Comunicado
A Administração da SARIP Blog vem por este meio desejar muita sorte aos membros da SARIP que esta sexta-feira irão fazer os seus últimos exames da licenciatura, à cadeira de Dimensões e também de SRI II, na esperança que concluam com êxito mais esta etapa das suas vidas.
Votos de muito sucesso:
A Administração
terça-feira, setembro 28, 2004
terça-feira, setembro 21, 2004
Notícias da Fórmula 1!
GP ITÁLIA
Para ser honesto, esta corrida, que foi de longe a melhor do ano, merecia um post mais desenvolvido. Infelizmente, quando não se é profissional e se depende da inspiração ou da “veia”, as coisas nem sempre saem como queremos. As pessoas poderão dizer que uma dobradinha da Ferrari nunca pode ser considerada como emocionante, mas a verdade é que, durante a maior parte da corrida, nem Barrichello pareceu o mais forte candidato á vitória, nem Schumacher era candidato ao pódio, quanto mais ao segundo lugar.
A largada deu-se com pista molhada e a secar rapidamente. O heptacampeão fez um pião na segunda chicane, caindo para o 15º lugar, e o mundo celebrou, pois a vitória estava fora de questão. Quando Alonso começou a ganhar mais de 1s por volta a Barrichello, à medida que a pista secava, parecia que a Ferrari podia ser derrotada.
Há muito tempo que não víamos os 4 primeiros todos à vista uns dos outros e separados por meia dúzia de segundos, sem sabermos bem quem poderia ganhar. Podia ser o Alonso, candidato à vitória desde o início; podia ser o Button – a BAR-Honda continua perto da sua primeira vitória
e muita gente continua sem compreender que Jenson é um estudante aplicado de História da Fórmula Um e é por isso que prefere a Williams à BAR, embora a lógica ditasse o inverso
Podia ser o Montoya
Que falta lhe faz o Ralf Schumacher ao lado para o inspirar. Para o ano, com o Kimi no outro carro, podemos esperar um Montoya inspiradíssimo
E podia, claro, ser o Barrichello. A verdade é que esta foi uma vitória à Michael Schumacher e Ross Brawn; foi a estratégia de boxe que deu a vantagem decisiva ao brasileiro. Quando parou a segunda vez e o oráculo mostrava que só levava gasolina para metade das voltas que faltavam, não percebi muito bem. Mas depois tornou-se óbvio – Rubens ganhou tempo em pista, estando mais leve, suficiente para sair à frente dos adversários que só pararam duas vezes.
Entretanto, Alonso borrou a pintura com um pequeno despiste na segunda chicane – e depois teve o imenso azar de as rodas traseiras ficarem atoladas na areia…
Michael Schumacher fez, talvez não a melhor, mas uma das melhores corridas da sua carreira. Melhor que qualquer uma das vitórias deste ano. Há quem diga que o despiste na primeira volta foi de propósito; e, quem sabe? Quem sabe se o hepta não fez de propósito para se divertir um pouco no meio do pelotão, coisa que não faz há imenso tempo, agora que já tem o título no bolso, e oferecendo a Rubens, não só a vitória, mas uma vitória justa e limpa? É bem possível.
(Em 2002, Barrichello venceu os GP da Hungria e de Itália – mas quem olhar para as tabelas de tempos vê que Schumacher, em ambas as corridas, abrandou o seu ritmo natural para não ter de ultrapassar o brasileiro, coisa que desta vez não podia fazer)
E a verdade é que eu próprio, que estava a acompanhar as estratégias de boxe dos primeiros, não percebi o que aconteceu. Sensivelmente a meio da corrida, Schumi tinha 29s de atraso para o primeiro. Passado meia dúzia de voltas, estava logo atrás de Barrichello… e eu juraria a pés juntos que não era possível Schumacher chegar ao pódio! Aliás, se fosse outro que não o Rubens a estar no primeiro lugar, o alemão provavelmente teria vencido a corrida…
O próximo GP será interessante, quanto mais não seja porque é a estreia do circuito de Shangai (em português Xangai), China. Eu já conduzi nesse circuito
F1 2004, Playstation 2
E digo-vos que vale a pena, tem um excelente traçado.
JACQUES VILLENEUVE DE VOLTA!
Achei estranho que tão poucas pessoas me tivessem dado os parabéns pelo regresso de Jacques Villeneuve à Fórmula 1. Talvez tenham achado que, como o Campeão do Mundo vai conduzir pela Sauber, não tinham motivos para tal…
Sejamos francos. Não esperava que Villeneuve regressasse. É certo que não tinha abandonado oficialmente, mas pensei que a desmotivação vencera. Afinal, e para provar o contrário ao mundo, o canadiano aceita um novo desafio.
É óbvio que preferia ver Jacques na Williams ou na Renault (talvez não fosse por acaso que estes foram rumores insistentes sobre o seu regresso, dado ter sido campeão pela… Williams-Renault) do que na Sauber, que não é propriamente uma equipa com grande margem de progressão. Em todo o caso, o que interessa é aquilo que o Campeão do Mundo poderá fazer com o material que tem. Villeneuve não fez só boas épocas com o melhor carro. Em 1998 e 2000, dados os resultados que alcançou e o carro de que dispunha, só mesmo Schumacher e Hakkinen faziam melhor. É isso que todos esperamos. De qualquer forma, e se com Villeneuve regressar a garra e a vontade de pilotar e de ultrapassar – pena já ninguém se lembrar da ultrapassagem a Schumacher, na longa curva Parabólica do Estoril, por fora, a mais de 250 km/h – o plantel ficará mais enriquecido. Certamente que Villeneuve, quase da idade de Schumacher, não será o futuro da Fórmula 1 como o são Montoya, Alonso e, principamente, Raikkonen, mas ainda está a tempo de encantar os adeptos – e provar que o seu Título Mundial não foi obra do acaso.
Nota: é naturamente com a maior curiosidade que se avaliará o desempenho do canadiano no Renault deixado vago por Trulli para as últimas três corridas.
GP ITÁLIA
Para ser honesto, esta corrida, que foi de longe a melhor do ano, merecia um post mais desenvolvido. Infelizmente, quando não se é profissional e se depende da inspiração ou da “veia”, as coisas nem sempre saem como queremos. As pessoas poderão dizer que uma dobradinha da Ferrari nunca pode ser considerada como emocionante, mas a verdade é que, durante a maior parte da corrida, nem Barrichello pareceu o mais forte candidato á vitória, nem Schumacher era candidato ao pódio, quanto mais ao segundo lugar.
A largada deu-se com pista molhada e a secar rapidamente. O heptacampeão fez um pião na segunda chicane, caindo para o 15º lugar, e o mundo celebrou, pois a vitória estava fora de questão. Quando Alonso começou a ganhar mais de 1s por volta a Barrichello, à medida que a pista secava, parecia que a Ferrari podia ser derrotada.
Há muito tempo que não víamos os 4 primeiros todos à vista uns dos outros e separados por meia dúzia de segundos, sem sabermos bem quem poderia ganhar. Podia ser o Alonso, candidato à vitória desde o início; podia ser o Button – a BAR-Honda continua perto da sua primeira vitória
e muita gente continua sem compreender que Jenson é um estudante aplicado de História da Fórmula Um e é por isso que prefere a Williams à BAR, embora a lógica ditasse o inverso
Podia ser o Montoya
Que falta lhe faz o Ralf Schumacher ao lado para o inspirar. Para o ano, com o Kimi no outro carro, podemos esperar um Montoya inspiradíssimo
E podia, claro, ser o Barrichello. A verdade é que esta foi uma vitória à Michael Schumacher e Ross Brawn; foi a estratégia de boxe que deu a vantagem decisiva ao brasileiro. Quando parou a segunda vez e o oráculo mostrava que só levava gasolina para metade das voltas que faltavam, não percebi muito bem. Mas depois tornou-se óbvio – Rubens ganhou tempo em pista, estando mais leve, suficiente para sair à frente dos adversários que só pararam duas vezes.
Entretanto, Alonso borrou a pintura com um pequeno despiste na segunda chicane – e depois teve o imenso azar de as rodas traseiras ficarem atoladas na areia…
Michael Schumacher fez, talvez não a melhor, mas uma das melhores corridas da sua carreira. Melhor que qualquer uma das vitórias deste ano. Há quem diga que o despiste na primeira volta foi de propósito; e, quem sabe? Quem sabe se o hepta não fez de propósito para se divertir um pouco no meio do pelotão, coisa que não faz há imenso tempo, agora que já tem o título no bolso, e oferecendo a Rubens, não só a vitória, mas uma vitória justa e limpa? É bem possível.
(Em 2002, Barrichello venceu os GP da Hungria e de Itália – mas quem olhar para as tabelas de tempos vê que Schumacher, em ambas as corridas, abrandou o seu ritmo natural para não ter de ultrapassar o brasileiro, coisa que desta vez não podia fazer)
E a verdade é que eu próprio, que estava a acompanhar as estratégias de boxe dos primeiros, não percebi o que aconteceu. Sensivelmente a meio da corrida, Schumi tinha 29s de atraso para o primeiro. Passado meia dúzia de voltas, estava logo atrás de Barrichello… e eu juraria a pés juntos que não era possível Schumacher chegar ao pódio! Aliás, se fosse outro que não o Rubens a estar no primeiro lugar, o alemão provavelmente teria vencido a corrida…
O próximo GP será interessante, quanto mais não seja porque é a estreia do circuito de Shangai (em português Xangai), China. Eu já conduzi nesse circuito
F1 2004, Playstation 2
E digo-vos que vale a pena, tem um excelente traçado.
JACQUES VILLENEUVE DE VOLTA!
Achei estranho que tão poucas pessoas me tivessem dado os parabéns pelo regresso de Jacques Villeneuve à Fórmula 1. Talvez tenham achado que, como o Campeão do Mundo vai conduzir pela Sauber, não tinham motivos para tal…
Sejamos francos. Não esperava que Villeneuve regressasse. É certo que não tinha abandonado oficialmente, mas pensei que a desmotivação vencera. Afinal, e para provar o contrário ao mundo, o canadiano aceita um novo desafio.
É óbvio que preferia ver Jacques na Williams ou na Renault (talvez não fosse por acaso que estes foram rumores insistentes sobre o seu regresso, dado ter sido campeão pela… Williams-Renault) do que na Sauber, que não é propriamente uma equipa com grande margem de progressão. Em todo o caso, o que interessa é aquilo que o Campeão do Mundo poderá fazer com o material que tem. Villeneuve não fez só boas épocas com o melhor carro. Em 1998 e 2000, dados os resultados que alcançou e o carro de que dispunha, só mesmo Schumacher e Hakkinen faziam melhor. É isso que todos esperamos. De qualquer forma, e se com Villeneuve regressar a garra e a vontade de pilotar e de ultrapassar – pena já ninguém se lembrar da ultrapassagem a Schumacher, na longa curva Parabólica do Estoril, por fora, a mais de 250 km/h – o plantel ficará mais enriquecido. Certamente que Villeneuve, quase da idade de Schumacher, não será o futuro da Fórmula 1 como o são Montoya, Alonso e, principamente, Raikkonen, mas ainda está a tempo de encantar os adeptos – e provar que o seu Título Mundial não foi obra do acaso.
Nota: é naturamente com a maior curiosidade que se avaliará o desempenho do canadiano no Renault deixado vago por Trulli para as últimas três corridas.
quinta-feira, setembro 16, 2004
A principal motivação deste post é espalhar pela comunidade de RI o concurso da ONU para a carreira superior do Secretariado da mesma, níveis p1 e p2. O site é www.un.org/Depts/OHRM/examin.exam.htm e o prazo termina amanhã (já vi um pouco tarde...) mas não se preocupem, vão às FAQ e reparem que em Junho do próximo ano há novo concurso.
Haveria um monte de coisas para falar:
- o GP Itália, com o Barrichello a merecer a vitória depois de uma estratégia arriscada, e Schumacher a fazer a melhor corrida do ano;
- o futebol, com o Ajax a perder em casa com a Juventus;
- a política (?????)
- o Algarve, cujos preços podem variar bastante conforme os sítios, sendo Albufeira uma agradável aldeia de férias inglesa e a Quarteira, apesar de ser a colecção de torres típica algarvia, não ser tão má como dizem;
- o barco do aborto, que devia ter escolhido outra altura para vir porque as pessoas de férias...enfim...
etc, etc., mas vai ter de ficar para outra altura...
Haveria um monte de coisas para falar:
- o GP Itália, com o Barrichello a merecer a vitória depois de uma estratégia arriscada, e Schumacher a fazer a melhor corrida do ano;
- o futebol, com o Ajax a perder em casa com a Juventus;
- a política (?????)
- o Algarve, cujos preços podem variar bastante conforme os sítios, sendo Albufeira uma agradável aldeia de férias inglesa e a Quarteira, apesar de ser a colecção de torres típica algarvia, não ser tão má como dizem;
- o barco do aborto, que devia ter escolhido outra altura para vir porque as pessoas de férias...enfim...
etc, etc., mas vai ter de ficar para outra altura...
segunda-feira, setembro 06, 2004
O AVANTE
Eu passei um fim de semana diferente. Por motivos profissionais estive na festa do Avante. Obviamente estava bastante curioso, todos nós criamos certos estereotipos e estava, portanto, na expectativa de confirmar ou não tais ideias.
Deu para perceber logo que o PC trabalha todo o ano a pensar no Avante, de facto uma organização gigantesca, tratado com muito pormenor, sem espaço a excepções. À Big Band foi-nos oferecido várias regalias uma vez que dispensámos o cachet correspondente à nossa actuação. Oferceram-nos a EP, o chamado bilhete geral para os 3 dias de festa, 2 lugares para estacionar na Quinta da Atalaia, acesso aos bastidores do Palco 25 de Abril, principal palco da festa, onde tinhamos acesso ao bar. 2 blocos de senhas davam para nos alimentarmos nestes dias. Jantámos ao lado de pessoas como Sérgio Godinho, Jorge Palma (que apareceu com uns calções azuis, gabardine vermelha, sapatilhas e meias pretas até aos joelhos), Vitorino, Pedro Abrunhosa e os Bandemónio, Mário Laginha, e o animador da festa, do qual eu não sei o nome, mas que é o gajo do Herman Sic, o locutor que nos últimos programas aparecia sempre mascarado. Ofereceram-nos também a estadia no hotel para 2 noites, o hotel tivoli, situada no parque Tejo, em frente ao Pavilhão Atlantico, mesmo ao lado da Gare do Oriente, cujos preços variavam entre os 180 e 360€ por noite.
Na sexta a noite tivemos um bocado no parque a ouvir uns concertos clássicos para piano. Vários milhares estavam a assistir ao concerto, o que prova o gosto musical dos que estavam a assistir. No final, houve fogo de artificio, interrompido 5 minutos depois com a entrada de uma linha de baixo, cujo som forte era até bastante agradável. Nesse preciso momento todo o pessoal que lá estava levanta-se; eu e mais algum pessoal não reconhecemos este som até que nos aprecebemos que era musica comunista, eis que todo aquele pessoal começou aos pulos e a dançar. Nós apenas percebemos que tinhamos de sair do meio daquela confusão (encontrávamo-nos mesmo no meio da confusão. Rapidamente compreendi que o pessoal que estava a assistir era mesmo na sua grande maioria comunista, ao contrário do que alguns tinham dito, de que muitos iam à festa apenas pela música ou pelo convívio. A ligação partidária era evidente.
O recinto da festa é deveras impressionante. A Quinta da Atalaia, comprada de propósito para acolher o Avante, compreende uma área de mais de 20 hectares, onde se espalhavam as muitas tascas, oriundas de todo o país, o espaço internacional, feira do disco e do livro, o Auditório 1ºde Maio (uma grande tenda com capacidade para umas mil pessoas onde tocavam as bandas menores como a Big Band), situada ao lado de um belo lago onde o pessoal se reunia para descansar e relaxar e puxar umas passas, e depois o palco 25 de Abril, que no espaço para o público deveria conseguir reunir umas 10 mil pessoas. Havia também uma zona desportiva, nomeadamente de actividades radicais. Enorme! No dia de Sábado devem ter-se juntado no recinto perto de 40 mil pessoas ou mais.
Onde quer que uma pessoa se sentasse, fosse para assistir aos concertos ou apenas para relaxar, o cheiro envolvente era sempre intenso. Principalmente no auditório 1ºde Maio, um espaço mais fechado, o cheiro deve-nos ter inspirado para a nossa actuação, já que pelas bocas ouvidas durante e depois do concerto, démos um grande concerto, com o auditório à pinha, público a vibrar. E tendo em conta qu tocámos à mesma hora do Sérgio Godinho... Depois do nosso concerto, fomos para o 25 de abril para ouvir o concerto do Abrunhosa que começava às 11 da noite. Um grande concerto, protagonizado não por ele, mas pelos Bandemónio, realmente uma banda que dá um droove imenso, espectacular! Pelo meio, vários copos, um cheiro intenso no ar, e depois do fogo de artificio, novamente o droove do baixo seguido daquela música irritante que pôs aquela gente toda aos pulos. Parece que ficam possuídos quando ouvem aquilo.
Cômpeto geral, foi muito fixe, é impossivel passar ao lado da festa. A verdade é que no domingo já não lá fomos. Também não dormimos quase nada em 2 noites.
O Avante é uma festa de facto frequentada por gente de esquerda, na sua esmagadora maioria comunista. Alguns velhos, mas essencialmente jovens, dos quais cerca de 50% rastas, com muito traçadinho e erva. Cool!!!
Eu passei um fim de semana diferente. Por motivos profissionais estive na festa do Avante. Obviamente estava bastante curioso, todos nós criamos certos estereotipos e estava, portanto, na expectativa de confirmar ou não tais ideias.
Deu para perceber logo que o PC trabalha todo o ano a pensar no Avante, de facto uma organização gigantesca, tratado com muito pormenor, sem espaço a excepções. À Big Band foi-nos oferecido várias regalias uma vez que dispensámos o cachet correspondente à nossa actuação. Oferceram-nos a EP, o chamado bilhete geral para os 3 dias de festa, 2 lugares para estacionar na Quinta da Atalaia, acesso aos bastidores do Palco 25 de Abril, principal palco da festa, onde tinhamos acesso ao bar. 2 blocos de senhas davam para nos alimentarmos nestes dias. Jantámos ao lado de pessoas como Sérgio Godinho, Jorge Palma (que apareceu com uns calções azuis, gabardine vermelha, sapatilhas e meias pretas até aos joelhos), Vitorino, Pedro Abrunhosa e os Bandemónio, Mário Laginha, e o animador da festa, do qual eu não sei o nome, mas que é o gajo do Herman Sic, o locutor que nos últimos programas aparecia sempre mascarado. Ofereceram-nos também a estadia no hotel para 2 noites, o hotel tivoli, situada no parque Tejo, em frente ao Pavilhão Atlantico, mesmo ao lado da Gare do Oriente, cujos preços variavam entre os 180 e 360€ por noite.
Na sexta a noite tivemos um bocado no parque a ouvir uns concertos clássicos para piano. Vários milhares estavam a assistir ao concerto, o que prova o gosto musical dos que estavam a assistir. No final, houve fogo de artificio, interrompido 5 minutos depois com a entrada de uma linha de baixo, cujo som forte era até bastante agradável. Nesse preciso momento todo o pessoal que lá estava levanta-se; eu e mais algum pessoal não reconhecemos este som até que nos aprecebemos que era musica comunista, eis que todo aquele pessoal começou aos pulos e a dançar. Nós apenas percebemos que tinhamos de sair do meio daquela confusão (encontrávamo-nos mesmo no meio da confusão. Rapidamente compreendi que o pessoal que estava a assistir era mesmo na sua grande maioria comunista, ao contrário do que alguns tinham dito, de que muitos iam à festa apenas pela música ou pelo convívio. A ligação partidária era evidente.
O recinto da festa é deveras impressionante. A Quinta da Atalaia, comprada de propósito para acolher o Avante, compreende uma área de mais de 20 hectares, onde se espalhavam as muitas tascas, oriundas de todo o país, o espaço internacional, feira do disco e do livro, o Auditório 1ºde Maio (uma grande tenda com capacidade para umas mil pessoas onde tocavam as bandas menores como a Big Band), situada ao lado de um belo lago onde o pessoal se reunia para descansar e relaxar e puxar umas passas, e depois o palco 25 de Abril, que no espaço para o público deveria conseguir reunir umas 10 mil pessoas. Havia também uma zona desportiva, nomeadamente de actividades radicais. Enorme! No dia de Sábado devem ter-se juntado no recinto perto de 40 mil pessoas ou mais.
Onde quer que uma pessoa se sentasse, fosse para assistir aos concertos ou apenas para relaxar, o cheiro envolvente era sempre intenso. Principalmente no auditório 1ºde Maio, um espaço mais fechado, o cheiro deve-nos ter inspirado para a nossa actuação, já que pelas bocas ouvidas durante e depois do concerto, démos um grande concerto, com o auditório à pinha, público a vibrar. E tendo em conta qu tocámos à mesma hora do Sérgio Godinho... Depois do nosso concerto, fomos para o 25 de abril para ouvir o concerto do Abrunhosa que começava às 11 da noite. Um grande concerto, protagonizado não por ele, mas pelos Bandemónio, realmente uma banda que dá um droove imenso, espectacular! Pelo meio, vários copos, um cheiro intenso no ar, e depois do fogo de artificio, novamente o droove do baixo seguido daquela música irritante que pôs aquela gente toda aos pulos. Parece que ficam possuídos quando ouvem aquilo.
Cômpeto geral, foi muito fixe, é impossivel passar ao lado da festa. A verdade é que no domingo já não lá fomos. Também não dormimos quase nada em 2 noites.
O Avante é uma festa de facto frequentada por gente de esquerda, na sua esmagadora maioria comunista. Alguns velhos, mas essencialmente jovens, dos quais cerca de 50% rastas, com muito traçadinho e erva. Cool!!!
quinta-feira, setembro 02, 2004
Notícias da Fórmula 1!
As férias continuam, e a prova é o atraso com que a rubrica habitual chega...
Naturalmente, o resultado do GP Bélgica devia deixar-nos divididos sobre a qual dos 2 factos dar destaque. Eu cá não tenho nenhumas dúvidas.
KIMI RAIKKONEN - A DERROTA DE SCHUMACHER
A 2ª vitória da carreira do Kimi começou a desenhar-se logo na largada, galgando vários lugares. A partir daí, tornou-se imediatamente visível que ele era o mais óbvio candidato, sendo claramente o mais rápido em pista. Primeiro, desembarançando-se do hexacampeão com categoria, depois do seu fraco companheiro de equipa. Com a primeira paragem de Trulli e o abandono de Alonso (infeliz falha mecânica), Kimi coloca-se na frente. Depois dos reabastecimentos, ficando Trulli para trás e com a certeza que Schumacher tinha a mesma estratégia mas estava em dia menos bom (culpa dos pneus da Bridgestone, fazendo lembrar os travões infalivelmente mal afinados do Pedro Couceiro que comentou a corrida na RTP), a vitória dificilmente fugiria ao finlandês, que ganhou 1s por volta ao alemão nas primeiras 12 voltas. As várias entradas do safety-car não serviram a Schumacher de incentivo para atacar o finlandês. De resto, o alemão contentou-se com o segundo lugar, que lhe servia para conquistar o 7º título (tal como Alain Prost assegurou o seu 4º título com o 2º lugar no GP Estoril 1993, atrás de... Schumacher).
Notas:
- Spa no seu melhor, como disse o Reinold. Chuva na qualificação, acidentes e incidentes de toda a espécie, erros e ultrapassagens, com o supercampeão a ser passado pelos rivais Raikkonen e Montoya, contribuindo para desfazer aquele mito idiota de que é inultrapassável. Não chegámos a saber a opinião dos comissários sobre o toque Montoya-Trulli na renovada Paragem do Autocarro. Que saudades que a interrupção do G Bélgica em 2003 havia deixado...
- Porque razão a Ferrari festejou tão intensamente a conquista do 7º título de Schumacher - se o único adversário a esse título era o Barrichello? Caso de esquizofrenia aguda, não?????
- O Pizzonia lá conseguiu fazer uma corrida um pouco melhor. Pode ser que ainda tenha mais uma oportunidade em Monza...
As férias continuam, e a prova é o atraso com que a rubrica habitual chega...
Naturalmente, o resultado do GP Bélgica devia deixar-nos divididos sobre a qual dos 2 factos dar destaque. Eu cá não tenho nenhumas dúvidas.
KIMI RAIKKONEN - A DERROTA DE SCHUMACHER
A 2ª vitória da carreira do Kimi começou a desenhar-se logo na largada, galgando vários lugares. A partir daí, tornou-se imediatamente visível que ele era o mais óbvio candidato, sendo claramente o mais rápido em pista. Primeiro, desembarançando-se do hexacampeão com categoria, depois do seu fraco companheiro de equipa. Com a primeira paragem de Trulli e o abandono de Alonso (infeliz falha mecânica), Kimi coloca-se na frente. Depois dos reabastecimentos, ficando Trulli para trás e com a certeza que Schumacher tinha a mesma estratégia mas estava em dia menos bom (culpa dos pneus da Bridgestone, fazendo lembrar os travões infalivelmente mal afinados do Pedro Couceiro que comentou a corrida na RTP), a vitória dificilmente fugiria ao finlandês, que ganhou 1s por volta ao alemão nas primeiras 12 voltas. As várias entradas do safety-car não serviram a Schumacher de incentivo para atacar o finlandês. De resto, o alemão contentou-se com o segundo lugar, que lhe servia para conquistar o 7º título (tal como Alain Prost assegurou o seu 4º título com o 2º lugar no GP Estoril 1993, atrás de... Schumacher).
Notas:
- Spa no seu melhor, como disse o Reinold. Chuva na qualificação, acidentes e incidentes de toda a espécie, erros e ultrapassagens, com o supercampeão a ser passado pelos rivais Raikkonen e Montoya, contribuindo para desfazer aquele mito idiota de que é inultrapassável. Não chegámos a saber a opinião dos comissários sobre o toque Montoya-Trulli na renovada Paragem do Autocarro. Que saudades que a interrupção do G Bélgica em 2003 havia deixado...
- Porque razão a Ferrari festejou tão intensamente a conquista do 7º título de Schumacher - se o único adversário a esse título era o Barrichello? Caso de esquizofrenia aguda, não?????
- O Pizzonia lá conseguiu fazer uma corrida um pouco melhor. Pode ser que ainda tenha mais uma oportunidade em Monza...
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