Noticia de ABOLA
«Escola» na Nazaré
O Benfica oficializa no próximo dia 6 de Julho, terça-feira, um protocolo de cooperação com o Ginásio Clube de Alcobaça e o Hotel Rural Quinta do Pinheiro, para a criação de mais uma escola de futebol.
Este protocolo, que viza a abertura de uma «escola» em Valados dos Frades, na Nazaré, surge na sequência de outros que já foram assinados com outros clubes e associações, servindo de exemplo para comprovar a aposta do clube «encarnado» nas camadas jovens.
quarta-feira, junho 30, 2004
terça-feira, junho 29, 2004
Política portuguesa de novo a marcar pontos!!!
E cá está mais um acontecimento que demonstra bem a patetice política em que vivemos. O nosso Primeiro-Ministro vai-se embora, pois tem de aceitar um cargo mais importante que o que tinha, um pouco à imagem do que o Berto Messias fez quando se mudou do NERIFE para a DG, e o Governo vive por um fio... De um lado, temos os palhaços de direita a querer manter o regime como está, ou seja, a manter o tacho que já tinham, e do outro lado temos uma esquerda dispersa que derepente se uniu por forma a cair em cima da direita e a exigir novas eleições, para isso utilizam o resultado das últimas eleições como desculpa para obrigar o Presidente da Républica a convocar novas eleições. Se as últimas eleições disseram alguma coisa, foi claramente que o país precisa de uma Revolução ou de um Golpe de Estado, mas pronto nem vale apena esbater mais esta ideia.
Nesta "Républica das Bananas" é tudo uma grande palhaçada, onde os políticos tentam desesperadamente fazer as melhores actuações, para iludir o maior número de saloios e assim perpetuar um sistema decadente, sem solução, e com o seu fim à vista...
Neste país, ver o noticiário ainda é mais divertido que ver um Levanta-te e ri, ou um Big Brother!
E cá está mais um acontecimento que demonstra bem a patetice política em que vivemos. O nosso Primeiro-Ministro vai-se embora, pois tem de aceitar um cargo mais importante que o que tinha, um pouco à imagem do que o Berto Messias fez quando se mudou do NERIFE para a DG, e o Governo vive por um fio... De um lado, temos os palhaços de direita a querer manter o regime como está, ou seja, a manter o tacho que já tinham, e do outro lado temos uma esquerda dispersa que derepente se uniu por forma a cair em cima da direita e a exigir novas eleições, para isso utilizam o resultado das últimas eleições como desculpa para obrigar o Presidente da Républica a convocar novas eleições. Se as últimas eleições disseram alguma coisa, foi claramente que o país precisa de uma Revolução ou de um Golpe de Estado, mas pronto nem vale apena esbater mais esta ideia.
Nesta "Républica das Bananas" é tudo uma grande palhaçada, onde os políticos tentam desesperadamente fazer as melhores actuações, para iludir o maior número de saloios e assim perpetuar um sistema decadente, sem solução, e com o seu fim à vista...
Neste país, ver o noticiário ainda é mais divertido que ver um Levanta-te e ri, ou um Big Brother!
segunda-feira, junho 28, 2004
E pronto, ai esta uma grande vitoria internacional para Portugal. Espero que, quando for tornada oficial, toda a gente saia a rua a buzinar e a festejar - em vez de debaterem que e mau que o primeiro-ministro abandone o compromisso que tem com o pais ou que se um empregado que ganha 100 cts fosse ganhar 150 cts nao olhava para tras. Nao quero acreditar que os portugueses tenham vistas tao curtas a proposito de algo tao importante como UM PORTUGUES SER PRESIDENTE DA COMISSAO EUROPEIA. O resto perde importancia! {eu tb nao gosto dele, mas isso nao e razao para nao festejar, pelo contrario, acho que ele serve melhor os interesses de Portugal em Bruxelas que em Lisboa...nao e por nao gostarmos do Figo, do Scolari ou de X que nao deixamos de apoiar a seleccao.}
Se os portugueses nao veem isso, podemos por culpas no legado de Salazar. Se ele ca viesse e visse que o orgulhosamente sos foi substituido pela presidencia do orgao mais importante da Europa Supranacional...
ah, sim. Viva os rapazes do futebol, tambem nao estiveram nada mal. Apesar dos maldizentes que dizem que a Inglaterra jogou a defesa e que se tivesse atacado, de preferencia com o Rooney em campo, tinha marcado 2 ou 3. O que interessa e o que se jogou.
segunda-feira, junho 21, 2004
Notícias da Fórmula 1!
Histórico - Minardi pontua!
A equipa italiana não pontuava, salvo erro, desde 2002. Giancarlo Minardi havia dito, uma vez, que o sistema de pontuação precisava de ser alterado para as equipas pequenas aparecerem. Um ano e meio após a extensão dos pontos ao 8º lugar, a Minardi conseguiu. Ainda por cima através do lentíssimo Baumgartner, 2 voltas atrás do 7º. Penso também que foi a primeira vez que um húngaro pontuou nos GPs. Se eu fosse húngaro pegava na minha bandeira e ia festejar. Parabéns à equipa mini.
Dia inglório para Gianmaria Bruni, que certamente teria pontuado se não se envolvesse no acidente da primeira curva.
O acidente de Ralf foi de facto impressionante. O alemão teve bastante azar - é a zona mais rápida da pista, e o muro está muito próximo...ironicamente, talvez tivesse sido melhor bater de frente - se o carro raspasse e amortecesse o embate. Felizmente que nada de grave terá acontecido.
Quanto ao resto, nada de especial. Schumacher passou Barrichello ANTES da linha da meta, quando o safety Car saiu a primeira vez, o que é proibido - mas nós vimos que o nome do alemão apareceu primeiro no oráculo; finalmente o motor Honda do Sato chegou ao fim, um bom pódio para ele, a fazer o Button pensar 2 vezes; a McLaren é aquela equipa que fica logo à frente da Minardi - com o Kimi sempre à frente do Coulthard.
Mas o GP dos Estados Unidos, sem dúvida, pertenceu à Minardi.
Os posts da semana
Terça-feira, 10:58. a mística do dr. Salazar até contagiou os estrangeiros. O turista inglês viveu em Albufeira, quando era miúdo; recentemente, voltou ao Algarve – e descobriu que aquilo já não é português. Para comer feijoada e bacalhau à Brás, teve de vir ao Alentejo. “If Salazar was still here, he woudl keep Algarve for you.” E gosta tanto de Portugal que vai comprar casa cá e instalar-se definitvamente.
Se não gosta de Inglaterra, e gosta de Salazar – sou levado a crer que o senhor não gosta de democracia. Talvez eu esteja a exagerar. De resto, as opiniões políticas não podem estorvar o profissionalismo. Mas que não esperava ouvir elogios ao Salazar em inglês, isso não!
Sexta-feira, 10:50. Futebol-espectáculo “concentrado”, como os sumos. Em 2 minutos, a França tinha transformado uma derrota numa vitória. Ontem, em Leiria, os bleus experimentaram um pouco do seu próprio remédio: num curto espaço de tempo, a Croácia acordou da soneca e transformuo um entediante domínio (sem alegria) dos campeões da Europa num jogo emocionante. Depois, voltou a dormir, cometeu um erro – mas conseguiu empatar.
Dois minutos de magia podem mudar a história de um jogo. Assim ,”temos campeonato.”
Segunda-feira, 01:15. Estou a ver o Carlos do Carmo, na RTP. Minto; estou à espera da Fórmula 1, na RTP.
Juntei-me à festa. Leiria explodiu. Dir-se-ia que ganhámos o Campeonato. Tudo na rua, tudo a gritar, buzinar, acelerar e apitar. Bandeiras, cachecóis, mota, moto4, descapotáveis, jipes, tractores agrícolas. AS festa. Reprimida, depois da derrota com a Grécia.
A verdade é que os 50 países europeus gostariam de estar nos quartos-de-final. Mas só 8 lá chegam. Portugal é um desses 8 de elite. É de festejar! E é já o 3º Europeu consecutivo em que nos qualificamos para os quartos! Começamos a ser candidatos crónicos! Em 96 perdemos logo nos quatros, em 2000 perdemos nas meias… em 2004 seremos os finalistas derrotados!
Bem, o povo acreditou e agora festeja. Festejemos quanto podemos. Se no futebol só festejassem os vencedores absolutos, dos 16 países só 1 festejava. O futebol não ganhava lugar nos corações, se fosse assim…aqueles jogadores cujo país é independente há 10 anos, que jogam quase todos no seu desconhecido campeonato, e chegam a uma fase final abanando a Rep. Checa e empatando com a Alemanha – eles são vencedores. Nós, recuperando de um mau começo, e não cedendo à pressão como insinuou esse palhaço desse treinador sem vergonha, também somos vencedores. Viva Portugal.
Estou tão entusiasmado com estes festejos, dos quais fiz parte, que a partir de agora, de cada vez que Portugal for vencedor ou se distinguir internacionalmente, face a outros países, venho para a rua festejar. Como diz a minha amiga Filipa: “Quando Saramago ganhou o Nobel, ninguém festejou.” Assim, fico à espera de acontecimento como estes:
- Portugal ser campeão do mundo ou da europa de hóquei em patins.
- “ “ “ “ “ “ “ “ noutro desporto colectivo.
- O Álvaro Parente ganhar uma corrida da Fórmula 3 britânica;
- O César Campaniço ganhar uma corrida da Fórmula Renault;
- Um português ganhar um Nobel;
- O enormíssimo António Damásio ganhar (mais) um prémio;
- Medalhas nos Jogos Olímpicos, ou nos Paralímpicos, ou no atletismo;
- O Manoel de Oliveira vencer a Palma de Ouro no Festival de Cannes;
- Etc.,
Pego na bandeira, no cachecol e no carro e venho para a rua buzinar e festejar. Se o fizer sozinho, paciência. Se a polícia me mandar parar, explico-lhes o que se passa – estamos numa democracia e se há excepções para o futebol, também há para o resto. O que interessa não é o futebol, é Portugal. Viva Portugal! (Se o Porto ganhar outra vez a Liga dos Campeões, pego na bandeira de Portugal e junto-me a eles.)
Hoje, 14:07. Caído das nuvens, não acompanhei a polémica que parece ter-se desenvolvido esta semana neste blog. Não posso participar porque, para maior glória do serviço público de internet da Câmara Municipal de Leiria, não tenho acesso aos 10 comentários do post de meio da semana. Assim, só posso dizer o que penso.
Falta espírito de cidadania aos portugueses. Foi por isso que a ditadura durou tanto tempo, e é daí que vêm as dificuldades da democracia. Porque as leis podem dizer que se respeita a liberdade de expressão, de associação, etc., e que a trabalho igual salário igual, mas as leis não podem obrigar as pessoas a lutar pelos seus princípios e pelos seus interesses (quando estas duas categorias não forem incompatíveis). Se isto já era grave, cada vez é mais, porque o dinheiro assume-se em definitivo como o valor dominante nas sociedades ocidentais e são as democracias - TODAS, não só a nossa - que perdem.
O que senti ontem à noite foi um resto disso: espírito de cidadania. O povo português ainda tem orgulho no que é e ainda se consegue reunir para festejar. Mesmo que seja levado pela euforia do momento e por a comunicação social só falar em Euro,Euro,Euro, e não vermos mais nada à nossa frente, por estes dias - mas ainda há um restinho de capacidade de mobilização por causas. Isto significa que ainda há esperança. Fico contente, por isso, com estes festejos.
O povo português também se conseguiu reunir por uma causa, como vimos quando Timor sofria, naqueles dias malditos de Setembro de 1999. Simplesmente o povo português não se consegue reunir para discutir os seus problemas. É pena que só se reúna para festejar...
Por isso, já disse e digo outra vez, se um português for campeão internacional de badminton, eu vou para a rua festejar. Já que não há mais nada para festejar sem ser isto...
Quanto ao aprofundamento da democracia, os partidos existentes são partidos de rotina, e já dizia o Tocqueville há mais de 150 anos que as democracias funcionam assim. Não esperemos nada deles. Têm que ser as pessoas a actuar. Mainada!
Histórico - Minardi pontua!
A equipa italiana não pontuava, salvo erro, desde 2002. Giancarlo Minardi havia dito, uma vez, que o sistema de pontuação precisava de ser alterado para as equipas pequenas aparecerem. Um ano e meio após a extensão dos pontos ao 8º lugar, a Minardi conseguiu. Ainda por cima através do lentíssimo Baumgartner, 2 voltas atrás do 7º. Penso também que foi a primeira vez que um húngaro pontuou nos GPs. Se eu fosse húngaro pegava na minha bandeira e ia festejar. Parabéns à equipa mini.
Dia inglório para Gianmaria Bruni, que certamente teria pontuado se não se envolvesse no acidente da primeira curva.
O acidente de Ralf foi de facto impressionante. O alemão teve bastante azar - é a zona mais rápida da pista, e o muro está muito próximo...ironicamente, talvez tivesse sido melhor bater de frente - se o carro raspasse e amortecesse o embate. Felizmente que nada de grave terá acontecido.
Quanto ao resto, nada de especial. Schumacher passou Barrichello ANTES da linha da meta, quando o safety Car saiu a primeira vez, o que é proibido - mas nós vimos que o nome do alemão apareceu primeiro no oráculo; finalmente o motor Honda do Sato chegou ao fim, um bom pódio para ele, a fazer o Button pensar 2 vezes; a McLaren é aquela equipa que fica logo à frente da Minardi - com o Kimi sempre à frente do Coulthard.
Mas o GP dos Estados Unidos, sem dúvida, pertenceu à Minardi.
Os posts da semana
Terça-feira, 10:58. a mística do dr. Salazar até contagiou os estrangeiros. O turista inglês viveu em Albufeira, quando era miúdo; recentemente, voltou ao Algarve – e descobriu que aquilo já não é português. Para comer feijoada e bacalhau à Brás, teve de vir ao Alentejo. “If Salazar was still here, he woudl keep Algarve for you.” E gosta tanto de Portugal que vai comprar casa cá e instalar-se definitvamente.
Se não gosta de Inglaterra, e gosta de Salazar – sou levado a crer que o senhor não gosta de democracia. Talvez eu esteja a exagerar. De resto, as opiniões políticas não podem estorvar o profissionalismo. Mas que não esperava ouvir elogios ao Salazar em inglês, isso não!
Sexta-feira, 10:50. Futebol-espectáculo “concentrado”, como os sumos. Em 2 minutos, a França tinha transformado uma derrota numa vitória. Ontem, em Leiria, os bleus experimentaram um pouco do seu próprio remédio: num curto espaço de tempo, a Croácia acordou da soneca e transformuo um entediante domínio (sem alegria) dos campeões da Europa num jogo emocionante. Depois, voltou a dormir, cometeu um erro – mas conseguiu empatar.
Dois minutos de magia podem mudar a história de um jogo. Assim ,”temos campeonato.”
Segunda-feira, 01:15. Estou a ver o Carlos do Carmo, na RTP. Minto; estou à espera da Fórmula 1, na RTP.
Juntei-me à festa. Leiria explodiu. Dir-se-ia que ganhámos o Campeonato. Tudo na rua, tudo a gritar, buzinar, acelerar e apitar. Bandeiras, cachecóis, mota, moto4, descapotáveis, jipes, tractores agrícolas. AS festa. Reprimida, depois da derrota com a Grécia.
A verdade é que os 50 países europeus gostariam de estar nos quartos-de-final. Mas só 8 lá chegam. Portugal é um desses 8 de elite. É de festejar! E é já o 3º Europeu consecutivo em que nos qualificamos para os quartos! Começamos a ser candidatos crónicos! Em 96 perdemos logo nos quatros, em 2000 perdemos nas meias… em 2004 seremos os finalistas derrotados!
Bem, o povo acreditou e agora festeja. Festejemos quanto podemos. Se no futebol só festejassem os vencedores absolutos, dos 16 países só 1 festejava. O futebol não ganhava lugar nos corações, se fosse assim…aqueles jogadores cujo país é independente há 10 anos, que jogam quase todos no seu desconhecido campeonato, e chegam a uma fase final abanando a Rep. Checa e empatando com a Alemanha – eles são vencedores. Nós, recuperando de um mau começo, e não cedendo à pressão como insinuou esse palhaço desse treinador sem vergonha, também somos vencedores. Viva Portugal.
Estou tão entusiasmado com estes festejos, dos quais fiz parte, que a partir de agora, de cada vez que Portugal for vencedor ou se distinguir internacionalmente, face a outros países, venho para a rua festejar. Como diz a minha amiga Filipa: “Quando Saramago ganhou o Nobel, ninguém festejou.” Assim, fico à espera de acontecimento como estes:
- Portugal ser campeão do mundo ou da europa de hóquei em patins.
- “ “ “ “ “ “ “ “ noutro desporto colectivo.
- O Álvaro Parente ganhar uma corrida da Fórmula 3 britânica;
- O César Campaniço ganhar uma corrida da Fórmula Renault;
- Um português ganhar um Nobel;
- O enormíssimo António Damásio ganhar (mais) um prémio;
- Medalhas nos Jogos Olímpicos, ou nos Paralímpicos, ou no atletismo;
- O Manoel de Oliveira vencer a Palma de Ouro no Festival de Cannes;
- Etc.,
Pego na bandeira, no cachecol e no carro e venho para a rua buzinar e festejar. Se o fizer sozinho, paciência. Se a polícia me mandar parar, explico-lhes o que se passa – estamos numa democracia e se há excepções para o futebol, também há para o resto. O que interessa não é o futebol, é Portugal. Viva Portugal! (Se o Porto ganhar outra vez a Liga dos Campeões, pego na bandeira de Portugal e junto-me a eles.)
Hoje, 14:07. Caído das nuvens, não acompanhei a polémica que parece ter-se desenvolvido esta semana neste blog. Não posso participar porque, para maior glória do serviço público de internet da Câmara Municipal de Leiria, não tenho acesso aos 10 comentários do post de meio da semana. Assim, só posso dizer o que penso.
Falta espírito de cidadania aos portugueses. Foi por isso que a ditadura durou tanto tempo, e é daí que vêm as dificuldades da democracia. Porque as leis podem dizer que se respeita a liberdade de expressão, de associação, etc., e que a trabalho igual salário igual, mas as leis não podem obrigar as pessoas a lutar pelos seus princípios e pelos seus interesses (quando estas duas categorias não forem incompatíveis). Se isto já era grave, cada vez é mais, porque o dinheiro assume-se em definitivo como o valor dominante nas sociedades ocidentais e são as democracias - TODAS, não só a nossa - que perdem.
O que senti ontem à noite foi um resto disso: espírito de cidadania. O povo português ainda tem orgulho no que é e ainda se consegue reunir para festejar. Mesmo que seja levado pela euforia do momento e por a comunicação social só falar em Euro,Euro,Euro, e não vermos mais nada à nossa frente, por estes dias - mas ainda há um restinho de capacidade de mobilização por causas. Isto significa que ainda há esperança. Fico contente, por isso, com estes festejos.
O povo português também se conseguiu reunir por uma causa, como vimos quando Timor sofria, naqueles dias malditos de Setembro de 1999. Simplesmente o povo português não se consegue reunir para discutir os seus problemas. É pena que só se reúna para festejar...
Por isso, já disse e digo outra vez, se um português for campeão internacional de badminton, eu vou para a rua festejar. Já que não há mais nada para festejar sem ser isto...
Quanto ao aprofundamento da democracia, os partidos existentes são partidos de rotina, e já dizia o Tocqueville há mais de 150 anos que as democracias funcionam assim. Não esperemos nada deles. Têm que ser as pessoas a actuar. Mainada!
sexta-feira, junho 18, 2004
Uma explicação para quem não compreende, ou não quer compreender!!!
Caro Apocaliptico, interiorizando a crítica que me fazes, julgo que não me deves conhecer, pois se me conhecesses não dirias que eu "ejaculo de forma obscena e cobarde o que me vai na alma", na realidade digo isto à frente de qualquer pessoa sem problemas e julgo saber justificá-lo com alguma coerência, também não necessitas de utilizar a tua veia poética para me ofender pois eu não valorizo minimamente essas "patetices de elite". Depois também não compreendo aquilo a que tu designas de "destino" português, será que estás a falar de ganhar o EURO, isso é verdadeiramente importante, vamos todos começar a viver bem à custa disso, a pobreza em Portugal vai acabar, e Portugal será um país de sonho para todos vivermos, uma vitória no EURO não será nada mais que uma felicidade momentânea, que com o tempo e com o agravar da vida das pessoas passa. Uma vitória no EURO servirá apenas para iludir os portugueses e nada mais, os jogadores esses sim vão ganhar (100 mil contos cada um). É claro, que não somos apenas um país de futebol, somos também o país com mais acidentes mortais, o país com maior consumo de alcool, o país com mais jovens infectados com a SIDA, o país com mais pessoa na "baixa", e a lista poderia ser muito maior se eu perdesse um pouco de tempo a pesquisar mais problemas sociais em Portugal. O tipo de comentário que pessoas como tu fazem, é um comentário que "arrasta" Portugal para a passividade, para o conformismo, quando eu faço as minhas criticas de "panfleto" (como alguém já as apelidou...), que muitas vezes estão com um tom menos correcto, faço-o não para criticar e deitar abaixo Portugal mas sim, para tentar de alguma forma alertar e "despertar" os portugueses para uma nova forma de pensar, julgo que Portugal não precisa de ser eternamente o país do "fado", onde o nosso destino fatal é o sofrimento, considero que podemos aspirar a algo superior, falta cumprir a profecia de Fernando Pessoa, é por isso que eu luto, por um Portugal diferente, um Portugal feito para os seus cidadãos activos, e não para uma classe amórfa e decadente de políticos e de elites sociais, para mim os partidos políticos são todos um monte de "fertelizante agrícola", se queremos aspirar a mais necessitamos de uma "sociedade aberta" e de uma democracia cada vez mais directa. Mas se tu te satisfazes e és feliz com uma vitória de Portugal sobre a Rússia, e consideras isso o "destino" português, então parabéns!!!
Caro Apocaliptico, interiorizando a crítica que me fazes, julgo que não me deves conhecer, pois se me conhecesses não dirias que eu "ejaculo de forma obscena e cobarde o que me vai na alma", na realidade digo isto à frente de qualquer pessoa sem problemas e julgo saber justificá-lo com alguma coerência, também não necessitas de utilizar a tua veia poética para me ofender pois eu não valorizo minimamente essas "patetices de elite". Depois também não compreendo aquilo a que tu designas de "destino" português, será que estás a falar de ganhar o EURO, isso é verdadeiramente importante, vamos todos começar a viver bem à custa disso, a pobreza em Portugal vai acabar, e Portugal será um país de sonho para todos vivermos, uma vitória no EURO não será nada mais que uma felicidade momentânea, que com o tempo e com o agravar da vida das pessoas passa. Uma vitória no EURO servirá apenas para iludir os portugueses e nada mais, os jogadores esses sim vão ganhar (100 mil contos cada um). É claro, que não somos apenas um país de futebol, somos também o país com mais acidentes mortais, o país com maior consumo de alcool, o país com mais jovens infectados com a SIDA, o país com mais pessoa na "baixa", e a lista poderia ser muito maior se eu perdesse um pouco de tempo a pesquisar mais problemas sociais em Portugal. O tipo de comentário que pessoas como tu fazem, é um comentário que "arrasta" Portugal para a passividade, para o conformismo, quando eu faço as minhas criticas de "panfleto" (como alguém já as apelidou...), que muitas vezes estão com um tom menos correcto, faço-o não para criticar e deitar abaixo Portugal mas sim, para tentar de alguma forma alertar e "despertar" os portugueses para uma nova forma de pensar, julgo que Portugal não precisa de ser eternamente o país do "fado", onde o nosso destino fatal é o sofrimento, considero que podemos aspirar a algo superior, falta cumprir a profecia de Fernando Pessoa, é por isso que eu luto, por um Portugal diferente, um Portugal feito para os seus cidadãos activos, e não para uma classe amórfa e decadente de políticos e de elites sociais, para mim os partidos políticos são todos um monte de "fertelizante agrícola", se queremos aspirar a mais necessitamos de uma "sociedade aberta" e de uma democracia cada vez mais directa. Mas se tu te satisfazes e és feliz com uma vitória de Portugal sobre a Rússia, e consideras isso o "destino" português, então parabéns!!!
quinta-feira, junho 17, 2004
Portugal ganhou, festa nacional ou palhaçada total?!
Portugal ganhou ontem à Rússia, uma equipa sem futebol, sem a sua estrela (Mostovoi), sem força mental, e completamente desgastada fisícamente. Portugal por seu turno, mostrou um pouco mais de futebol do que o tinha mostrado contra os gregos, o que me leva a concluir que essas bestas andaram a gozar com o sonho de alguns milhões de portugueses. Mas não é para dizer mal dos jogadores portugueses que eu aqui estou, apesar de vontade e razões não me faltarem, eu venho aqui hoje para falar numa outra situação. Assim que o árbitro apitou para o final do jogo, muitos portugueses saíram às ruas de Coimbra com os seus carros e bandeiras a apitar feito tontinhos, até parecia que Portugal tinha ganho o Mundial ou um Europeu, entre os gritos ouvia-se "Portugal, Portugal!!!", e eu pergunto: mas afinal qual o motivo de tanta festa? Portugal jogou relativamente bem, mas se não jogar melhor contra a Espanha podem fazer as malas, depois a Rússia não mostrou futebol nenhum, e para além disso fomos claramente ajudados pela arbitragem, quase que parece o Mundial de 2002, onde a Coreia do Sul foi "levada" até às meias-finais. Isto só prova uma coisa, somos um povo de saloios, preferimos que os nossos impostos sejam aumentados, a inflação suba, o nível de vida decresça, mas ter um Europeu organizado por nós, com estádios com défices do triplo do valor inicial, com obras feitas à pressa, aliás eu nunca vi Portugal tão bonito e bem organizado, as estradas alcatroadas e pintadas, as pontes feitas a tempo... Como já disse anteriormente, o futebol manda neste país de tristes e saloios, por isso é que nunca saíremos do lixo em que estamos, para além de não haver políticos competentes, tambem o povo é uma merda... Os portugueses vivem no país que merecem!!!
Portugal ganhou ontem à Rússia, uma equipa sem futebol, sem a sua estrela (Mostovoi), sem força mental, e completamente desgastada fisícamente. Portugal por seu turno, mostrou um pouco mais de futebol do que o tinha mostrado contra os gregos, o que me leva a concluir que essas bestas andaram a gozar com o sonho de alguns milhões de portugueses. Mas não é para dizer mal dos jogadores portugueses que eu aqui estou, apesar de vontade e razões não me faltarem, eu venho aqui hoje para falar numa outra situação. Assim que o árbitro apitou para o final do jogo, muitos portugueses saíram às ruas de Coimbra com os seus carros e bandeiras a apitar feito tontinhos, até parecia que Portugal tinha ganho o Mundial ou um Europeu, entre os gritos ouvia-se "Portugal, Portugal!!!", e eu pergunto: mas afinal qual o motivo de tanta festa? Portugal jogou relativamente bem, mas se não jogar melhor contra a Espanha podem fazer as malas, depois a Rússia não mostrou futebol nenhum, e para além disso fomos claramente ajudados pela arbitragem, quase que parece o Mundial de 2002, onde a Coreia do Sul foi "levada" até às meias-finais. Isto só prova uma coisa, somos um povo de saloios, preferimos que os nossos impostos sejam aumentados, a inflação suba, o nível de vida decresça, mas ter um Europeu organizado por nós, com estádios com défices do triplo do valor inicial, com obras feitas à pressa, aliás eu nunca vi Portugal tão bonito e bem organizado, as estradas alcatroadas e pintadas, as pontes feitas a tempo... Como já disse anteriormente, o futebol manda neste país de tristes e saloios, por isso é que nunca saíremos do lixo em que estamos, para além de não haver políticos competentes, tambem o povo é uma merda... Os portugueses vivem no país que merecem!!!
segunda-feira, junho 14, 2004
Eleições Europeias
António Costa dedica "resultado histórico do PS" a Matilde Sousa Franco
Domingo, 13 de Junho de 2004 in "Público"
Não percebo como é possível este palhaço estar tão contente com uns resultados vergonhosos como estes? Somos dos países da União Europeia com a menor partipação eleitoral, mais de metade dos portugueses não votaram (mais de 60%) e ainda vem este cromo gabar-se de ser um "resultado histórico para o PS". É um resultado histórico sim , mas não para o PS, para a abstenção. Provavelmente, dizem que a abstenção se deve ao calor, os portugueses preferem ir para a praia e ver os jogos do euro do que ir votar, isso até pode ser verdade, mas como pode um sistema democrático existir quando as pessoas preferem ir tomar banho ao mar do que ir exercer o seu direito (quase dever) de voto? Os portugueses podem ser muito saloios e burros, mas têm o discernimento suficiente para ver que os políticos são todos a mesma porcaria, de que vale votar quando o sistema rotativo PS PSD prova ser sempre igual? Muito simples votem sem ser no PS ou no PSD, mas em quê então? Pois... a verdadeira alternativa ainda está para nascer... quando surgir um partido político com o qual os 60% de abstenção se identifique, um partido que não seja feito por elites e para as elites, mas sim para os portugueses aí então esta democracia saloia vai mudar...
António Costa dedica "resultado histórico do PS" a Matilde Sousa Franco
Domingo, 13 de Junho de 2004 in "Público"
Não percebo como é possível este palhaço estar tão contente com uns resultados vergonhosos como estes? Somos dos países da União Europeia com a menor partipação eleitoral, mais de metade dos portugueses não votaram (mais de 60%) e ainda vem este cromo gabar-se de ser um "resultado histórico para o PS". É um resultado histórico sim , mas não para o PS, para a abstenção. Provavelmente, dizem que a abstenção se deve ao calor, os portugueses preferem ir para a praia e ver os jogos do euro do que ir votar, isso até pode ser verdade, mas como pode um sistema democrático existir quando as pessoas preferem ir tomar banho ao mar do que ir exercer o seu direito (quase dever) de voto? Os portugueses podem ser muito saloios e burros, mas têm o discernimento suficiente para ver que os políticos são todos a mesma porcaria, de que vale votar quando o sistema rotativo PS PSD prova ser sempre igual? Muito simples votem sem ser no PS ou no PSD, mas em quê então? Pois... a verdadeira alternativa ainda está para nascer... quando surgir um partido político com o qual os 60% de abstenção se identifique, um partido que não seja feito por elites e para as elites, mas sim para os portugueses aí então esta democracia saloia vai mudar...
“Quando Sua Majestade [o Rei D. Luís] chegou a Vila do Conde esperava-o uma pompa singular. Era uma delicadeza da câmara. Estavam na estrada, formados em alas, respeitáveis – 160 bois! (…) Em alas só soldados num aparato militar, (…) Bois, não. Para quê?
Senão, digam-nos: - Para que estavam ali? Em que qualidade? Com que intenção? Como bois, não. O boi está nos campos, ou no prato. Em alas nunca. (…) Representavam, como polícias, para conter em alas uma multidão impaciente? (…) Porque então, assim, evidentemente se abre uma época inesperada nos destinos do boi! Se eles podem policiar, à orla das estradas, à chegada de um cortejo, então – é talvez económico, conveniente e seguro – que substituam a polícia civil – pelo gado bovino. O boi é mais sólido, mais sóbrio, mais duradouro e sério que o polícia. Não seria o boi que levaria a sua tarde vigilante, em atitude namorada, diante da criada da esquina; não seria o boi que entraria no fumacento ruído da taberna, a parceirar com os homens do fado. Não. Mas tinha inconvenientes. Seria o boi respeitado? Ah! É bem certo que se poderia ler nas gazetas aterradas: ‘Ontem um bando de facínoras agarrou o polícia n.º 6, todo preto com malhas, e assou-o no espeto (…)’ – Ou ainda: ‘O Café Central acaba de fazer aquisição do polícia n.º 20, castanho, e tem-no à disposição dos seus fregueses para ceias e almoços. Informam-nos ser da mais tenra a carne deste agente da força pública’.”
Eça de Queirós, As Farpas, 1872
Notícias da Fórmula 1!
Como certamente repararam, há duas semanas o meu opinanço sobre o GP Europa não fez a menor referência a Michael Schumacher. Isso porque eu queria demonstrar o erro em que caem aqueles que dizem que a Fórmula 1 actual não tem interesse. Alguém deu pela falta do piloto alemão? Não acharam que os outros 19 pilotos e carros são mais que suficientes?
Esta semana, visto que Schumacher partiu cá de trás, há que voltar a falar nele, porque voltou a fazer parte da corrida.
Largando em 6º, o que aconteceu aos 5 pilotos que estavam à sua frente?
- Trulli ficou de fora antes da primeira curva. Schumi andou em 5º nas primeiras voltas, atrás de Montoya
- Alondo ficou parado 17s no primeiro reabastecimento. Sem hipóteses de voltar a estorvar o hexa.
- Montoya ficou para trás no primeiro reabastecimento. No segundo período de corrida, Montoya tinha menos peso de gasolina que Schumacher, e o cenário inverteu-se, com o colombiano a pressionar pelo alemão. Mas limitou-se a perder tempo até ao seu 2º refuel, na 30ª volta. A partir daí fica cerca de 20s atrás do Ferrari - quando ambos tinham um refuel para fazer até final.
- Button fez o segundo refuel na 30ª volta.
- Ralf Schumacher, lider da corrida, pára na 32ª.
E ambos ficam na mesma situação. Os Ferrari ficam na frente - e a todos faltava um reabastecimento até final...o resto foi ditado pela lógica. Rubens pára na 44ª e Schumi na 46ª. Ralf pára logo na 47ª, sem hipóteses de comer os 4s que o separavam do irmão. Já teve sorte em sair á frente do Barrichello, que perdeu tempo numa saída de pista...
Conclusão: a Ferrari escolheu a táctica certa - 2 paragens. Se o Ralf tivesse escolhido 2 paragens, talvez tivesse ganho. (Ou talvez não, porque por vezes a equipa não tem alternativas de escolha, quando, por exemplo, o carro se comporta mal com tanque cheio.) Mas pelo menos é mais uma pole position para o "mais novo."
Notas:
- O Ralf costuma andar bem em Montreal e este fim de semana não foi excepção. O Montoya foi completamente papado, do princípio ao fim do Grande Prémio.
- O Montoya podia ter tentado aproximar-se um pouco mais do Button no final, a luta pelo 4º lugar teria sido interessante.
- Mais um motor partido para o Sato, que novamente mostrou garra ao passar um Toyota. Desta vez a manobra correu mal.
- Quem viu o Rubens a "aparecer" nos espelhos do Schumacher na 41ª volta até pensou que aquilo era a sério...nada disso, era só a brincar...
- O Kimi continua a fazer os possíveis com o Mclaren...
- Saúde-se o esforço do Klien da Jaguar, na 66ª volta, ao tentar passar o estreante Glock da Jordan. Mas naquele sítio não é fácil. O Glock não andou nada mal e até acabou à frente do Heidfeld.
- Mas o mais interessante é ter-se confirmado que existem, pelo menos, conversas entre Jacques Villeneuve e Frank Williams...
ÚLTIMA HORA:
- A desqualificação da Williams e da Toyota não altera o espectáculo que tivemos na corrida, nem as considerações do campeonato. Para o Barrichello, ficar em terceiro ou segundo não altera grande coisa. É bom é para a Jordan que põe os seus 2 carros nos pontos (7º e 8º), em especial para o Glock - são raros os pilotos que conseguem pontuar na estreia.
Bem, este espaço vai converter-se numa rubrica semanal…
Os posts da semana
09 de Junho, 13:49. É de tal ordem o descrédito a que chegou a classe política portuguesa, que estão 10 pessoas neste café, duas televisões ligadas no Jornal da TVI a dar a notícia da morte de Sousa Franco, e eu sou o único que lhe dá atenção.
Mas esta não é a hora de pensar nisso. Geralmente diz-se que “quando as pessoas morrem, só se diz bem delas, etc.” e às vezes é verdade. Mas eu não vou mudar a minha opinião em relação ao prof. – expressa no meu post de 11 de Março. Acho que ele foi o único ministro capaz e competente do 1º governo de Guterres; que a sua saída condenou o 2º governo à letargia em que entrou, desde o início, e “empurrá-lo” para Bruxelas era uma forma da liderança do PS afastar a maior ameaça, porque o Prof., se quisesse, daria um bom Secretário-Geral – e um melhor Primeiro-ministro.
Para além da família e dos amigos, é Portugal que perde – e os grandes cidadãos são tão poucos e raros… até sempre Professor
11 de Junho, 15:38. A nova Ponte sobre o Rio Lis (que se chamava Ponte América mas que vai agora ser a Ponte de S. Bonifácio) faz inveja a Coimbra, e a liderança PSD da dra. Damasceno deu uma lição de competência e eficácia à coligação do dr. Encarnação. Em um mês – UM MÊS – está feita uma nova ponte! Dir-me-ão que o Esgoto Lis é mais pequeno que o Mondego; mas um mês para fazer uma ponte copiada da de Sta. Isabel – com o mesmo mastro, só que não inclinado – não deixa de ser notável. Sem a ponte, o acesso ao Estádio seria impossível.
Sobram 2 perguntas:
- porque é que a ponte não foi começada um bocadinho mais cedo?
- Se se faz uma ponte, passeios, calçadas, limpezas, o nó de ligação EN 109/IC2, etc., em um mês – porque é que não se faz, em um mês, o alargamento do IC2 para 4 faixas?
Mas tá nice. Esperemos que a nova Ponte tenha os parafusos todos – e não aconteça um acidente daqueles típicos de Portugal.
Cada vez gosto mais do blogger Ivan. O bloquista convicto não tem nenhum problema em criticar e atacar a linha de acção do seu partido, quando não lhe agrada. Um verdadeiro sinal de independência e respeito por si próprio.
Embora eu não ache que o “lhes” dos cartazes do bloco se dirija aos políticos, em geral; acho que é apenas aos “outros.” Especialmente aos “do Governo.” De resto, a campanha eleitoral das europeias limitou-se a ser, no dizer de Eça de Queirós, uma “ventania de insultos trocados”, - e o bloco sentir-se-ia mal, ficaria até envergonhado, se tentasse ser diferente dos outros e fazer uma campanha séria e decente. Assim, “DÁ-LHE COM FORÇA!”
E os partidos tiveram duas grandes qualidades – a honestidade e a sinceridade! Podia ainda haver quem acreditasse que estas eleições tinham a ver com a representação de Portugal no Parlamento dos Cidadãos Europeus! Mas os partidos disseram, com toda a franqueza, aos eleitores: “Deixemo-nos de tretas! Estas eleições são UMA SONDAGEM! Mainada!” Em vez de ser feita pela Amostra, pela Universidade Católica/RTP ou pela SIC/Visão, é feita pela Comissão Nacional de Eleições – e tem portanto 100% de fiabilidade e 0% de margem de erro.
De resto, é assim em toda a Europa dos 15…(os 10 talvez ainda tenham uma réstia de entusiasmo sobrado do dia 1 de Maio…)
22:30. De vez em quando a Comunicação Social é assolada por notícias trágicas. Lembrando Ronald Reagan e Ray Charles, gostava especialmente de relembrar o deputado Lino de Carvalho e a sua respeitável carreira na Assembleia da República. E especialmente porque se trata do pai do nosso colega Vilar, da FEUC. Vi na SIC que “o filho de Lino de Carvalho fez um discurso emocionado”, o que foi sublinhado pelo próprio Carlos Carvalhas. Naturalmente, o Vilar não foi objecto de interesse mediático, e ainda bem, mas certamente que gostava de o ter visto – ele que é uma figura pública aqui na FEUC. As nossas condolências.
(Devia ter visto a TVI. A TVI talvez não tivesse problemas…)
13 Junho, 15:20. Portugal ficou mal visto internacionalmente.
Dói-me mais que um grupo de suecos me peça ajuda para reservar bilhetes de expresso para Lisboa – e não o possa fazer, porque ninguém atende os telefones da Rodoviária de Leiria; e dói-me mais que o Parque Aquático da Praia da Vieira desconheça a existência de um Campeonato Europeu de Futebol e só abra as portas a 15 de Junho, do que a Selecção ter perdido o primeiro jogo.
17:05. Os suecos voltaram e a Rodoviária de Leiria agora atendeu-me. Eles queriam ir a Lisboa ver o Suécia-Bulgária de amanhã (Alvalade XXI, 19:45) e voltar de expresso para Leiria. Impossível. O último expresso é às 21:15; não há comboios, nem pela linha do Oeste, nem pela do Norte (que fossem a Pombal). Resultado: os senhores vão de carro.
O Paulo Ferreira é só um, e esteve desatento num breve momento. As instituições são compostas por muitas pessoas, e o Euro2004 já era esperado há muito! Isto envergonha-me muito mais que o Paulo Ferreira!
20:12. Parabéns ao bloco. É melhor o Berlusconi não aparecer no Parlamento, arrisca-se a levar com o rolo da massa. (Mas também, ele não é de levar e os outros se ficarem a rir…) Parabéns à abstenção, que continua a somar vitórias. O PJS não teve muitos votos; a abstenção é parecida com o PJS, mas neste caso ainda não chega para abalar o sistema. (O PJS é o Partido de José Saramago – o voto em branco.) E parabéns ao PS, que espera reconquistar o poleiro utilizando a mesma táctica do dr. Durão Barroso; esperar que o governo caia de podre, e que se cumpram as leis da inércia. É a ver quem é o mais inerte!
Por falar nisso, lembro-me agora…o Berto havia apelado à SARIP para discutir as eleições europeias. Permitam-me resumir a campanha e o debate de ideias em algumas frases:
Suas bestas! Inertes! Camafeus! Cambada de imbecis! Ineptos! Trogloditas! Lontras! Vão p’á p. que vos pariu! Dá-lhe porrada com força! É p’ó bujon! Mainada!
Está encerrado o debate.
14 de Junho, 10:05. O Reinold não devia interferir com o pasmo e a verdadeira surpresa em que cairam as pessoas depois do jogo. Há que respeitar o fado. Foi o destino... trágico e lúgubre, a que ninguém escapa!...
- Concordo com o Jonas quanto ao Pessoa...
Senão, digam-nos: - Para que estavam ali? Em que qualidade? Com que intenção? Como bois, não. O boi está nos campos, ou no prato. Em alas nunca. (…) Representavam, como polícias, para conter em alas uma multidão impaciente? (…) Porque então, assim, evidentemente se abre uma época inesperada nos destinos do boi! Se eles podem policiar, à orla das estradas, à chegada de um cortejo, então – é talvez económico, conveniente e seguro – que substituam a polícia civil – pelo gado bovino. O boi é mais sólido, mais sóbrio, mais duradouro e sério que o polícia. Não seria o boi que levaria a sua tarde vigilante, em atitude namorada, diante da criada da esquina; não seria o boi que entraria no fumacento ruído da taberna, a parceirar com os homens do fado. Não. Mas tinha inconvenientes. Seria o boi respeitado? Ah! É bem certo que se poderia ler nas gazetas aterradas: ‘Ontem um bando de facínoras agarrou o polícia n.º 6, todo preto com malhas, e assou-o no espeto (…)’ – Ou ainda: ‘O Café Central acaba de fazer aquisição do polícia n.º 20, castanho, e tem-no à disposição dos seus fregueses para ceias e almoços. Informam-nos ser da mais tenra a carne deste agente da força pública’.”
Eça de Queirós, As Farpas, 1872
Notícias da Fórmula 1!
Como certamente repararam, há duas semanas o meu opinanço sobre o GP Europa não fez a menor referência a Michael Schumacher. Isso porque eu queria demonstrar o erro em que caem aqueles que dizem que a Fórmula 1 actual não tem interesse. Alguém deu pela falta do piloto alemão? Não acharam que os outros 19 pilotos e carros são mais que suficientes?
Esta semana, visto que Schumacher partiu cá de trás, há que voltar a falar nele, porque voltou a fazer parte da corrida.
Largando em 6º, o que aconteceu aos 5 pilotos que estavam à sua frente?
- Trulli ficou de fora antes da primeira curva. Schumi andou em 5º nas primeiras voltas, atrás de Montoya
- Alondo ficou parado 17s no primeiro reabastecimento. Sem hipóteses de voltar a estorvar o hexa.
- Montoya ficou para trás no primeiro reabastecimento. No segundo período de corrida, Montoya tinha menos peso de gasolina que Schumacher, e o cenário inverteu-se, com o colombiano a pressionar pelo alemão. Mas limitou-se a perder tempo até ao seu 2º refuel, na 30ª volta. A partir daí fica cerca de 20s atrás do Ferrari - quando ambos tinham um refuel para fazer até final.
- Button fez o segundo refuel na 30ª volta.
- Ralf Schumacher, lider da corrida, pára na 32ª.
E ambos ficam na mesma situação. Os Ferrari ficam na frente - e a todos faltava um reabastecimento até final...o resto foi ditado pela lógica. Rubens pára na 44ª e Schumi na 46ª. Ralf pára logo na 47ª, sem hipóteses de comer os 4s que o separavam do irmão. Já teve sorte em sair á frente do Barrichello, que perdeu tempo numa saída de pista...
Conclusão: a Ferrari escolheu a táctica certa - 2 paragens. Se o Ralf tivesse escolhido 2 paragens, talvez tivesse ganho. (Ou talvez não, porque por vezes a equipa não tem alternativas de escolha, quando, por exemplo, o carro se comporta mal com tanque cheio.) Mas pelo menos é mais uma pole position para o "mais novo."
Notas:
- O Ralf costuma andar bem em Montreal e este fim de semana não foi excepção. O Montoya foi completamente papado, do princípio ao fim do Grande Prémio.
- O Montoya podia ter tentado aproximar-se um pouco mais do Button no final, a luta pelo 4º lugar teria sido interessante.
- Mais um motor partido para o Sato, que novamente mostrou garra ao passar um Toyota. Desta vez a manobra correu mal.
- Quem viu o Rubens a "aparecer" nos espelhos do Schumacher na 41ª volta até pensou que aquilo era a sério...nada disso, era só a brincar...
- O Kimi continua a fazer os possíveis com o Mclaren...
- Saúde-se o esforço do Klien da Jaguar, na 66ª volta, ao tentar passar o estreante Glock da Jordan. Mas naquele sítio não é fácil. O Glock não andou nada mal e até acabou à frente do Heidfeld.
- Mas o mais interessante é ter-se confirmado que existem, pelo menos, conversas entre Jacques Villeneuve e Frank Williams...
ÚLTIMA HORA:
- A desqualificação da Williams e da Toyota não altera o espectáculo que tivemos na corrida, nem as considerações do campeonato. Para o Barrichello, ficar em terceiro ou segundo não altera grande coisa. É bom é para a Jordan que põe os seus 2 carros nos pontos (7º e 8º), em especial para o Glock - são raros os pilotos que conseguem pontuar na estreia.
Bem, este espaço vai converter-se numa rubrica semanal…
Os posts da semana
09 de Junho, 13:49. É de tal ordem o descrédito a que chegou a classe política portuguesa, que estão 10 pessoas neste café, duas televisões ligadas no Jornal da TVI a dar a notícia da morte de Sousa Franco, e eu sou o único que lhe dá atenção.
Mas esta não é a hora de pensar nisso. Geralmente diz-se que “quando as pessoas morrem, só se diz bem delas, etc.” e às vezes é verdade. Mas eu não vou mudar a minha opinião em relação ao prof. – expressa no meu post de 11 de Março. Acho que ele foi o único ministro capaz e competente do 1º governo de Guterres; que a sua saída condenou o 2º governo à letargia em que entrou, desde o início, e “empurrá-lo” para Bruxelas era uma forma da liderança do PS afastar a maior ameaça, porque o Prof., se quisesse, daria um bom Secretário-Geral – e um melhor Primeiro-ministro.
Para além da família e dos amigos, é Portugal que perde – e os grandes cidadãos são tão poucos e raros… até sempre Professor
11 de Junho, 15:38. A nova Ponte sobre o Rio Lis (que se chamava Ponte América mas que vai agora ser a Ponte de S. Bonifácio) faz inveja a Coimbra, e a liderança PSD da dra. Damasceno deu uma lição de competência e eficácia à coligação do dr. Encarnação. Em um mês – UM MÊS – está feita uma nova ponte! Dir-me-ão que o Esgoto Lis é mais pequeno que o Mondego; mas um mês para fazer uma ponte copiada da de Sta. Isabel – com o mesmo mastro, só que não inclinado – não deixa de ser notável. Sem a ponte, o acesso ao Estádio seria impossível.
Sobram 2 perguntas:
- porque é que a ponte não foi começada um bocadinho mais cedo?
- Se se faz uma ponte, passeios, calçadas, limpezas, o nó de ligação EN 109/IC2, etc., em um mês – porque é que não se faz, em um mês, o alargamento do IC2 para 4 faixas?
Mas tá nice. Esperemos que a nova Ponte tenha os parafusos todos – e não aconteça um acidente daqueles típicos de Portugal.
Cada vez gosto mais do blogger Ivan. O bloquista convicto não tem nenhum problema em criticar e atacar a linha de acção do seu partido, quando não lhe agrada. Um verdadeiro sinal de independência e respeito por si próprio.
Embora eu não ache que o “lhes” dos cartazes do bloco se dirija aos políticos, em geral; acho que é apenas aos “outros.” Especialmente aos “do Governo.” De resto, a campanha eleitoral das europeias limitou-se a ser, no dizer de Eça de Queirós, uma “ventania de insultos trocados”, - e o bloco sentir-se-ia mal, ficaria até envergonhado, se tentasse ser diferente dos outros e fazer uma campanha séria e decente. Assim, “DÁ-LHE COM FORÇA!”
E os partidos tiveram duas grandes qualidades – a honestidade e a sinceridade! Podia ainda haver quem acreditasse que estas eleições tinham a ver com a representação de Portugal no Parlamento dos Cidadãos Europeus! Mas os partidos disseram, com toda a franqueza, aos eleitores: “Deixemo-nos de tretas! Estas eleições são UMA SONDAGEM! Mainada!” Em vez de ser feita pela Amostra, pela Universidade Católica/RTP ou pela SIC/Visão, é feita pela Comissão Nacional de Eleições – e tem portanto 100% de fiabilidade e 0% de margem de erro.
De resto, é assim em toda a Europa dos 15…(os 10 talvez ainda tenham uma réstia de entusiasmo sobrado do dia 1 de Maio…)
22:30. De vez em quando a Comunicação Social é assolada por notícias trágicas. Lembrando Ronald Reagan e Ray Charles, gostava especialmente de relembrar o deputado Lino de Carvalho e a sua respeitável carreira na Assembleia da República. E especialmente porque se trata do pai do nosso colega Vilar, da FEUC. Vi na SIC que “o filho de Lino de Carvalho fez um discurso emocionado”, o que foi sublinhado pelo próprio Carlos Carvalhas. Naturalmente, o Vilar não foi objecto de interesse mediático, e ainda bem, mas certamente que gostava de o ter visto – ele que é uma figura pública aqui na FEUC. As nossas condolências.
(Devia ter visto a TVI. A TVI talvez não tivesse problemas…)
13 Junho, 15:20. Portugal ficou mal visto internacionalmente.
Dói-me mais que um grupo de suecos me peça ajuda para reservar bilhetes de expresso para Lisboa – e não o possa fazer, porque ninguém atende os telefones da Rodoviária de Leiria; e dói-me mais que o Parque Aquático da Praia da Vieira desconheça a existência de um Campeonato Europeu de Futebol e só abra as portas a 15 de Junho, do que a Selecção ter perdido o primeiro jogo.
17:05. Os suecos voltaram e a Rodoviária de Leiria agora atendeu-me. Eles queriam ir a Lisboa ver o Suécia-Bulgária de amanhã (Alvalade XXI, 19:45) e voltar de expresso para Leiria. Impossível. O último expresso é às 21:15; não há comboios, nem pela linha do Oeste, nem pela do Norte (que fossem a Pombal). Resultado: os senhores vão de carro.
O Paulo Ferreira é só um, e esteve desatento num breve momento. As instituições são compostas por muitas pessoas, e o Euro2004 já era esperado há muito! Isto envergonha-me muito mais que o Paulo Ferreira!
20:12. Parabéns ao bloco. É melhor o Berlusconi não aparecer no Parlamento, arrisca-se a levar com o rolo da massa. (Mas também, ele não é de levar e os outros se ficarem a rir…) Parabéns à abstenção, que continua a somar vitórias. O PJS não teve muitos votos; a abstenção é parecida com o PJS, mas neste caso ainda não chega para abalar o sistema. (O PJS é o Partido de José Saramago – o voto em branco.) E parabéns ao PS, que espera reconquistar o poleiro utilizando a mesma táctica do dr. Durão Barroso; esperar que o governo caia de podre, e que se cumpram as leis da inércia. É a ver quem é o mais inerte!
Por falar nisso, lembro-me agora…o Berto havia apelado à SARIP para discutir as eleições europeias. Permitam-me resumir a campanha e o debate de ideias em algumas frases:
Suas bestas! Inertes! Camafeus! Cambada de imbecis! Ineptos! Trogloditas! Lontras! Vão p’á p. que vos pariu! Dá-lhe porrada com força! É p’ó bujon! Mainada!
Está encerrado o debate.
14 de Junho, 10:05. O Reinold não devia interferir com o pasmo e a verdadeira surpresa em que cairam as pessoas depois do jogo. Há que respeitar o fado. Foi o destino... trágico e lúgubre, a que ninguém escapa!...
- Concordo com o Jonas quanto ao Pessoa...
sábado, junho 12, 2004
Pois é, o Casillas bem que avisou, o próprio Rehagel disse que queria ganhar o grupo.
Mas o Scolari veio para a imprensa revelar logo o 11 inicial, afirmar que a grécia só ia defender...
É altura para perguntar o que foi feito nestas últimas 3 semanas. É que jogar umas peladinhas contra o luxemburgo e contra a Lituania deixa todo o Tuga feliz, mas e treinar automatismos do jogo, treinar lances defensivos, envolvimento entre sectores.
A Grécia teve perfeita, ataques rápidos e objectivos, sem complexos, treinados durante estas ultimas semanas (a grécia levou 4 da holanda e viu-se a rasca pa ganhar ao liechstenstein). Mas é pra isto que servem os estágios. Não é pa jogar bingo, golfe, andar de coche pela vila de Óbidos, almoçar e jantar com os vips tugas.
E que dizer dos "experts", comentadores que todos os dias aparecem na tv a falar da capacidade dos jogadores portugueses, a comentar que a Grécia e a Rússia falam pouco com a comunicação social, etc. O pior é mesmo dizerem que todos os jogadores vão ter hipotese de jogar pois o jogo contra a Espanha é só pa cumprir o calendário pois a qualificação já estará garantida. É incrivel tamanho convencimento.
Até podem ainda vir a ganhar o euro, mas é muito triste constatar que nem com o passar dos anos, com as imensas desilusões que já tiveram, não aprendem a encarar com o máximo profissionalismo todos os jogos.
Mas o Scolari veio para a imprensa revelar logo o 11 inicial, afirmar que a grécia só ia defender...
É altura para perguntar o que foi feito nestas últimas 3 semanas. É que jogar umas peladinhas contra o luxemburgo e contra a Lituania deixa todo o Tuga feliz, mas e treinar automatismos do jogo, treinar lances defensivos, envolvimento entre sectores.
A Grécia teve perfeita, ataques rápidos e objectivos, sem complexos, treinados durante estas ultimas semanas (a grécia levou 4 da holanda e viu-se a rasca pa ganhar ao liechstenstein). Mas é pra isto que servem os estágios. Não é pa jogar bingo, golfe, andar de coche pela vila de Óbidos, almoçar e jantar com os vips tugas.
E que dizer dos "experts", comentadores que todos os dias aparecem na tv a falar da capacidade dos jogadores portugueses, a comentar que a Grécia e a Rússia falam pouco com a comunicação social, etc. O pior é mesmo dizerem que todos os jogadores vão ter hipotese de jogar pois o jogo contra a Espanha é só pa cumprir o calendário pois a qualificação já estará garantida. É incrivel tamanho convencimento.
Até podem ainda vir a ganhar o euro, mas é muito triste constatar que nem com o passar dos anos, com as imensas desilusões que já tiveram, não aprendem a encarar com o máximo profissionalismo todos os jogos.
terça-feira, junho 08, 2004
O menino de sua mãe
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece
Raia-lhe a farda o sangue
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos
Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve
Dera-lhe a mãe. Está inteira
É boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
("Malhas que o Império tece")
Jaz morto, e apodrece,
O menino de sua mãe.
Fernando Pessoa
Este é, na minha opinião, um dos melhores poemas já escritos...
No plaino abandonado
Que a morna brisa aquece,
De balas trespassado
- Duas, de lado a lado-,
Jaz morto, e arrefece
Raia-lhe a farda o sangue
De braços estendidos,
Alvo, louro, exangue,
Fita com olhar langue
E cego os céus perdidos
Tão jovem! Que jovem era!
(agora que idade tem?)
Filho unico, a mãe lhe dera
Um nome e o mantivera:
«O menino de sua mãe».
Caiu-lhe da algibeira
A cigarreira breve
Dera-lhe a mãe. Está inteira
É boa a cigarreira.
Ele é que já não serve.
De outra algibeira, alada
Ponta a roçar o solo,
A brancura embainhada
De um lenço... deu-lho a criada
Velha que o trouxe ao colo.
Lá longe, em casa, há a prece:
"Que volte cedo, e bem!"
("Malhas que o Império tece")
Jaz morto, e apodrece,
O menino de sua mãe.
Fernando Pessoa
Este é, na minha opinião, um dos melhores poemas já escritos...
segunda-feira, junho 07, 2004
Asilo e Refugiados no Sistema Internacional
Hoje tivemos o nosso teste de consulta para a avaliação desta maravilhosa cadeira. Eu sempre fui muito céptico em relação a exames de consulta, principalmente no secundário, onde toda as pessoas tinham a mesma nota, curiosamente acho que neste vai acontecer o mesmo, o exame era muito fácil, mais fácil só mesmo ganhar dinheiro com o BPI, julgo que até sem consulta eu faria este teste. Mas apesar desta tremenda facilidade na avaliação desta cadeira, isto englobando o teste de consulta e os dois trabalhos de treta, eu apercebi-me que tudo isto tem uma razão própria de ser, aliás uma razão que faz todo o sentido. Estava eu na conversa com o pessoal, uns momentos depois do teste, e subitamente tive uma ideia iluminada, todas as pessoas sabiam as respostas ao exame, e sabiam-nas com algum promenor e facilidade, a minha conclusão é muito simples, acho que toda a gente ficou a saber mais de Asilo e Refugiados do que de muitas cadeiras em que somos "obrigados" a estudar algumas horas para passar no exame. Isto é complicado e suscita muitas inquietações no meu ser, então uma cadeira dada por um centro de ajuda a refugiados, por uma jurista sem preparação pedagógica, é mais instrutiva e interessante que muitas cadeiras leccionadas por professores com mestrados e com preparações pedagógicas?! Realmente fez-me pensar um pouco. Esta cadeira foi sem dúvida uma das mais proveitosas e interessantes que tive em quatro anos de licenciatura, e para além disso deve ser aquela que me permitirá reter mais informação no futuro. Convinha a muitos professores que aprendessem um pouco com a Dra. Mónica Farinha sobre o modo correcto de ensinar conhecimentos, seria uma boa lição de humildade para muita gente, mas acima de tudo uma lição de aprendizagem pedagógica com quem não a tem...
Hoje tivemos o nosso teste de consulta para a avaliação desta maravilhosa cadeira. Eu sempre fui muito céptico em relação a exames de consulta, principalmente no secundário, onde toda as pessoas tinham a mesma nota, curiosamente acho que neste vai acontecer o mesmo, o exame era muito fácil, mais fácil só mesmo ganhar dinheiro com o BPI, julgo que até sem consulta eu faria este teste. Mas apesar desta tremenda facilidade na avaliação desta cadeira, isto englobando o teste de consulta e os dois trabalhos de treta, eu apercebi-me que tudo isto tem uma razão própria de ser, aliás uma razão que faz todo o sentido. Estava eu na conversa com o pessoal, uns momentos depois do teste, e subitamente tive uma ideia iluminada, todas as pessoas sabiam as respostas ao exame, e sabiam-nas com algum promenor e facilidade, a minha conclusão é muito simples, acho que toda a gente ficou a saber mais de Asilo e Refugiados do que de muitas cadeiras em que somos "obrigados" a estudar algumas horas para passar no exame. Isto é complicado e suscita muitas inquietações no meu ser, então uma cadeira dada por um centro de ajuda a refugiados, por uma jurista sem preparação pedagógica, é mais instrutiva e interessante que muitas cadeiras leccionadas por professores com mestrados e com preparações pedagógicas?! Realmente fez-me pensar um pouco. Esta cadeira foi sem dúvida uma das mais proveitosas e interessantes que tive em quatro anos de licenciatura, e para além disso deve ser aquela que me permitirá reter mais informação no futuro. Convinha a muitos professores que aprendessem um pouco com a Dra. Mónica Farinha sobre o modo correcto de ensinar conhecimentos, seria uma boa lição de humildade para muita gente, mas acima de tudo uma lição de aprendizagem pedagógica com quem não a tem...
“Vamos rir, pois. O riso é uma filosofia. Muitas vezes o riso é uma salvação. E em política constitucional, pelo menos, o riso é uma opinião.”
Eça de Queirós, As Farpas
Sendo o blog da SARIP apenas da SARIP, e não o blog de Relações Internacionais da FEUC; não estando este blog destinado a representar RI; e sabendo que, apesar de um dos membros da SARIP ter sido presidente do NERIFE/AAC e outro tesoureiro, a SARIP não tem nada a ver com o Núcleo;
Pede-se aos leitores que procuram representações, opinanços, discursos, comentários e chalaças dobre RI que não leiam este post, porque não vão encontrar aqui nada. O blog é da SARIP e assim continuará a ser.
03 de Junho, quinta-feira. A Praia da Vieira está diferente. Está mais… destruíram o paredão e substituíram-no por “um varandim”, em vários tons de azul. Esqueceram-se dos bancos. Pode ser que ainda instalem alguns. De resto as obras na Marginal estão quase prontas. É bom ver a Praia a progredir.
Acreditem ou não já tenho tido que fazer. Hoje, por exemplo, entrou aqui um turista muito especial, de nariz no ar, a olhar para todos os lados sem dizer uma palavra. Mas tive de o convidar a sair – tal como a pessoa que estava com ele e que logo o chamou para a rua. Era um cão. Mas, fora de brincadeiras, já tive franceses, ingleses e alemães. A média é de 6 pessoas por dia, mas vale a pena estar aqui. Os portugueses não entram muito – porque há poucas pessoas de férias e o Multibanco ainda não fica sem dinheiro. (Apesar daquela senhora que me veio perguntar, com uma voz esganiçada e irritante, “o Multibanco não trabalha?” “Está a trabalhar normalmente, minha senhora”, e depois foi lá outra vez e estava mesmo, o problema era das mãos.) O areal tem 3 ou 4 pessoas a apanhar sol. E ainda bem, porque as máquinas escavadoras estão a alisar o terreno (que sempre precisa do trabalho da máquina porque o Inverno não deixa o areal liso a que estamos habituados) e é incómodo estarmos quase a adormecer e uma máquina gigantesca, a fumegar, passar a uns metros das nossas cabeças e perturbar-nos o sono. (O plural é em sentido figurado; eu não chego a ir à areia.)
Em 3 dias tivemos um dia de sol e dois de nevoeiro. A praia já está a ser vigiada pelos nadadores-salvadores. A bandeira é quase sempre vermelha, mas hoje deu-se um caso curioso: havia duas vermelhas e uma amarela. Devia ter ido perguntar ao vigia se era mais seguro ir à agua num dado ponto da praia do que 30 metros ao lado. A praia nem tem rochas… pergunto para a próxima.
Informo o Daniel que hoje, 3 de Junho, a minha parte do trabalho de Multimédia está quase pronta. Espero acabar os outros trabalhos rapidamente, também; entretanto, e como me continua a faltar, não o Capítulo 2!, mas o 3, vê lá se a Ana Filipa to entrega, porque dificilmente eu a volta a ver antes do exame.
(Só se ela fizer como o V., que vocês sabem quem é, e no fim de uma noite de bebedeira, disser às amigas “vou para a Praia da Vieira de comboio, adeus” e aparecer cá de manhã. Mas não estou a ver a Ana Filipa a fazer isso...)
Bom, abraços e beijinhos, espero que o Gilberto já tenha feito o trabalho de Migrações, será um bom tónico para ele começar a fazer os outros e ver que isso não é assim tão difícil. (perder umas horitas na internet de banda larga também ajuda.)
Viva o Euro2004!
4 de Junho, sexta-feira. 16:00. Os turistas de férias na Praia já passaram por cá todos, durante a semana… deve ser por isso que, desde as 10 da manhã, entrou uma pessoa. 1. Um velhote que queria um folheto sobre a Praia… coitado! As sedes de concelho têm um folheto específico – por exemplo, a Nazaré. A Praia da Vieira nem sequer é freguesia, como é que ele queria um folheto só sobre a Vieira… o Reinold diz que está um sol esplêndido na Naza – é portanto o micro-clima do Pinhal de Leiria que impede que o nevoeiro levante. D. Dinis, o Rei Lavrador, fundador da Universidade, que semeou o Pinhal (ou mandou os outros smeeá-lo), lançou as bases dos Descobrimentos (matéria-prima para as caravelas), mas descurou os interesses do sector turístico.
…mas isto não bate certo, porque à volta do Sítio e da Pederneira também há uma grande extensão de pinhal…não haverá por aí um meteorologista capaz de explicar isto?
6 de Junho, Domingo. O sexagésimo aniversário do Dia D calha a um Domingo – e em ano de eleições presidenciais americanas. Dada esta feliz coincidência, é lamentável que George W. Bush não tenha aparecido em Colleville-sur-mer no seu uniforme da Força Aérea.
Foi pena não poder ver um pouco mais das comemorações, porque gostava de ter visto os primeiros-ministros das outras nações que participaram no desembarque. Nem direi os países ocupados cujos cidadãos se voluntariaram (Polónia, por exemplo) para combater do lado ocidental, mas pelo menos o Reino Unido e o Canadá. Senão, ficamos a pensar que as ceirmónias em honra dos que se bateram e morreram NUMA GUERRA QUE TINHA UM PROPÓSITO CLARO, DEFINIDO, E MORALMENTE VIÁVEL, não são mais que um alegre reencontro dos Srs. Bush e Chirac para dizer ao mundo que as discórdias estão ultrapassadas. Os veteranos e os mortos merecem mais que isso.
É boa ideia ter José Peseiro no Sporting. Ganhou experiência no Real e não deve ser muito caro. Embora eu continue a preferir Carlos Carvalhal.
A Contra-Informação deu ontem uma ideia excelente: Fernando Santos no Benfica! Que acham os saripianos da águia?...
07 de Junho, Segunda-feira. Eu até vos dizia para votarem por mim, mas não pode ser...
Citando o Berto: as diferenças entre as duas listas não são muitas, mas há bastantes...
Eça de Queirós, As Farpas
Sendo o blog da SARIP apenas da SARIP, e não o blog de Relações Internacionais da FEUC; não estando este blog destinado a representar RI; e sabendo que, apesar de um dos membros da SARIP ter sido presidente do NERIFE/AAC e outro tesoureiro, a SARIP não tem nada a ver com o Núcleo;
Pede-se aos leitores que procuram representações, opinanços, discursos, comentários e chalaças dobre RI que não leiam este post, porque não vão encontrar aqui nada. O blog é da SARIP e assim continuará a ser.
03 de Junho, quinta-feira. A Praia da Vieira está diferente. Está mais… destruíram o paredão e substituíram-no por “um varandim”, em vários tons de azul. Esqueceram-se dos bancos. Pode ser que ainda instalem alguns. De resto as obras na Marginal estão quase prontas. É bom ver a Praia a progredir.
Acreditem ou não já tenho tido que fazer. Hoje, por exemplo, entrou aqui um turista muito especial, de nariz no ar, a olhar para todos os lados sem dizer uma palavra. Mas tive de o convidar a sair – tal como a pessoa que estava com ele e que logo o chamou para a rua. Era um cão. Mas, fora de brincadeiras, já tive franceses, ingleses e alemães. A média é de 6 pessoas por dia, mas vale a pena estar aqui. Os portugueses não entram muito – porque há poucas pessoas de férias e o Multibanco ainda não fica sem dinheiro. (Apesar daquela senhora que me veio perguntar, com uma voz esganiçada e irritante, “o Multibanco não trabalha?” “Está a trabalhar normalmente, minha senhora”, e depois foi lá outra vez e estava mesmo, o problema era das mãos.) O areal tem 3 ou 4 pessoas a apanhar sol. E ainda bem, porque as máquinas escavadoras estão a alisar o terreno (que sempre precisa do trabalho da máquina porque o Inverno não deixa o areal liso a que estamos habituados) e é incómodo estarmos quase a adormecer e uma máquina gigantesca, a fumegar, passar a uns metros das nossas cabeças e perturbar-nos o sono. (O plural é em sentido figurado; eu não chego a ir à areia.)
Em 3 dias tivemos um dia de sol e dois de nevoeiro. A praia já está a ser vigiada pelos nadadores-salvadores. A bandeira é quase sempre vermelha, mas hoje deu-se um caso curioso: havia duas vermelhas e uma amarela. Devia ter ido perguntar ao vigia se era mais seguro ir à agua num dado ponto da praia do que 30 metros ao lado. A praia nem tem rochas… pergunto para a próxima.
Informo o Daniel que hoje, 3 de Junho, a minha parte do trabalho de Multimédia está quase pronta. Espero acabar os outros trabalhos rapidamente, também; entretanto, e como me continua a faltar, não o Capítulo 2!, mas o 3, vê lá se a Ana Filipa to entrega, porque dificilmente eu a volta a ver antes do exame.
(Só se ela fizer como o V., que vocês sabem quem é, e no fim de uma noite de bebedeira, disser às amigas “vou para a Praia da Vieira de comboio, adeus” e aparecer cá de manhã. Mas não estou a ver a Ana Filipa a fazer isso...)
Bom, abraços e beijinhos, espero que o Gilberto já tenha feito o trabalho de Migrações, será um bom tónico para ele começar a fazer os outros e ver que isso não é assim tão difícil. (perder umas horitas na internet de banda larga também ajuda.)
Viva o Euro2004!
4 de Junho, sexta-feira. 16:00. Os turistas de férias na Praia já passaram por cá todos, durante a semana… deve ser por isso que, desde as 10 da manhã, entrou uma pessoa. 1. Um velhote que queria um folheto sobre a Praia… coitado! As sedes de concelho têm um folheto específico – por exemplo, a Nazaré. A Praia da Vieira nem sequer é freguesia, como é que ele queria um folheto só sobre a Vieira… o Reinold diz que está um sol esplêndido na Naza – é portanto o micro-clima do Pinhal de Leiria que impede que o nevoeiro levante. D. Dinis, o Rei Lavrador, fundador da Universidade, que semeou o Pinhal (ou mandou os outros smeeá-lo), lançou as bases dos Descobrimentos (matéria-prima para as caravelas), mas descurou os interesses do sector turístico.
…mas isto não bate certo, porque à volta do Sítio e da Pederneira também há uma grande extensão de pinhal…não haverá por aí um meteorologista capaz de explicar isto?
6 de Junho, Domingo. O sexagésimo aniversário do Dia D calha a um Domingo – e em ano de eleições presidenciais americanas. Dada esta feliz coincidência, é lamentável que George W. Bush não tenha aparecido em Colleville-sur-mer no seu uniforme da Força Aérea.
Foi pena não poder ver um pouco mais das comemorações, porque gostava de ter visto os primeiros-ministros das outras nações que participaram no desembarque. Nem direi os países ocupados cujos cidadãos se voluntariaram (Polónia, por exemplo) para combater do lado ocidental, mas pelo menos o Reino Unido e o Canadá. Senão, ficamos a pensar que as ceirmónias em honra dos que se bateram e morreram NUMA GUERRA QUE TINHA UM PROPÓSITO CLARO, DEFINIDO, E MORALMENTE VIÁVEL, não são mais que um alegre reencontro dos Srs. Bush e Chirac para dizer ao mundo que as discórdias estão ultrapassadas. Os veteranos e os mortos merecem mais que isso.
É boa ideia ter José Peseiro no Sporting. Ganhou experiência no Real e não deve ser muito caro. Embora eu continue a preferir Carlos Carvalhal.
A Contra-Informação deu ontem uma ideia excelente: Fernando Santos no Benfica! Que acham os saripianos da águia?...
07 de Junho, Segunda-feira. Eu até vos dizia para votarem por mim, mas não pode ser...
Citando o Berto: as diferenças entre as duas listas não são muitas, mas há bastantes...
quinta-feira, junho 03, 2004
Eleições para o NERIFE/AAC ao rubro!!!
No próximo dia 9 de Junho há eleições para o NERIFE/AAC, e ao contrário do que se tem passado nos últimos dois anos, este ano existem duas listas a competir pela vitória, isto só por si é um facto muito positivo do dinamismo destas "camadas jovens" de alunos das Relações Internacionais, que vêm contrariar aquilo que eu defendia até hoje, ou seja, que cada vez os estudantes têm um espirito de associativismo menor... No mínimo é saudável a competição e a existência de escolhas. Como já disse, este ano existem duas listas, a Lista A "alternativa com atitude" e a Lista R "R.I. anima o NERIFE".
A lista A apresenta-se como sendo uma lista de "alternativa", vá-se lá saber o que quer isso dizer, apresenta um grande número de projectos, dos quais destaco: a organização de semanas temáticas, organização de dossier de apontamentos, várias propostas no âmbito das saídas profissionais, torneios de vários deportos, a dinamização do "mundus", e apoio a Erasmus e Palops...
Por seu turno, a Lista R tem como base de campanha a reanimação do NERIFE, como que fazendo uma critica ligeira à ou às direcções anteriores do NERIFE, como propostas saliento: a actualização do site do NERIFE, dinamizar os estudantes para a participação nas Magnas, colaborar com ONGs, Erasmus, Palops, torneios, mais professores, e como o projecto de cartaz a busca de estágios...
Como já referi, esta competição é muito saudável, a única pena, é os projectos de ambas as listas serem praticamente os mesmos, aliás estas propostas já são as mesmas à mais de 4 eleições, na prática depois pouco ou nada se faz, umas vezes por pouco trabalho e esforço do NERIFE, outras vezes por condicionalismos externos aos membros do NERIFE que impedem à concretização destas ambiciosas promessas eleitorais.
A lista R ainda não apresentou caras nem cargos, ao contrário da sua adversária que já o fez... Em relação aos cargos e pessoas que estão na lista A, eu tenho algumas inquietações como aluno de Relações Internacionais, vejo sem dúvida uma equipa bastante variada, sobretudo em número de matriculas e anos de licenciatura, o que é de valorizar, mas no entanto, vejo que muitas das pessoas que estão propostas a cargos vão de Erasmus para o ano que vem, então como pode alguem trabalhar para o NERIFE se está noutro país a estudar? depois vejo ainda pessoal que já fez parte do NERIFE e nunca vez nada enauqnto lá esteve! é ainda curioso ver pelouros importantes entregues, uns a pessoas que acabam o curso, outros a pessoas que eu bem conheço e sei à partida que não vão fazer nada! Apesar disto, não se pode julgar uma lista apenas por pequenos erros estratégicos que possam cometer, o projecto é bom, aliás ambos são bons, agora só basta esperar para ver os cargos das pessoas na Lista R, prometo então também fazer um comentário... Seja como for, desejo que quem ganhar trabalhe e dinamize o curso, pois a nossa licenciatura precisa mesmo ajuda e de um empurrão dos seus estudantes para não correr o risco de se tornar apenas em mais um curso numa imensidão de cursos sem utilidade.
No próximo dia 9 de Junho há eleições para o NERIFE/AAC, e ao contrário do que se tem passado nos últimos dois anos, este ano existem duas listas a competir pela vitória, isto só por si é um facto muito positivo do dinamismo destas "camadas jovens" de alunos das Relações Internacionais, que vêm contrariar aquilo que eu defendia até hoje, ou seja, que cada vez os estudantes têm um espirito de associativismo menor... No mínimo é saudável a competição e a existência de escolhas. Como já disse, este ano existem duas listas, a Lista A "alternativa com atitude" e a Lista R "R.I. anima o NERIFE".
A lista A apresenta-se como sendo uma lista de "alternativa", vá-se lá saber o que quer isso dizer, apresenta um grande número de projectos, dos quais destaco: a organização de semanas temáticas, organização de dossier de apontamentos, várias propostas no âmbito das saídas profissionais, torneios de vários deportos, a dinamização do "mundus", e apoio a Erasmus e Palops...
Por seu turno, a Lista R tem como base de campanha a reanimação do NERIFE, como que fazendo uma critica ligeira à ou às direcções anteriores do NERIFE, como propostas saliento: a actualização do site do NERIFE, dinamizar os estudantes para a participação nas Magnas, colaborar com ONGs, Erasmus, Palops, torneios, mais professores, e como o projecto de cartaz a busca de estágios...
Como já referi, esta competição é muito saudável, a única pena, é os projectos de ambas as listas serem praticamente os mesmos, aliás estas propostas já são as mesmas à mais de 4 eleições, na prática depois pouco ou nada se faz, umas vezes por pouco trabalho e esforço do NERIFE, outras vezes por condicionalismos externos aos membros do NERIFE que impedem à concretização destas ambiciosas promessas eleitorais.
A lista R ainda não apresentou caras nem cargos, ao contrário da sua adversária que já o fez... Em relação aos cargos e pessoas que estão na lista A, eu tenho algumas inquietações como aluno de Relações Internacionais, vejo sem dúvida uma equipa bastante variada, sobretudo em número de matriculas e anos de licenciatura, o que é de valorizar, mas no entanto, vejo que muitas das pessoas que estão propostas a cargos vão de Erasmus para o ano que vem, então como pode alguem trabalhar para o NERIFE se está noutro país a estudar? depois vejo ainda pessoal que já fez parte do NERIFE e nunca vez nada enauqnto lá esteve! é ainda curioso ver pelouros importantes entregues, uns a pessoas que acabam o curso, outros a pessoas que eu bem conheço e sei à partida que não vão fazer nada! Apesar disto, não se pode julgar uma lista apenas por pequenos erros estratégicos que possam cometer, o projecto é bom, aliás ambos são bons, agora só basta esperar para ver os cargos das pessoas na Lista R, prometo então também fazer um comentário... Seja como for, desejo que quem ganhar trabalhe e dinamize o curso, pois a nossa licenciatura precisa mesmo ajuda e de um empurrão dos seus estudantes para não correr o risco de se tornar apenas em mais um curso numa imensidão de cursos sem utilidade.
quarta-feira, junho 02, 2004
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