Pensamento da semana!!!
"Não há nada melhor que começar o dia a ler a Biblia na sanita e a enviar as fezes para o inferno..."
quinta-feira, abril 29, 2004
O que me levou a ser um padre missionário?!
Olá, eu sou o Jonas da Purificação, sou um jovem missionário crente na palavra do senhor. Neste momento, estou a estudar para ser um bom padre, sempre foi o meu sonho pregar a palavra do senhor. Eu amo muito as criançinhas e as mulheres dos outros e esta foi uma das principais motivações que me levou a estudar para ser padre. Mas a verdadeira razão que me leva a pregar a palavra do senhor é a seguinte:
Um dia, estava eu muito bem a ler um livro e a ver um filmo porno, quando subitamente recebi o meu "chamamento", no livro li: "a mesma causa, que a uns leva a passar fome, provoca em outros o estimulo para trabalhar com mais afinco. Quem desejar viver, prepare-se para o combate, e quem não estiver disposto a isso, neste mundo de lutas eternas, não merece a vida", quando vi estas palavras senti uma necessidade incrivel em fazer algo de bom para o mundo, decidi então ser padre. Mais tarde, percebi que o autor das palavras que me levaram a estudar a Biblia, foram escritas por um tal de Adolfo Hitler, julgo que este jovem, que eu não conheço bem, talvez tenha sido um pobre missionário nas Amazonas durante as descobertas dos portugueses há umas décadas atrás. Mas isso também não interessa, o que interessa é que hoje eu estudo para padre e sou um missionário.
Apartir de agora vou começar a escrever algumas das minhas estórias (sim é mesmo estórias se fosse histórias pertenciam à história como ciência) como missionário.
Até à próxima, estejam na paz do senhor.
Olá, eu sou o Jonas da Purificação, sou um jovem missionário crente na palavra do senhor. Neste momento, estou a estudar para ser um bom padre, sempre foi o meu sonho pregar a palavra do senhor. Eu amo muito as criançinhas e as mulheres dos outros e esta foi uma das principais motivações que me levou a estudar para ser padre. Mas a verdadeira razão que me leva a pregar a palavra do senhor é a seguinte:
Um dia, estava eu muito bem a ler um livro e a ver um filmo porno, quando subitamente recebi o meu "chamamento", no livro li: "a mesma causa, que a uns leva a passar fome, provoca em outros o estimulo para trabalhar com mais afinco. Quem desejar viver, prepare-se para o combate, e quem não estiver disposto a isso, neste mundo de lutas eternas, não merece a vida", quando vi estas palavras senti uma necessidade incrivel em fazer algo de bom para o mundo, decidi então ser padre. Mais tarde, percebi que o autor das palavras que me levaram a estudar a Biblia, foram escritas por um tal de Adolfo Hitler, julgo que este jovem, que eu não conheço bem, talvez tenha sido um pobre missionário nas Amazonas durante as descobertas dos portugueses há umas décadas atrás. Mas isso também não interessa, o que interessa é que hoje eu estudo para padre e sou um missionário.
Apartir de agora vou começar a escrever algumas das minhas estórias (sim é mesmo estórias se fosse histórias pertenciam à história como ciência) como missionário.
Até à próxima, estejam na paz do senhor.
RACISM!!!
Usually, when we talk about racism people always think about the stereotipe racism of white people against black people. I believe that black people can be much more racist than white people. Today, if we look towards the reality of the South African society, we can see that black people are triyng to kill white folks. Here in Coimbra, the black students, with the exception of two or three, create guettos with there comunity, they never speek with white people and when i speek to somebody black, usually they never talk back at me. These are only a few examples, but the main issue here is this, in the future we will have a big war between the white and the black people, black people will try to conquer the earth due to their lack of economic growth to such a big black population. This war will bring many fatalities, and i believe that black people will win this war (they are fisically much more stronger than us), its up to us, the develop world, to create conditions to the black world development, if we want to live in the future. The future is black for white people, its up to us to decide wheter to live or to be exterminated... Im not against black people, just because of their diference in the color of the skin, im against the black people that the white people has created, and these are the black guys who hates the white folks, Because of the five centuries of slavery. Whe have created the black racism, its now time to put an end to it.
Usually, when we talk about racism people always think about the stereotipe racism of white people against black people. I believe that black people can be much more racist than white people. Today, if we look towards the reality of the South African society, we can see that black people are triyng to kill white folks. Here in Coimbra, the black students, with the exception of two or three, create guettos with there comunity, they never speek with white people and when i speek to somebody black, usually they never talk back at me. These are only a few examples, but the main issue here is this, in the future we will have a big war between the white and the black people, black people will try to conquer the earth due to their lack of economic growth to such a big black population. This war will bring many fatalities, and i believe that black people will win this war (they are fisically much more stronger than us), its up to us, the develop world, to create conditions to the black world development, if we want to live in the future. The future is black for white people, its up to us to decide wheter to live or to be exterminated... Im not against black people, just because of their diference in the color of the skin, im against the black people that the white people has created, and these are the black guys who hates the white folks, Because of the five centuries of slavery. Whe have created the black racism, its now time to put an end to it.
quarta-feira, abril 28, 2004
Uma opinião sobre os partidos no 25 de Abril - e no actual Sistema
"Os partidos são um mal inerente aos governos livres, mas nem sempre possuíram, em todas as épocas, o mesmo carácter e os mesmos instintos. (...) Seja como for, existem épocas em que as transformações que se operam na Constituição política e no estado social dos povos são tão lentas e tão imperceptíveis que os homens pensam ter alcançado um estado final; então, o espírito humano julga estar firmemente assente sobre certas bases e não lança o olhar para além de um certo horizonte.
É o tempo das intrigas e dos pequenos partidos.
Aqueles a que chamo grandes partidos políticos são os que se ligam mais aos princípios que às suas consequências, às generalidades e não aos casos particulares, às ideias e não aos homens. Estes partidos têm, geralmente, traços mais nobres (...) convicções mais genuínas e um comportamento mais franco e audacioso que os outros. O interesse particular (...) esconde-se aqui mais habilmente sob a aparência do interesse público; por vezes, chega mesmo a ocultar-se dos olhares daqueles que anima e faz agir.
Ao invés, os pequenos partidos não têm geralmente qualquer fé política. Como não se sentem elevados nem sustidos por grandes desígnios, o seu carácter está marcado por um egoísmo que se repercute ostensivamente em cada um dos seus actos. Fazem uma tempestade num copo de água; a sua linguagem é violenta, mas a sua caminhada é tímida e incerta. Os meios que utilizam são miseráveis, tal como o próprio objectivo a que se propõem. Consequentemente, quando um tempo calmo sucede a uma revolução (...) os grandes homens parecem desaparecer subitamente e as almas fecham-se em si próprias."
Alexis de Tocqueville, "Da Democracia na América", publicado pela primeira vez em 1835
"Os partidos são um mal inerente aos governos livres, mas nem sempre possuíram, em todas as épocas, o mesmo carácter e os mesmos instintos. (...) Seja como for, existem épocas em que as transformações que se operam na Constituição política e no estado social dos povos são tão lentas e tão imperceptíveis que os homens pensam ter alcançado um estado final; então, o espírito humano julga estar firmemente assente sobre certas bases e não lança o olhar para além de um certo horizonte.
É o tempo das intrigas e dos pequenos partidos.
Aqueles a que chamo grandes partidos políticos são os que se ligam mais aos princípios que às suas consequências, às generalidades e não aos casos particulares, às ideias e não aos homens. Estes partidos têm, geralmente, traços mais nobres (...) convicções mais genuínas e um comportamento mais franco e audacioso que os outros. O interesse particular (...) esconde-se aqui mais habilmente sob a aparência do interesse público; por vezes, chega mesmo a ocultar-se dos olhares daqueles que anima e faz agir.
Ao invés, os pequenos partidos não têm geralmente qualquer fé política. Como não se sentem elevados nem sustidos por grandes desígnios, o seu carácter está marcado por um egoísmo que se repercute ostensivamente em cada um dos seus actos. Fazem uma tempestade num copo de água; a sua linguagem é violenta, mas a sua caminhada é tímida e incerta. Os meios que utilizam são miseráveis, tal como o próprio objectivo a que se propõem. Consequentemente, quando um tempo calmo sucede a uma revolução (...) os grandes homens parecem desaparecer subitamente e as almas fecham-se em si próprias."
Alexis de Tocqueville, "Da Democracia na América", publicado pela primeira vez em 1835
terça-feira, abril 27, 2004
My first post!!!
Hello, most of the people dont know me, but i also study international relations like Sarip members do. I would like to thank to Sarip on inviting me to this Blog, and i expect that my posts could be a litle bit diferent from the usual ones. This is just a presentaiton post, just to all the readers now that from now on im going to be a usual writer of some interesting posts.
Until the next post, see you in my hair.
Hello, most of the people dont know me, but i also study international relations like Sarip members do. I would like to thank to Sarip on inviting me to this Blog, and i expect that my posts could be a litle bit diferent from the usual ones. This is just a presentaiton post, just to all the readers now that from now on im going to be a usual writer of some interesting posts.
Until the next post, see you in my hair.
O Ditador da Semana
Alexander Lukashenko
Este simpático ditador nasceu a 30 de Agosto de 1954 perto de Vitebsk, na República Socialista da Bielo-Rússia. Tornou-se professor de ciências sociais e económicas e serviu no exército vermelho. Ocupou cargos na Juventude Comunista e como gestor de unidades de produção. Em 1990, toma um lugar no Conselho Supremo Bielo-russo. Defende uma União Soviética baseada na democracia e é o único deputado bielo-russo a votar contra a dissolução da União Soviética, após o que voltou a gerir uma quinta. Em 1993 regressa, agora para um gabinete anti-corrupção. As acusações que desenvolve levam à queda do governo e à promoção de eleições livres, as quais vence com a sua aura de campeão da luta anti-corrupção.
As reformas capitalistas que se seguiram á queda do comunismo não tinham acontecido na Bielo-rússia e Lukashenko manteve o caminho. Para fazer face à crise económica, a união económica com a Rússia começou a tornar-se uma necessidade. Em 1995, declarou numa entrevista que a política interna de Hitler não havia sido má para a Alemanha. Em 1996, convocou um referendo para alargar o tempo de mandato e os seus poderes, que vem a ganhar com 70% dos votos e acusações de vigarice. Pouco depois, a liberdade de expressão da oposição começa a ser restringida. Pouco depois, o parlamento bielo-russo é encerrado pela polícia, sendo os deputados substituídos por uma série de "boys." Jornais oposicionistas são fechados e o KGB bielo-russo (o único que manteve o antigo nome) tornou-se o suporte do presidente. Em termos externos, Lukashenko expulsou o pessoal diplomático ocidental e envolveu-se no comércio de armamento com o Iraque, Irão, Sudão...As eleições controladas deram-lhe nova vitória.
Lukashenko é o último ditador europeu e não dá provas de querer abandonar o poder tão cedo. A economia continua sob controlo estatal e o estilo autoritário e paternalista é muito característico. O entusiasmo da Rússia por este parceiro não é tão grande como se poderia esperar, e embora o isolamento internacional seja quase total, a Bielo-rússia parece não precisar de ninguém. Afinal, Putin servirá sempre como escudo protector para ameaças externas.
Notícias da SARIP!
- Falta um dia para a Kartada. Serenidade e concentração são as palavras de ordem.
- O mistério adensa-se à medida que o tempo passa e o Fernando continua sem dizer se vem à Queima ou não...
- Hoje, Terça, começa a semana para Fábio Tiago.
OMF: o balanço
Terminada a fase de grupos, os Orange Mocca Frappucino conseguiram o último lugar do grupo A. Vale a pena, portanto, reflectir sobre a nossa participação.
- Dos 10 inscritos, apenas 5 compareceram com regularidade. Vejamos o que se passou com os outros.
- O keeper Gilberto apareceu 2 ou 3 vezes - aquelas em que conseguiu levantar a tempo. Ou seja, estivemos muitos jogos sem guarda-redes e com menos um disponível no banco.
- O Filipe Monárquico, dividido entre Lisboa e Coimbra...
- o Tiago, dividido entre Coimbra, Águeda e Viseu...
- o Barto só apareceu de vez em quando porque...
- o Alex ou tinha aulas ou...
Dos que participaram, o problema maior foi sem dúvida a resistência física. Umas vezes melhor, outras pior, mas nunca satisfatória. O meu caso terá sido o mais grave.
- Provavelmente ganhámos o prémio fair-play, tal a raridade de cartões que apanhámos...
- O aspecto técnico e táctico não foi assim tão; em alguns jogos conseguimos manter uma estabilidade razoável em termos de estrutura da equipa. O grande problema, como já dito, terá sido a resistência física.
Em suma, esta equipa foi uma honrada sucessora do RI United e do Arroz com Atum, que sempre primaram pela garra - e pela falta de stamina. É pena não podermos dizer que para o ano há mais...mas, claro, vamos poder rir-nos a respeito!
segunda-feira, abril 26, 2004
Notícias da Fórmula 1!
Pois é, não aconteceu nenhuma surpresa, mas há uma série de pontos de interesse.
Em si mesma, a luta pela liderança foi interessantíssima - durante meia volta. O Button dispara na liderança, com Schumacher logo atrás. Na 2ª recta, e mais uma vez, Schumacher tapa Montoya até aos limites...e, como o colombiano tenta ultrapassá-lo por fora na Tosa, obriga-o a ir para a relva.
A partir daqui a corrida estava decidida. Mesmo que o Montoya ficasse à frente do Schumacher as coisas se calhar ficavam na mesma, mas assim o que se seguiu (BAR e Ferrari abrirem 1s por volta, Button reabastece primeiro e é fácil papado, etc.) era muito previsível.
A garra e frieza que Schumacher demonstra, ao pressionar e liderar com aparente facilidade, continuam a ser impressionantes, mostrando que a motivação está intacta. No 10º anuversário da sua 5ª vitória (São Marino 94), é impressionante. Não fosse por ele, não diríamos que a Ferrari está a dominar o campeonato: Barrichello digladiou-se com os Renault e com o Ralf...e não lhes ganhou...
O Alonso passou de 7º, a meio da corrida, para 4º no final, pressionando nas boxes e ultrapassando o Ralf com um pequeno encosto não premeditado. Este, sim, um piloto muito mais impressionante que outros, cujas carreiras são muito mais irregulares.
O Kimi conseguiu o 1º ponto depois de largar em último...e o DC fez o que se espera dele...
Eu já desconfiava que Damon Hill não era boa peça. Mas não pensei que chegasse ao ponto de dizer o que disse.
É estranho, e gostava que me apresentassem outros casos, em que os pneus frios sejam causas de saídas de pista súbitas e inesperadas, tipo relâmpago.
Com pneus frios, o piloto vai mais devagar até eles aquecerem. Numa travagem, arrisca-se a sair de pista se travar tarde. Mas, numa "recta torta", que se faz(ia) de pé a fundo, é estranho que venha com essa desculpa. O safety car havia saído da pista 2 voltas antes, portanto Senna já tinha passado na Tamburello. Porque não se despistou logo? E, quando saíu, porque razão o carro sempre, que segue uma trajectória normal (como se vê nas filmagens a bordo e a partir do Benetton-Ford de Michael Schumacher, que seguia 0,5s atrás) até ao momento em que...os pneus frios levam o carro para fora da pista(??!!?)
Sim, Senna sabia bem o que eram pneus frios. Um mês antes, em interlagos, em qualificação e em corrida, a diferença entre Senna e Hill, colegas na Williams, era sistematicamente, volta após volta, de 1,5 a 2s. Senna sabia provavelmente TUDO o que Hill, piloto medianamente mau, só podia imaginar...ser mau piloto não o qualifica para dizer disparates.
Pois é, não aconteceu nenhuma surpresa, mas há uma série de pontos de interesse.
Em si mesma, a luta pela liderança foi interessantíssima - durante meia volta. O Button dispara na liderança, com Schumacher logo atrás. Na 2ª recta, e mais uma vez, Schumacher tapa Montoya até aos limites...e, como o colombiano tenta ultrapassá-lo por fora na Tosa, obriga-o a ir para a relva.
A partir daqui a corrida estava decidida. Mesmo que o Montoya ficasse à frente do Schumacher as coisas se calhar ficavam na mesma, mas assim o que se seguiu (BAR e Ferrari abrirem 1s por volta, Button reabastece primeiro e é fácil papado, etc.) era muito previsível.
A garra e frieza que Schumacher demonstra, ao pressionar e liderar com aparente facilidade, continuam a ser impressionantes, mostrando que a motivação está intacta. No 10º anuversário da sua 5ª vitória (São Marino 94), é impressionante. Não fosse por ele, não diríamos que a Ferrari está a dominar o campeonato: Barrichello digladiou-se com os Renault e com o Ralf...e não lhes ganhou...
O Alonso passou de 7º, a meio da corrida, para 4º no final, pressionando nas boxes e ultrapassando o Ralf com um pequeno encosto não premeditado. Este, sim, um piloto muito mais impressionante que outros, cujas carreiras são muito mais irregulares.
O Kimi conseguiu o 1º ponto depois de largar em último...e o DC fez o que se espera dele...
Eu já desconfiava que Damon Hill não era boa peça. Mas não pensei que chegasse ao ponto de dizer o que disse.
É estranho, e gostava que me apresentassem outros casos, em que os pneus frios sejam causas de saídas de pista súbitas e inesperadas, tipo relâmpago.
Com pneus frios, o piloto vai mais devagar até eles aquecerem. Numa travagem, arrisca-se a sair de pista se travar tarde. Mas, numa "recta torta", que se faz(ia) de pé a fundo, é estranho que venha com essa desculpa. O safety car havia saído da pista 2 voltas antes, portanto Senna já tinha passado na Tamburello. Porque não se despistou logo? E, quando saíu, porque razão o carro sempre, que segue uma trajectória normal (como se vê nas filmagens a bordo e a partir do Benetton-Ford de Michael Schumacher, que seguia 0,5s atrás) até ao momento em que...os pneus frios levam o carro para fora da pista(??!!?)
Sim, Senna sabia bem o que eram pneus frios. Um mês antes, em interlagos, em qualificação e em corrida, a diferença entre Senna e Hill, colegas na Williams, era sistematicamente, volta após volta, de 1,5 a 2s. Senna sabia provavelmente TUDO o que Hill, piloto medianamente mau, só podia imaginar...ser mau piloto não o qualifica para dizer disparates.
sexta-feira, abril 23, 2004
Sexta-feira...
Esta Semana não há Ditador... já pensei um pouco naquela cena da bebida e felicidade... mas como diz o Dr. Pureza, já estamos naquela fase de desaceleração que antecede as festividades académicas.
Não vai haver um post de S. Martinho porque o texto é demasiado grande e o blog da SARIP ficaria entupido. Talvez venham a existir alguns melhoramentos, mas o texto final está aqui.
A todos bom fim de semana e não percam o último GP de São Marino...
Esta Semana não há Ditador... já pensei um pouco naquela cena da bebida e felicidade... mas como diz o Dr. Pureza, já estamos naquela fase de desaceleração que antecede as festividades académicas.
Não vai haver um post de S. Martinho porque o texto é demasiado grande e o blog da SARIP ficaria entupido. Talvez venham a existir alguns melhoramentos, mas o texto final está aqui.
A todos bom fim de semana e não percam o último GP de São Marino...
quarta-feira, abril 21, 2004
Uma opinião sobre o 25 de Abril
"É certo que o momento em que se concede direitos políticos a um povo que nunca os teve é um momento de crise, frequentemente necessária, mas sempre perigosa. Uma criança pode matar por ignorar o valor da vida, pode roubar um objecto antes de saber que lhe podem retirar o que é seu. Na altura em que lhe concedem direitos políticos, o homem do povo encontra-se, nesse aspecto, na mesma situação da criança perante a Natureza (...) Nunca será de mais dizê-lo: nada há que produza maiores maravilhas do que a arte de ser livre; mas não nada mais difícil que a aprendizagem da liberdade. Já o mesmo não acontece com o despotismo. Este apresenta-se frequentemente como o reparador de todos os males sofridos, como apoio do justo direito e dos oprimidos e como fundador da ordem. Os povos adormecem no meio da prosperidade que ele promove momentaneamente e, quando acordam, encontram-se reduzidos à miséria. A liberdade, pelo contrário, nasce geralmente no meio das tempestades, desenvolve-se com muita dificuldade através das discórdias civis e só quando ela envelhece é que podemos conhecer os seus benefícios."
Alexis de Tocqueville, "Da Democracia na América", publicado pela primeira vez em 1835
Notícias do OMF!
Perdemos 8-4 com os Sem Nome, desta forma assegurando o último lugar do grupo.
Puta que pariu esta merda.
"É certo que o momento em que se concede direitos políticos a um povo que nunca os teve é um momento de crise, frequentemente necessária, mas sempre perigosa. Uma criança pode matar por ignorar o valor da vida, pode roubar um objecto antes de saber que lhe podem retirar o que é seu. Na altura em que lhe concedem direitos políticos, o homem do povo encontra-se, nesse aspecto, na mesma situação da criança perante a Natureza (...) Nunca será de mais dizê-lo: nada há que produza maiores maravilhas do que a arte de ser livre; mas não nada mais difícil que a aprendizagem da liberdade. Já o mesmo não acontece com o despotismo. Este apresenta-se frequentemente como o reparador de todos os males sofridos, como apoio do justo direito e dos oprimidos e como fundador da ordem. Os povos adormecem no meio da prosperidade que ele promove momentaneamente e, quando acordam, encontram-se reduzidos à miséria. A liberdade, pelo contrário, nasce geralmente no meio das tempestades, desenvolve-se com muita dificuldade através das discórdias civis e só quando ela envelhece é que podemos conhecer os seus benefícios."
Alexis de Tocqueville, "Da Democracia na América", publicado pela primeira vez em 1835
Notícias do OMF!
Perdemos 8-4 com os Sem Nome, desta forma assegurando o último lugar do grupo.
Puta que pariu esta merda.
terça-feira, abril 20, 2004
O post sobre S. Martinho está em preparação, mas ainda não acabado...
Notícias da Fórmula Renault!
- Na segunda corrida, no circuito espanhol de Valência, o espantoso Campaniço terminou em 3º - um português num podio, incrível! Apesar do acidente à partida ter facilitado a coisa, não deixa de ser um bom resultado e esperamos que se repita. o neerlandês Van Lagen terminou no 5º lugar.
Notícias da SARIP!
Penso que o Berto esteve muito bem ao relembrar, no nosso fórum, a epopeia estudantil de há 35 anos. É importante manter as memórias vivas, para melhor compreendermos as realidades actuais.
Parece, no entanto, que o meu apelo a um debate Berto-Fernando sobre açoreanidade caiu em saco roto...pelo que volto a repeti-lo: escrevam sobre isso!!! Enfim, o Berto continua cheio de trabalho na DG e o Fernando também deve estar muito ocupado, dada a sua posição no NEPI, mas estamos à espera...já agora, confirma-se o boato segundo o qual o Fernando vem à Queima?
- Esta semana é mais calminha, depois de todos os trabalhos da semana passada...o António põe as expectativas demasiado altas quanto à participação da SARIP na Kartada, iniciativa desportiva de Karting da Queima 2004 semelhante à de 2002, mas agora no circuito de Poiares e com karts de 270cc, ao contrário dos de 200cc com que corremos na Batalha. Na ausência do piloto-estrela da WVV SARIP, eu e o Reinold convidámos o Daniel devido à sua experiência de competição - retradata naquele filme muito engraçado do fds da SARIP de 2003. Pá, só vamos lá com vontade de dar o máximo, mas resultados...talvez possamos aspirar ao top ten, que é afinal o nosso ponto de referência da prova de 2002. Dia 28 de Abril, todos ao Kartódromo de Poiares!
- O Sporting foi roubado para que Mourinho pudesse gerir o plantel frente ao Braga. Dado o que aconteceu hoje, talvez a coisa tenha dado para o torto...
Publicidade
- Se está desencantado da vida... se tem impulsos suicidas...se não tem amigos, nem família, nem nada que o prenda a este mundo...Quer uma morte espectacular e explosiva?
Fácil! Não se afogue no álcool nem nas drogas, que provocam morte lenta e dolorosa; temos o remédio para si! Viaje até à Palestina e anuncie-se às televisões como o novo Chefe do Hamas! Em poucas semanas a morte virá ter consigo de uma forma que o deixará nas nuvens!
(SA - Suicidas Anónimos)
Notícias da Fórmula Renault!
- Na segunda corrida, no circuito espanhol de Valência, o espantoso Campaniço terminou em 3º - um português num podio, incrível! Apesar do acidente à partida ter facilitado a coisa, não deixa de ser um bom resultado e esperamos que se repita. o neerlandês Van Lagen terminou no 5º lugar.
Notícias da SARIP!
Penso que o Berto esteve muito bem ao relembrar, no nosso fórum, a epopeia estudantil de há 35 anos. É importante manter as memórias vivas, para melhor compreendermos as realidades actuais.
Parece, no entanto, que o meu apelo a um debate Berto-Fernando sobre açoreanidade caiu em saco roto...pelo que volto a repeti-lo: escrevam sobre isso!!! Enfim, o Berto continua cheio de trabalho na DG e o Fernando também deve estar muito ocupado, dada a sua posição no NEPI, mas estamos à espera...já agora, confirma-se o boato segundo o qual o Fernando vem à Queima?
- Esta semana é mais calminha, depois de todos os trabalhos da semana passada...o António põe as expectativas demasiado altas quanto à participação da SARIP na Kartada, iniciativa desportiva de Karting da Queima 2004 semelhante à de 2002, mas agora no circuito de Poiares e com karts de 270cc, ao contrário dos de 200cc com que corremos na Batalha. Na ausência do piloto-estrela da WVV SARIP, eu e o Reinold convidámos o Daniel devido à sua experiência de competição - retradata naquele filme muito engraçado do fds da SARIP de 2003. Pá, só vamos lá com vontade de dar o máximo, mas resultados...talvez possamos aspirar ao top ten, que é afinal o nosso ponto de referência da prova de 2002. Dia 28 de Abril, todos ao Kartódromo de Poiares!
- O Sporting foi roubado para que Mourinho pudesse gerir o plantel frente ao Braga. Dado o que aconteceu hoje, talvez a coisa tenha dado para o torto...
Publicidade
- Se está desencantado da vida... se tem impulsos suicidas...se não tem amigos, nem família, nem nada que o prenda a este mundo...Quer uma morte espectacular e explosiva?
Fácil! Não se afogue no álcool nem nas drogas, que provocam morte lenta e dolorosa; temos o remédio para si! Viaje até à Palestina e anuncie-se às televisões como o novo Chefe do Hamas! Em poucas semanas a morte virá ter consigo de uma forma que o deixará nas nuvens!
(SA - Suicidas Anónimos)
sábado, abril 17, 2004
Saudações Académicas meus caros amigos
Antes de mais peço desculpa por não ter estado presente no, já famoso, encontro da SARIP em S. Martinho do Porto (bem me fazia falta um fim de semana daqueles) mas a minha vida de dirigente associativo não tem sido pêra doce. Escrevo porque senti necessidade de divulgar algo que se festeja amanhã, dia 17 de Abril, e que é um dos principais feitos da história da Associação Académica de Coimbra. Os bem conhecidos Alberto Martins, Celso Cruzeiro, Osvaldo Castro e outros foram protagonistas dum feito que para sempre ficaria na história da nossa Academia e que também contribuiu para a queda do regime ditatorial, 5 anos mais tarde. Amanhã comemoram-se os 35 anos do 17 de Abril de 1969.
Decorria o ano lectivo 1968/69. Portugal vivia um período tensão, submetido a um governo fascista, que ao longo dos anos cria um clima de tensão provocado pela Guerra Colonial, pela censura à impressa e aos meios culturais, e a perseguição a todos aqueles que se opunham ao regime.
Neste contexto social levanta-se a voz discordante dos estudantes do Ensino Superior e Coimbra é quem ergue a bandeira, defendendo a liberdade, a autonomia e a democratização do Ensino Superior.
A repressão era bem visível no contexto Universitário: a Associação Académica de Coimbra tinha à frente dos seus destinos uma Comissão Administrativa nomeada pelo Estado. Entre 1965 e 1968 não foi permitido aos estudantes a escolha dos seus corpos gerentes.
Em 1968, por iniciativa do Conselho de Republicas (CR) e de vários Dirigentes de Organismos Autónomos, foi criada uma Comissão de Pró-Eleições: o objectivo era de promover o Acto Eleitoral, sendo apenas possível após a recolha de 2500 assinaturas num abaixo assinado que foi entregue ao Reitor da Universidade de Coimbra, Andrade Gouveia.
Após vários recuos e avanços, as eleições realizam-se no final do mês de Fevereiro. Comparecem a este acto eleitoral duas listas: a do Conselho de Repúblicas (CR) e a do Movimento de Renovação e Reforma (MRR). O Conselho de Repúblicas ganha as eleições com cerca de 75% dos votos, avançando com uma linha crítica de contestação à Universidade e a todo o Regime em geral.
Um mês mais tarde a Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra eleita é convidada para a cerimónia de inauguração do edifício das Matemáticas da Faculdade de Ciências. A DG não só aceita o convite como afirma publicamente a intenção intervir na cerimónia proferindo algumas palavras de descontentamento sobre a situação do ensino da Universidade de Coimbra e no resto do país.
"Em conversa tida com o Magnifico Reitor expusemos conjuntamente (Associação Académica de Coimbra e a Junta de Delegados das Ciências), a nossa pretensão em nos fazermos ouvir. Foi-nos alegado:
1. O Magnífico Reitor ao discursar, representava a Universidade;
2. A possibilidade de um estudante falar vinha prejudicar as prescrições protocolares; 3. O senhor presidente da república tinha de visitar o edifício, o que não lhe permitia um alargar da secção; … verdadeiramente conscientes, dum dever irmos esgotar todas as vias para que os estudantes, estando presentes, possam participar na sessão inaugurativa"
Na manhã de dia 17 de Abril de 1969 vivia-se em frente ao Departamento de Matemática um cenário pouco característico para uma ditadura, onde as palavras de ordem eram: "Impõe-nos o diálogo de silêncio", "Intervenção das AEs na vida e reforma da Universidade", "Ensino para todos", "Estudantes no Governo da Universidade", "Exigimos Diálogo", "Democratização do Ensino".
No interior do edifício, na actual Sala 17 de Abril, o presidente da DG/AAC, Alberto Martins, acompanhado por Luís Lopes, presidente do TEUC, e Luciano Vilhena Pereira, presidente do CITAC, pede a palavra a Américo Tomás, Presidente da República, que lhe responde de forma inconclusiva.
A cerimónia termina abruptamente e toda a comitiva se retira protegida pelos agentes da Pide/DGS.
Nessa noite Alberto Martins é preso à porta da Associação Académica de Coimbra por volta das duas horas da madrugada.
A notícia da prisão de Alberto Martins corre rapidamente, os estudantes mobilizam-se em frente à esquadra, originando confrontos e feridos. Na manhã seguinte Alberto Martins é libertado. Durante a tarde do dia 18 há Assembleia Magna, resultando na conclusão da necessidade do aumento da participação activa dos estudantes na vida universitária.
Decreta-se o "Luto Académico" a 22 de Abril.
O período do "Luto Académico" e da "Greve às Aulas" caracterizou-se pelo debate em torno dos problemas das faculdades, da Universidade e do país. As iniciativas de contestação ao regime, também se repercutiram nas actividades culturais e desportivas, ao ponto da Queima das Fitas de 1969 ter sido cancelada:
"O Conselho de Veteranos decretou o luto, com capa e batina fechada e proibição do uso de insígnias, e a Reunião Geral de Grelados deliberou o cancelamento da Queima das Fitas".
Mais tarde e após a Assembleia Magna do dia 28 Maio, nos jardins da AAC, com a participação de cerca de 6000 estudantes, iniciam-se novas formas de luta: ao a "Greve aos Exames" (com uma adesão de 85%), a "Operação Balão" e a "Operação Flor".
O 17 de Abril de 69 foi o início de um processo de contestação estudantil em que "o objectivo era pôr em causa a Universidade para pôr em causa a sociedade", que viria a terminar com a "Revolução dos Cravos" cinco anos mais tarde no 25 de Abril de 1974, na medida em que conseguiu bloquear a acção do Governo e consciencializar social e politicamente os homens que fizeram o amanhã.
Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não.
Até breve
Antes de mais peço desculpa por não ter estado presente no, já famoso, encontro da SARIP em S. Martinho do Porto (bem me fazia falta um fim de semana daqueles) mas a minha vida de dirigente associativo não tem sido pêra doce. Escrevo porque senti necessidade de divulgar algo que se festeja amanhã, dia 17 de Abril, e que é um dos principais feitos da história da Associação Académica de Coimbra. Os bem conhecidos Alberto Martins, Celso Cruzeiro, Osvaldo Castro e outros foram protagonistas dum feito que para sempre ficaria na história da nossa Academia e que também contribuiu para a queda do regime ditatorial, 5 anos mais tarde. Amanhã comemoram-se os 35 anos do 17 de Abril de 1969.
Decorria o ano lectivo 1968/69. Portugal vivia um período tensão, submetido a um governo fascista, que ao longo dos anos cria um clima de tensão provocado pela Guerra Colonial, pela censura à impressa e aos meios culturais, e a perseguição a todos aqueles que se opunham ao regime.
Neste contexto social levanta-se a voz discordante dos estudantes do Ensino Superior e Coimbra é quem ergue a bandeira, defendendo a liberdade, a autonomia e a democratização do Ensino Superior.
A repressão era bem visível no contexto Universitário: a Associação Académica de Coimbra tinha à frente dos seus destinos uma Comissão Administrativa nomeada pelo Estado. Entre 1965 e 1968 não foi permitido aos estudantes a escolha dos seus corpos gerentes.
Em 1968, por iniciativa do Conselho de Republicas (CR) e de vários Dirigentes de Organismos Autónomos, foi criada uma Comissão de Pró-Eleições: o objectivo era de promover o Acto Eleitoral, sendo apenas possível após a recolha de 2500 assinaturas num abaixo assinado que foi entregue ao Reitor da Universidade de Coimbra, Andrade Gouveia.
Após vários recuos e avanços, as eleições realizam-se no final do mês de Fevereiro. Comparecem a este acto eleitoral duas listas: a do Conselho de Repúblicas (CR) e a do Movimento de Renovação e Reforma (MRR). O Conselho de Repúblicas ganha as eleições com cerca de 75% dos votos, avançando com uma linha crítica de contestação à Universidade e a todo o Regime em geral.
Um mês mais tarde a Direcção Geral da Associação Académica de Coimbra eleita é convidada para a cerimónia de inauguração do edifício das Matemáticas da Faculdade de Ciências. A DG não só aceita o convite como afirma publicamente a intenção intervir na cerimónia proferindo algumas palavras de descontentamento sobre a situação do ensino da Universidade de Coimbra e no resto do país.
"Em conversa tida com o Magnifico Reitor expusemos conjuntamente (Associação Académica de Coimbra e a Junta de Delegados das Ciências), a nossa pretensão em nos fazermos ouvir. Foi-nos alegado:
1. O Magnífico Reitor ao discursar, representava a Universidade;
2. A possibilidade de um estudante falar vinha prejudicar as prescrições protocolares; 3. O senhor presidente da república tinha de visitar o edifício, o que não lhe permitia um alargar da secção; … verdadeiramente conscientes, dum dever irmos esgotar todas as vias para que os estudantes, estando presentes, possam participar na sessão inaugurativa"
Na manhã de dia 17 de Abril de 1969 vivia-se em frente ao Departamento de Matemática um cenário pouco característico para uma ditadura, onde as palavras de ordem eram: "Impõe-nos o diálogo de silêncio", "Intervenção das AEs na vida e reforma da Universidade", "Ensino para todos", "Estudantes no Governo da Universidade", "Exigimos Diálogo", "Democratização do Ensino".
No interior do edifício, na actual Sala 17 de Abril, o presidente da DG/AAC, Alberto Martins, acompanhado por Luís Lopes, presidente do TEUC, e Luciano Vilhena Pereira, presidente do CITAC, pede a palavra a Américo Tomás, Presidente da República, que lhe responde de forma inconclusiva.
A cerimónia termina abruptamente e toda a comitiva se retira protegida pelos agentes da Pide/DGS.
Nessa noite Alberto Martins é preso à porta da Associação Académica de Coimbra por volta das duas horas da madrugada.
A notícia da prisão de Alberto Martins corre rapidamente, os estudantes mobilizam-se em frente à esquadra, originando confrontos e feridos. Na manhã seguinte Alberto Martins é libertado. Durante a tarde do dia 18 há Assembleia Magna, resultando na conclusão da necessidade do aumento da participação activa dos estudantes na vida universitária.
Decreta-se o "Luto Académico" a 22 de Abril.
O período do "Luto Académico" e da "Greve às Aulas" caracterizou-se pelo debate em torno dos problemas das faculdades, da Universidade e do país. As iniciativas de contestação ao regime, também se repercutiram nas actividades culturais e desportivas, ao ponto da Queima das Fitas de 1969 ter sido cancelada:
"O Conselho de Veteranos decretou o luto, com capa e batina fechada e proibição do uso de insígnias, e a Reunião Geral de Grelados deliberou o cancelamento da Queima das Fitas".
Mais tarde e após a Assembleia Magna do dia 28 Maio, nos jardins da AAC, com a participação de cerca de 6000 estudantes, iniciam-se novas formas de luta: ao a "Greve aos Exames" (com uma adesão de 85%), a "Operação Balão" e a "Operação Flor".
O 17 de Abril de 69 foi o início de um processo de contestação estudantil em que "o objectivo era pôr em causa a Universidade para pôr em causa a sociedade", que viria a terminar com a "Revolução dos Cravos" cinco anos mais tarde no 25 de Abril de 1974, na medida em que conseguiu bloquear a acção do Governo e consciencializar social e politicamente os homens que fizeram o amanhã.
Há sempre alguém que resiste, há sempre alguém que diz não.
Até breve
quinta-feira, abril 15, 2004
Como continuo sem tempo, porque logo à tarde vou fazer o trabalho de Asilo, vou novamente deixar apenas alguns pontos muito rápidos:
- Finalmente saiu a nota de Dimensões e, como previsto, a SARIP teve 18. Todos somados, claro! É bom porque assim temos a certeza que estamos cá em Setembro!
- O debate entre a Sofia e o werquid continua e esperam-se continuações...
- Já agora, alguém tinha dúvidas sobre a masculinidade alternativa do Robbie Williams?
- Impossível responder ao Gustavo de Pedreanes por agora. As questões que coloca (como as do comentário de ontem) são bastante complexas e devem ser reflectidas com muita calma e serenidade...e num outro ambiente, tipo o Garcia ou o Museu...não neste ambiente artificial da sala Universia.
- O sr. Cigano recebeu um toque de um número anónimo e respondeu algo parecido com o seguinte: "não sei quem és, mas talvez tou a ver quem sejas."
- Finalizo com a nova frase de engate do werquid, que merece divulgação:
«a tua cara não me é nada estranha, não entrámos os dois num sonho erótico do Carlos Cruz em 83?»
- Finalmente saiu a nota de Dimensões e, como previsto, a SARIP teve 18. Todos somados, claro! É bom porque assim temos a certeza que estamos cá em Setembro!
- O debate entre a Sofia e o werquid continua e esperam-se continuações...
- Já agora, alguém tinha dúvidas sobre a masculinidade alternativa do Robbie Williams?
- Impossível responder ao Gustavo de Pedreanes por agora. As questões que coloca (como as do comentário de ontem) são bastante complexas e devem ser reflectidas com muita calma e serenidade...e num outro ambiente, tipo o Garcia ou o Museu...não neste ambiente artificial da sala Universia.
- O sr. Cigano recebeu um toque de um número anónimo e respondeu algo parecido com o seguinte: "não sei quem és, mas talvez tou a ver quem sejas."
- Finalizo com a nova frase de engate do werquid, que merece divulgação:
«a tua cara não me é nada estranha, não entrámos os dois num sonho erótico do Carlos Cruz em 83?»
quarta-feira, abril 14, 2004
muito rapidamente...
Tenho de ir fazer o trabalho de análises mas não queria deixar passar dois ou três pontos muito rápidos.
Fórmula 1
O GP do Bahrain já foi há bués e toda a gente viu o massacre da Ferrari. No entanto, gostava de chamar a atenção para um pormenor a que ninguém parece ter ligado importância, devido à intoxicação mediática da superioridade técnica da Ferrari e de Schumi, e que penso que vale a pena mencionar.
Em tudo na vida há o que acontece e o que poderia ter acontecido. Não vou fazer especulações; quero realçar algo que ACONTECEU, de facto, e daí os leitores concluam por si próprios o que poderia ter acontecido.
Todos sabemos que Michael Schumacher nunca foi o campeão da ética desportiva e que as suas manobras em pista muita s vezes raiaram o puro anti-fair play. Talvez um dia eu faça uma análise de todas as ocasiões nas quais MS fez batota e se expôs a si e aos outros a riscos. Agora reparem nesta foto.
Na largada, à aproximação da primeira curva, em zona de travagem, Schumacher muda repentinamente de trajectória, sem avisar, bloqueando as rodas ao travar, e passando mesmo à frente do bico de um surpreendido Barrichello que é obrigado também a travar subitamente para não embater no chefe de fila. A colisão é evitada e os Ferrari saem da primeira curva nas 2 primeiras posições.
Não sei se foi manobra anti-desportiva ou se foi simplesmente um erro. Não vejo necessidade de tapar Rubens daquela maneira, a não ser que de facto exista liberdade dentro da Ferrari para discutir posições até ao GP EUA, como se disse no início da época. Uma coisa é certa: foi uma manobra altamente arriscada e que por uma unha negra não levou AMBOS os Ferraris ao abandono.
A partir daqui os leitores imaginam o que poderia ter acontecido, quem poderia ter ganho, como estaria a classificação pontual de ambos os campeonatos, o que se diria sobre as capacidades infalíveis do hexa...
Tal como o futebol, a Fórmula 1 é uma caixinha de surpresas e a qualquer momento acontecem coisas inesperadas. No Bahrain isso não aconteceu devido à presença de espírito de Rubens e - à sorte. Pode ser que aconteça algo no próximo...
OMF
O último jogo, contra os Sem Nome, foi adiado para data incerta.
Debate machismo-feminismo
O werquid e a Sofia do Blog Alternativo envolveram-se num debate muito interessante sobre machismo e feminismo que merece uma leitura.
Bebida e Felicidade
O desafio colocado pelo Gustavo de Pedreanes, no seu comentário ao seu post de ontem, merece uma reflexão por parte de cada um dos membros da SARIP, incluindo o Danish - ou especialmente o Danish. Pela minha parte, fá-lo-ei assim que tiver tempo...
Tenho de ir fazer o trabalho de análises mas não queria deixar passar dois ou três pontos muito rápidos.
Fórmula 1
O GP do Bahrain já foi há bués e toda a gente viu o massacre da Ferrari. No entanto, gostava de chamar a atenção para um pormenor a que ninguém parece ter ligado importância, devido à intoxicação mediática da superioridade técnica da Ferrari e de Schumi, e que penso que vale a pena mencionar.
Em tudo na vida há o que acontece e o que poderia ter acontecido. Não vou fazer especulações; quero realçar algo que ACONTECEU, de facto, e daí os leitores concluam por si próprios o que poderia ter acontecido.
Todos sabemos que Michael Schumacher nunca foi o campeão da ética desportiva e que as suas manobras em pista muita s vezes raiaram o puro anti-fair play. Talvez um dia eu faça uma análise de todas as ocasiões nas quais MS fez batota e se expôs a si e aos outros a riscos. Agora reparem nesta foto.
Na largada, à aproximação da primeira curva, em zona de travagem, Schumacher muda repentinamente de trajectória, sem avisar, bloqueando as rodas ao travar, e passando mesmo à frente do bico de um surpreendido Barrichello que é obrigado também a travar subitamente para não embater no chefe de fila. A colisão é evitada e os Ferrari saem da primeira curva nas 2 primeiras posições.
Não sei se foi manobra anti-desportiva ou se foi simplesmente um erro. Não vejo necessidade de tapar Rubens daquela maneira, a não ser que de facto exista liberdade dentro da Ferrari para discutir posições até ao GP EUA, como se disse no início da época. Uma coisa é certa: foi uma manobra altamente arriscada e que por uma unha negra não levou AMBOS os Ferraris ao abandono.
A partir daqui os leitores imaginam o que poderia ter acontecido, quem poderia ter ganho, como estaria a classificação pontual de ambos os campeonatos, o que se diria sobre as capacidades infalíveis do hexa...
Tal como o futebol, a Fórmula 1 é uma caixinha de surpresas e a qualquer momento acontecem coisas inesperadas. No Bahrain isso não aconteceu devido à presença de espírito de Rubens e - à sorte. Pode ser que aconteça algo no próximo...
OMF
O último jogo, contra os Sem Nome, foi adiado para data incerta.
Debate machismo-feminismo
O werquid e a Sofia do Blog Alternativo envolveram-se num debate muito interessante sobre machismo e feminismo que merece uma leitura.
Bebida e Felicidade
O desafio colocado pelo Gustavo de Pedreanes, no seu comentário ao seu post de ontem, merece uma reflexão por parte de cada um dos membros da SARIP, incluindo o Danish - ou especialmente o Danish. Pela minha parte, fá-lo-ei assim que tiver tempo...
terça-feira, abril 13, 2004
Não digam que este curso não é exigente...um trabalho de perspectivas, outro de análises e ainda um, embora mais pequenino, de asilo, obrigam ao adiamento do post sobre aquele fim de semana e do Ditador da Semana. Ficamos apenas com um pequeno vislumbre do tal fim de semana:
O poeta é um bebedor.
Bebe tão completamente
Que confunde com licor
A cerveja que tem à frente
Tiago Nunes
O poeta é um bebedor.
Bebe tão completamente
Que confunde com licor
A cerveja que tem à frente
Tiago Nunes
quinta-feira, abril 08, 2004
Oprah Winfrey a Pres??
Ainda não são 10 da manhã, como tal ainda não estou com cabeça para me fazer ao trabalho, num tema tão complexo como o feminismo. Por isso mesmo resolvi vaguear um pouco pela net e eis que me encontro na página oficial do Michael Moore, o realizador norte-americano que faz furor nos óscares e que já lançou livros polémicos como o "Stupid white man" e que agora publicou mais uma obra, que arrasa ainda mais com a política externa de Bush, intitulada de "Dude, Where's my country?"
Se é verdade que o Michael mexe com os americanos, também é verdade que a última ideia dele mostra (na minha opinião) um certo descontrolo emocional. É natural todos nós termos as nossas ideologias, as nossas preferências, mas nomear a Oprah Winfrey como candidata preferencial à presidencia norte-americana e promovê-la através de uma petição no seu site parece-me uma anedota. Tal como o Michael refere, e podemos concordar ou não, a verdade é que os americanos adoram a Oprah; a mulher, para além de ter um grande coração até se preocupa com os americanos, tem um certo jeito de criticar os políticos; mas ponto final. De boazinha a presidente da única potência mundial vai um grande passo. Será que o homem apoiou o Arnie Swarzy na California? Quem virá a seguir? O Jon Steward do Daily Show? ou mesmo a Sharon Stone??? e porque não o Maradona para presidente da Argentina??
Que dirá o feminismo acerca desta proposta do Michael? Uma mulher (negra) a liderar a potência mundial...
Ainda não são 10 da manhã, como tal ainda não estou com cabeça para me fazer ao trabalho, num tema tão complexo como o feminismo. Por isso mesmo resolvi vaguear um pouco pela net e eis que me encontro na página oficial do Michael Moore, o realizador norte-americano que faz furor nos óscares e que já lançou livros polémicos como o "Stupid white man" e que agora publicou mais uma obra, que arrasa ainda mais com a política externa de Bush, intitulada de "Dude, Where's my country?"
Se é verdade que o Michael mexe com os americanos, também é verdade que a última ideia dele mostra (na minha opinião) um certo descontrolo emocional. É natural todos nós termos as nossas ideologias, as nossas preferências, mas nomear a Oprah Winfrey como candidata preferencial à presidencia norte-americana e promovê-la através de uma petição no seu site parece-me uma anedota. Tal como o Michael refere, e podemos concordar ou não, a verdade é que os americanos adoram a Oprah; a mulher, para além de ter um grande coração até se preocupa com os americanos, tem um certo jeito de criticar os políticos; mas ponto final. De boazinha a presidente da única potência mundial vai um grande passo. Será que o homem apoiou o Arnie Swarzy na California? Quem virá a seguir? O Jon Steward do Daily Show? ou mesmo a Sharon Stone??? e porque não o Maradona para presidente da Argentina??
Que dirá o feminismo acerca desta proposta do Michael? Uma mulher (negra) a liderar a potência mundial...
terça-feira, abril 06, 2004
Na impossibilidade de outros membros da SARIP relatarem o louco fim de semana passado em S.Martinho, aproveito eu para lançar já alguns dados. O Ismael depois encarrega-se do resto.
Um apartamento num condominio vazio, numa aldeia deserta à beira mar. 7 gajos num apartamento, muito alcool fornecido pelo pai do Daniel, um leitor DVD, uma tv, 3 sofas-cama na sala de estar, uma camera de filmar. Bebemos em casa, no Pirolitos, BarraBar, vimos a força do mar às 5 da manha, explorámos a parte sul da baía, vimos gajas com a cara em obras, a dança da micose nunca foi tao badalada. Enfim... vejam as filmagens, disponiveis brevemente num local perto de si!
Um apartamento num condominio vazio, numa aldeia deserta à beira mar. 7 gajos num apartamento, muito alcool fornecido pelo pai do Daniel, um leitor DVD, uma tv, 3 sofas-cama na sala de estar, uma camera de filmar. Bebemos em casa, no Pirolitos, BarraBar, vimos a força do mar às 5 da manha, explorámos a parte sul da baía, vimos gajas com a cara em obras, a dança da micose nunca foi tao badalada. Enfim... vejam as filmagens, disponiveis brevemente num local perto de si!
segunda-feira, abril 05, 2004
"IN MEMORIUM" KURT COBAIN 1967-1994
A SARIP não podia deixar de prestar homenagem a este jovem cantor que de certa forma marcou a nossa fase de adolesência. Ainda me lembro a "febre" e impacto que teve o álbum "Nevermind". Não podia ter surgido em melhor altura pois aquele som de rock misturado com grunge traduziam a fase difícil pela qual todos os adolescentes passam. Assim, os Nirvana e em especial Kurt Cobain tonaram nos nossos ícones de referência. Muitos deixaram crescer o cabelo, usava-se roupas consideradas de rebeldes, levavam-se as violas para as escolas para que nos intervalos pudéssemos tocar e imitar a voz rouca do seu vocalista, trocavam-se os seus cd´s, etc. (Já agora, queria aqui agredecer e ao mesmo tempo tempo pedir desculpas ao meu amigo António por me ter emprestado o álbum "Unplugged in New York" no 8ºano tendo eu apenas devolvido no 12ºano,depois de ter comprado o cd!)
Hoje, após dez anos do suicídio de Kurt Cobain e consequente separação do grupo, podemos afirmar que as suas músicas ainda vivem e terão sempre impacto nos mebros da SARIP e, em geral, em todos os amantes de rock e grunge! "Grunge is dead but the legend still lives!"
Aproveito pa deixar aqui um artigo interexantíssimo do Público acerca dos Nirvana e em especial Kurt Cobain.
A SARIP não podia deixar de prestar homenagem a este jovem cantor que de certa forma marcou a nossa fase de adolesência. Ainda me lembro a "febre" e impacto que teve o álbum "Nevermind". Não podia ter surgido em melhor altura pois aquele som de rock misturado com grunge traduziam a fase difícil pela qual todos os adolescentes passam. Assim, os Nirvana e em especial Kurt Cobain tonaram nos nossos ícones de referência. Muitos deixaram crescer o cabelo, usava-se roupas consideradas de rebeldes, levavam-se as violas para as escolas para que nos intervalos pudéssemos tocar e imitar a voz rouca do seu vocalista, trocavam-se os seus cd´s, etc. (Já agora, queria aqui agredecer e ao mesmo tempo tempo pedir desculpas ao meu amigo António por me ter emprestado o álbum "Unplugged in New York" no 8ºano tendo eu apenas devolvido no 12ºano,depois de ter comprado o cd!)
Hoje, após dez anos do suicídio de Kurt Cobain e consequente separação do grupo, podemos afirmar que as suas músicas ainda vivem e terão sempre impacto nos mebros da SARIP e, em geral, em todos os amantes de rock e grunge! "Grunge is dead but the legend still lives!"
Aproveito pa deixar aqui um artigo interexantíssimo do Público acerca dos Nirvana e em especial Kurt Cobain.
quinta-feira, abril 01, 2004
O Ditador da Semana
ENGELBERT DOLLFUSS
Também este ditador é austríaco, mas ao contrário do outro, permaneceu no seu país de origem.
Dollfuss nasceu em 1892, e Texing, na parte germânica do Império Austro-húngaro. Fez parte de juventudes religiosas católicas, estudou Direito em Viena e Economia em Berlim, e apesar de ser muito baixo, esteve algum tempo na frente alpina, contra os italianos. Desenvolveu uma carreira política no pós-guerra que o levou a ministro da agricultura e a Chanceler austríaco, em Maio de 1932. Procurou o desenvolvimento económico e a aliança com a Itália de Mussolini, para evitar a absorção do seu pequeno país pela Alemanha – um cenário que se previa possível. Em Maio de 1933 dá-se a dissolução do Parlamento e o início da governação ditatorial, com a proibição dos partidos de esquerda e a fundação de um partido próprio (ao contrário de Hitler, que primeiro fundou um partido e depois chegou ao poder.), contando com uma milícia armada, a Heimwehr (o equivalente das SS). Já em 1934 abriram-se alguns campos de detenção e foi reintroduzida a pena de morte. Em Maio de 1934 Dolfuss proclamou uma nova Constituição baseada no modelo fascista italiano.
A 25 de Julho de 1934, oito nazis austríacos protagonizam uma tentativa de golpe de estado palaciano com o objectivo de tornar a Áustria uma província alemã. Entram no edifício da Chancelaria e matam Dollfuss, mas a acção falha. A independência austríaca sobreviveria mais 4 anos.
A experiência de Dolfuss foi quase tão curta como a de Galtieri. A Áustria do pós-Grande Guerra, um pequeno fragmento do que havia sido anteriormente, estava ainda à procura de um papel externo, e este ditador trabalhou nesse sentido. No entanto, o destino da Áustria estava traçado a partir do momento em que a ideologia nacionalista do austríaco Hitler chega ao poder na Alemanha.
A equipa estrangeira
Tenho pela lista do Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu uma simpatia análoga à que me desperta o Arsenal, de Londres. O futebol inglês é, como toda a gente sabe, feio e tosco. Nada mais eficaz que contratar meia selecção de França para resolver o problema.
[posted by ivan - 25 de Março de 2004]
Notícias da SARIP!
- Infelizmente não pude estar presente nas Conferências de ontem, pois estive um pouco doente e a aspirina só fez efeito muito tarde. Deve ter sido interessantíssimo, mas o Danish deve saber melhor que eu..
- A SARIP parece ter aderido em peso à greve nacional de hoje. Mesmo sem terem ido ao convívio de Economia que havia ontem no Clepsidra e que, gentilmente e sem uma ponta de vergonha, lembrava aos possíveis aderentes que se tratava de véspera de greve nacional e que havia, portanto, que aproveitar para sair. As pessoas têm direito à sua opinião, mas há limites de decência, pá! Com que cara é que nos podemos defender de quem diz que as greves são só para faltar às aulas??!
- O António enganou-se num ponto: nós (eu) ficámos de lhe ensinar a pôr comentários no blog, e não links. Pá, não recebeste o meu mail sobre isso?
Já agora, quando ficar pronta a nova casa do sr. Chissano, para ele passar a reforma, vê se sacas uma foto da casa e metes aí no blog. (Aliás, é uma coisa que falta no teu blog são fotos, especialmente dado o tema principal, não???)
- Agradeço ao Daniel a honra a mim atribuída de relatar os acontecimentos do próximo fim de semana. Esperamos explorar ao máximo o tempo de imaturidade que nos resta.
ENGELBERT DOLLFUSS
Também este ditador é austríaco, mas ao contrário do outro, permaneceu no seu país de origem.
Dollfuss nasceu em 1892, e Texing, na parte germânica do Império Austro-húngaro. Fez parte de juventudes religiosas católicas, estudou Direito em Viena e Economia em Berlim, e apesar de ser muito baixo, esteve algum tempo na frente alpina, contra os italianos. Desenvolveu uma carreira política no pós-guerra que o levou a ministro da agricultura e a Chanceler austríaco, em Maio de 1932. Procurou o desenvolvimento económico e a aliança com a Itália de Mussolini, para evitar a absorção do seu pequeno país pela Alemanha – um cenário que se previa possível. Em Maio de 1933 dá-se a dissolução do Parlamento e o início da governação ditatorial, com a proibição dos partidos de esquerda e a fundação de um partido próprio (ao contrário de Hitler, que primeiro fundou um partido e depois chegou ao poder.), contando com uma milícia armada, a Heimwehr (o equivalente das SS). Já em 1934 abriram-se alguns campos de detenção e foi reintroduzida a pena de morte. Em Maio de 1934 Dolfuss proclamou uma nova Constituição baseada no modelo fascista italiano.
A 25 de Julho de 1934, oito nazis austríacos protagonizam uma tentativa de golpe de estado palaciano com o objectivo de tornar a Áustria uma província alemã. Entram no edifício da Chancelaria e matam Dollfuss, mas a acção falha. A independência austríaca sobreviveria mais 4 anos.
A experiência de Dolfuss foi quase tão curta como a de Galtieri. A Áustria do pós-Grande Guerra, um pequeno fragmento do que havia sido anteriormente, estava ainda à procura de um papel externo, e este ditador trabalhou nesse sentido. No entanto, o destino da Áustria estava traçado a partir do momento em que a ideologia nacionalista do austríaco Hitler chega ao poder na Alemanha.
A equipa estrangeira
Tenho pela lista do Bloco de Esquerda ao Parlamento Europeu uma simpatia análoga à que me desperta o Arsenal, de Londres. O futebol inglês é, como toda a gente sabe, feio e tosco. Nada mais eficaz que contratar meia selecção de França para resolver o problema.
[posted by ivan - 25 de Março de 2004]
Notícias da SARIP!
- Infelizmente não pude estar presente nas Conferências de ontem, pois estive um pouco doente e a aspirina só fez efeito muito tarde. Deve ter sido interessantíssimo, mas o Danish deve saber melhor que eu..
- A SARIP parece ter aderido em peso à greve nacional de hoje. Mesmo sem terem ido ao convívio de Economia que havia ontem no Clepsidra e que, gentilmente e sem uma ponta de vergonha, lembrava aos possíveis aderentes que se tratava de véspera de greve nacional e que havia, portanto, que aproveitar para sair. As pessoas têm direito à sua opinião, mas há limites de decência, pá! Com que cara é que nos podemos defender de quem diz que as greves são só para faltar às aulas??!
- O António enganou-se num ponto: nós (eu) ficámos de lhe ensinar a pôr comentários no blog, e não links. Pá, não recebeste o meu mail sobre isso?
Já agora, quando ficar pronta a nova casa do sr. Chissano, para ele passar a reforma, vê se sacas uma foto da casa e metes aí no blog. (Aliás, é uma coisa que falta no teu blog são fotos, especialmente dado o tema principal, não???)
- Agradeço ao Daniel a honra a mim atribuída de relatar os acontecimentos do próximo fim de semana. Esperamos explorar ao máximo o tempo de imaturidade que nos resta.
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