EMIDIO GUERREIRO-105 ANOS A LUTAR PELA DIGNIDADE HUMANA
É verdade.Se houve momentos de que nunca mais me esquecerei dos meus tempos de dirigente estudantil, os momentos em que privei por breves minutos com Emidio Guerreiro é um deles.
Convidámo-lo para intervir numa conferência nas comemorações dos 30 anos do 25 de Abril. Na altura, quando lhe perguntaram o que o moveu numa luta tão feroz contra os regimes autoritários ele respondeu simplesmente: "durante toda a minha vida lutei pela dignidade humana e contra a alienação"
Jamais me esquecerei desta frase.
Além de todos os ideias progressistas que sempre nortearam a actuação deste democrata,ainda hoje, sempre que lhe era solicitado, fazia análises muito conscientes e construtivas da actualidade.
Como disse alguém um dia: "MORREU O HOMEM MAS OS SEUS FEITOS PERDURARÃO NO TEMPO"
Todos nós, temos responsabilidades na defesa e empenho na perenidade desses feitos
quinta-feira, junho 30, 2005
Emídio Guerreiro, 1899-2005
O Berto será mais indicado que eu para fazer, neste blog, uma referência ao falecimento de Emídio Guerreiro – mas nada o impede de o fazer; obviamente, só vou falar em meu nome.
E porquê o Berto? Porque foi ele o único membro da SARIP a ter a oportunidade de privar com este símbolo maior da resistência ao fascismo.
E apesar do que disserem os filósofos do esquecimento (e já tomei conhecimento de alguns, desde os livros de Milan Kundera até aos diálogos de Gilberto Coelho), a verdade é que alguns indivíduos libertam-se da lei da morte. Combatente na Primeira Guerra Mundial, na guerra civil espanhola, na Resistência francesa, exilado político da ditadura de Salazar, interveniente na política pós-25 de Abril, democrata e racionalista até aos ossos. Numa das suas últimas intervenções públicas (de que me recordo), chamou a atenção para o massacre de Beslan e os perigos que o mundo moderno atravessa. Pessimismo de velho? Talvez – ou não. Honremos o seu exemplo e a sua memória.
E agora passando a factos um pouco mais leves…
Não vi todo o Brasil-Argentina (estive a ver a homenagem da RTP2 a Emídio Guerreiro), mas fixei dois comentários do eterno Gabriel Alves:
- Quando uma equipa cheia de talentos individuais consegue jogar como um verdadeiro colectivo, o resultado e o espectáculo são impressionantes…
- Ronaldo não faz falta nenhuma no “escrete.”
ITER
Daqui a 10 anos entrará em funcionamento o reactor termonuclear internacional, a construir na França, e daqui a 30 a sua utilização vulgarizar-se-á…
Sei demasiado pouco sobre o ITER para estar a falar. Aparentemente, parece tratar-se da concretização de algumas das utopias energéticas/ambientais de que a nossa geração se habituou a ouvir falar desde a infância. Esperemos…
Guerra civil em Israel
Gostaria de ouvir, não só os responsáveis do Hamas e da Jihad Islâmica, mas também outros representantes dos muçulmanos pelo mundo fora, sobre o clima de nervos que se vive na sociedade israelita neste momento. Há soldados julgados por desobedecerem a ordens, há feridos, há o exército a malhar em colonos em fúria.
Será que isto é uma encenação e Israel não quer retirar de Gaza?…
Sim, eu sei que não temos tido imagens do muro da Cisjordânia, mas o que eu queria sublinhar é que a nação israelita está em crise profunda, já que um princípio absoluto, vital e eterno está a ser posto em causa pelo governo de Sharon – o de nunca ceder terreno aos palestinianos. Essa crise não me parece encenada…
O Berto será mais indicado que eu para fazer, neste blog, uma referência ao falecimento de Emídio Guerreiro – mas nada o impede de o fazer; obviamente, só vou falar em meu nome.
E porquê o Berto? Porque foi ele o único membro da SARIP a ter a oportunidade de privar com este símbolo maior da resistência ao fascismo.
E apesar do que disserem os filósofos do esquecimento (e já tomei conhecimento de alguns, desde os livros de Milan Kundera até aos diálogos de Gilberto Coelho), a verdade é que alguns indivíduos libertam-se da lei da morte. Combatente na Primeira Guerra Mundial, na guerra civil espanhola, na Resistência francesa, exilado político da ditadura de Salazar, interveniente na política pós-25 de Abril, democrata e racionalista até aos ossos. Numa das suas últimas intervenções públicas (de que me recordo), chamou a atenção para o massacre de Beslan e os perigos que o mundo moderno atravessa. Pessimismo de velho? Talvez – ou não. Honremos o seu exemplo e a sua memória.
E agora passando a factos um pouco mais leves…
Não vi todo o Brasil-Argentina (estive a ver a homenagem da RTP2 a Emídio Guerreiro), mas fixei dois comentários do eterno Gabriel Alves:
- Quando uma equipa cheia de talentos individuais consegue jogar como um verdadeiro colectivo, o resultado e o espectáculo são impressionantes…
- Ronaldo não faz falta nenhuma no “escrete.”
ITER
Daqui a 10 anos entrará em funcionamento o reactor termonuclear internacional, a construir na França, e daqui a 30 a sua utilização vulgarizar-se-á…
Sei demasiado pouco sobre o ITER para estar a falar. Aparentemente, parece tratar-se da concretização de algumas das utopias energéticas/ambientais de que a nossa geração se habituou a ouvir falar desde a infância. Esperemos…
Guerra civil em Israel
Gostaria de ouvir, não só os responsáveis do Hamas e da Jihad Islâmica, mas também outros representantes dos muçulmanos pelo mundo fora, sobre o clima de nervos que se vive na sociedade israelita neste momento. Há soldados julgados por desobedecerem a ordens, há feridos, há o exército a malhar em colonos em fúria.
Será que isto é uma encenação e Israel não quer retirar de Gaza?…
Sim, eu sei que não temos tido imagens do muro da Cisjordânia, mas o que eu queria sublinhar é que a nação israelita está em crise profunda, já que um princípio absoluto, vital e eterno está a ser posto em causa pelo governo de Sharon – o de nunca ceder terreno aos palestinianos. Essa crise não me parece encenada…
quarta-feira, junho 29, 2005
Taça das Celebridades
Hoje o meu pai perguntou-me se era a "Taça das Celebridades"que o Brasil e a Argentina iam disputar hoje na final!? Eu expliquei que era a Taça das Confederações. Ele então perguntou-me para que servia essa taça? Disse-lhe que era uma competição entre os vencedores dos diferentes campeonatos de cada federação de futebol de cada continente no mundo, mas acho que deveria ter dito mesmo que a taça não servia para nada...
Hoje o meu pai perguntou-me se era a "Taça das Celebridades"que o Brasil e a Argentina iam disputar hoje na final!? Eu expliquei que era a Taça das Confederações. Ele então perguntou-me para que servia essa taça? Disse-lhe que era uma competição entre os vencedores dos diferentes campeonatos de cada federação de futebol de cada continente no mundo, mas acho que deveria ter dito mesmo que a taça não servia para nada...
Trafalgar
Começaram ontem, em Portsmouth, England, as comemorações dos 200 anos da batalha de Trafalgar, que se deu ao largo do cabo do mesmo nome, no sul de Espanha, onde uma esquadra britânica comandada pelo célebre almirante Nelson destruiu uma esquadra franco-espanhola superior em número, arruinando as vagas esperanças que Napoleão tinha de invadir as ilhas britânicas. A Rainha passeou-se a bordo de um navio, mais de 30 países (incluindo naturalmente os antigos inimigos) associaram-se à festa enviando navios de guerra, houve fogo de artifício, enfim, um grande encontro de paz – e de ostentação; enquanto a França envia o todo-poderoso porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, os Estados Unidos lá condescendem em enviar um navio de segunda linha.
Os jornalistas brincam com o facto de as guerras europeias serem, hoje em dia, com cheques e não com navios de linha. Estes dois factos – as lutas de cheques e o facto de os jornalistas poderem brincar com a situação – são a prova de que algo funciona ainda com o projecto europeu: este pequeno continente é hoje um espaço de paz e os povos que o constituem ultrapassaram todos, ou quase todos, os ódios antigos (se bem que o tradicional ódio franco-britânico começou a ser apagado em 1904, mas adiante.)
Seria bom que nós, portugueses, fizéssemos algo de semelhante com as celebrações da batalha de Aljubarrota, convidando espanhóis, os seus aliados franceses, os nossos aliados ingleses, e talvez outros, numa cerimónia de enterro das histórias antigas. Será que não o fazemos porque os “maus ventos” de Espanha ainda não o permitem?
Ou será porque pura e simplesmente, ao contrário da Inglaterra, nós não temos celebrações da batalha de Aljubarrota? …
(Há alguns, como o prof. Gouveia Monteiro da FLUC, que dizem que a batalha de Aljubarrota é um mito mais ou menos encenado; mas isso não é desculpa. Trafalgar também é um mito – a batalha só veio confirmar um longo processo de decadência francesa e espanhola nos planos naval e colonial face à supremacia britânica – e isso não impede o ritual de pacificação…)
E o avião?
Alguns dos leitores espantar-se-ão por eu não ter falado do avião que chocou com um carro no aeródromo de Espinho, visto em Leiria haver um caso semelhante de um aeródromo atravessado por uma estrada.

Não deixa de ser uma situação perigosa, mas apesar disso não acho a questão assim tão importante.
Quantos automobilistas morrem por ano vítimas de aviões que lhes caem na cabeça?
Quantos automobilistas morrem por ano vítimas de comboios que os passam a ferro, em passagens de nível sem guarda? Sem ler os números do INE, a resposta parece-me evidente.
Num país onde as passagens de nível sem guarda proliferam como propostas de contratos ao Figo, é natural que haja dois aeródromos atravessados por uma estrada. E só não é de espantar que não haja uma ou duas auto-estradas também atravessadas por uma estrada… Em todo o caso, tenho muito mais medo dos comboios, dos bêbados e dos camionistas ensonados que dos aviões. Questão de probabilidade matemática.
…o que é que Trafalgar trouxe de novo para Portugal?
Tal como a invasão da URSS adiou para sempre os planos nazis de invasão da península ibérica, a batalha de Trafalgar abriu caminho às invasões francesas. Napoleão desistiu do desembarque em Dover e imaginou uma forma muito mais ambiciosa e estúpida de derrotar a Inglaterra – o bloqueio continental, impedindo o comércio inglês com os países continentais, através das armas, o que envolvia a presença de tropas francesas em todos os países que não cortassem relações com a Inglaterra. Entalado, o Portugal do Tratado de Methuen não tinha grandes hipóteses de escapar às invasões…
Começaram ontem, em Portsmouth, England, as comemorações dos 200 anos da batalha de Trafalgar, que se deu ao largo do cabo do mesmo nome, no sul de Espanha, onde uma esquadra britânica comandada pelo célebre almirante Nelson destruiu uma esquadra franco-espanhola superior em número, arruinando as vagas esperanças que Napoleão tinha de invadir as ilhas britânicas. A Rainha passeou-se a bordo de um navio, mais de 30 países (incluindo naturalmente os antigos inimigos) associaram-se à festa enviando navios de guerra, houve fogo de artifício, enfim, um grande encontro de paz – e de ostentação; enquanto a França envia o todo-poderoso porta-aviões nuclear Charles de Gaulle, os Estados Unidos lá condescendem em enviar um navio de segunda linha.
Os jornalistas brincam com o facto de as guerras europeias serem, hoje em dia, com cheques e não com navios de linha. Estes dois factos – as lutas de cheques e o facto de os jornalistas poderem brincar com a situação – são a prova de que algo funciona ainda com o projecto europeu: este pequeno continente é hoje um espaço de paz e os povos que o constituem ultrapassaram todos, ou quase todos, os ódios antigos (se bem que o tradicional ódio franco-britânico começou a ser apagado em 1904, mas adiante.)
Seria bom que nós, portugueses, fizéssemos algo de semelhante com as celebrações da batalha de Aljubarrota, convidando espanhóis, os seus aliados franceses, os nossos aliados ingleses, e talvez outros, numa cerimónia de enterro das histórias antigas. Será que não o fazemos porque os “maus ventos” de Espanha ainda não o permitem?
Ou será porque pura e simplesmente, ao contrário da Inglaterra, nós não temos celebrações da batalha de Aljubarrota? …
(Há alguns, como o prof. Gouveia Monteiro da FLUC, que dizem que a batalha de Aljubarrota é um mito mais ou menos encenado; mas isso não é desculpa. Trafalgar também é um mito – a batalha só veio confirmar um longo processo de decadência francesa e espanhola nos planos naval e colonial face à supremacia britânica – e isso não impede o ritual de pacificação…)
E o avião?
Alguns dos leitores espantar-se-ão por eu não ter falado do avião que chocou com um carro no aeródromo de Espinho, visto em Leiria haver um caso semelhante de um aeródromo atravessado por uma estrada.

Não deixa de ser uma situação perigosa, mas apesar disso não acho a questão assim tão importante.
Quantos automobilistas morrem por ano vítimas de aviões que lhes caem na cabeça?
Quantos automobilistas morrem por ano vítimas de comboios que os passam a ferro, em passagens de nível sem guarda? Sem ler os números do INE, a resposta parece-me evidente.
Num país onde as passagens de nível sem guarda proliferam como propostas de contratos ao Figo, é natural que haja dois aeródromos atravessados por uma estrada. E só não é de espantar que não haja uma ou duas auto-estradas também atravessadas por uma estrada… Em todo o caso, tenho muito mais medo dos comboios, dos bêbados e dos camionistas ensonados que dos aviões. Questão de probabilidade matemática.
…o que é que Trafalgar trouxe de novo para Portugal?
Tal como a invasão da URSS adiou para sempre os planos nazis de invasão da península ibérica, a batalha de Trafalgar abriu caminho às invasões francesas. Napoleão desistiu do desembarque em Dover e imaginou uma forma muito mais ambiciosa e estúpida de derrotar a Inglaterra – o bloqueio continental, impedindo o comércio inglês com os países continentais, através das armas, o que envolvia a presença de tropas francesas em todos os países que não cortassem relações com a Inglaterra. Entalado, o Portugal do Tratado de Methuen não tinha grandes hipóteses de escapar às invasões…
terça-feira, junho 28, 2005
Comunicado da Administração
II Campeonato Bomberman
Como decerto todos se lembram, realizou-se em Maio de 2002 o I Campeonato Bomberman (célebre jogo para MS-DOS também conhecido como Dynablaster), no computador mais afastado do canto da sala do CIFEUC.
Na altura, não foi calendarizada
(alguém se lembra do Lorde/Filipinho usar esta palavra numa reunião de carro? Calendarizar…)
Dizia, não foi calendarizada a realização do segundo campeonato. Assim, e por inércia, subentende-se que, à semelhança dos campeonatos internacionais de futebol e dos jogos olímpicos, o Torneio se realiza de quatro em quatro anos.
Assim, numa altura em que faltam menos de 11 meses para a realização da segunda edição deste fabuloso campeonato, a Administração do Blog da SARIP convoca os participantes do torneio a guardarem espaço nas suas agendas para Maio de 2006 e a começarem, desde já, a praticar.
Naturalmente, este não é um torneio fechado, e a Administração está receptiva às eventuais inscrições de concorrentes que sejam leitores habituais deste blog e que não tenham participado no I Campeonato. (Referência especial ao sr. Berto Messias, o grande ausente do dito.)
O II Campeonato Bomberman terá lugar na localidade de Furnas, S. Miguel (Açores). *
YEEEAAH!
* sujeito a confirmação
II Campeonato Bomberman
Como decerto todos se lembram, realizou-se em Maio de 2002 o I Campeonato Bomberman (célebre jogo para MS-DOS também conhecido como Dynablaster), no computador mais afastado do canto da sala do CIFEUC.
Na altura, não foi calendarizada
(alguém se lembra do Lorde/Filipinho usar esta palavra numa reunião de carro? Calendarizar…)
Dizia, não foi calendarizada a realização do segundo campeonato. Assim, e por inércia, subentende-se que, à semelhança dos campeonatos internacionais de futebol e dos jogos olímpicos, o Torneio se realiza de quatro em quatro anos.
Assim, numa altura em que faltam menos de 11 meses para a realização da segunda edição deste fabuloso campeonato, a Administração do Blog da SARIP convoca os participantes do torneio a guardarem espaço nas suas agendas para Maio de 2006 e a começarem, desde já, a praticar.
Naturalmente, este não é um torneio fechado, e a Administração está receptiva às eventuais inscrições de concorrentes que sejam leitores habituais deste blog e que não tenham participado no I Campeonato. (Referência especial ao sr. Berto Messias, o grande ausente do dito.)
O II Campeonato Bomberman terá lugar na localidade de Furnas, S. Miguel (Açores). *
YEEEAAH!
* sujeito a confirmação
quinta-feira, junho 23, 2005
"Cada um de nós é um Deus. Cada um de nós sabe tudo. Tudo o que temos de fazer é abrir a nossa mente para ouvir a nossa própria sabedoria." BUDA
Fogos
No seguimento de alguns debates que tenho tido com a Marisa Sêco, via Messenger, sobre os incêndios que assolam o país desde que a nossa geração tem memória, mas com particular incidência no século XXI, (e sobre muitas outras coisas), gostaria de puxar uma autoridade para o meu lado, citando parte da entrevista que Francisco Moreira, biólogo e investigador do Centro de Ecologia Aplicada, deu à revista que saiu com o Diário de Notícias no domingo passado:
“Um dos grandes problemas que leva aos fogos florestais tem a ver com o fim da agricultura, com o abandono de áreas que eram agrícolas e funcionavam como corta-fogos. Eram zonas sem vegetação – ou tinham vegetação que não ardia muito – e que serviam para parar um incêndio florestal. Com o abandono da agricultura, dos terrenos, com a diminuição da população do meio rural, tem-se promovido a homogeneização da paisagem. E o que dantes era um mosaico, que tinha hortas e gente a cortar mato – e, portanto, a retirar material que facilmente arde – passou a ser uma paisagem homogénea. O desaparecimento das actividades ligadas ao meio rural tem promovido a ocorrência de maiores incêndios.”
Religião
Aqui há tempos houve neste blog uma tentativa de lançar um debate sobre religião que, infelizmente, abortou. Pegando nessa deixa, apetece-me deixar aqui um excerto de um dos livros que li ultimamente: “Anjos e Demónios”, do célebre Dan Brown (escrito antes do Código Da Vinci.)
Não vou fazer comentários nem dizer se concordo ou discordo.
“- A religião é como a linguagem, ou a maneira de vestir. Somos atraídos para as práticas em que fomos educados. No fim, porém, todos proclamamos a mesma coisa. Que a vida tem um significado. Que estamos gratos ao poder que nos criou.
Langdon parecia intrigado.
- O que está a dizer, então, é que sermos Cristãos ou Muçulmanos depende apenas do lugar onde nascemos?
- Não é óbvio? Veja a difusão da religião no mundo.
- A fé é então aleatória?
- De modo nenhum. A fé é universal. Os nossos métodos específicos de entendê-la é que são arbitrários. Alguns de nós rezam a Jesus, outros vão a Meca, outros estudam partículas subatómicas. No fundo, andamos todos simplesmente à procura da verdade, uma verdade maior do que nós.
(…)
- E Deus? – perguntou. – Acredita em Deus?
(…)
A ciência diz-me que Deus deve existir. O meu cérebro diz-me que nunca serei capaz de compreender Deus. E o meu coração diz-me que não deverei conseguir.
(…)
- Acredita então que Deus é um facto, mas que nunca conseguirá compreendê-l’O?
- Compreendê-l’A – disse ela, com um sorriso. – Os seus americanos nativos tinham razão.
Langdon riu-se.
- A Mãe Terra.
- Gea. O planeta é um organismo. Todos nós somos células com diferentes propósitos. E apesar disso interligados. Servindo-nos uns aos outros. Servindo o todo.”
(pp. 129-130, pela edição da Bertrand)
No seguimento de alguns debates que tenho tido com a Marisa Sêco, via Messenger, sobre os incêndios que assolam o país desde que a nossa geração tem memória, mas com particular incidência no século XXI, (e sobre muitas outras coisas), gostaria de puxar uma autoridade para o meu lado, citando parte da entrevista que Francisco Moreira, biólogo e investigador do Centro de Ecologia Aplicada, deu à revista que saiu com o Diário de Notícias no domingo passado:
“Um dos grandes problemas que leva aos fogos florestais tem a ver com o fim da agricultura, com o abandono de áreas que eram agrícolas e funcionavam como corta-fogos. Eram zonas sem vegetação – ou tinham vegetação que não ardia muito – e que serviam para parar um incêndio florestal. Com o abandono da agricultura, dos terrenos, com a diminuição da população do meio rural, tem-se promovido a homogeneização da paisagem. E o que dantes era um mosaico, que tinha hortas e gente a cortar mato – e, portanto, a retirar material que facilmente arde – passou a ser uma paisagem homogénea. O desaparecimento das actividades ligadas ao meio rural tem promovido a ocorrência de maiores incêndios.”
Religião
Aqui há tempos houve neste blog uma tentativa de lançar um debate sobre religião que, infelizmente, abortou. Pegando nessa deixa, apetece-me deixar aqui um excerto de um dos livros que li ultimamente: “Anjos e Demónios”, do célebre Dan Brown (escrito antes do Código Da Vinci.)
Não vou fazer comentários nem dizer se concordo ou discordo.
“- A religião é como a linguagem, ou a maneira de vestir. Somos atraídos para as práticas em que fomos educados. No fim, porém, todos proclamamos a mesma coisa. Que a vida tem um significado. Que estamos gratos ao poder que nos criou.
Langdon parecia intrigado.
- O que está a dizer, então, é que sermos Cristãos ou Muçulmanos depende apenas do lugar onde nascemos?
- Não é óbvio? Veja a difusão da religião no mundo.
- A fé é então aleatória?
- De modo nenhum. A fé é universal. Os nossos métodos específicos de entendê-la é que são arbitrários. Alguns de nós rezam a Jesus, outros vão a Meca, outros estudam partículas subatómicas. No fundo, andamos todos simplesmente à procura da verdade, uma verdade maior do que nós.
(…)
- E Deus? – perguntou. – Acredita em Deus?
(…)
A ciência diz-me que Deus deve existir. O meu cérebro diz-me que nunca serei capaz de compreender Deus. E o meu coração diz-me que não deverei conseguir.
(…)
- Acredita então que Deus é um facto, mas que nunca conseguirá compreendê-l’O?
- Compreendê-l’A – disse ela, com um sorriso. – Os seus americanos nativos tinham razão.
Langdon riu-se.
- A Mãe Terra.
- Gea. O planeta é um organismo. Todos nós somos células com diferentes propósitos. E apesar disso interligados. Servindo-nos uns aos outros. Servindo o todo.”
(pp. 129-130, pela edição da Bertrand)
quarta-feira, junho 22, 2005
Nova Contratação do F.C.P.
No jornal "O Terceirense" é dada como certa a contratação do médio atacante Messias, Pinto da Costa numa declaração ao dito jornal faz a sintese do novo jogador.
P.C.-" O Messias foi uma aposta do fé qué pé para o futuro mais afastado, o que chamooe a atençoe do clube foram as suas caracteristicas de jogo, o jogador é um hibrido entre o Mantorras e o Figo, um talento, no ataque às vezes até parece o Valderama pelo menos pelo cheiro que espaha no campo, é um jovem que respira futebole témos é pena de ser asmático, mas o nosso fisioterapeuta irá fazer os possibeis par o indibiduo non morrer em campo, massagem bucal e garrafoes de oxigénio com um pouco de binho do Porto pa dar gosto."
O mesmo jornal conseguiu uma resposta do jogador.
Messias.-"estou contente com este novo passo na minha vida, as negociações foram fáceis a unica condição que me foi pedida foi lavar-me mais vezes por dia, o Mister não gosta de Bacalhau".
Sem duvida um grande passo para este jovem jogador Açoreano, quem sabe um novo Pauleta, para este jovem o céu é o limite, de acordo com afirmações do próprio.
O jornal termina com a famosa frase teatral " break a leg...", uma forma gentil de desejar boa sorte ao jogador!!!!
No jornal "O Terceirense" é dada como certa a contratação do médio atacante Messias, Pinto da Costa numa declaração ao dito jornal faz a sintese do novo jogador.
P.C.-" O Messias foi uma aposta do fé qué pé para o futuro mais afastado, o que chamooe a atençoe do clube foram as suas caracteristicas de jogo, o jogador é um hibrido entre o Mantorras e o Figo, um talento, no ataque às vezes até parece o Valderama pelo menos pelo cheiro que espaha no campo, é um jovem que respira futebole témos é pena de ser asmático, mas o nosso fisioterapeuta irá fazer os possibeis par o indibiduo non morrer em campo, massagem bucal e garrafoes de oxigénio com um pouco de binho do Porto pa dar gosto."
O mesmo jornal conseguiu uma resposta do jogador.
Messias.-"estou contente com este novo passo na minha vida, as negociações foram fáceis a unica condição que me foi pedida foi lavar-me mais vezes por dia, o Mister não gosta de Bacalhau".
Sem duvida um grande passo para este jovem jogador Açoreano, quem sabe um novo Pauleta, para este jovem o céu é o limite, de acordo com afirmações do próprio.
O jornal termina com a famosa frase teatral " break a leg...", uma forma gentil de desejar boa sorte ao jogador!!!!
O reconhecimento da Spin
No Público de ontem vinha a seguinte notícia:
"OK Computer, o álbum de 1997 dos Radiohead, foi eleito pela revista norte-americana Spin o melhor disco dos últimos 20 anos." Isto porque, segundo a editora, "o disco previu a actual cultura global de inquietação comunitária."
Os leitores que estiveram comigo na Golpilheira (ver untitled post, 28/03/2005) podem imaginar o meu contentamento com esta notícia. O tema "Paranoid Android", que eu interpretei nessa memorável sessão de karaoke, é retirado deste álbum - o que significa que cantei uma autêntica obra de arte. Mais ainda porque consegui identificar-me com o espírito do vocalista e da música. Ou não notaram a "cultura global de inquietação comunitária" na forma como cantei? Pelo menos, acho que consegui espalhar a inquietação entre os ouvintes - a começar pelo meu parceiro de cantoria, que ficou mesmo inquieto...
Ok Computer ficou à frente de It Takes a Nation of Millions To Hold Us Back, dos Public Enemy, e Nevermind, dos Nirvana. Assim, se algum dos leitores possuir este álbum dos Public Enemy, se mo puder emprestar, agradeço. Se algum dos leitores me retirar da ignorância e me explicar quem são os Public Enemy, já fico contente.
No Público de ontem vinha a seguinte notícia:
"OK Computer, o álbum de 1997 dos Radiohead, foi eleito pela revista norte-americana Spin o melhor disco dos últimos 20 anos." Isto porque, segundo a editora, "o disco previu a actual cultura global de inquietação comunitária."
Os leitores que estiveram comigo na Golpilheira (ver untitled post, 28/03/2005) podem imaginar o meu contentamento com esta notícia. O tema "Paranoid Android", que eu interpretei nessa memorável sessão de karaoke, é retirado deste álbum - o que significa que cantei uma autêntica obra de arte. Mais ainda porque consegui identificar-me com o espírito do vocalista e da música. Ou não notaram a "cultura global de inquietação comunitária" na forma como cantei? Pelo menos, acho que consegui espalhar a inquietação entre os ouvintes - a começar pelo meu parceiro de cantoria, que ficou mesmo inquieto...
Ok Computer ficou à frente de It Takes a Nation of Millions To Hold Us Back, dos Public Enemy, e Nevermind, dos Nirvana. Assim, se algum dos leitores possuir este álbum dos Public Enemy, se mo puder emprestar, agradeço. Se algum dos leitores me retirar da ignorância e me explicar quem são os Public Enemy, já fico contente.
terça-feira, junho 21, 2005
Solstício de Verão
O Facto Astronómico
The Rosicrucian Fellowship
Stonehenge, 2004
O que eu queria mesmo colocar era a minha visão pessoal do solstício: a Serra dos Candeeiros e o nascer do sol. Talvez p ano.
O Facto Astronómico
The Rosicrucian Fellowship
Stonehenge, 2004
O que eu queria mesmo colocar era a minha visão pessoal do solstício: a Serra dos Candeeiros e o nascer do sol. Talvez p ano.
segunda-feira, junho 20, 2005
Antes de passar à Fórmula 1, não quero deixar de assinalar a minha semana de praia (5 dias consecutivos, de terça a sábado) que me atribuiu um respeitável bronze (o litoral oeste não é o Algarve, mas também não é tão mau como se diz) e, na mesma linha, agradecer à Filipa Ribeiro (que esteve de férias) a companhia e a boleia. É bem possível que ela não vá ler este texto nos tempos mais próximos, mas este é um caso idêntico ao da D. Teresa: o que conta é a intenção, e quem ler isto e conhecer a Filipa fica a par da estima que lhe dedico e pode roer-se de inveja (só apanhámos um dia de mau tempo.)
HISTÓRICO – PÓDIO PARA PORTUGAL!!!
Agora, outro agradecimento: ao Nuno (ao contrário da Filipa, ele vai provavelmente ler este texto) que me foi mantendo informado ao longo do GP dos Estados Unidos, visto que a execrável RTP não o transmitiu, limitando-se a dar informações ao longo do Telejornal, com o José Rodrigues dos Santos a fazer os possíveis para que ninguém percebesse que ele não percebe muito do assunto.
Tiago Monteiro tornou-se o primeiro português a terminar um GP de F1 no pódio. Ralf Schumacher teve um violento acidente (na mesma curva final, onde bateu o ano passado) nos treinos de sexta-feira e estava para ser substituído por Ricardo Zonta. O acidente deveu-se ao rebentamento de um pneu e a Michelin começou a tremer, anunciando que havia problemas graves e que para este circuito não poderia garantir a segurança dos pilotos que usam os seus pneus, que são ao todo 14 (isto é, todos menos Ferrari, Jordan e Minardi.) Mesmo assim, e como "the show must go on", pensei que o problema fosse resolvido… mas não foi.
É evidente que a desistência de 14 pilotos na volta de aquecimento não acontece todos os dias. Nunca na história da Fórmula 1 um GP tinha começado com menos de 14 carros. Assim, aquela largada com 6 carros a salpicar uma grelha vazia parece uma grande palhaçada. Razões tiveram os espectadores norte-americanos, que assobiaram e atiraram objectos para a pista.
Não que os 14 pilotos devessem ser obrigados a correr riscos – mas é uma vergonha para a Fórmula 1 que 14 pilotos não possam largar… na verdade, é um dia muito negro para a Michelin e para a FIA, que deverá repensar a estupidez de proibir mudanças de pneus na corrida…
Também por isso os festejos dos pilotos da Ferrari no pódio foram muito comedidos. Concerteza que o heptacampeão não considera esta como uma vitória a sério, ele que está farto de vencer – mas que já ganhou outras corridas sem ser a sério, como o GP Áustria 2002 que Barrichello lhe ofereceu na última volta. Só o Monteiro festejou, mas não podemos comparar… afinal, e para os que quiserem minimizar o resultado do português, a verdade é que largaram 6 carros e o Monteiro deixou 3 atrás de si. Entre eles, e com grande estrondo, o colega de equipa, que perdeu uma oportunidade de oiro de chegar ao pódio…
Quanto à corrida, que há a dizer de ver 6 carros?!… a Ferrari controlou com toda a calma e deu 1 volta aos Jordan e 2 voltas aos Minardi…
Notas:
- Acho que não passava pela cabeça de ninguém que Schumacher não ganhasse. A saída de pista do Barrichello no fim da recta da meta, quando o alemão saía das boxes, não parece de propósito, e o próprio diz que não foi – mas neste caso há que referir que Barrichello perdeu, pelo menos, uma boa oportunidade de ser o vencedor moral de um GP. Mas enfim, o cadastro desta equipa é tão grande que nem adianta falar nisso…
- Este foi o melhor resultado de sempre da Minardi – colocou pela primeira vez os dois carros nos pontos. Os parabéns ao Reinold – Christjan Albers conseguiu o 5º lugar deixando atrás de si o colega Friesacher. São os primeiros pontos de um piloto holandês desde o GP Áustria 2001 (6º lugar de Jos "The Boss" Verstappen.)
- Schumacher está a 3 pontos de Raikkonen e a 25 de Alonso…
Morremos sempre na praia?
Ainda dizem que os portugueses falham nos momentos cruciais… o Tiago Monteiro deu uma valente lição a Portugal. Nestas circunstâncias, pontuar era fácil, era só chegar ao fim. Mas para chegar ao pódio era preciso andar bem, não cometer erros e bater o colega de equipa, com um carro igual… dadas as hipóteses da Jordan, o dia de ontem era como o Sporting na final da UEFA, ou a selecção na final do Euro. Uma oportunidade única e que – COM TODA A CERTEZA! – nunca mais se repete. E o Monteiro não a desperdiçou. É esse o seu grande mérito, e Portugal pode-se orgulhar do seu piloto.
E a bandeira de Portugal fica muito bem ao lado da alemã e da brasileira…
HISTÓRICO – PÓDIO PARA PORTUGAL!!!
Agora, outro agradecimento: ao Nuno (ao contrário da Filipa, ele vai provavelmente ler este texto) que me foi mantendo informado ao longo do GP dos Estados Unidos, visto que a execrável RTP não o transmitiu, limitando-se a dar informações ao longo do Telejornal, com o José Rodrigues dos Santos a fazer os possíveis para que ninguém percebesse que ele não percebe muito do assunto.
Tiago Monteiro tornou-se o primeiro português a terminar um GP de F1 no pódio. Ralf Schumacher teve um violento acidente (na mesma curva final, onde bateu o ano passado) nos treinos de sexta-feira e estava para ser substituído por Ricardo Zonta. O acidente deveu-se ao rebentamento de um pneu e a Michelin começou a tremer, anunciando que havia problemas graves e que para este circuito não poderia garantir a segurança dos pilotos que usam os seus pneus, que são ao todo 14 (isto é, todos menos Ferrari, Jordan e Minardi.) Mesmo assim, e como "the show must go on", pensei que o problema fosse resolvido… mas não foi.
É evidente que a desistência de 14 pilotos na volta de aquecimento não acontece todos os dias. Nunca na história da Fórmula 1 um GP tinha começado com menos de 14 carros. Assim, aquela largada com 6 carros a salpicar uma grelha vazia parece uma grande palhaçada. Razões tiveram os espectadores norte-americanos, que assobiaram e atiraram objectos para a pista.
Não que os 14 pilotos devessem ser obrigados a correr riscos – mas é uma vergonha para a Fórmula 1 que 14 pilotos não possam largar… na verdade, é um dia muito negro para a Michelin e para a FIA, que deverá repensar a estupidez de proibir mudanças de pneus na corrida…
Também por isso os festejos dos pilotos da Ferrari no pódio foram muito comedidos. Concerteza que o heptacampeão não considera esta como uma vitória a sério, ele que está farto de vencer – mas que já ganhou outras corridas sem ser a sério, como o GP Áustria 2002 que Barrichello lhe ofereceu na última volta. Só o Monteiro festejou, mas não podemos comparar… afinal, e para os que quiserem minimizar o resultado do português, a verdade é que largaram 6 carros e o Monteiro deixou 3 atrás de si. Entre eles, e com grande estrondo, o colega de equipa, que perdeu uma oportunidade de oiro de chegar ao pódio…
Quanto à corrida, que há a dizer de ver 6 carros?!… a Ferrari controlou com toda a calma e deu 1 volta aos Jordan e 2 voltas aos Minardi…
Notas:
- Acho que não passava pela cabeça de ninguém que Schumacher não ganhasse. A saída de pista do Barrichello no fim da recta da meta, quando o alemão saía das boxes, não parece de propósito, e o próprio diz que não foi – mas neste caso há que referir que Barrichello perdeu, pelo menos, uma boa oportunidade de ser o vencedor moral de um GP. Mas enfim, o cadastro desta equipa é tão grande que nem adianta falar nisso…
- Este foi o melhor resultado de sempre da Minardi – colocou pela primeira vez os dois carros nos pontos. Os parabéns ao Reinold – Christjan Albers conseguiu o 5º lugar deixando atrás de si o colega Friesacher. São os primeiros pontos de um piloto holandês desde o GP Áustria 2001 (6º lugar de Jos "The Boss" Verstappen.)
- Schumacher está a 3 pontos de Raikkonen e a 25 de Alonso…
Morremos sempre na praia?
Ainda dizem que os portugueses falham nos momentos cruciais… o Tiago Monteiro deu uma valente lição a Portugal. Nestas circunstâncias, pontuar era fácil, era só chegar ao fim. Mas para chegar ao pódio era preciso andar bem, não cometer erros e bater o colega de equipa, com um carro igual… dadas as hipóteses da Jordan, o dia de ontem era como o Sporting na final da UEFA, ou a selecção na final do Euro. Uma oportunidade única e que – COM TODA A CERTEZA! – nunca mais se repete. E o Monteiro não a desperdiçou. É esse o seu grande mérito, e Portugal pode-se orgulhar do seu piloto.
E a bandeira de Portugal fica muito bem ao lado da alemã e da brasileira…
sexta-feira, junho 17, 2005
Terri Schiavo
Afinal ficou comprovado que a Terri tinha danos cerebrais irreparaveis e irreversiveis, o que acabou por dar razão ao marido e fazer com que todos no mundo ficassem descansados acerca da sua morte. A morte dela teve sentido pois ela estaria naquele estado vegetal para sempre, e sendo assim não ha probelma em matar um ser humano. Espero agora, que em Portugal começem a aplicar a mesma medida, ou seja matem as pessoas em estado mental irreparavel e irrreversivel. Os familiares de pessoas como, Pinto da Costa, Manuela Moura Guedes, Pacheco Pereira, Paulo Portas, Valentim Loureiro e por ai adiante, já têm mais uma razão para ficar contentes...
Futpalhaço
Falando no Valentim Loureiro, esta semana foi muito especial para este homem. Ameaça demitir-se e inclusive avança com a hipotese de não haver campeonato este ano. Bem na verdade, não se perdia muito, desde que o Porto o Sporting e o Benfica fossem para o campeonato espanhol, o resto não faz falta. Acho que os clubes têm toda a razão neste processo, não é justo eles terem de pagar os impostos tal como o povo comum, eles não deviam pagar impostos, porque caso contrario como poderia o Benfica e os outros clubes pagar a prestação da casa e os estudos aos filhos...
Benfica
Trappatoni vai treinar o Estugarda, ele que saiu de Lisboa para ir treinar um clube italiano, por forma a ficar mais perto da familia, e ficou mais perto cerca de 500 km, para o ano é que fica mesmo em casa...
Benfica vai contratar um russo, entretanto temos os jogadores portugueses a queixarem-se da entrada de emigrantes do leste para o futebol português. Nessa altura é que os politicos se vão preocupar em criar medidas de acolhimento e controle da emigração.
Parabens
Queria ainda aproveitar para desejar um feliz aniversario á mãe da Andreia e esperemos, a minha futura sogra!? Sempre me tratou bem e cozinha muito bem, apesar de um pouco picante, mas até acaba por ser bom para depois eu andar com mais vontade de namorar a filha dela... Mesmo que a dona Teresa nunca leia isto, que é o mais provavel, a filha ira ler concerteza e não vai achar muita piada... fico a aguardar comentário!
Rincóforo
Para quem não sabe, um rincóforo é um insecto cleoptero da superfamilia dos rincoforos, familiares dos curcuniolidios, que é o mesmo que dizer que é irmão gémeo do Bôda e do Isaías.
Afinal ficou comprovado que a Terri tinha danos cerebrais irreparaveis e irreversiveis, o que acabou por dar razão ao marido e fazer com que todos no mundo ficassem descansados acerca da sua morte. A morte dela teve sentido pois ela estaria naquele estado vegetal para sempre, e sendo assim não ha probelma em matar um ser humano. Espero agora, que em Portugal começem a aplicar a mesma medida, ou seja matem as pessoas em estado mental irreparavel e irrreversivel. Os familiares de pessoas como, Pinto da Costa, Manuela Moura Guedes, Pacheco Pereira, Paulo Portas, Valentim Loureiro e por ai adiante, já têm mais uma razão para ficar contentes...
Futpalhaço
Falando no Valentim Loureiro, esta semana foi muito especial para este homem. Ameaça demitir-se e inclusive avança com a hipotese de não haver campeonato este ano. Bem na verdade, não se perdia muito, desde que o Porto o Sporting e o Benfica fossem para o campeonato espanhol, o resto não faz falta. Acho que os clubes têm toda a razão neste processo, não é justo eles terem de pagar os impostos tal como o povo comum, eles não deviam pagar impostos, porque caso contrario como poderia o Benfica e os outros clubes pagar a prestação da casa e os estudos aos filhos...
Benfica
Trappatoni vai treinar o Estugarda, ele que saiu de Lisboa para ir treinar um clube italiano, por forma a ficar mais perto da familia, e ficou mais perto cerca de 500 km, para o ano é que fica mesmo em casa...
Benfica vai contratar um russo, entretanto temos os jogadores portugueses a queixarem-se da entrada de emigrantes do leste para o futebol português. Nessa altura é que os politicos se vão preocupar em criar medidas de acolhimento e controle da emigração.
Parabens
Queria ainda aproveitar para desejar um feliz aniversario á mãe da Andreia e esperemos, a minha futura sogra!? Sempre me tratou bem e cozinha muito bem, apesar de um pouco picante, mas até acaba por ser bom para depois eu andar com mais vontade de namorar a filha dela... Mesmo que a dona Teresa nunca leia isto, que é o mais provavel, a filha ira ler concerteza e não vai achar muita piada... fico a aguardar comentário!
Rincóforo
Para quem não sabe, um rincóforo é um insecto cleoptero da superfamilia dos rincoforos, familiares dos curcuniolidios, que é o mesmo que dizer que é irmão gémeo do Bôda e do Isaías.
Lamento uma tão grande quatindade de texto, mas vai ter que ser. As praias onde tenho ido n têm internet pública. (Duas delas têm posto de turismo. Ao menos nos postos de turismo podia haver net pública... enfim, o posto de S. Pedro de Moel ainda nem sequer abriu...)
Funerais e Políticos
No próximo dia 31 de Dezembro, imagino que será dado algum destaque aos dois gigantescos funerais que marcam 2005 em Portugal: Álvaro Cunhal e a irmã Lúcia – o que é de certa forma curioso…
A actualidade da semana tem sido naturalmente marcada por Cunhal, e a RTP lá desvendou um documentário histórico sobre essa personagem já histórica que, com toda a certeza, já estava preparado há séculos e só à espera da última formalidade para ser exibido. A reflexão tem sido intensa e ocorre-me um pensamento triste.
Os únicos políticos portugueses do século XX (nas esferas mais altas e de maior impacto) que abraçaram a vida política sem exigirem qualquer espécie de contrapartidas materiais e sociais, que deram o que tinham e nada extorquiram em troca, os únicos que apenas e só serviram os seus ideais, foram Oliveira Salazar e Álvaro Cunhal. Cada um à sua maneira, empenharam-se a fundo por aquilo que entendiam ser um Portugal melhor. Ambos homens austeros e rígidos, nenhum deles enriqueceu à custa da política. (Há um estudo sério que diz que Salazar coleccionava amantes, mas essa é outra questão.) Ambos homens de ferro, dedicadíssimos à causa, eficientes e implacáveis. Estou certo que, se estivéssemos na Europa de Leste, Cunhal seria o líder natural de uma ditadura comunista alinhadíssima com Moscovo e de Salazar contaríamos o papel heróico como organizador da resistência nacional católica e conservadora, a fuga do forte de Penichevsky, o exílio, etc.
Estarão a pura e sincera dedicação à política e a simplicidade pessoal ligadas a ideologias políticas radicais e intolerantes?
Se a resposta for sim, ficarei triste – pois, dados os meus ideais, ver-me-ei forçado a preferir políticos que roubem para si próprios (seja através de regalias legais, seja através de manobras obscuras permitidas pelos canais do poder) e que nos assegurem um regime aberto… como Mário Soares, por exemplo…
Por Leiria…
Na sequência do desaparecimento de uma carteira, o director de um colégio fechou os alunos à chave até que o ladrão se acusasse, o que levou 6 horas.
Este acontecimento fez-me recuar uns anos e motivou-me algumas reflexões.
É óbvio que não podemos pactuar com situações de roubo, especialmente em idades em que a consciência e a educação estão em desenvolvimento. O director entendeu que era um bom modo de ensinar os alunos a não roubar. E, já agora, a não pactuar com criminosos – um pouco como acontece no comboio de Sintra, em que os passageiros não se levantam para auxiliar quem esteja a ser assaltado.
Vamos supor que desaparecia uma carteira na sala de professores e que o director fechava os professores à chave até o ladrão se acusar. Qual seria a reacção?
…pois, alguém chamaria a polícia e o director seria detido pela GNR, certo?…
Há nas escolas da escolaridade obrigatória (em que andam todos, os que querem e os que NÃO querem) um fenómeno que até consigo compreender, mas com o qual nunca vou concordar, que é os professores tratarem as turmas como empresas. O 7º A, por hipótese, é um grupo coeso de alunos que trabalham todos para o mesmo e que sentem orgulho no grupo que são, e quando se portam mal é toda a turma que deve ser considerada. A minha turma chegou a levar faltas colectivas (falta injustificada a todos) e a directora de turma considerava-nos um caso perdido.
Gostava que os leitores partilhassem as suas experiências. Era mesmo assim que funcionava? … É que nem nas empresas ou nas fábricas as pessoas têm todas o mesmo objectivo, quanto mais numa turma do ensino obrigatório! Era absolutamente ridículo. Que é que eu tinha a ver com os resultados dos outros? Se os outros não aprendessem ou tivessem notas más, que tinha eu a ver com isso? Que podia eu fazer? Dizer-lhes, “olhem lá, não façam isso, estudem?” Eu? Primeiro, se não há ambiente para isso não sou eu sozinho que o vou mudar; segundo, não vou fazer papel de moralista, não só porque vão fazer pouco de mim, mas também porque não está certo, somos todos iguais e cada um que pense pela sua cabeça; terceiro, que chumbem todos ou que vão todos trabalhar para a construção civil, que me interessa a mim? Isso traz-me algum prejuízo?
Apesar de tudo, houve uma professora que acusou os dois melhores alunos do 6º C, um de estar a regredir e outro de estagnar. Os alunos eram eu e a Diana e ainda hoje tenho pó a essa senhora professora. As últimas notícias que tive da Diana foi que estava a estudar em Lisboa.
Estou convicto que, no colégio leiriense, vários alunos foram violentados nos seus direitos por causa de um qualquer chico-esperto com o qual não têm nada a ver. E a única safa (isto se o ladrão estivesse mesmo na sala) era o horrível papel de delatores… é verdade que seriam delatores por uma justa causa, mas na sociedade dos rapazes não há justas causas, só há os mais fortes e espertos e desenrascados…
A Comissão da Ribeira dos Milagres despejou baldes de merda de porco nas escadas da Câmara Municipal de Leiria, em protesto óbvio contra a inacção autárquica face à poluição da dita ribeira.
Tive pena de não presenciar pessoalmente a operação, para me rir um pouco. Trata-se da antiga lei de Talião, olho por olho, dente por dente… Só que rebaixa a Comissão, que tem toda a razão e mais alguma, ao nível da Câmara…
Obituário
Ergamos o nosso copo de Licor Beirão à memória de José Carranca Redondo, o fundador do licor Beirão tal como o conhecemos, agora falecido.
Clima de medo?
Tendo eu votado anteriormente no Bloco de Esquerda, há que tomar posição sobre o arrastão de Carcavelos, assunto levado à Assembleia da República pelo CDS-PP.
Não é o CDS-PP que cria o clima de medo e insegurança. Quem o cria são as imagens que passam na televisão, e os seus intervenientes…
De resto, o tema não é novo. Da última vez que o PS esteve no governo (é claro que, quando a Direita está no governo, a apurada consciência política dos miúdos do gueto diz-lhes que é melhor ficarem em casa), houve blacks a gabarem-se na televisão de não terem feito nada quando as gasolineiras eram assaltadas em série, assim como a actriz Lídia Franco. Entretanto, a coisa passou…
Há um facto que é necessário reconhecer: há um fenómeno de delinquência em massa, passível de se repetir, e intolerável. Diga o Bloco o que disser, há que tomar medidas. As medidas sociais levam tempo e os resultados são difíceis. As medidas policiais são rápidas, funcionam (?) e evitam que se crie um clima de medo.
E deveriam ser as pessoas de cor as primeiras a pedir a intervenção da polícia. É no interesse de todos os africanos que não se crie um clima de insegurança ligado à cor da pele, para que não pague o justo pelo pecador. E a polícia é essencial para que as pessoas não tenham medo…
Agora se os africanos funcionarem como todos os outros lobbyes deste país, se se agruparem fechadinhos e se fizerem de vítimas gritando pelos seus direitos de forma vazia, não se admirem que “os outros” se voltem contra eles…
E não tenham medo de manifs e desfilezitos dos tontinhos da Frente Nacional. Isso é muito menos assustador para os negros que o arrastão para os brancos.
Funerais e Políticos
No próximo dia 31 de Dezembro, imagino que será dado algum destaque aos dois gigantescos funerais que marcam 2005 em Portugal: Álvaro Cunhal e a irmã Lúcia – o que é de certa forma curioso…
A actualidade da semana tem sido naturalmente marcada por Cunhal, e a RTP lá desvendou um documentário histórico sobre essa personagem já histórica que, com toda a certeza, já estava preparado há séculos e só à espera da última formalidade para ser exibido. A reflexão tem sido intensa e ocorre-me um pensamento triste.
Os únicos políticos portugueses do século XX (nas esferas mais altas e de maior impacto) que abraçaram a vida política sem exigirem qualquer espécie de contrapartidas materiais e sociais, que deram o que tinham e nada extorquiram em troca, os únicos que apenas e só serviram os seus ideais, foram Oliveira Salazar e Álvaro Cunhal. Cada um à sua maneira, empenharam-se a fundo por aquilo que entendiam ser um Portugal melhor. Ambos homens austeros e rígidos, nenhum deles enriqueceu à custa da política. (Há um estudo sério que diz que Salazar coleccionava amantes, mas essa é outra questão.) Ambos homens de ferro, dedicadíssimos à causa, eficientes e implacáveis. Estou certo que, se estivéssemos na Europa de Leste, Cunhal seria o líder natural de uma ditadura comunista alinhadíssima com Moscovo e de Salazar contaríamos o papel heróico como organizador da resistência nacional católica e conservadora, a fuga do forte de Penichevsky, o exílio, etc.
Estarão a pura e sincera dedicação à política e a simplicidade pessoal ligadas a ideologias políticas radicais e intolerantes?
Se a resposta for sim, ficarei triste – pois, dados os meus ideais, ver-me-ei forçado a preferir políticos que roubem para si próprios (seja através de regalias legais, seja através de manobras obscuras permitidas pelos canais do poder) e que nos assegurem um regime aberto… como Mário Soares, por exemplo…
Por Leiria…
Na sequência do desaparecimento de uma carteira, o director de um colégio fechou os alunos à chave até que o ladrão se acusasse, o que levou 6 horas.
Este acontecimento fez-me recuar uns anos e motivou-me algumas reflexões.
É óbvio que não podemos pactuar com situações de roubo, especialmente em idades em que a consciência e a educação estão em desenvolvimento. O director entendeu que era um bom modo de ensinar os alunos a não roubar. E, já agora, a não pactuar com criminosos – um pouco como acontece no comboio de Sintra, em que os passageiros não se levantam para auxiliar quem esteja a ser assaltado.
Vamos supor que desaparecia uma carteira na sala de professores e que o director fechava os professores à chave até o ladrão se acusar. Qual seria a reacção?
…pois, alguém chamaria a polícia e o director seria detido pela GNR, certo?…
Há nas escolas da escolaridade obrigatória (em que andam todos, os que querem e os que NÃO querem) um fenómeno que até consigo compreender, mas com o qual nunca vou concordar, que é os professores tratarem as turmas como empresas. O 7º A, por hipótese, é um grupo coeso de alunos que trabalham todos para o mesmo e que sentem orgulho no grupo que são, e quando se portam mal é toda a turma que deve ser considerada. A minha turma chegou a levar faltas colectivas (falta injustificada a todos) e a directora de turma considerava-nos um caso perdido.
Gostava que os leitores partilhassem as suas experiências. Era mesmo assim que funcionava? … É que nem nas empresas ou nas fábricas as pessoas têm todas o mesmo objectivo, quanto mais numa turma do ensino obrigatório! Era absolutamente ridículo. Que é que eu tinha a ver com os resultados dos outros? Se os outros não aprendessem ou tivessem notas más, que tinha eu a ver com isso? Que podia eu fazer? Dizer-lhes, “olhem lá, não façam isso, estudem?” Eu? Primeiro, se não há ambiente para isso não sou eu sozinho que o vou mudar; segundo, não vou fazer papel de moralista, não só porque vão fazer pouco de mim, mas também porque não está certo, somos todos iguais e cada um que pense pela sua cabeça; terceiro, que chumbem todos ou que vão todos trabalhar para a construção civil, que me interessa a mim? Isso traz-me algum prejuízo?
Apesar de tudo, houve uma professora que acusou os dois melhores alunos do 6º C, um de estar a regredir e outro de estagnar. Os alunos eram eu e a Diana e ainda hoje tenho pó a essa senhora professora. As últimas notícias que tive da Diana foi que estava a estudar em Lisboa.
Estou convicto que, no colégio leiriense, vários alunos foram violentados nos seus direitos por causa de um qualquer chico-esperto com o qual não têm nada a ver. E a única safa (isto se o ladrão estivesse mesmo na sala) era o horrível papel de delatores… é verdade que seriam delatores por uma justa causa, mas na sociedade dos rapazes não há justas causas, só há os mais fortes e espertos e desenrascados…
A Comissão da Ribeira dos Milagres despejou baldes de merda de porco nas escadas da Câmara Municipal de Leiria, em protesto óbvio contra a inacção autárquica face à poluição da dita ribeira.
Tive pena de não presenciar pessoalmente a operação, para me rir um pouco. Trata-se da antiga lei de Talião, olho por olho, dente por dente… Só que rebaixa a Comissão, que tem toda a razão e mais alguma, ao nível da Câmara…
Obituário
Ergamos o nosso copo de Licor Beirão à memória de José Carranca Redondo, o fundador do licor Beirão tal como o conhecemos, agora falecido.
Clima de medo?
Tendo eu votado anteriormente no Bloco de Esquerda, há que tomar posição sobre o arrastão de Carcavelos, assunto levado à Assembleia da República pelo CDS-PP.
Não é o CDS-PP que cria o clima de medo e insegurança. Quem o cria são as imagens que passam na televisão, e os seus intervenientes…
De resto, o tema não é novo. Da última vez que o PS esteve no governo (é claro que, quando a Direita está no governo, a apurada consciência política dos miúdos do gueto diz-lhes que é melhor ficarem em casa), houve blacks a gabarem-se na televisão de não terem feito nada quando as gasolineiras eram assaltadas em série, assim como a actriz Lídia Franco. Entretanto, a coisa passou…
Há um facto que é necessário reconhecer: há um fenómeno de delinquência em massa, passível de se repetir, e intolerável. Diga o Bloco o que disser, há que tomar medidas. As medidas sociais levam tempo e os resultados são difíceis. As medidas policiais são rápidas, funcionam (?) e evitam que se crie um clima de medo.
E deveriam ser as pessoas de cor as primeiras a pedir a intervenção da polícia. É no interesse de todos os africanos que não se crie um clima de insegurança ligado à cor da pele, para que não pague o justo pelo pecador. E a polícia é essencial para que as pessoas não tenham medo…
Agora se os africanos funcionarem como todos os outros lobbyes deste país, se se agruparem fechadinhos e se fizerem de vítimas gritando pelos seus direitos de forma vazia, não se admirem que “os outros” se voltem contra eles…
E não tenham medo de manifs e desfilezitos dos tontinhos da Frente Nacional. Isso é muito menos assustador para os negros que o arrastão para os brancos.
quarta-feira, junho 15, 2005
Agora é que o Céu vai abaixo!
Alvaro Cunhal morreu e finalmente vai poder ajustar contas com o seu inimigo mais intimo Salazar. Já estou a imaginar os dois num combate, o Salazar paraplégico numa cadeira de rodas e o Cunhal sem se conseguir mexer com uma infacção urinária, o combate é capaz de durar uma eternidade, mas também, tempo é coisa que agora não lhes falta.
Dalton
Para quem não sabe, um Dalton é uma unidade química de massa atómica, definida como sendo 1/16 da massa do átomo de oxigénio. Ainda bem que vos disse, caso contrário como viveriam voçês sem esta informação.
Kezman
Ao que parece o Benfica quer o Kezman, bem, olhando para o que ele jogou o ano passado no Chelsea eu diria que ele joga tão bem e marca tantos golos como o Sokota... mas, no campeonato português, pode ser que consiga facturar mais golos que o Gamboa na época 1998/1999.
Pedofilia
O meu amigo de infância Michael Jackson, foi considerado inocente pelo jurí. Ainda bem, pois pode ser que agora os media deixem um pouco de lado a pedofilia. Só faltava dizerem que o Pinto da Costa era pedófilo e vigarista...
Onde está o wally?
A SARIP podia lançar para o mercado um livro parecido com o famoso "Onde está o Wally?", mas desta vez com uma personagem muito mais interessante. Onde está o Fabio Tiago, seria o título de um livro interessantissimo, onde se poderia colocar varios quartos, casas, cidades e até países onde, eventualmente poderia estar o Fabio Tiago. Estará num quarto a tirar a virgindade a uma caloira sem sangrar? Estará em Águeda a fazer de pedreiro? Estará em França com uma divorciada rica? Estará em Viseu a viver com a namorada? Estará em África do Sul? Onde está afinal o Fabio Tiago?
Mais uma ideia brilhante
Falando em livros, a SARIP poderia também lançar um manual, daqueles manuais de "faço voçê mesmo". O titulo poderia ser, "Faça um curso universitario sem esforço e arranje um bom emprego nas calmas", ou então "Ãrranje um bom tacho mesmo sem fazer o curso", ou até "Vá para os states licenciado e aprenda a falar espanhol", ou "Seja Doutor e não faça um cu o resto da vida, enquanto espera por um telefonema", ou "Fuja para os Açores e nunca mais falhe a festa de Santo Cristo", ou até "Seja licenciado em RI e vá para um Banco de fora cá dentro". Só ideias geniais...
Alvaro Cunhal morreu e finalmente vai poder ajustar contas com o seu inimigo mais intimo Salazar. Já estou a imaginar os dois num combate, o Salazar paraplégico numa cadeira de rodas e o Cunhal sem se conseguir mexer com uma infacção urinária, o combate é capaz de durar uma eternidade, mas também, tempo é coisa que agora não lhes falta.
Dalton
Para quem não sabe, um Dalton é uma unidade química de massa atómica, definida como sendo 1/16 da massa do átomo de oxigénio. Ainda bem que vos disse, caso contrário como viveriam voçês sem esta informação.
Kezman
Ao que parece o Benfica quer o Kezman, bem, olhando para o que ele jogou o ano passado no Chelsea eu diria que ele joga tão bem e marca tantos golos como o Sokota... mas, no campeonato português, pode ser que consiga facturar mais golos que o Gamboa na época 1998/1999.
Pedofilia
O meu amigo de infância Michael Jackson, foi considerado inocente pelo jurí. Ainda bem, pois pode ser que agora os media deixem um pouco de lado a pedofilia. Só faltava dizerem que o Pinto da Costa era pedófilo e vigarista...
Onde está o wally?
A SARIP podia lançar para o mercado um livro parecido com o famoso "Onde está o Wally?", mas desta vez com uma personagem muito mais interessante. Onde está o Fabio Tiago, seria o título de um livro interessantissimo, onde se poderia colocar varios quartos, casas, cidades e até países onde, eventualmente poderia estar o Fabio Tiago. Estará num quarto a tirar a virgindade a uma caloira sem sangrar? Estará em Águeda a fazer de pedreiro? Estará em França com uma divorciada rica? Estará em Viseu a viver com a namorada? Estará em África do Sul? Onde está afinal o Fabio Tiago?
Mais uma ideia brilhante
Falando em livros, a SARIP poderia também lançar um manual, daqueles manuais de "faço voçê mesmo". O titulo poderia ser, "Faça um curso universitario sem esforço e arranje um bom emprego nas calmas", ou então "Ãrranje um bom tacho mesmo sem fazer o curso", ou até "Vá para os states licenciado e aprenda a falar espanhol", ou "Seja Doutor e não faça um cu o resto da vida, enquanto espera por um telefonema", ou "Fuja para os Açores e nunca mais falhe a festa de Santo Cristo", ou até "Seja licenciado em RI e vá para um Banco de fora cá dentro". Só ideias geniais...
terça-feira, junho 14, 2005
Curdistao - uma vontade da Comunidade Internacional
Muito gostavam os nossos professores na Universidade de Coimbra de se pronunciar sobre a questao curda, nomeadamente alguns que se baseavam em pressupostos de uma comunidade internacional, que se opoe a uma suposta opressao ao povo curdo, que ocupa um espaco territorial que se alastra do caucaso ate ao iraque e que atravessa um pais de grande potencial, que porventura podera por a Comunidade Europeia a arder no que concerne a questoes sociais, politicas, culturais e religiosas.
Baseamos os nossos pressupostos naquilo que vamos aprendendo, ensinados por aqueles que consideramos serem de algum modo detentores da razao, intelectuais, politicos, professores, que nos ensinaram que existe um povo que luta pelo seu territorio, que vive oprimido, que nao ve os seus direitos serem respeitados.
Ontem a noite decidi conversar com Mehmet, originario da Armenia, residente em Istanbul, turco, um individuo notavel, amigo de todos aqui na escola, uma pessoa super simpatica, e questionei-lhe como eh que ele convive com estas questoes.
Tentando focar aqui o conteudo essencial da visao turca e nao so:
1- Muitos dos seus amigos sao curdos, residentes em Istanbul, que sao respeitados e tratados de igual modo, sujeitos as mesmas normas que os turcos.
2- Os curdos veem-se como Otomanos e nao pensam na criacao de um estado autonomo.
3- O elemento desestabilizador eh o PKK, o partido curdo que luta pela separacao.
4- Na zona mais oriental da Turquia, mais de 200 mil civis turcos foram mortos por apoiantes do PKK.
Ora, Mehmet traca a historia em comum dos turcos e curdos, ou seja o povo otomano. Relatando factos passados, relembra as vezes em que ambos se apoiaram e ajudaram em situacoes conflituosas, caso da primeira guerra mundial. Relembrando os lideres do imperio otomano, descendiam de diferentes racas, mas todas iam de encontro a um ideal comum, a uma identidade comum, a do povo otomano. Este pensamento continua presente ate aos dias de hoje, no qual Mehmet refere que existe uma identidade nacional, reconhecida tanto por turcos como por curdos que se reflecte hoje em dia num territorio que eh a Turquia. Qualquer tentativa de separacao eh vista como o desfragmentar do povo otomano, o desmembrar de todo um passado, de uma civilizacao que sempre viveu encurralada pela Europa, Asia e medio oriente. Nem curdos nem turcos querem este futuro, pois consideram-se irmaos. Mehmet diz que se um irmao curdo pedir pela sua ajuda, ele nao hesitara em ajudar.
O PKK tem tentado separar o territorio turco, incitando a revoltas nas principais cidades turcas e ameacando as populacoes turcas no territorio "curdo". Uma incrivel minoria que tenta a todo o custo obter algo que nao eh visivel e que nao defende os interesses do povo curdo. Embora se possa concordar nalguma autonomia curda, a vontade nao eh a da criacao de um estado curdo. Mehmet afirma portanto destestar o PKK por incitar a violencia e ao querer separar o povo otomano.
Seguindo para outro ponto, o territorio supostamente curdo representa uma zona rica em petroleo e mais... mais nada, uma zona completamente infertil, sem condicoes de subsistencia, com o qual os curdos nao conseguem viver. Significa isto portanto que os curdos nao estao interessados neste espaco uma vez que precisariam da ajuda de todos para sobreviver. Eh um espaco que unicamente interessa aqueles que conseguem explorar os seus recursos.
Surge entao esta questao. Por que razao esta a comunidade internacional tao interessada nesta questao curda, preocupando-se apenas em culpar a Turquia por abuso dos Direitos Humanos, de falta de democracia, etc...? Quem fica a ganhar com o desmembramento de uma nacao tao grande, quem beneficia com a existencia de um novo territorio com grandes recursos naturais que podem ser explorados? Se os curdos ficassem com este territorio, a quem iriam vender os recursos a fim de garantirem os produtos necessarios a sua sobrevivencia?
Eh aqui que comecamos a questionar o papel dos Estados Unidos, da Comunidade europeia, da Russia, da Comunidade Internacional.
Face a inevitavel adesao da Turquia a Uniao Europeia e a toda a alteracao social que se ira verificar, nao sera legitimo pensar que o desmembramento de toda esta nacao eh essencial para a Uniao Europeia nao perder a sua identidade e prevenir o assalto aos valores ocidentais? A questao curda eh essencial assim para ajudar a este desmembramento. As constantes pressoes de que a Turquia eh alvo servem para enfraquecer a sua identidade e provocar uma agitacao social que torne a Turquia o elo mais fraco.
Assim, interesses politicos, sociais e economicos estao por detras de todo um dilema que nao o devia de ser devido a vontade de turcos e curdos, ou melhor, do povo otomano.
Muito gostavam os nossos professores na Universidade de Coimbra de se pronunciar sobre a questao curda, nomeadamente alguns que se baseavam em pressupostos de uma comunidade internacional, que se opoe a uma suposta opressao ao povo curdo, que ocupa um espaco territorial que se alastra do caucaso ate ao iraque e que atravessa um pais de grande potencial, que porventura podera por a Comunidade Europeia a arder no que concerne a questoes sociais, politicas, culturais e religiosas.
Baseamos os nossos pressupostos naquilo que vamos aprendendo, ensinados por aqueles que consideramos serem de algum modo detentores da razao, intelectuais, politicos, professores, que nos ensinaram que existe um povo que luta pelo seu territorio, que vive oprimido, que nao ve os seus direitos serem respeitados.
Ontem a noite decidi conversar com Mehmet, originario da Armenia, residente em Istanbul, turco, um individuo notavel, amigo de todos aqui na escola, uma pessoa super simpatica, e questionei-lhe como eh que ele convive com estas questoes.
Tentando focar aqui o conteudo essencial da visao turca e nao so:
1- Muitos dos seus amigos sao curdos, residentes em Istanbul, que sao respeitados e tratados de igual modo, sujeitos as mesmas normas que os turcos.
2- Os curdos veem-se como Otomanos e nao pensam na criacao de um estado autonomo.
3- O elemento desestabilizador eh o PKK, o partido curdo que luta pela separacao.
4- Na zona mais oriental da Turquia, mais de 200 mil civis turcos foram mortos por apoiantes do PKK.
Ora, Mehmet traca a historia em comum dos turcos e curdos, ou seja o povo otomano. Relatando factos passados, relembra as vezes em que ambos se apoiaram e ajudaram em situacoes conflituosas, caso da primeira guerra mundial. Relembrando os lideres do imperio otomano, descendiam de diferentes racas, mas todas iam de encontro a um ideal comum, a uma identidade comum, a do povo otomano. Este pensamento continua presente ate aos dias de hoje, no qual Mehmet refere que existe uma identidade nacional, reconhecida tanto por turcos como por curdos que se reflecte hoje em dia num territorio que eh a Turquia. Qualquer tentativa de separacao eh vista como o desfragmentar do povo otomano, o desmembrar de todo um passado, de uma civilizacao que sempre viveu encurralada pela Europa, Asia e medio oriente. Nem curdos nem turcos querem este futuro, pois consideram-se irmaos. Mehmet diz que se um irmao curdo pedir pela sua ajuda, ele nao hesitara em ajudar.
O PKK tem tentado separar o territorio turco, incitando a revoltas nas principais cidades turcas e ameacando as populacoes turcas no territorio "curdo". Uma incrivel minoria que tenta a todo o custo obter algo que nao eh visivel e que nao defende os interesses do povo curdo. Embora se possa concordar nalguma autonomia curda, a vontade nao eh a da criacao de um estado curdo. Mehmet afirma portanto destestar o PKK por incitar a violencia e ao querer separar o povo otomano.
Seguindo para outro ponto, o territorio supostamente curdo representa uma zona rica em petroleo e mais... mais nada, uma zona completamente infertil, sem condicoes de subsistencia, com o qual os curdos nao conseguem viver. Significa isto portanto que os curdos nao estao interessados neste espaco uma vez que precisariam da ajuda de todos para sobreviver. Eh um espaco que unicamente interessa aqueles que conseguem explorar os seus recursos.
Surge entao esta questao. Por que razao esta a comunidade internacional tao interessada nesta questao curda, preocupando-se apenas em culpar a Turquia por abuso dos Direitos Humanos, de falta de democracia, etc...? Quem fica a ganhar com o desmembramento de uma nacao tao grande, quem beneficia com a existencia de um novo territorio com grandes recursos naturais que podem ser explorados? Se os curdos ficassem com este territorio, a quem iriam vender os recursos a fim de garantirem os produtos necessarios a sua sobrevivencia?
Eh aqui que comecamos a questionar o papel dos Estados Unidos, da Comunidade europeia, da Russia, da Comunidade Internacional.
Face a inevitavel adesao da Turquia a Uniao Europeia e a toda a alteracao social que se ira verificar, nao sera legitimo pensar que o desmembramento de toda esta nacao eh essencial para a Uniao Europeia nao perder a sua identidade e prevenir o assalto aos valores ocidentais? A questao curda eh essencial assim para ajudar a este desmembramento. As constantes pressoes de que a Turquia eh alvo servem para enfraquecer a sua identidade e provocar uma agitacao social que torne a Turquia o elo mais fraco.
Assim, interesses politicos, sociais e economicos estao por detras de todo um dilema que nao o devia de ser devido a vontade de turcos e curdos, ou melhor, do povo otomano.
Almourol
Já se sabe que de vez em quando tenho uns sonhos absurdos. O sonho desta noite (ou desta manhã) inspirou-me a postar algumas fotografias do enigmático Almourol, o patrão da zona do Médio Tejo e, naturalmente, o único castelo português construído no meio de um rio. Talvez desperte em alguns leitores a curiosidade de o visitar. Visitei-o uma única vez, em 1995...



Seguidamente, pede-se a quem não tiver especial interesse pela Fórmula 1 que salte o resto deste post. E mesmo quem tiver, precisará de doses de paciência...
Coluna da Fórmula 1 – Ordens de Equipa
Na sequência do que aconteceu ou poderia ter acontecido no último GP, e visto que Alonso e Raikkonen têm muito mais pontos que os colegas de equipa, surge uma questão:
- É possível, para o resto do campeonato 2005, que Renault e McLaren executem ordens de equipa à imagem daquilo que a Ferrari habituou os adeptos e espectadores?
Farei um exercício de análise objectiva e racional ao fenómeno das ordens de equipa antes de dar a minha (subjectiva) opinião.
Antes de começar, importa definir o nosso objecto de análise, como se faz nas Ciências Sociais. (Se eu tivesse feito uma Memória Final de licenciatura, este tema – ordens de equipa na Fórmula 1 – teria sido interessante.) Vamos limitar a análise à Fórmula 1, deixando de fora outras categorias do automobilismo, e dentro da Fórmula 1 apenas às equipas de topo, em condições de lutar pela vitória final no campeonato de pilotos, ao longo de uma temporada. É possível que nas equipas do meio e do fundo do pelotão existam ordens de equipa, mas tal não será considerado por duas razões simples: menor exposição mediática dessas equipas e menor necessidade de impor ordens de equipa quando os objectivos são mais modestos, tais como conquistar pontos ou pódios, e não vitórias.
(Existe um caso de uma equipa do meio do pelotão que impôs ordens de equipa de modo a conquistar uma célebre dobradinha, mas é um caso excepcional. Já lá vamos.)
Em primeiro lugar, um pressuposto simples. Para o espectador, as ordens de equipa são um contra-senso. Cada piloto luta, a cada momento, para obter a melhor classificação possível. Entre equipas diferentes, não há dúvidas. Entre dois pilotos da mesma equipa (e não nos esqueçamos que o colega de equipa é O ponto de referência), o Team Boss pode dar ordens. Porquê? Porque têm os espectadores de ver um resultado falseado? Porquê este atentado à verdade desportiva? Porque as equipas desejam conquistar o prémio maior – o Campeonato de Pilotos – e portanto favorecem um dos pilotos. Tudo bem. Mas, e valerá a pena? Será um piloto tão superior ao colega que mereça que ele, nas poucas ocasiões em que anda à sua frente, o deixe passar? A verdade desportiva da Fórmula 1, à face dos espectadores, não valerá mais que a vitória a qualquer custo?
Julgo que não podemos acusar a Fórmula 1 moderna de ser falsa. A verdade é que desde que há automobilismo que há ordens de equipa, assim como resultados falseados devido a uma série de factores que não a batota. Querem exemplos? Em 1956, Collins liderava o GP Itália quando viu o colega de equipa Fangio abandonar por falha mecânica. Num gesto romântico impensável para a mentalidade de hoje (e proibido pelas regras), Collins entra na box e cede o seu carro a Fangio, para que este possa ganhar a corrida e o campeonato. Foi um gesto bonito, mas a verdade desportiva, tal como a entendemos, foi falseada, não é? Em 1958, Hawthorn liderava o GP França quando encontra um desmotivado Fangio à sua frente, com um Maserati cheio de problemas. Por respeito ao pentacampeão, Hawthorn levanta o pé e não o dobra.* Está isto de acordo com a verdade desportiva? Em 2003, Alonso encontrou o pentacampeão Schumacher à sua frente, na Hungria, e não teve problema nenhum em dobrá-lo…
Em 1979, no GP de Itália, os dois Ferrari lideravam. Gilles Villeneuve era mais rápido que Jody Schekter, mas este, se ganhasse, tornava-se campeão. Assim, num acordo tácito com a equipa, Villeneuve absteve-se de ultrapassar o piloto sul-africano, por respeito. “Eu terei a minha oportunidade…”
* É mais fácil utilizar o termo “dobragem” para indicar “dar uma volta de avanço.” Ultrapassar é ganhar posição na classificação, o que é completamente diferente.
(Continua um dia destes)
Já se sabe que de vez em quando tenho uns sonhos absurdos. O sonho desta noite (ou desta manhã) inspirou-me a postar algumas fotografias do enigmático Almourol, o patrão da zona do Médio Tejo e, naturalmente, o único castelo português construído no meio de um rio. Talvez desperte em alguns leitores a curiosidade de o visitar. Visitei-o uma única vez, em 1995...



Seguidamente, pede-se a quem não tiver especial interesse pela Fórmula 1 que salte o resto deste post. E mesmo quem tiver, precisará de doses de paciência...
Coluna da Fórmula 1 – Ordens de Equipa
Na sequência do que aconteceu ou poderia ter acontecido no último GP, e visto que Alonso e Raikkonen têm muito mais pontos que os colegas de equipa, surge uma questão:
- É possível, para o resto do campeonato 2005, que Renault e McLaren executem ordens de equipa à imagem daquilo que a Ferrari habituou os adeptos e espectadores?
Farei um exercício de análise objectiva e racional ao fenómeno das ordens de equipa antes de dar a minha (subjectiva) opinião.
Antes de começar, importa definir o nosso objecto de análise, como se faz nas Ciências Sociais. (Se eu tivesse feito uma Memória Final de licenciatura, este tema – ordens de equipa na Fórmula 1 – teria sido interessante.) Vamos limitar a análise à Fórmula 1, deixando de fora outras categorias do automobilismo, e dentro da Fórmula 1 apenas às equipas de topo, em condições de lutar pela vitória final no campeonato de pilotos, ao longo de uma temporada. É possível que nas equipas do meio e do fundo do pelotão existam ordens de equipa, mas tal não será considerado por duas razões simples: menor exposição mediática dessas equipas e menor necessidade de impor ordens de equipa quando os objectivos são mais modestos, tais como conquistar pontos ou pódios, e não vitórias.
(Existe um caso de uma equipa do meio do pelotão que impôs ordens de equipa de modo a conquistar uma célebre dobradinha, mas é um caso excepcional. Já lá vamos.)
Em primeiro lugar, um pressuposto simples. Para o espectador, as ordens de equipa são um contra-senso. Cada piloto luta, a cada momento, para obter a melhor classificação possível. Entre equipas diferentes, não há dúvidas. Entre dois pilotos da mesma equipa (e não nos esqueçamos que o colega de equipa é O ponto de referência), o Team Boss pode dar ordens. Porquê? Porque têm os espectadores de ver um resultado falseado? Porquê este atentado à verdade desportiva? Porque as equipas desejam conquistar o prémio maior – o Campeonato de Pilotos – e portanto favorecem um dos pilotos. Tudo bem. Mas, e valerá a pena? Será um piloto tão superior ao colega que mereça que ele, nas poucas ocasiões em que anda à sua frente, o deixe passar? A verdade desportiva da Fórmula 1, à face dos espectadores, não valerá mais que a vitória a qualquer custo?
Julgo que não podemos acusar a Fórmula 1 moderna de ser falsa. A verdade é que desde que há automobilismo que há ordens de equipa, assim como resultados falseados devido a uma série de factores que não a batota. Querem exemplos? Em 1956, Collins liderava o GP Itália quando viu o colega de equipa Fangio abandonar por falha mecânica. Num gesto romântico impensável para a mentalidade de hoje (e proibido pelas regras), Collins entra na box e cede o seu carro a Fangio, para que este possa ganhar a corrida e o campeonato. Foi um gesto bonito, mas a verdade desportiva, tal como a entendemos, foi falseada, não é? Em 1958, Hawthorn liderava o GP França quando encontra um desmotivado Fangio à sua frente, com um Maserati cheio de problemas. Por respeito ao pentacampeão, Hawthorn levanta o pé e não o dobra.* Está isto de acordo com a verdade desportiva? Em 2003, Alonso encontrou o pentacampeão Schumacher à sua frente, na Hungria, e não teve problema nenhum em dobrá-lo…
Em 1979, no GP de Itália, os dois Ferrari lideravam. Gilles Villeneuve era mais rápido que Jody Schekter, mas este, se ganhasse, tornava-se campeão. Assim, num acordo tácito com a equipa, Villeneuve absteve-se de ultrapassar o piloto sul-africano, por respeito. “Eu terei a minha oportunidade…”
* É mais fácil utilizar o termo “dobragem” para indicar “dar uma volta de avanço.” Ultrapassar é ganhar posição na classificação, o que é completamente diferente.
(Continua um dia destes)
segunda-feira, junho 13, 2005
Notícias da Fórmula 1 – Justiça
Este não foi o melhor fim de semana de Kimi Raikkonen. Qualificou-se atrás de Montoya, andou atrás do colega a maior parte da corrida, assim como dos Renault, e apesar de ter assinado a volta mais rápida não seria fácil conseguir melhorar o 4º lugar que ocupou a maior parte da corrida. Mas as corridas parecem ser governadas por uma entidade transcendente, e o GP do Canadá pertenceu ao finlandês, que o mereceu não só como reparação do que aconteceu há 15 dias, mas também pelo mérito de ter conseguido aplicar a sua estratégia de corrida sem impedimentos. Quero eu dizer que o momento decisivo da corrida, abandonos à parte, foi quando Raikkonen deixou Michael Schumacher para trás na largada – um handicap que o alemão não conseguiu superar, mesmo com a ajuda do safety car.
Há 15 dias referi que Montoya e Webber teriam dado interesse à corrida europeia. Ora, foi esse o cenário que vimos em Montreal: com ambos os Renault e os McLaren em pista, os motivos de interesse cruzavam-se. Não só as tácticas de ambas as equipas (ao ataque inicial da Renault responderam os McLaren com voltas mais rápidas ao aproximar da primeira paragem, num autêntico concerto) mas também as eventuais disputas entre colegas – especialmente porque os “segundos pilotos” Fisichella e Montoya se encontravam à frente dos colegas, numa hierarquia que não se alterou com a primeira de duas paragens para os 4 carros, apesar de Montoya quase ultrapassar Alonso à saída das boxes, indo à relva com o esforço.
Apesar da beleza da luta, este cenário traz um fantasma: irão a Renault e a McLaren favorecer os pilotos melhor posicionados para vencer o campeonato, como faz a Ferrari? O tema das ordens de equipa foi colocado de forma muito clara nesta corrida, e pela primeira vez em 2005, pelo que o assunto será desenvolvido dentro de alguns dias.
A Renault evaporou-se a meio da corrida: Fisichella com mais uma falha mecânica, e Alonso a escorregar de traseira contra um muro – nenhum piloto está imune a erros… parecia que íamos ter uma dobradinha McLaren (Button e Schumacher estavam a 30s), e já se discutia se haveria ordens de equipa, quando Button se estampa contra a célebre última chicane (todos os anos ali fica alguém) e o safety car entra em pista. A McLaren chama Raikkonen para o segundo reabastecimento, prejudicando o colombiano, que perderia muitas posições… quanto à bandeira preta, é uma questão de regras. Não faz sentido (e os srs da RTP nem pensaram nisso, comparando Coulthard aos condutores portugueses) que um carro saia da box e entre para o meio do pelotão atrás do safety car. Não pode haver ultrapassagens no pelotão. Aquela manobra pura e simplesmente era estranha… porque havia Coulthard de o deixar passar?… Era óbvio que o semáforo deveria estar vermelho, e Montoya não o respeitou. Tão simples como isso.
As últimas voltas deram a impressão que Schumacher simplesmente não podia andar mais e que Raikkonen estava a controlar calmamente o andamento.
Notas:
- Agora sim, o Tiago Monteiro é o piloto estreante com mais corridas concluídas no início de carreira, tendo terminado as suas 8 primeiras corridas, à frente de Pascal Fabre (7) e Jackie Stewart (6). E ainda pensei que, se o Villeneuve tentasse ultrapassar o Klien e lhe batesse e abandonassem os dois, podia chegar aos pontos…foi a terceira vez este ano que o indiano foi à relva sob pressão do Monteiro.
- A Ferrari não teve andamento para a Renault ou a McLaren. O 2º lugar de Schumacher na qualificação foi desperdiçado com a má largada, e depois “nunca mais os viu…” Apesar de tudo, era bem possível que Schumacher alcançasse Button (a pressão do hepta terá contribuído para o despiste.) Barrichello continua a fazer uma boa temporada, alcançando mais um pódio, depois de largar das boxes.
- A BAR conquistou uma pole mas o Button viu duas flechas azuis e amarelas a passarem uma por cada lado, na largada…
- Williams e Toyota estiveram muito longe do ritmo das equipas de ponta.
PCP
É mais que certo que Álvaro Cunhal não aguentou o desgosto de ver morrer o camarada Vasco Gonçalves. Paz às suas almas.
José Fontinhas
As recordações que tenho de José Fontinhas é de me ter calhado no exame de Português do 12º e de não estar à espera... um grande poeta. Condolências.
Arrasto
Resta-me elogiar as virtudes das praias da província, onde é possível ir dar um passeio ao mar e às rochas sem que apareça logo um ladrãozeco qualquer a mexer nas nossas coisas. Uma coisa é certa: os primeiros prejudicados com a criação de um clima de insegurança ligado à xenofobia são os alvos dessa xenofobia. Eu, com a minha pele branquinha, não estou nada preocupado que a xenofobia me caia em cima…
Este não foi o melhor fim de semana de Kimi Raikkonen. Qualificou-se atrás de Montoya, andou atrás do colega a maior parte da corrida, assim como dos Renault, e apesar de ter assinado a volta mais rápida não seria fácil conseguir melhorar o 4º lugar que ocupou a maior parte da corrida. Mas as corridas parecem ser governadas por uma entidade transcendente, e o GP do Canadá pertenceu ao finlandês, que o mereceu não só como reparação do que aconteceu há 15 dias, mas também pelo mérito de ter conseguido aplicar a sua estratégia de corrida sem impedimentos. Quero eu dizer que o momento decisivo da corrida, abandonos à parte, foi quando Raikkonen deixou Michael Schumacher para trás na largada – um handicap que o alemão não conseguiu superar, mesmo com a ajuda do safety car.
Há 15 dias referi que Montoya e Webber teriam dado interesse à corrida europeia. Ora, foi esse o cenário que vimos em Montreal: com ambos os Renault e os McLaren em pista, os motivos de interesse cruzavam-se. Não só as tácticas de ambas as equipas (ao ataque inicial da Renault responderam os McLaren com voltas mais rápidas ao aproximar da primeira paragem, num autêntico concerto) mas também as eventuais disputas entre colegas – especialmente porque os “segundos pilotos” Fisichella e Montoya se encontravam à frente dos colegas, numa hierarquia que não se alterou com a primeira de duas paragens para os 4 carros, apesar de Montoya quase ultrapassar Alonso à saída das boxes, indo à relva com o esforço.
Apesar da beleza da luta, este cenário traz um fantasma: irão a Renault e a McLaren favorecer os pilotos melhor posicionados para vencer o campeonato, como faz a Ferrari? O tema das ordens de equipa foi colocado de forma muito clara nesta corrida, e pela primeira vez em 2005, pelo que o assunto será desenvolvido dentro de alguns dias.
A Renault evaporou-se a meio da corrida: Fisichella com mais uma falha mecânica, e Alonso a escorregar de traseira contra um muro – nenhum piloto está imune a erros… parecia que íamos ter uma dobradinha McLaren (Button e Schumacher estavam a 30s), e já se discutia se haveria ordens de equipa, quando Button se estampa contra a célebre última chicane (todos os anos ali fica alguém) e o safety car entra em pista. A McLaren chama Raikkonen para o segundo reabastecimento, prejudicando o colombiano, que perderia muitas posições… quanto à bandeira preta, é uma questão de regras. Não faz sentido (e os srs da RTP nem pensaram nisso, comparando Coulthard aos condutores portugueses) que um carro saia da box e entre para o meio do pelotão atrás do safety car. Não pode haver ultrapassagens no pelotão. Aquela manobra pura e simplesmente era estranha… porque havia Coulthard de o deixar passar?… Era óbvio que o semáforo deveria estar vermelho, e Montoya não o respeitou. Tão simples como isso.
As últimas voltas deram a impressão que Schumacher simplesmente não podia andar mais e que Raikkonen estava a controlar calmamente o andamento.
Notas:
- Agora sim, o Tiago Monteiro é o piloto estreante com mais corridas concluídas no início de carreira, tendo terminado as suas 8 primeiras corridas, à frente de Pascal Fabre (7) e Jackie Stewart (6). E ainda pensei que, se o Villeneuve tentasse ultrapassar o Klien e lhe batesse e abandonassem os dois, podia chegar aos pontos…foi a terceira vez este ano que o indiano foi à relva sob pressão do Monteiro.
- A Ferrari não teve andamento para a Renault ou a McLaren. O 2º lugar de Schumacher na qualificação foi desperdiçado com a má largada, e depois “nunca mais os viu…” Apesar de tudo, era bem possível que Schumacher alcançasse Button (a pressão do hepta terá contribuído para o despiste.) Barrichello continua a fazer uma boa temporada, alcançando mais um pódio, depois de largar das boxes.
- A BAR conquistou uma pole mas o Button viu duas flechas azuis e amarelas a passarem uma por cada lado, na largada…
- Williams e Toyota estiveram muito longe do ritmo das equipas de ponta.
PCP
É mais que certo que Álvaro Cunhal não aguentou o desgosto de ver morrer o camarada Vasco Gonçalves. Paz às suas almas.
José Fontinhas
As recordações que tenho de José Fontinhas é de me ter calhado no exame de Português do 12º e de não estar à espera... um grande poeta. Condolências.
Arrasto
Resta-me elogiar as virtudes das praias da província, onde é possível ir dar um passeio ao mar e às rochas sem que apareça logo um ladrãozeco qualquer a mexer nas nossas coisas. Uma coisa é certa: os primeiros prejudicados com a criação de um clima de insegurança ligado à xenofobia são os alvos dessa xenofobia. Eu, com a minha pele branquinha, não estou nada preocupado que a xenofobia me caia em cima…
domingo, junho 12, 2005
Ja que ha algum tempo nao escrevo, resolvo so deixar aqui algumas linhas a cumprimentar o pessoal, ouvi dizer que o danish arranjou um emprego algures... finalmente vai poder levantar a sua auto estima.
Falatam 2 meses para voltar, entro agora numa fase mais critica com o estagio a arrancar, algo que ainda vai dar muita dor de cabeca, c horarios apertados para cumprir, e o calor nao perdoa.
Este fim de semana fiquei a conhecer uma nova localidade, chamada Framingham, no qual nao se vislumbram americanos, sao so brasileiros que por aqui formam uma comunidade respeitada... para onde foram os americanos???
Raikonnen mais uma vez domina uma corrida... ele nao tem culpa dos erros dos outros, o monteiro finalmente demos por ele ao ser ultrapassado plos 2 da frente ja no final da corrida. Qualquer dia pontua
E mais... tou a aprender umas coisas de espanhol...
Falatam 2 meses para voltar, entro agora numa fase mais critica com o estagio a arrancar, algo que ainda vai dar muita dor de cabeca, c horarios apertados para cumprir, e o calor nao perdoa.
Este fim de semana fiquei a conhecer uma nova localidade, chamada Framingham, no qual nao se vislumbram americanos, sao so brasileiros que por aqui formam uma comunidade respeitada... para onde foram os americanos???
Raikonnen mais uma vez domina uma corrida... ele nao tem culpa dos erros dos outros, o monteiro finalmente demos por ele ao ser ultrapassado plos 2 da frente ja no final da corrida. Qualquer dia pontua
E mais... tou a aprender umas coisas de espanhol...
sábado, junho 11, 2005
Velha Infância
O corpo deve estar entre a bola e a baliza.
Pernas ligeiramente flectidas, reflexos rápidos. Jogo de mãos, assim como jogo de pés.
Os olhos não podem perder a trajectória da bola.
A colocação entre os postes deve dificultar ao máximo o remate.
Segurança e confiança (dos outros em si… e de si em si próprio.)
Prever a evolução da jogada adversária, da bola e dos avançados. Inspirar calma e concentração nos colegas, sendo o chefe da grande área.
(Uso de boné: protege a cabeça do sol, a vista do encandeamento solar e segue a antiga tradição.)
Pegar na bola e, sem esperas inúteis, colocá-la imediatamente no colega mais avançado/melhor posicionado; isto é, ser o último responsável pela defesa e o primeiro responsável pelo ataque.
Não recear a bola (que, ao contrário das outras, é macia); atirar-se ao remate mais potente, caindo no chão se necessário. Especialmente porque, ao contrário de todos os outros, este piso permite atirar-se para o chão sem aleijar.
Ser guarda-redes de futebol de praia é sem dúvida um dos meus sonhos de infância.
O corpo deve estar entre a bola e a baliza.
Pernas ligeiramente flectidas, reflexos rápidos. Jogo de mãos, assim como jogo de pés.
Os olhos não podem perder a trajectória da bola.
A colocação entre os postes deve dificultar ao máximo o remate.
Segurança e confiança (dos outros em si… e de si em si próprio.)
Prever a evolução da jogada adversária, da bola e dos avançados. Inspirar calma e concentração nos colegas, sendo o chefe da grande área.
(Uso de boné: protege a cabeça do sol, a vista do encandeamento solar e segue a antiga tradição.)
Pegar na bola e, sem esperas inúteis, colocá-la imediatamente no colega mais avançado/melhor posicionado; isto é, ser o último responsável pela defesa e o primeiro responsável pelo ataque.
Não recear a bola (que, ao contrário das outras, é macia); atirar-se ao remate mais potente, caindo no chão se necessário. Especialmente porque, ao contrário de todos os outros, este piso permite atirar-se para o chão sem aleijar.
Ser guarda-redes de futebol de praia é sem dúvida um dos meus sonhos de infância.
quarta-feira, junho 08, 2005
Notícias da Fórmula 1 - correcção
No último GP disse que nunca nenhum estreante tinha terminado as suas 7 primeiras corridas, mas essa informação era baseada nos srs. da RTP, e portanto era falsa. Os srs. da RTP quiseram comparar o Monteiro ao tricampeão Jackie Stewart que terminou as suas 6 primeiras corridas e portanto ignoraram o piloto Pascal Fabre que, estreante em 1987, terminou as suas primeiras 7 corridas. Portanto, o Monteiro só vai bater este recorde se concluir o próximo GP, no Canadá. As minhas desculpas pelo lapso - não se pode confiar na RTP.
Faltam fotografias
Pede-se aos outros co-bloggers que vão pondo fotografias neste blog. O texto está a ganhar demasiado terreno à imagem.
No último GP disse que nunca nenhum estreante tinha terminado as suas 7 primeiras corridas, mas essa informação era baseada nos srs. da RTP, e portanto era falsa. Os srs. da RTP quiseram comparar o Monteiro ao tricampeão Jackie Stewart que terminou as suas 6 primeiras corridas e portanto ignoraram o piloto Pascal Fabre que, estreante em 1987, terminou as suas primeiras 7 corridas. Portanto, o Monteiro só vai bater este recorde se concluir o próximo GP, no Canadá. As minhas desculpas pelo lapso - não se pode confiar na RTP.
Faltam fotografias
Pede-se aos outros co-bloggers que vão pondo fotografias neste blog. O texto está a ganhar demasiado terreno à imagem.
segunda-feira, junho 06, 2005
Remodelação do Índex - Weah a presidente!
A Administração do Blog da SARIP associa-se à campanha eleitoral do futebolista George Weah, candidato a presidente da Libéria.
O Blog da SARIP congratula-se com a possibilidade de o martirizado povo liberiano, farto de ser governado por políticos, aposte agora em ser governado por futebolistas - no caso, trata-se do cidadão liberiano com maior visibilidade em todo o mundo. Esperemos que este corajoso passo encoraje Luís Figo a disputar com Cavaco Silva as próximas eleições presidenciais (já que a carreira de Figo está a terminar e a de José Mourinho está longe do fim.)
O Blog da SARIP apela ainda a Jorge Costa e aos Super-Dragões que não encarem este gesto como uma afronta pessoal.
Vota Weah!
A Administração do Blog da SARIP associa-se à campanha eleitoral do futebolista George Weah, candidato a presidente da Libéria.
O Blog da SARIP congratula-se com a possibilidade de o martirizado povo liberiano, farto de ser governado por políticos, aposte agora em ser governado por futebolistas - no caso, trata-se do cidadão liberiano com maior visibilidade em todo o mundo. Esperemos que este corajoso passo encoraje Luís Figo a disputar com Cavaco Silva as próximas eleições presidenciais (já que a carreira de Figo está a terminar e a de José Mourinho está longe do fim.)
O Blog da SARIP apela ainda a Jorge Costa e aos Super-Dragões que não encarem este gesto como uma afronta pessoal.
Vota Weah!
sexta-feira, junho 03, 2005
Então mas porque é que há crise?!...
Qualquer comentador de "meio chuto" tece opiniões e comentários no que toca à crise. Uns dizem que a culpa é do governo, outros da Europa, outros dos americanos, outros das multinacionais... Mas, será que nos andamos a enganar uns aos outros com estas justificações de vazias?! Irlanda, Chipre, Malta, Eslovénia, Grécia, Rep. Checa... todos estes países já conseguiram ultrapassar Portugal e a mim custa-me a crer que a crise seja apenas culpa de más escolhas políticas dos governantes.
É verdade que muita má opção política tem sido tomada, muitos casos de má gestão em cargos públicos importantes, muitos casos de falta de fiscalização, corrupção, favorecimentos, maus planos de industrialização, dinheiro da UE pateticamente desperdiçado, mais demagogias que acção concreta, oposição fraca, pulso fraco dos sucessivos governos e a lista poderia continuar por linhas e mais linhas... PS, PSD, CDU, BE, CDS-PP... é como a merda, tem formato diferente mas cheira tudo ao mesmo!
Agora eu gostava de perguntar: Mas será que há mesmo crise? Os portugueses compram mais roupa de marca que o resto da Europa, compram mais carros caros que o resto da Europa, gastam mais dinheiro em férias, almoçam mais vezes em restaurantes, gastam mais dinheiro nas discotecas bares e bebidas... Então onde está a crise? Sei que o poder de compra baixou, não nego isso, não nego também o facto do euro ter aumentado o preço dos produtos, serviços e mercadorias, nem sequer nego o facto de atravessarmos uma fase complicada em termos de emprego... Mas há algo que temos de pensar, nos ditos "anos prósperos" o que andavam os portugueses a fazer? Andavam a poupar? Andavam a investir? Andavam a planear o futuro? Talvez a resposta seja não a todas as questões. Andavam sim, a gastar, a pedir mais créditos, a gastar mais do que podiam, a desperdiçar ordenados em casas que não tinham capacidade para pagar, em carros de grande cilindrada e de marcas caras, em apartamentos na praia, em roupas caríssimas, tudo em nome da afirmação social. Sim, pois em Portugal todos temos de ser a “Lili” e o “Castelo”, todos temos de parecer algo que não somos, mas isso no resto da Europa não acontece. Peço desculpa, acontece mas como forma de afirmação social das classes mais baixas e das etnias "rejeitadas".
O que se passa é muito simples, nós vivemos numa crise "psicológica". Como temos menos 20% do dinheiro que antes tínhamos, e já não dá para fazer vida de ricos, só dá para ter uma "simples" vida de classe média, achamos que a melhor solução é entrar em pânico, dizer que estamos em crise e "empurrar" as culpas para o governo e para os emigrantes.
Agora, uma outra questão: Quem escolheu os vários governos nos últimos 30 anos? Foi o povo, e isto nunca deve ser esquecido. "Eles" fazem as escolhas, com a legitimidade do povo português.
Claro que não posso afirmar que o povo tem culpa de tudo e que os portugueses fazem más opções de gestão doméstica e nacional. A conjuntura actual é delicada, mas quem seja um pouco perspicaz, sabe que o sistema económico sempre foi marcado por altos e baixos, e que o endividamento mal planeado é sempre má opção, estejamos nós numa boa ou má fase do ciclo económico. Deixo só um comentário final, se consideram esta fase de “crise”, então o que será que irão chamar aos próximos 5 anos?!
Qualquer comentador de "meio chuto" tece opiniões e comentários no que toca à crise. Uns dizem que a culpa é do governo, outros da Europa, outros dos americanos, outros das multinacionais... Mas, será que nos andamos a enganar uns aos outros com estas justificações de vazias?! Irlanda, Chipre, Malta, Eslovénia, Grécia, Rep. Checa... todos estes países já conseguiram ultrapassar Portugal e a mim custa-me a crer que a crise seja apenas culpa de más escolhas políticas dos governantes.
É verdade que muita má opção política tem sido tomada, muitos casos de má gestão em cargos públicos importantes, muitos casos de falta de fiscalização, corrupção, favorecimentos, maus planos de industrialização, dinheiro da UE pateticamente desperdiçado, mais demagogias que acção concreta, oposição fraca, pulso fraco dos sucessivos governos e a lista poderia continuar por linhas e mais linhas... PS, PSD, CDU, BE, CDS-PP... é como a merda, tem formato diferente mas cheira tudo ao mesmo!
Agora eu gostava de perguntar: Mas será que há mesmo crise? Os portugueses compram mais roupa de marca que o resto da Europa, compram mais carros caros que o resto da Europa, gastam mais dinheiro em férias, almoçam mais vezes em restaurantes, gastam mais dinheiro nas discotecas bares e bebidas... Então onde está a crise? Sei que o poder de compra baixou, não nego isso, não nego também o facto do euro ter aumentado o preço dos produtos, serviços e mercadorias, nem sequer nego o facto de atravessarmos uma fase complicada em termos de emprego... Mas há algo que temos de pensar, nos ditos "anos prósperos" o que andavam os portugueses a fazer? Andavam a poupar? Andavam a investir? Andavam a planear o futuro? Talvez a resposta seja não a todas as questões. Andavam sim, a gastar, a pedir mais créditos, a gastar mais do que podiam, a desperdiçar ordenados em casas que não tinham capacidade para pagar, em carros de grande cilindrada e de marcas caras, em apartamentos na praia, em roupas caríssimas, tudo em nome da afirmação social. Sim, pois em Portugal todos temos de ser a “Lili” e o “Castelo”, todos temos de parecer algo que não somos, mas isso no resto da Europa não acontece. Peço desculpa, acontece mas como forma de afirmação social das classes mais baixas e das etnias "rejeitadas".
O que se passa é muito simples, nós vivemos numa crise "psicológica". Como temos menos 20% do dinheiro que antes tínhamos, e já não dá para fazer vida de ricos, só dá para ter uma "simples" vida de classe média, achamos que a melhor solução é entrar em pânico, dizer que estamos em crise e "empurrar" as culpas para o governo e para os emigrantes.
Agora, uma outra questão: Quem escolheu os vários governos nos últimos 30 anos? Foi o povo, e isto nunca deve ser esquecido. "Eles" fazem as escolhas, com a legitimidade do povo português.
Claro que não posso afirmar que o povo tem culpa de tudo e que os portugueses fazem más opções de gestão doméstica e nacional. A conjuntura actual é delicada, mas quem seja um pouco perspicaz, sabe que o sistema económico sempre foi marcado por altos e baixos, e que o endividamento mal planeado é sempre má opção, estejamos nós numa boa ou má fase do ciclo económico. Deixo só um comentário final, se consideram esta fase de “crise”, então o que será que irão chamar aos próximos 5 anos?!
quinta-feira, junho 02, 2005
Ressurgimento
É assim, os Tratados afundam-se e os amigos reaparecem. É bom ver que o Fernando está vivo.
Nee
É pena que a Bélgica vá votar o Tratado Constitucional europeu pelo Parlamento. Mas de qualquer forma, será engraçado se os belgas, habituais alvos de anedotas na Europa, votarem Sim só para chatear os vizinhos a norte e a sul.
Notícias do Ivan
O Ivan postou lá no blog dele uma foto da inevitável Scarlett Johansson, que parece que está na moda como a mulher mais bonita (não confundir com a actriz porno mais boa) do momento. Logo a seguir, refere um link para um outro blog muito interessante, originário da Marinha Grande, que diz que há demasiados bloggers trintões enfeitiçados com a menina.
Não sei se terá razão ou não, mas eu já vi uma foto da Scarlett sem a maquilhagem excessiva e acho que fica melhor.
Os "pelintras" segundo Adolfo Luxúria Canibal
Termino o dia com um texto que recebi por e-mail do Danish e que ele próprio poderia ter colocado aqui.
Esta foi a resposta de Adolfo Luxúria Canibal (vocalista do grupo Mão Morta) à questão levantada sobre os preços serem mais caros em Portugal que no resto da Europa:"Mas a culpa é só nossa, dos portugueses! Nós é que temos o culto do caro, resquício de um velho complexo de inferioridade e sintoma de povo novo-rico (sim, apesar de tudo, apesar de sermos os mais pobres da UE - pelo menos antes do último alargamento) , o que é certo é que grande parte - a maioria? - da nossa classe média tem scendência campesina e há quarenta anos andava de pé descalço).Nós é que achamos se não for caro não tem qualidade,envergonhamo-nos de achar caro ou de pedir mais barato, que nos tomem por pelintras... Nós é que temos o culto das marcas, tanto maior quanto mais caras surjam no mercado, culto esse que no estrangeiro está circunscrito aos suburbanos e aos grupos étnicos deixados à margem, como forma de afirmação social. Nós é que criamos a aura dos produtos caros como sinónimo da alto standing, como sinal de pertença a uma élite, como prestígio.E qualquer aprendiz de marketing percebe imediatamente isso, percebe que no mercado português uma marca ou um produto impõe-se pelo preço excessivo, ganha renome não pela qualidade mas pelo preço, com a vantagem dessa estratégia ainda aumentar a margem de mais-valia para o fabricante ou vendedor.A FNAC é um exemplo, com os discos à venda em Portugal bem mais caros que os mesmos discos à venda em França, na mesma FNAC (e com o mesmo IVA!).Mas o exemplo mais chocante é o da IKEA: para se implantar emPortugal aumentou os preços em relação aos praticados noutros países (onde a sua estratégia de implantação é exactamente a de preços muito baratos para um design moderno) e, ainda tendo a concorrência da Habitat (que em Portugal já praticava preços mais altos do que em França, p.ex.), comprou a Habitat Portugal e baixou-lhe drásticamente os preços, questão de ficar com o prestígio de marca cara, logo apetecível, e mandar a Habitat para o desprestígio de marca popularucha, ao alcance de qualquer bolsa!...Mas já a Zara não teve que aumentar os preços, pouco depois de abrir as primeiras lojas em Portugal, para se manter concorrencial eapetecível ao público? As máquinas fotográficas não são bem maisbaratas nos Office Centers do que nas FNACs e as pessoas não preferem comprar na FNAC, que é mais prestigiante?Em tempos, numa Francesice para a Antena 3, contei a história daturista portuguesa que entrou numa loja parisiense a perguntar o preço de uma camisola que estava na montra. A empregada disse-lhe o preço e acrescentou, numa honestidade a que nós não estamos habituados, que era cara, que tinha mais barato (pressupondo que para a mesma qualidade ou superior); não é que a portuguesa levou aquilo como um insulto pessoal, como uma insinuação de que não terias posses para comprar a camisola, e desatou aos berros, dizendo que tinha dinheiro para comprar a camisola, as camisolas todas da loja, a própria loja!...É esta a nossa mentalidade, e enquanto continuar a ser continuaremos a levar com os preços mais caros da Europa (para salários três e quatro vezes mais baixos)!"Abraços Adolfo LC
É assim, os Tratados afundam-se e os amigos reaparecem. É bom ver que o Fernando está vivo.
Nee
É pena que a Bélgica vá votar o Tratado Constitucional europeu pelo Parlamento. Mas de qualquer forma, será engraçado se os belgas, habituais alvos de anedotas na Europa, votarem Sim só para chatear os vizinhos a norte e a sul.
Notícias do Ivan
O Ivan postou lá no blog dele uma foto da inevitável Scarlett Johansson, que parece que está na moda como a mulher mais bonita (não confundir com a actriz porno mais boa) do momento. Logo a seguir, refere um link para um outro blog muito interessante, originário da Marinha Grande, que diz que há demasiados bloggers trintões enfeitiçados com a menina.
Não sei se terá razão ou não, mas eu já vi uma foto da Scarlett sem a maquilhagem excessiva e acho que fica melhor.
Os "pelintras" segundo Adolfo Luxúria Canibal
Termino o dia com um texto que recebi por e-mail do Danish e que ele próprio poderia ter colocado aqui.
Esta foi a resposta de Adolfo Luxúria Canibal (vocalista do grupo Mão Morta) à questão levantada sobre os preços serem mais caros em Portugal que no resto da Europa:"Mas a culpa é só nossa, dos portugueses! Nós é que temos o culto do caro, resquício de um velho complexo de inferioridade e sintoma de povo novo-rico (sim, apesar de tudo, apesar de sermos os mais pobres da UE - pelo menos antes do último alargamento) , o que é certo é que grande parte - a maioria? - da nossa classe média tem scendência campesina e há quarenta anos andava de pé descalço).Nós é que achamos se não for caro não tem qualidade,envergonhamo-nos de achar caro ou de pedir mais barato, que nos tomem por pelintras... Nós é que temos o culto das marcas, tanto maior quanto mais caras surjam no mercado, culto esse que no estrangeiro está circunscrito aos suburbanos e aos grupos étnicos deixados à margem, como forma de afirmação social. Nós é que criamos a aura dos produtos caros como sinónimo da alto standing, como sinal de pertença a uma élite, como prestígio.E qualquer aprendiz de marketing percebe imediatamente isso, percebe que no mercado português uma marca ou um produto impõe-se pelo preço excessivo, ganha renome não pela qualidade mas pelo preço, com a vantagem dessa estratégia ainda aumentar a margem de mais-valia para o fabricante ou vendedor.A FNAC é um exemplo, com os discos à venda em Portugal bem mais caros que os mesmos discos à venda em França, na mesma FNAC (e com o mesmo IVA!).Mas o exemplo mais chocante é o da IKEA: para se implantar emPortugal aumentou os preços em relação aos praticados noutros países (onde a sua estratégia de implantação é exactamente a de preços muito baratos para um design moderno) e, ainda tendo a concorrência da Habitat (que em Portugal já praticava preços mais altos do que em França, p.ex.), comprou a Habitat Portugal e baixou-lhe drásticamente os preços, questão de ficar com o prestígio de marca cara, logo apetecível, e mandar a Habitat para o desprestígio de marca popularucha, ao alcance de qualquer bolsa!...Mas já a Zara não teve que aumentar os preços, pouco depois de abrir as primeiras lojas em Portugal, para se manter concorrencial eapetecível ao público? As máquinas fotográficas não são bem maisbaratas nos Office Centers do que nas FNACs e as pessoas não preferem comprar na FNAC, que é mais prestigiante?Em tempos, numa Francesice para a Antena 3, contei a história daturista portuguesa que entrou numa loja parisiense a perguntar o preço de uma camisola que estava na montra. A empregada disse-lhe o preço e acrescentou, numa honestidade a que nós não estamos habituados, que era cara, que tinha mais barato (pressupondo que para a mesma qualidade ou superior); não é que a portuguesa levou aquilo como um insulto pessoal, como uma insinuação de que não terias posses para comprar a camisola, e desatou aos berros, dizendo que tinha dinheiro para comprar a camisola, as camisolas todas da loja, a própria loja!...É esta a nossa mentalidade, e enquanto continuar a ser continuaremos a levar com os preços mais caros da Europa (para salários três e quatro vezes mais baixos)!"Abraços Adolfo LC
Tou Vivo........
Abração para todos os restantes membros Sarip, espero que esteja tudo a correr bem, parabêns atrasados po Berto, Daniel via a fototas mais magro, Danish ta mais branco e o Ismael já mudou de oculos, o Reinold tá cada vez mais parecido com o Mantorras.
E viva o Paléco.
A Sarip tem de vir cá as ilhas, tão convidados.
Abração.
Ps: Tenho um C3, tá nice...........não é bemum Frontera mas dá pas curvas.
Abração para todos os restantes membros Sarip, espero que esteja tudo a correr bem, parabêns atrasados po Berto, Daniel via a fototas mais magro, Danish ta mais branco e o Ismael já mudou de oculos, o Reinold tá cada vez mais parecido com o Mantorras.
E viva o Paléco.
A Sarip tem de vir cá as ilhas, tão convidados.
Abração.
Ps: Tenho um C3, tá nice...........não é bemum Frontera mas dá pas curvas.
quarta-feira, junho 01, 2005
Para o Ismael
"Por ti aqui eu espero,
é só tu que o BCP quer,
eu sei que vais tentar,
vou fazer-te vibrar
e eu já sei que nada,
nada te vai fazer parar
só tens de lutar... ao limite eu vou!!!"
Non-Stop - Ao limite eu vou
Pois é, a holanda seguiu o exemplo da França... Mais um não, toda a gente anda com medo dos emigrantes de leste, e de um estado federal europeu. Nem sequer temos direito a um comentário por parte do nosso "expert" em assuntos europeus e federais, especialmente no que toca à Holanda. O imenso público deste blog, pede um comentário do carissimo Reinold Vrielink, de preferência um texto com mais que um palavra...
O Berto hoje faz anos, uma idade igual à anterior mas com algumas diferenças... Parabens meu carissimo!!!
Do Danish ninguem sabe nada, é favor escrever qualquer coisa aqui nem que seja sobre peixes ou música de mandiocas, e o Banco já te disse alguma coisa, tens de lhes telefonar, conheço alguém para quem isso funcionou...
E para não dizer nada ao Fernando: lôlôlô...
"Por ti aqui eu espero,
é só tu que o BCP quer,
eu sei que vais tentar,
vou fazer-te vibrar
e eu já sei que nada,
nada te vai fazer parar
só tens de lutar... ao limite eu vou!!!"
Non-Stop - Ao limite eu vou
Pois é, a holanda seguiu o exemplo da França... Mais um não, toda a gente anda com medo dos emigrantes de leste, e de um estado federal europeu. Nem sequer temos direito a um comentário por parte do nosso "expert" em assuntos europeus e federais, especialmente no que toca à Holanda. O imenso público deste blog, pede um comentário do carissimo Reinold Vrielink, de preferência um texto com mais que um palavra...
O Berto hoje faz anos, uma idade igual à anterior mas com algumas diferenças... Parabens meu carissimo!!!
Do Danish ninguem sabe nada, é favor escrever qualquer coisa aqui nem que seja sobre peixes ou música de mandiocas, e o Banco já te disse alguma coisa, tens de lhes telefonar, conheço alguém para quem isso funcionou...
E para não dizer nada ao Fernando: lôlôlô...
Subscrever:
Mensagens (Atom)