segunda-feira, junho 07, 2004

“Vamos rir, pois. O riso é uma filosofia. Muitas vezes o riso é uma salvação. E em política constitucional, pelo menos, o riso é uma opinião.”
Eça de Queirós, As Farpas

Sendo o blog da SARIP apenas da SARIP, e não o blog de Relações Internacionais da FEUC; não estando este blog destinado a representar RI; e sabendo que, apesar de um dos membros da SARIP ter sido presidente do NERIFE/AAC e outro tesoureiro, a SARIP não tem nada a ver com o Núcleo;
Pede-se aos leitores que procuram representações, opinanços, discursos, comentários e chalaças dobre RI que não leiam este post, porque não vão encontrar aqui nada. O blog é da SARIP e assim continuará a ser.

03 de Junho, quinta-feira. A Praia da Vieira está diferente. Está mais… destruíram o paredão e substituíram-no por “um varandim”, em vários tons de azul. Esqueceram-se dos bancos. Pode ser que ainda instalem alguns. De resto as obras na Marginal estão quase prontas. É bom ver a Praia a progredir.
Acreditem ou não já tenho tido que fazer. Hoje, por exemplo, entrou aqui um turista muito especial, de nariz no ar, a olhar para todos os lados sem dizer uma palavra. Mas tive de o convidar a sair – tal como a pessoa que estava com ele e que logo o chamou para a rua. Era um cão. Mas, fora de brincadeiras, já tive franceses, ingleses e alemães. A média é de 6 pessoas por dia, mas vale a pena estar aqui. Os portugueses não entram muito – porque há poucas pessoas de férias e o Multibanco ainda não fica sem dinheiro. (Apesar daquela senhora que me veio perguntar, com uma voz esganiçada e irritante, “o Multibanco não trabalha?” “Está a trabalhar normalmente, minha senhora”, e depois foi lá outra vez e estava mesmo, o problema era das mãos.) O areal tem 3 ou 4 pessoas a apanhar sol. E ainda bem, porque as máquinas escavadoras estão a alisar o terreno (que sempre precisa do trabalho da máquina porque o Inverno não deixa o areal liso a que estamos habituados) e é incómodo estarmos quase a adormecer e uma máquina gigantesca, a fumegar, passar a uns metros das nossas cabeças e perturbar-nos o sono. (O plural é em sentido figurado; eu não chego a ir à areia.)
Em 3 dias tivemos um dia de sol e dois de nevoeiro. A praia já está a ser vigiada pelos nadadores-salvadores. A bandeira é quase sempre vermelha, mas hoje deu-se um caso curioso: havia duas vermelhas e uma amarela. Devia ter ido perguntar ao vigia se era mais seguro ir à agua num dado ponto da praia do que 30 metros ao lado. A praia nem tem rochas… pergunto para a próxima.
Informo o Daniel que hoje, 3 de Junho, a minha parte do trabalho de Multimédia está quase pronta. Espero acabar os outros trabalhos rapidamente, também; entretanto, e como me continua a faltar, não o Capítulo 2!, mas o 3, vê lá se a Ana Filipa to entrega, porque dificilmente eu a volta a ver antes do exame.
(Só se ela fizer como o V., que vocês sabem quem é, e no fim de uma noite de bebedeira, disser às amigas “vou para a Praia da Vieira de comboio, adeus” e aparecer cá de manhã. Mas não estou a ver a Ana Filipa a fazer isso...)
Bom, abraços e beijinhos, espero que o Gilberto já tenha feito o trabalho de Migrações, será um bom tónico para ele começar a fazer os outros e ver que isso não é assim tão difícil. (perder umas horitas na internet de banda larga também ajuda.)
Viva o Euro2004!

4 de Junho, sexta-feira. 16:00. Os turistas de férias na Praia já passaram por cá todos, durante a semana… deve ser por isso que, desde as 10 da manhã, entrou uma pessoa. 1. Um velhote que queria um folheto sobre a Praia… coitado! As sedes de concelho têm um folheto específico – por exemplo, a Nazaré. A Praia da Vieira nem sequer é freguesia, como é que ele queria um folheto só sobre a Vieira… o Reinold diz que está um sol esplêndido na Naza – é portanto o micro-clima do Pinhal de Leiria que impede que o nevoeiro levante. D. Dinis, o Rei Lavrador, fundador da Universidade, que semeou o Pinhal (ou mandou os outros smeeá-lo), lançou as bases dos Descobrimentos (matéria-prima para as caravelas), mas descurou os interesses do sector turístico.
…mas isto não bate certo, porque à volta do Sítio e da Pederneira também há uma grande extensão de pinhal…não haverá por aí um meteorologista capaz de explicar isto?

6 de Junho, Domingo. O sexagésimo aniversário do Dia D calha a um Domingo – e em ano de eleições presidenciais americanas. Dada esta feliz coincidência, é lamentável que George W. Bush não tenha aparecido em Colleville-sur-mer no seu uniforme da Força Aérea.
Foi pena não poder ver um pouco mais das comemorações, porque gostava de ter visto os primeiros-ministros das outras nações que participaram no desembarque. Nem direi os países ocupados cujos cidadãos se voluntariaram (Polónia, por exemplo) para combater do lado ocidental, mas pelo menos o Reino Unido e o Canadá. Senão, ficamos a pensar que as ceirmónias em honra dos que se bateram e morreram NUMA GUERRA QUE TINHA UM PROPÓSITO CLARO, DEFINIDO, E MORALMENTE VIÁVEL, não são mais que um alegre reencontro dos Srs. Bush e Chirac para dizer ao mundo que as discórdias estão ultrapassadas. Os veteranos e os mortos merecem mais que isso.
É boa ideia ter José Peseiro no Sporting. Ganhou experiência no Real e não deve ser muito caro. Embora eu continue a preferir Carlos Carvalhal.
A Contra-Informação deu ontem uma ideia excelente: Fernando Santos no Benfica! Que acham os saripianos da águia?...

07 de Junho, Segunda-feira. Eu até vos dizia para votarem por mim, mas não pode ser...
Citando o Berto: as diferenças entre as duas listas não são muitas, mas há bastantes...

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