppers), Creep (Radiohead), Smooth (Santana) ou Nothing Else Matters (Metallica) e eu fiquei sinceramente surpreendido por se esquecerem dos Nirvana. É óbvio que em tempos de crise não se podia pedir mais de uma banda para abrir a festa. Em todo o caso, foi a primeira vez que vi uma pessoa a ajoelhar-se para consultar as letras das músicas, enquanto canta. A banda deverá investir num conjunto de karaoke, para não dar tanto mau aspecto. Certamente que os pategos que foram aos Idolos sem saber a letra do que cantavam deviam ter tido direito a ter a letra no chão à sua frente.
Os Som Jovem consistiam em dois entertainers principais (cantar e dançar) mais os dos instrumentos, e para o comum deste tipo de bandas não estiveram mal. Especialmente porque souberam diversificar o espectáculo – fazendo entrar um indivíduo de chapéu preto, bigode preto, uma caixa de papelão a dizer “acordeão” a gritar ao micro, “boa noite, malta amiga!” e depois a cantar o “Ténis” e as “Tetas da Cabritinha.” Infelizmente, saí antes do final… (apesar disso, e dada a localização privilegiada da minha casa, pude ver o fogo de artifício do meu quarto, não só nos Marrazes mas também em S. Romão e de outra festa qualquer para o lado da Batalha.)
sábado, julho 02, 2005
sexta-feira, julho 01, 2005
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