A criação da Licenciatura em Relações Internacionais
No princípio, criou Deus Puro o nome da licenciatura. E o curso era sem forma e vazio; e havia trevas sobre a face do curso. E disse Deus: haja disciplinas. E houve disciplinas. E viu Deus que as disciplinas eram boas; e fez Deus separação entre os diferentes anos. E Deus chamou a isso plano indicativo. E assim passou a tarde e a manhã do primeiro dia. E disse Deus: haja docentes no curso, e haja separação entre eles. E chamou Deus, a uns professores e a outros assistentes estagiários. E assim foi a tarde e a manhã do dia segundo. E disse Deus: o numerus clausus será de quarenta e cinco, e para além destes poderão ainda entrar mais pessoas com contigente especial. E assim foi. E disse Deus: utilize o curso teorias de americanos para estarmos na vanguarda das Relações Internacionais; e a de uns se chamarão de realistas e a de outros se chamarão de liberais. E viu Deus que isto era bom. E foi a tarde e a manhã do dia terceiro. E disse Deus: que haja avaliação por exames para umas cadeiras e avaliação contínua para outras, para haver separação entre as cadeiras fáceis e as difíceis, e que o anjo Rogério tome conta das fáceis e o anjo Teguível das difíceis, e seja assim para tempos indeterminados e para dias e anos, até haver uma licença sabática. E assim foi. E determinou Deus, que quem tivesse entre oito e dez valores nos exames teria de ir a prova oral. E Deus determinou ainda, que todos tivessem de ler textos enormes para a avaliação contínua. E foi a tarde e a manhã do dia quatro. E disse Deus: produza este curso diplomatas abundantemente e pessoas que gostem de viajar. E Deus criou os Erasmus e toda a heterogeneidade cultural do curso. E viu Deus que isto era bom. E Deus os abençoou, dizendo: não vos junteis a guetos patéticos, mas sim fazei uma única voz nas Relações Internacionais, e enchei as ciências sociais da nossa teoria, e multiplicai-vos na terra. E foi a tarde do dia quinto e do dia sexto. E abençoou Deus o dia sétimo, e o santificou para ler textos; porque nele descansou de toda a sua obra, que o Deus puro criara e fizera.
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