terça-feira, novembro 09, 2004

Resposta a um republicano europeu

Eu chamo de burros aos americanos, pois ao contrario do que acontece na Holanda, na américa não existem movimentos muçulmanos extremistas e radicais que ameaçem com bombas igrejas. Existem sim, umas ameaças vagas, que vêm ninguém sabe bem de onde, e achei aliás muito pertinente ter aparecido um video do bin landen uns dias antes das eleições... Portugal defende a sua identidade nacional? nem por isso... se defendessemos andavamos preocupados com a constituição europeia, com o projecto europeu a longo-prazo, com a vontade da Madeira de ser independente, etc. Se me disseres que Portugal defende a selecção e os portugueses no estrangeiro, isso sim acredito. Agora identidade nacional, é um conceito que está para além da compreensão de um portuga comum. Quando apontei para o Bush como mau futuro presidente, não incrimino só a sua politica externa, mas também outras áreas principalmente a área economica, na qual o Bush peca por ser demasiado isolacionista, o que num mundo global pode ser mau. Tanto chamo os americanos de burros, como chamo os portugueses, como me chamo a mim proprio. Os americanos por julgarem que mandam no mundo e por elegerem o maior simio politico que conheço, os portugueses por não se ralarem com politica e não quererem tomar decisões, a mim por ainda acreditar que hà esperança para a politica portuguesa. Talvez podesses perguntar a ti proprio se os movimentos radicais islâmicos na Holanda se devem ao islamismo ou à pobreza e degradação social de uma classe?! Pois isto de religião ser por si só motivo para fazer explodir igrejas, é algo que não me entra bem no raciocinio. Outra coisa que não compreendo é o teu ódio pelo islamismo, sendo um ateu confesso, a religião para ti deveria ser indiferente. A não ser que sintas ódio, por uma religião estar a afectar algo que te é querido, o teu país. E assim, não sou só eu e o Ismael e os portugueses que defendem a identidade nacional, mas tu também defendes a tua. O que leva a concluir, que talvez, no fundo todos sejamos um pouco nacionalistas, por muito longe que estejamos do nosso país.

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